quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Água: um dos bens mais preciosos do planeta!


"A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras." (ONU)

    
      Devido a um problema "estrutural", tem dias em que a água não passa para determinadas partes de minha residência, casualmente a que foi construída por último. Chegamos a conclusão de quando a caixa d'água está em determinado nível alguma coisa tranca essa passagem. Geralmente leva dois dias para voltar ao normal, com certeza esses dias são os que mais reflito sobre a importância da água. Aqui, o caso é simples, é só chamar algum serviço especializado para verificar a tubulação, mas e quando realmente não há água para beber, como se faz?
     Esses dias assisti a uma palestra sobre a preservação do meio ambiente, tema do Projeto Ler, onde o palestrante trouxe dados bem importantes a respeito do nosso planeta, bem como apresentou um vídeo com imagens impactantes sobre o assunto. Apesar de ser um vídeo disponível no youtube, vou deixar o link da postagem da palestra, pois assim já podem conhecer a proposta do Projeto Ler: http://lerfeevale.blogspot.com.br/2012/09/video-sobre-preservacao-da-natureza.html
      De acordo com os dados relatados pelo IBGE e em diversos outros locais, nosso planeta tem cerca de dois terços só de água, mas  97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.
       Some-se a isto o despejo de lixo e esgoto sanitário nos rios, ou ainda as indústrias que jogam água quente nos rios - o que é fatal para os peixes. A pouca água que existe fica ainda mais comprometida. Isto exige a construção de estações de tratamento de esgoto e dessalinização, por exemplo. E exige conscientização para que se evite o desperdício e a poluição, principalmente nas grandes cidades.
        Hoje, ainda, encontramos água com muita facilidade, entretanto chegará uma época em que será mais cara que o litro de gasolina, quem sabe mais cara que o ouro, sem falar na tal tinta de impressora (que acho um absurdo de tão cara, a gente não se dá conta porque compra por ml, mas experimente comprar um litro desse produto...).
        Para finalizar segue o documento elaborado pela ONU (Organizações das Nações Unidas) com o intuito de chamar a atenção para a questão da escassez da água e, consequentemente, buscar soluções para o problema. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos da Água, ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano.
        
 Eis os artigos:

 Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.


Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
Fontes: 

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