sábado, 17 de novembro de 2012

Quem consegue entender a paixão e o amor?




     Quem consegue entender a paixão e o amor... são sentimentos que desafiam a neurociência. Dependendo da intensidade dos mesmos ficamos sem controle de nossas próprias ações. Como diz o poeta: E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?
    No cérebro, ver a pessoa amada ou até mesmo uma fotografia dela ativa o nosso sistema de recompensa - que é o responsável pela mediação dos sistemas de euforia e prazer. Ele nos faz querer tudo o que é bom, e a paixão está incluída aqui. Dependendo dos indivíduos envolvidos, uma experiência de paixão desenfreada pode provocar alteração de humor semelhante à provocada por drogas como a cocaína e a anfetamina.  

    Através de neuroimagem funcional foram mapeadas regiões cerebrais ativadas e desativadas durante a paixão e o amor. As áreas cerebrais envolvidas passam a apresentar maior irrigação sanguínea, metabolismo mais intenso e maior atividade dos neurônios. As estruturas cerebrais envolvidas na paixão são a Amígdala e o Córtex pré-frontal. A amígdala é responsável pelos nossos sentimentos primitivos, como medo, raiva, euforia, tristeza. O córtex frontal é responsável pelo discernimento da razão.


        Na fase inicial da paixão ativamos a Amígdala e desativamos o córtex pré-frontal, portanto existe uma gama de sentimentos primitivos misturados, com ausência total de razão. Essa turbulência emocional foi denominada pelo psicólogo social Stanley Schachter de "estranho elixir da paixão".
      Outro estudo publicado na revista científica The Journal of  Nearophysiology, da Sociedade Americana de Fisiologia,  conclui que as sensações intensas relacionadas ao amor se alojam no centro do cérebro, especificamente no núcleo caudal e na área segmentar ventral. Tais regiões são responsáveis também pelo sistema de recompensa cerebral. Elas são ativadas tanto pelo prazer que se sente quando se mata a fome ou a sede, quanto pela satisfação experimentada por um dependente químico ao consumir drogas.


   Se o cérebro está apaixonado faz com que o coração comece a bater mais rápido, a pressão arterial subir, as pupilas dilatar, a temperatura variar bruscamente, o estômago apertar e as mãos tremer. Por uma questão de preservação da espécie, portanto, o ser humano não foi programado para viver constantemente apaixonado. "Se a paixão durasse muito tempo, o organismo entraria em colapso", diz o neurocientista Renato Sabbatini, professor da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo.
    Estima-se que a paixão seja um estado com data de validade não superior a 36 meses, mas  varia de pesquisa para pesquisa. No entanto, observa-se que o fundamental é a paixão passar naturalmente, o que acontece em alguns meses, com o cérebro descarregando menos dopamina e reduzindo as endorfinas. O certo é que no auge da paixão as alterações químicas são tão intensas e tão estressantes que, se durarem tempo demais, o organismo entra em colapso. 
         
   Mas se tratando de amor, a neurociência ainda necessita ampliar maiores estudos. A revista  Superinteressante (maio-2010) descreve muito bem estes estágios:

1º) Vivenciando a aproximação:  Olhares que se encontram, corpos que se comunicam, coisa de pele. Sim isso realmente existe, o corpo percebe essa avalanche química através do cheiro. Aí, nos conectamos com pessoas com identidade imunológica complementar a nossa.


2º) Do primeiro encontro a paixão: A partir deste momento, depois da atração irresistível inicial, a química cerebral produz uma turbulência de impulsos.
1. Começa com atração sexual, com aumento da testosterona em ambos os sexos, inclusive nas mulheres
2. Depois vem a paixão avassaladora, um não vive sem o outro, o dia não começa enquanto você não me telefonar, e ai o cérebro esta repleto de dopamina.
3. Depois vem a ligação afetiva mais sólida o companheirismo, manifestado nas mulheres pela ocitocina e nos homens pela vasopressina.


3º) Bem vindos ao Amor: Aqui é tudo bem mais complexo, "Enquanto crescemos, vamos criando um conceito da pessoa por quem iremos nos apaixonar", explica Semir Zeki, neurologista da University College London e autor de estudos sobre o cérebro das pessoas apaixonadas.  


    Bom se quiserem passar por todas as fases acima, aqui vão umas dicas de estudos que ajudam a cultivar paixões saudáveis que propiciam amores duradouros:

- Evitem brigas pelo telefone ou via internet. Quando estamos pertinho, olho no olho a energia de paz prevalece;
- Exercite o senso de humor;
- Iniciem novas atividades em conjunto;
- Exercitar o perdão é fundamental, às vezes ser feliz é mais importante do que brigar para saber quem tem razão; - Manter ativa a paixão reafirma sentimentos de proximidade e carinho.
- E por último: comprometimento. Pessoas cujos comprometimentos sejam fracos interpretam o comportamento do seu parceiro mais negativamente, opõe com o tempo pode se destruir uma relação. Quando se tem firme intenção de manter um relacionamento, os problemas conjugais são mais facilmente relativizados.
       
Fontes:
- http://www2.uol.com.br/vivermente/
- http://exame.abril.com.br/
- http://super.abril.com.br/

2 comentários:

  1. A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.

    Lindo texto!

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    1. Realmente Luna, um livro tem um diálogo que nos fala na alma. Abçs

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