sexta-feira, 16 de junho de 2017

Introdução à neuropsicopedagogia – Santa Cruz do Sul


     O que te faz escolher determinada pós-graduação? Você simplesmente escolhe em virtude do nome? Ou por achar que vai ser legal? Ou talvez porque tem algumas disciplinas que tem interesse? Estes alguns questionamentos que me fiz ao optar pela neuropsicopedagogia. E também insisto em perguntar para as turmas às quais leciono: - Quais as expectativas que você faz desta pós? – Quais expectativas dos que convivem com você tem ao mencionar sobre a pós que está cursando?
     Podem parecer perguntas simples, com respostas óbvias, mas certamente há um objetivo amplo dentro destes questionamentos, ou seja, instigar o aluno a refletir sobre a profissão de neuropsicopedagogo, a entender as bases que estruturam esta ciência, saber diferenciar a neuropsicopedagogia de ciências próximas, no entanto com características bem diferenciadas, tais como a neuropsicologia e psicopedagogia.
    Conforme o Código de Ética Técnico Profissional da Neuropsicopedagogia, no capítulo II, artigo 10, encontramos a seguinte definição desta ciência:
A Neuropsicopedagogia é uma ciência transdisciplinar, fundamentada nos conhecimentos da Neurociências aplicada à educação, com interfaces da Pedagogia e Psicologia Cognitiva que tem como objeto formal de estudo a relação entre o funcionamento do sistema nervoso e a aprendizagem humana numa perspectiva de reintegração pessoal, social e educacional. (SBNPP, 2016, p. 3)
     Na leitura desta definição percebemos a tríade: neurociências aplicadas à educação, pedagogia e psicologia cognitiva. Se comparamos com a psicopedagogia, entenderemos que ela não prioriza a psicologia cognitiva, se compararmos com a neuropsicologia também podemos entender que a mesma não faz menção apenas ao foco da neurociência voltada à educação. Então, nestes simples aspectos, já há um grande diferencial, pois são estas as estruturas que vão fundamentar inclusive o tipo de avaliação que o profissional de cada área fará uso dentro do seu contexto de atuação.
    Também nesta perspectiva, os alunos dos cursos de pós-graduação do Censupeg já iniciam a pesquisa nos documentos básicos da SBNPP, ou seja: o Código de Ética Técnico Profissional, Nota Técnica 01/2016, Nota Técnica 02/2017, bem como recebem a informação de como se associar a esta sociedade que é uma entidade de maior referência  no universo da neuropsicopedagogia e suas extensões, onde o associado adquire vantagens e benefícios, tais como: - contribuir para o reconhecimento da profissão do neuropsicopedagogo; - orientação básica de como abrir seu espaço após a conclusão da pós-graduação; - acesso ao boletim informativo que traz publicações recentes e importantes sobre a Neuropsicopedagogia; -desconto de 20% na compra do livro da Dra Rita Russo (Neuropsicopedagogia Clínica – Introdução, conceitos, teoria e prática); - descontos em eventos da SBNPp e também em livrarias conveniadas a esta sociedade.
    Portanto, esta disciplina de Introdução à Neuropsicopedagogia tem como objetivo mostrar toda contextualização estrutural do curso, ou seja, mostrar um panorama do conceito de neuropsicopedagogia, as bases que a compõe, perfil profissiográfico do neuropsicopedagogo, diferenças entre os campos de atuação, que tipo de instrumentos utilizará para fazer avaliação e intervenção, bem como entender a importância da leitura dos documentos que fundamentam esta ciência. Por isso, que no dia 10/06 a turma de Neuropsicopedagogia de Santa Cruz do Sul realizou atividades que visavam desde a contemplação de power point contendo estas informações até mesmo a consulta do Código de Ética Técnico Profissional como forma de pesquisar estudos de caso envolvendo a conduta profissional de neuropsicopedagogos, ou seja, casos fictícios criados como forma de exercitar a pesquisa deste documento. O interessante de tudo foi a oportunidade de trocas de saberes, de expor as dúvidas, de buscar o entendimento de todo contexto que envolve a neuropsicopedagogia.

