segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Imagens Ocultas...



         Com alguma frequência tenho postado imagens no “Face”, onde se faz necessário encontrar alguma figura oculta, confesso que para mim também é um desafio encontrar algumas e em certas ocasiões necessito buscar alguma dica, algum detalhe que indique o objeto escondido. Para alguns pode parecer uma simples brincadeira, entretanto, a prática destas atividades faz com que desenvolvemos nossas memórias e percepções, tanto que passamos a ser mais perceptivos quanto aos pequenos detalhes à nossa volta.
       Mas, afinal de contas, qual a região do cérebro que ativamos ao fazer atividades de encontrar figuras ocultas? Com certeza, o lobo occipital, pois este é uma espécie de centro que analisa as informações captadas pelos olhos e as interpreta mediante um minucioso processo de comparação, seleção e integração. Mas e o lobo frontal? Quanta informação se processa em poucos segundos...
       Quando visualizamos alguma imagem o cérebro faz um registro sensorial, após uma análise perceptual e em seguida uma codificação e análise semântica. O cérebro então fez uma seleção precoce e em seguida uma seleção tardia (percebendo demais detalhes daquilo que está ao seu alcance) então por fim vem a memória, o raciocínio e a emoção, os quais podem até modificar o nosso comportamento, pois quando focamos nosso olhar para as imagens em busca de outras, a primeira reação é a sensação de desordem, de busca, então necessitamos, em alguns casos, em frações de segundos, reorganizar novas informações e desenvolver estratégias cognitivas para ampliar nossos esquemas representacionais.
      Tanto que num simples comentário postado numa destas imagens resumiu todo o contexto “O que é a mente de cada ser?”, ou seja, cada um vai procurando identificar algo com o que já possui familiaridade, suas memórias, suas  experiências...
         A interpretação do que vemos no mundo exterior é uma tarefa muito complexa. Já se descobriram mais de 30 áreas diferentes no cérebro usadas para o processamento da visão. Umas parecem corresponder ao movimento, outras à cor, outras à profundidade (distância) e mesmo à direção de um contorno. E o nosso sistema visual e o nosso cérebro tornam as coisas mais simples do que aquilo que elas são na realidade. E é essa simplificação, que nos permite uma apreensão mais rápida (ainda que imperfeita) da «realidade exterior», que dá origem às ilusões de óptica.

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