sábado, 10 de novembro de 2012

Esclerose Múltipla

    Para alguns, no início pode aparecer despercebido, um cansaço intenso, pálpebras "pulando" ou "tremendo", descontrole da bexiga e do intestino, a fraqueza nas pernas e a visão dupla, são alguns dos sintomas apontados por quem possui esclerose múltipla (EM). 



     Descrita em 1860 pelo francês Jean Charcot, caracteriza-se como lesão do sistema nervoso central é uma doença neurológica crônica, de causa desconhecida.Trata-se de um problema comum, na faixa dos 20 aos 40 anos. O maior pico de prevalência, aliás, ocorre por volta dos 30 anos e é raro aparecer na terceira idade. A cada mil pacientes acima dos 60, apenas 15 desenvolvem a doença. Enquanto que até os 15 anos, essa proporção aumenta para 67 portadores a cada mil pessoas. As mulheres também são as mais atingidas, com uma proporção de duas vítimas do sexo feminino para um portador do sexo masculino. Elas são os principais alvos, mas podem ter filhos normalmente. A enfermidade dificilmente se manifesta no período da gestação.
        É caracterizada também como Doença Desmielinizante, pois lesa a mielina, que recobre e isola as fibras nervosas destinadas aos impulsos ao cérebro, ao nervo óptico e à medula espinhal. A mielina é uma substância constituída por proteínas e gorduras que ajudam na condução das mensagens que controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do organismo. Na Esclerose Múltipla, a mielina se transforma em placa endurecida, interferindo na transmissão dos impulsos ao cérebro, ao nervo óptico e à medula espinhal, dificultando o controle de várias funções orgânicas, tais como a visão, o andar e o falar, entre várias outras e, em particular, as funções fisiológicas, que se descontrolam.



   
Denomina-se ESCLEROSE porque:

• A enfermidade implica no “esclerosamento” ou endurecimento dos tecidos das áreas afetadas do cérebro ou da medula espinhal.  

 Denomina-se MÚLTIPLA porque:

• Muitas áreas dispersas do cérebro e da medula espinhal são afetadas.

• Os sintomas podem ser benignos ou graves e surgem e desaparecem de maneira imprevisível.
  Não existe cura para a Esclerose Múltipla. No entanto, muito pode ser feito para ajudar os doentes a serem independentes e a terem uma vida cômoda e produtiva.


Alguns sintomas são:

- Parestesias: desordem nervosa caracterizada por sensação anormal e alucinações sensoriais. 
- Perda de coordenação dos movimentos 
- Extrema fraqueza ou fadiga sem causa aparente. 
- Alterações da fala.
- Perturbações do equilíbrio
- Perda de controle urinário ou fecal. 
- Tremor nas mãos. 
- Paralisia parcial ou completa de alguma parte do corpo. 
- Alterações da visão: visão dupla de imagens, descontrole no movimento dos olhos ou embaçamento visual. 
Nistagmo - tremor ocular involuntário, rítmico, oscilatório e repetitivo
- Arrastar dos pés. 
- Adormecimento ou sensação de "formigamento". 
- Redução de função dos esfíncteres 
- Vertigem 
- Falta de coordenação 
- Perda visual

Tratamento:

     A maioria dos portadores tem vida longa, estendendo o tempo de vida em níveis praticamente normais. A Esclerose Múltipla pode ser minimizada com tratamentos adequados. 
     Terapias individuais ou em grupo auxiliam os portadores e seus familiares a lidarem com a ansiedade, a depressão e as limitações causadas pela doença. Períodos de remissão dos sintomas, com a incerteza do tempo que pode durar a crise, talvez tornem o ajustamento à doença praticamente difícil.
    No tratamento podem ser usadas medicações para aliviar ou minimizar os surtos, como os corticóides, os imunossupressores, assim como moduladores de imunidade. Ao mesmo tempo, deve-se fazer acompanhamento fisioterápico para melhorar a recuperação do paciente.



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