Bibliografia:
SBNPP. RESOLUÇÃO SBNPp N° 03/2014, Joinville: SBNPP, 2014

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Avaliação e Intervenção Psicopedagógica – Lajeado - RS


Apostar na educação é uma das ferramentas mais poderosas que podemos proporcionar ao país. Preocupar-se com os processos de ensino aprendizagem é dever de todo e qualquer profissional que trabalha no contexto educativo, no entanto, nem sempre há o entendimento do que fazer quando o aluno não aprende, principalmente quando o professor expressa que já fez tudo e mesmo assim não conseguiu um retorno positivo.
Muitas vezes, tratando-se da não aprendizagem, se faz necessário, um olhar de um profissional que se utiliza de instrumentos capazes de avaliar quais os aspectos que se mostram deficitários na aprendizagem da criança, ou seja, o psicopedagogo.
O psicopedagogo é um profissional que cujos conhecimentos dos processos cognitivos, emocionais e corporais, auxiliam no processo ensino aprendizagem, contribuindo de forma significativa para a melhoria acadêmica do estudante.
Através da disciplina de Avaliação e Intervenção Psicopedagógica - Clínica (do curso de Psicopedagogia Institucional e Clínica do Censupeg), o futuro psicopedagogo irá “entender e elaborar a contextualização das avaliações psicopedagógicas em situações clínicas verificando quais os procedimentos técnicos e encaminhamentos psicopedagógicos no atendimento de sujeitos com dificuldades de aprendizagem, bem como, elaborar pareceres e devolução de diagnóstico”.
A avaliação psicopedagógica tem como objetivo principal investigar quais as dificuldades ou entraves do sujeito no seu processo de aprender diante do esperado pelo meio social, ou seja, identificar dificuldades que possam estar impedindo o sujeito de desenvolver o processo ensino aprendizagem de forma eficaz, procurando deste modo, descobrir a forma de como o conhecimento é elaborado por esse sujeito.
Como se pode perceber, avaliação e intervenção, requerem muitas horas de estudo, escolhas de instrumentos adequados para cada contexto e técnicas de intervenções que contemplem os resultados mostrados na avaliação. Nesse sentido, podemos afirmar que a formação do psicopedagogo se faz mediante muito empenho, leituras constantes e trocas de saberes (práticos e teóricos).  

domingo, 16 de abril de 2017

“Chuvinha” de neurotransmissores

Como a escolha de uma música pode mudar seu dia


Ana Lúcia Hennemann¹ 

“Canta canta minha gente deixa a tristeza prá lá, canta alto forte que a vida vai melhorar.” - Martinho da Vila

     E a atriz coadjuvante de nossas vidas é sempre ela: a música. Estou certa? Ou poderíamos fazer a tentativa de imaginar o mundo sem ela?
    Imagine-se em atividades que precise colocar motivação e empenho: faxina da casa, limpeza do carro ou exercícios na academia. Certamente tudo fica mais prazeroso ao som da música que você tanto gosta. Mas por outro lado, imagine-se acordando desanimado, saiu de casa e encontrou alguém que lhe conta algo triste, e para completar liga o rádio e está tocando justamente aquela música melancólica que te faz lembrar do amor que não deu certo, de brigas com pessoas que tanto ama, do trabalho cansativo?  Sem perceber você acaba transformando algo que já não estava bom, em pior ainda!!! E tem gente que ainda diz: era a música perfeita para o meu dia...
    Nada disso, nada de aumentar o sofrimento. Vamos refletir sobre o assunto:  por que a música exercer tamanha influência sobre nossos sentimentos?  Caso nunca tenha se perguntado sobre isso, saiba que pesquisadores descobriram que a música tem a capacidade de aumentar ou diminuir a produção de neurotrofinas (proteínas responsáveis pela sobrevivência, desenvolvimento e funcionalidade dos neurônios) afetando, assim, o funcionamento do sistema nervoso. O sistema das neurotrofinas é capaz de regular processos celulares vitais como a liberação de neurotransmissores, tais como a dopamina e a noradrenalina. A dopamina é um neurotransmissor relacionado ao prazer, bem-estar e recompensas enquanto que a noradrenalina nos proporciona excitação física, mental, e bom humor. 
    Assim como palavras são gatilhos que fazem pensar em determinadas situações, sons ou imagens, a música faz isso com maior abrangência, pois ela ativa diversas regiões cerebrais ao mesmo tempo, envolvendo áreas responsáveis por interpretar as diferentes alturas, timbres, ritmos e modulação do sistema de prazer e recompensa envolvido na experiência musical.
     De acordo com Tolstói (1889 apud Miranda, 2013):

 A música obriga a esquecermo-nos da nossa verdadeira personalidade, transporta-nos a um estado que não é o nosso. Sob a influência da música temos a impressão de que sentimos o que não sentimos; que compreendemos o que na realidade não compreendemos; que podemos o que não podemos[...] A música transporta-nos, de surpresa e imediatamente, ao estado de alma em que se encontrava o artista no momento da criação, confundimos a nossa alma com a dele e passamos de um estado a outro sem saber por que o fazemos.

