domingo, 13 de maio de 2012

Neurociência, PNL e a mudança do cérebro



            Edward Demming (foto) disse uma vez “A aprendizagem não é obrigatória, mas também não é a sobrevivência!” E na correria do mundo acelerado de hoje, a sua capacidade de aprender, desaprender e reaprender é fundamental. Na Programação Neurolínguistica, PNL,  dizemos que o mapa não é o território e isso se aplica a mapas científicos também. Assim, um conhecimento básico de pesquisas científicas recentes sobre o cérebro mostra que vale a pena ter o seu mapa sobre a natureza da aprendizagem e mudança.
         Antes de irmos mais fundo, vamos esclarecer o que o processo de “aprendizagem” significa do ponto de vista da PNL. Em sua definição mais básica, podemos dizer que a aprendizagem é igual à mudança de comportamento.Esta definição é muito mais profunda do que a simples idéia de que você aprendeu algo, simplesmente pelo fato de saber de cor alguma coisa. Decorar não quer dizer que você aprendeu.  Pelo contrário, esta definição aponta para a ideia de que em qualquer contexto em que as competências desempenham um papel fundamental, a sua capacidade de demonstrar e fazer a coisa que você aprendeu é o critério para saber se você tem “aprendido” aquela habilidade. Infelizmente com base nesta definição um monte de treinamentos, livros e recursos de aprendizagem cairia por terra.
Então, qual são os insights que a ciência pode oferecer…
A ciência precisa ser atualizada, pois o cérebro estabelece novos padrões ao longo da vida.
 Até a década de 1980, os cientistas eram da opinião de que o cérebro fazia a maior parte de seu desenvolvimento nos anos de nossa infância e, depois de ter corrigido o excesso de ligações, a sua estrutura permaneceria fixa daí em diante.
Para citar um dos maiores neurocientistas do mundo, Fred Gage, a velha idéia era: “Se o cérebro era mutável, então poderíamos mudar. E se o cérebro realizava mudanças da forma errada, então nós mudaríamos também da forma errada. Era mais fácil acreditar que não havia mudanças. Dessa forma, o indivíduo permaneceria sendo o mesmo ao longo de sua vida. ”
         Esta visão antiga e ultrapassada do cérebro mudou para sempre com o trabalho inovador que vem ocorrendo no campo da neuroplasticidade nas últimas duas décadas.

           A pesquisa mais recente feita por neurocientistas de hoje indicam que:
1-   A estrutura do nosso cérebro não é fixa.
2- Que o cérebro é altamente maleável e sujeito à mudanças contínuas, como resultado de experiências.
3- Que o nosso cérebro está em constante reorganização em todo o nosso tempo de vida.
 Então a boa notícia é – se você não está feliz com quem você é ou o que você pode fazer, você pode mudar, independentemente da sua idade.

     Aprofundando: Como o seu cérebro muda

    No entanto, os avanços não param por aí. Novas pesquisas trouxeram à luz uma atualização igualmente importante em nossa compreensão do cérebro.
1- Que as ações que tomamos – a todo o momento – pode literalmente expandir ou contrair regiões diferentes do cérebro ao longo do tempo.
2- Que através de experiências , podemos mudar não somente a estrutura do cérebro (anatomia), mas também a sua organização funcional (fisiologia). Em termos leigos, isso significa que o nosso cérebro vai dedicar mais “espaço” cortical para as funções que usamos com mais freqüência e menos para aqueles que raramente usamos. (assim esteja consciente de como você costuma agir). “O cérebro muda de forma”, segundo as áreas que mais utilizamos, segundo a atividade mental. Os novos neurônios vão parar nas zonas do cérebro que mais usamos.
3- O aprendizado está sempre acontecendo – tanto conscientemente quanto “inconscientemente” (ou seja, quando você não está consciente que você está aprendendo algo que o cérebro está sempre aprendendo).
De uma perspectiva da PNL isso nos leva a um ponto interessante …

      Tudo o que você diz ou faz é uma forma de praticar, incutindo um certo pensamento-sentimento-comportamento em seu cérebro. Quando você repete o processo muitas vezes (habituar a um tipo de pensamento, evocar imagens afetiva intensas, etc.. ), isso influencia na configuração do seu cérebro. Cada um de nós já fez isso inúmeras vezes. Interessante, não é?
      Mas da mesma forma,  este processo em curso é algo o qual você vai querer estar atento – porque quanto mais freqüente e intensamente você repetir certas atividades (pensamentos, sentimentos, movimentos), mais o espaço físico do seu cérebro se sintonizará para produzir esse resultado. Com o tempo, seu cérebro pode ser acionado para criar uma resposta emocional ou processo de pensamento para um maior número de estímulos generalizados. (isto é, o seu cérebro generalizou o gatilho que dispara as respostas, emocionais ou processos de pensamento).

O ponto central é que: Você se torna mais daquilo que você faz.

         Então, se você costuma falar mal de si mesmo ou ficar irritado quando alguém está atrasado, por exemplo, então esta é a instrução que você está dando para o seu cérebro, de reforçar este tipo de conexão neural em um determinado “espaço físico” do seu cérebro.
         A questão para se perguntar é: é isso o que você quer? Se não for isso, então já é hora de começar a turbinar o seu cérebro.

Um comentário:

  1. O conhecimento desse fato nos orienta quanto a importância de pensar corretamente, e de que nossa cérebro pode ser doutrinado e nos levar ao resultado que almejamos. Não apenas aos campos da aprendizagem mais principalmente nas realizações, materiais e emocionais.
    Gratidão
    Jerus Saar

    ResponderExcluir