terça-feira, 3 de julho de 2012

Mandalas, Educação e Autoconsciência


As mandalas exercem funções terapêuticas e por isso vem sendo muito utilizadas na abordagem neuropedagógica. Sites  destinados a Ludoterapia mencionam todo aparato de estimulação neural que pode ocorrer através do trabalho com mandalas e é nesse sentido que compartilho a publicação de Sandra Ferris que traz toda explicação em torno da mandala...

A mandala é um desenho de origem sagrada que tem um ponto central e ao seu redor um desenvolvimento, em geral mais ou menos simétrico. São, portanto, desenhos ordenados ao redor de um centro e estão ligados a um estado interior. Mandala é uma palavra que vem do sânscrito e significa circulo, coroa, rotação, circulação, coro, balé e oferenda. Esta palavra é também conhecida como roda e totalidade. Mais alem de sua definição como palavra, do ponto de vista espiritual é um centro energético de equilíbrio e purificação que ajuda a transformar o entorno e a mente. Define-se como um sistema ideográfico possuidor de um espaço sagrado.
A mandala é também chamada psico-cosmograma e permite a quem utiliza reintegrar-se ao universo e em consciência absoluta. É uma forma de arte-terapia.

As mandalas são utilizadas desde tempos remotos em todos os países do mundo: Índia, China, Tibete, povos originários da America, Austrália...
O psicólogo Carl Jung disse que colorir/pintar mandalas era tão poderoso que lhe salvou da loucura. As utilizou em terapias com o objetivo de alcançar a busca de individualidade nos seres humanos. Jung costumava interpretar seus sonhos desenhando uma mandala diariamente. Nesta atividade descobriu a relação que estas tinham com seu centro interior e a partir daí elaborou uma teoria sobre a estrutura da psique humana. Segundo Carl Jung, as mandalas representam a totalidade da mente, abarcando tanto o consciente como o inconsciente. Afirmou que o arquétipo destes desenhos se encontra firmemente ancorado no subconsciente coletivo.
A mandala representa o ser humano. Interatuar com ela nos ajuda a curar a fragmentação psíquica e espiritual, a manifestar nossa criatividade e a re-conectar-nos com nosso ser essencial. É como começar uma viagem para nossa essência, nos abre portas até agora desconhecidas e faz com que brote nossa sabedoria interior.

Como fazer uma mandala?


Pode-se colorir, completar ou inventar. O colorido da mandala pode ser realizado por todo mundo, crianças ou adultos que saibam ou não desenhar. Colorir é fácil, basta preencher com cores os diferentes elementos geométricos. Cada um escolhe as cores, a intensidade da cor e seu material de pintura (aquarela, tintas, ceras, lápis de cor, etc.) em função do seu estado de animo. Deixem seus filhos ou alunos pintar como quiserem. Ponha musica de fundo suave se assim o desejar.
Ao desenhar a partir do centro para o exterior podemos abrir o coração e expandir-nos.
Ao desenhar do exterior para o centro, nos concentramos, interiorizamos e evitamos a dispersão
Deixar que a criança, ou o adulto pinte como quiser, sem intervir, sem induzir a nada. Que sigam seu coração. Em oficinas vivenciais se pode fazer mandalas grupais. Também se pode trabalhar uma mandala com intenção, pensando no Amor, na Paz ou no que desejamos aprofundar ou adquirir. Para as futuras mamães, colocar toda a nossa amorosa atenção no bebê que está para nascer enquanto colorimos a mandala, é um excelente exercício.
Ao colocar uma mandala na parede, automaticamente se harmoniza a casa ou a sala de aula.
Toda a atividade com mandala corresponde a um trabalho interior. É meditação e oferenda. O efeito, ao trabalhar com a mandala, ao percorrê-la, contemplá-la, colori-la é também iniciar uma vigem para seu próprio centro, seu coração. Permite conectar com seu próprio ser interior divino. Da mesma forma podemos trabalhar os labirintos, os padrões universais, a geometria sagrada ou simplesmente o desenho livre.
As rodas e danças circulares são mandalas vivenciais que nos conectam com muita força ao nosso interior, ajudando-nos de maneira muito eficaz a conhecer-nos melhor, ao mesmo tempo em que criamos uma energia de grupo harmônica, prazerosa e solidária. 
Os benefícios de desenhar ou pintar mandalas são múltiplos:

- Permite um trabalho de meditação ativa.
- Nos conecta com nossa essência.
- Proporciona fluidez com o mundo exterior.
- Ajuda a expandir nossa consciência.
- Desenvolve a paciência.
- Aumenta a intuição.
- da Auto-estima e auto-aceitação.
- Cura física, emocional e psiquicamente.
- Recobra o equilíbrio e permite recentrar-se.
- Nos provê de intuição criativa, sossego, harmonia e calma interna.
Imagem:  http://kidsrelaxation.com/category/relaxing-with-art/