      Quanto maior a sensação de prazer relacionada a uma música maior é a quantidade de associações que o nosso cérebro realiza com a mesma e maior será a liberação de dopamina ou noradrenalina. A música pode alterar nosso estado fisiológico através dos sistemas nervoso e endócrino.
Portanto, se você se quer ter um dia agradável ouça músicas que lhe despertam sensações que promovam o seu bem-estar. Do mesmo modo quando pensamos em questões de aprendizagem, a música pode ser um aliado altamente eficaz. Por exemplo: que tal começar a aula com uma boa música? Automaticamente os alunos estão sendo preparados para a recepção do conteúdo, pois relaxam, ficam mais descontraídos (o que promove a interação professor X aluno). Ouvir música exige o desenvolvimento da capacidade de concentração, além de promover a criatividade pois sensibiliza o aluno.
    Outra alternativa é solicitar que eles criem músicas relacionada ao conteúdo da disciplina, com isso, há muito maior aprendizagem, pois eles terão que utilizar os conhecimentos prévios e evidenciá-los através das habilidades de leitura, escrita, interpretação, ritmo, entonação de voz, e por aí adiante. Portanto, dentro do contexto educacional a música traz o benefício de ampliar e facilitar a aprendizagem.
   Seja por motivos pessoais, na execução de uma atividade ou situação de aprendizagem, o importante mesmo é seguir a ordem do poeta, mas com o entendimento de que ao cantar, alto e forte, a vida vai melhor, pois “chuvinhas” de substâncias prazerosas estarão modulando seu cérebro e, consequentemente, todo o seu organismo.  

Referências:
MIRANDA, Matheus. A música e as emoções. Disponível online em: http://migre.me/oNqAy
MUSZKAT, Mauro. Música, Neurociência e Desenvolvimento humano.   http://migre.me/oNlcG
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[1]Especialista em Alfabetização, Neuropsicopedagogia e Educação Inclusiva, Neuropsicopedagogia Clínica e Neuroaprendizagem. - whatsApp - 51 99248-4325
Como fazer a citação deste artigo:

HENNEMANN, Ana L.  “Chuvinha” de neurotransmissores.  Novo Hamburgo, 16 de abril/ 2017. Disponível online em:  http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/2017/04/chuvinha-de-neurotransmissores.html

segunda-feira, 27 de março de 2017

Habilidades Matemáticas – Cruz Alta - RS


Em meados de março,  lecionei na cidade de Cruz Alta, a disciplina de Fundamentos e Prática Multiprofissional V- Habilidades Matemáticas. Nesta cidade a gestora é a Cristina Librelotto Rubin, que por falar em habilidades, ela tira de letra.
 Imagem vocês que ela se encontrava fora do país, mas se fazia presente em todo e qualquer momento da aula. É muita dedicação provinda destas gestoras do Censupeg, no caso da Cristina, toda a organização do ambiente se encontrava impecável, tudo pensando com muito carinho para que nossas pós-graduandas pudessem estudar com tranquilidade. E também, volta e meia se ouvia uma das meninas anunciando que ela estava solicitando notícias do dia!!!
A disciplina de Habilidades Matemáticas, como já foi mencionada em outras publicações, estuda alguns pré-requisitos que as crianças precisam ter desenvolvido para que a aprendizagem flua com maior facilidade.
Já nos primeiros anos de vida a criança já vai adquirindo noções de quantidade numérica, por exemplo: quando os cuidadores da mesma pedem para ela mostrar com os dedos quantos anos ela tem ou então contar determinados objetos, estas atividades proporcionam a noção de número, ou seja, consciência numérica.
Outro fator importante é que a criança desenvolva a percepção visuoespacial, e aí os jogos de encaixe podem auxiliar e muito, pois ela precisa ter noção de virar as peças para que as mesmas sejam inseridas no local certo. Do mesmo modo, também é fundamental que já no ambiente familiar se trabalhe noções de perto, longe, por exemplo, quando alguém diz: - vem para perto da mamãe...próximo do papai...ao lado da titia...através de instruções como estas, a criança já vai aumentando a sua percepção visuoespacial.
Outro fator de destaque é a linguagem matemática, que aparece através de símbolos, representação por escrito dos números e interpretação de enunciados. Então, desde placas que aparecem na rua, ou mesmo, teclas de computador, celular, há a possibilidade de despertar o interesse da criança por esta linguagem. Leitura de livros, jornais, revistas, jogos com números e seus respectivos nomes apresentam-se como recursos lúdicos capazes de fazer a interação: criança x linguagem matemática.
O que se destaca em todas as habilidades de aprendizagem é questão da atenção. Se a criança apresenta dificuldade atencional, certamente ela terá muita dificuldade em ter a “concentração” necessária para aprender matemática. E isto também se relaciona com as funções executivas, pois a inibição de comportamento é um tópico importante para a aprendizagem.
Quantas vezes, nos deparamos com indivíduos que começam a atividade e insistem em resolver a questão do mesmo modo, modo este que talvez já tenha se mostrado incorreto. Nesse sentido, o bom funcionamento das funções executivas faz com que os indivíduos tenham um planejamento, uma organização sequencial, consigam fazer autocorreção da atividade que estão desempenhando.

