domingo, 8 de abril de 2012

Compreender o Estudante com Síndrome de Asperger - Orientações para Professores

Por Paula Teles
       As crianças com Síndrome de Asperger (SA) representam um desafio ao meio educativo. São vistas como excêntricas e peculiares pelos colegas de turma, e a sua falta de aptidão social faz com que, muitas vezes, sejam motivo de gozações. 
     A sua descoordenação motora e o interesse obsessivo por temas peculiares podem ser mais uma desvantagem a acrescentar à sua aparência “estranha”. 
      As crianças com SA têm dificuldade em compreender as relações interpessoais e as regras de convenção social, são ingenuas e têm dificuldade em entender questões de senso comum. O fato de se mostrarem inflexíveis e muitas vezes inábeis a lidar com as mudanças, faz com que, frequentemente, se sintam ansiosas e emocionalmente vulneráveis. 
      Têm uma inteligência média, ou superior à média, e uma excelente capacidade de memória. A sua singularidade intelectual associada aos interesses obsessivos, podem trazer-lhes grandes sucessos na vida profissional. 
       A SA é considerada uma disfunção ao nível mais ligeiro do espectro da perturbação autista. Comparando os indivíduos dentro deste contínuo, Van Krevelen (cit. in Wing, 1991) refere que, na forma mais severa, se encontram crianças que “vivem no seu próprio mundo”, enquanto que na forma mais discreta “vivem no nosso mundo, mas à sua maneira”. 
     Nem todas as crianças com SA são iguais. Da mesma forma que cada criança com SA tem a sua própria personalidade, também as características mais “típicas” desta síndrome se manifestam de um modo específico em cada uma. Não existem receitas exatas prontas a serem usadas na sala de aula para todas as crianças com SA. 
         Apresentamos sete características da SA, acompanhadas por sugestões e estratégias a usar na sala de aula (as intervenções são exemplificadas a partir da experiência do autor como professor na University of Michigan Medical Center Child and Adolescent Psychiatric Hospital School). Estas sugestões têm um sentido lato e devem ser ajustadas às necessidades individuais de cada criança.
  Se você está interessado em saber mais... leia o artigo na íntegra na página 14 do seguinte link: http://www.madeira-edu.pt/Portals/7/pdf/revista_diversidades/revistadiversidades_15.pdf

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