domingo, 26 de agosto de 2012

Enigmas para o cérebro...


    Ontem participei de uma atividade no colégio no qual trabalho, denominada “Pensação”. A mesma envolve os alunos desde a Educação Infantil, até os alunos do Ensino Médio. Caracteriza-se por concentrar os alunos em grupos, de acordo com os níveis, para resolverem algumas tarefas. Cada grupo fica concentrado em uma sala, com um professor, sendo que o mesmo fica no papel de observador, não podendo intervir na resolução das atividades.  Estas tarefas são entregues dentro de um envelope, “quase que lacrado”, tem um determinado tempo para serem resolvidas e no prazo estipulado vem um responsável para recolher o envelope juntamente com suas respostas. O interessante é que este projeto ocorre num determinado dia e os alunos que optam por se inscrever ou não no “Pensação”, mas posso afirmar que a grande maioria estava lá.
     Como foi a primeira vez que participei, achei muito interessante perceber os mecanismos com que as crianças se utilizam para juntas chegar à resolução de determinados problemas. Como meu papel era somente de observadora, me encontrei divagando em minha infância e recordei da figura da esfinge, presente em vários livros e desenhos que li e assisti. Logo em seguida recordei das mil e umas atividades que meu pai nos proporcionava quando criança. Vivia inventando truques de “mágica”, mostrava cartas e dizia que adivinharia qual estávamos pensando e adivinhava mesmo, hoje eu sei que tudo não passava de uma questão de dedução lógica, pois ele nos mostrava algumas e ia modificando a posição das mesmas, até que não restassem dúvidas de qual havíamos escolhido.
     Cada semana ele inventava uma coisa nova, uma das que levei mais tempo para descobrir e jamais vou esquecer, embora não recomendo a ninguém fazer, a menos que queira ficar todo “encarvoado”, era assim: Ele passava cinzas no braço e apareciam palavras escritas no mesmo... Aos olhos de nós crianças era um truque fenomenal, como ele conseguia fazer aquilo? Passávamos dias espiando para ver que tipo de caneta ele usava que era invisível. Antes dele anunciar que iria aparecer tal palavra em seu braço, lembro que solicitava que passássemos  a mão no mesmo para demonstrar que não tinha nada, e foram dias e meses tentando descobrir o mistério...até que de tanto insistirmos veio a resposta: ele pegava um pedaço de sabão em barra, utilizava como lápis e escrevia o que queria no seu braço. Não ficavam marcas, não se percebia nada e no momento da “mágica”, passava cinza,e, lógico, aparecia uma palavra escrita em seu braço. Bons tempos, boas recordações...
     Quando voltei para  casa depois de ver aquelas crianças se debruçando sobre as questões propostas, percebi como esses momentos são significativos, quanto eles nos desenvolvem, quantas conexões utilizamos para descobrir tal problema e ficam registradas em nossas memórias. Então pensei, enigmas e cérebro...isso precisa aparecer em meu blog, tem que haver um local onde as pessoas também possam se utilizar destas atividades para propor desafios para seus alunos, seus amigos, seus familiares e nesse sentido que irão sutilmente aparecer algumas postagens sobre esses assuntos, inclusive lá no face também criei um álbum somente com desafios, que será construído aos poucos e com a participação dos visitantes de lá.
     Vamos ver no que vai dar...

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