Enfim, estes foram apenas alguns pequenos tópicos da aula, no entanto, há muito mais, por isso que o Censupeg é a referência número um em curso de Pós-Graduação em Neuropsicopedagogia, porque investe na excelência educacional.

Fundamentos e Prática em Equipe Multiprofissional – Igrejinha - RS

     

Me sentindo em débito com as amadas de Igrejinha!!!

     A aula ocorreu no início de março, no entanto o encanto dessas meninas pela neuropsicopedagogia é algo contagiante que perpassa a barreira do tempo/espaço.
    Igrejinha, cidade aqui do Rio Grande do Sul, na qual os cursos de pós-graduação do Censupeg ocorrem sob a responsabilidade da gestora Sigrid Becker. Gente, essa mulher é um show! Está presente em muitos momentos da aula procurando auxiliar em tudo que for necessário tanto para os alunos quanto os professores. Nela também fica evidente o “jeito Censupeg de ser”.
    Antes que me perguntem: - Afinal de conta que jeito é esse? Já esclareço com propriedade que existem muitas definições para o “jeito Censupeg de ser”, sendo que, uma em especial carrego dentro do meu coração, a mesma ecoa através das palavras do diretor presidente Sandro A. Albano, quando ele diz: [...]o que não dá para faltar em educação é AMOR e CARÁTER [...] quando você aprende que fazer o bem é muito gostoso e que ajudar os outros fica perfume nas suas mãos, a gente vai entender que dá para fazer um mundo melhor, como a gente já está fazendo.
    Como professora, amante da profissão, tento dar o meu melhor, contudo jamais posso deixar de perceber que aqueles que estão dentro da sala de aula, também estão dando o melhor deles, buscando melhorar sua qualificação para “perfumar a vida de tantos outros”, e é isso que estas amadas neuropsicopedagogas de Igrejinha me fizeram perceber durante as disciplinas de Fundamentos e Prática em Equipe Multiprofissional IV e V, ou seja Linguagem e Habilidades Matemáticas. Foram dois dias de estudo, prática profissional, exercício de aplicação de testagens e interpretação dos resultados obtidos como forma de sistematizar quais as intervenções a serem propostas.
    A estrutura curricular do curso de Pós-Graduação em Neuropsicopedagogia, proposta pelo Censupeg, apresenta ao todo 5 disciplinas de Fundamentos, todas elas voltadas a áreas que o neuropsicopedagogo deverá avaliar e intervir, fundamentadas desde a base neurobiológica, desenvolvimento típico e atípico, bem como quais instrumentos podem ser utilizados na avaliação e intervenção.  
    Nossos alunos são orientados em conformidade com o Código de Ética Técnico Profissional de Neuropsicopedagogia, a Nota Técnica 01/2016 e o livro Neuropsicopedagoga Clínica da Drª Rita Russo. Nesse sentido, como instituição, temos certeza de que estamos formando profissionais altamente qualificados e que farão a diferença no contexto neuropsicopedagógico, principalmente porque  foram ensinados nos princípios do AMOR e CARÁTER.