As formas e seus significados

 As mandalas não são simples desenhos de cores. Todos os elementos que neles se integram têm um significado. Por exemplo:
- Os círculos representam o movimento, o absoluto, a síntese, o verdadeiro eu.
- Os corações representam o sol, o amor, a felicidade, a alegria, o sentimento de união.
- As cruzes representam a união do céu com a terra, a vida e a morte, o consciente e inconsciente.
- Os quadrados representam os processos da natureza, a terra, a estabilidade, o equilíbrio.
- As estrelas representam os símbolos do espiritual, a liberdade, a elevação.
- As espirais representam vitalidade, as energias curativas, a busca constante da totalidade.
- Os hexágonos representam união dos contrários.
- O labirinto representa a busca do próprio centro.
- As borboletas representam a auto-renovação da alma, morte e transformação.
- Os pentágonos representam a silhueta do corpo humano, terra, água, fogo.
- Os retângulos representam a estabilidade, o rendimento do intelecto e a vida terrena.
- Os triângulos representam a água, o inconsciente (quando a ponta esta para baixo, vitalidade, transformação (para cima), agressão para consigo mesmo (para o centro).


O que transmitem as cores?

- Branco: o nada, o Tao, pureza, iluminação, perfeição.
- Negro: Morte, limitação pessoal, mistério, renascimento, consciência galáctica, coragem.
- Cinza: neutralidade, indecisão, renovação.
- Vermelho: masculino, sensualidade, amor, enraizamento, paixão.
- Azul: tranqüilidade, paz, felicidade, satisfação, fluidez.
- Amarelo: sol, luz, jovialidade, simpatia, receptividade.
- Laranja: energia, dinamismo, ambição, valor.
- Rosa: aspectos femininos e infantis, doçura, altruísmo.
- Lilás: amor ao próximo, idealismo e sabedoria, transformação.
- Verde: natureza, equilíbrio, crescimento, esperança, cura.
- Violeta: música, magia, espiritualidade, transformação, inspiração.
- Dourado: sabedoria, claridade, lucidez, vitalidade.
- Prateado: capacidades extra-sensórias, emoções flutuantes, bem estar.


Páginas web recomendadas:


http://www.idejo.edu.uy/,http://www.sanatansociety.com/free_stuff/free_wallpaper_shri_yantra_mandala
http://www.dharmanet.com.br/vajrayana/mandala.htm
http://www.kidsweb.de/basteln/mandala/mandalas.htm, mandalas muy alegres, muy bonitos para los niños
http://www.nicoles-funworld.de/windowcolor/malvorlagen-mandala-8.php

(Dana Tir, IDEJO, Energias e Forças através das Mándalas e Mandala, Teoria e prática). Assim como na páginaWeb:http://www.mipunto.com/temas/3er_trimestre02/mandala.html

Extrato do livro: Pedagooogia 3000 de Noemi Paymal
Tradução para o português: sandraferris@globo.com
Para saber mais sobre Mandalas na Educação leia o material produzido pelo MEC...A Mandala de Saberes que o programa Mais Educação apresenta, como uma estratégia possível para o diálogo de saberes, na perspectiva da educação integral, nasceu no Rio de Janeiro, em meio ao estado de sítio que cerca as favelas cariocas, em uma experiência de educação integral realizada por meio de ações dos Ministérios da Educação e da Cultura.
A Educação Integral tem sido um ideal presente na legislação educacional brasileira e nas formulações de nossos mais lúcidos educadores. Iniciativas diversas, em diferentes momentos da vida pública do país, levaram esse ideal para perto das escolas implantando propostas e modelos de grande riqueza, mas ainda pontuais e esporádicos. O Ministério da Educação, por meio das Secretarias de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) e da Educação Básica (SEB), em parceria com o FNDE, retomou esse ideal para, a partir do aprendizado com experiências bem sucedidas, levá-lo como prática às redes de ensino dos estados e municípios do país. As experiências recentes indicam o papel central que a escola deve ter no projeto de educação integral, mas também apontam a necessidade de articular outras políticas públicas que contribuam para a diversidade de vivências que tornam a educação integral uma experiência inovadora e sustentável ao longo do tempo. Com essas premissas, foi instituído o Programa Mais Educação no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE.

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2 comentários:

  1. Olá!!!! Achei muito interessante seu post e tomei a liberdade de publicá-lo no meu blog, com as devidas referências. Muito obrigada!!!!!

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  2. Esqueci de te informar onde foi publicado: http://coordenadorapedagogica.blogspot.com.br/2014/07/mandalas-educacao-e-autoconsciencia.html
    Abs

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