terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A mente inconsciente tem um papel fundamental no efeito placebo


   
  Um artigo publicado no Anais da Academia Nacional de Ciências (PNAS), demonstram que o efeito placebo pode ser ativado fora da consciência, e fornecer uma explicação de como os pacientes podem apresentar melhora clínica mesmo quando recebem tratamentos desprovidos de ingredientes ativos ou de efeito terapêutico conhecido.
   Os pesquisadores estão apenas começando a apreciar o poder que a mente pode ter sobre o corpo, diz Tor Wager, professor assistente de psicologia na Universidade de Columbia.
   "Uma ideia emergente agora é a crença sobre como o  placebo que produz resultados físicos dando formas de como o seu corpo responde às coisas", diz ele. "O cérebro tem muito mais controle sobre o corpo do que podemos exercer voluntariamente."
Como um exemplo disto, Wager aponta para a resposta do corpo diante as ameaças percebidas:
"Digamos que é tarde da noite e tudo é calmo e de repente você vê alguém no  lado de fora, perto de uma janela", explica ele. "Seu corpo começa a responder. Suas pupilas dilatam. Sua frequência cardíaca sobe. Você começa a suar. "
    A crença de que algo ameaçador está lá fora, produz uma série de respostas físicas que você tem pouco controle. Se lhe disseram para se acalmar e desativar essas sensações, você não poderia, diz Wager. "Mas se ocorrem mudanças de crenças, muda-se as mudanças de respostas físicas- por exemplo, no caso citado acima: verifica-se que a pessoa que está lá fora é alguém conhecido.
    Há muito tempo se acreditou que respostas ao placebo estão relacionados as crenças ou pensamentos conscientes e que, quando dada uma pílula inerte ou terapia, os pacientes melhoram, porque eles têm a expectativa de que vai ficar melhor, ou no caso de nocebos, ficar pior, porque eles antecipam que vai piorar.

   No entanto, mais recentemente, os cientistas reconhecem que os seres humanos aprendem a esperar a recompensa ou ameaça de forma rápida e automaticamente, sem necessidade de registrar conscientemente a ideia em seus cérebros. Estudos de neuroimagens do cérebro sugerem que determinadas estruturas, como o estriado e a amígdala, podem processar os estímulos de entrada antes que eles atinjam a consciência, e, como resultado, podem mediar efeitos não conscientes sobre a cognição e comportamento humano.
   "Não é o que os pacientes acham que vai acontecer [que influencia os resultados] é o que a mente inconsciente antecipa apesar de quaisquer pensamentos conscientes. Este mecanismo é automático, rápido e poderoso, e não depende de deliberação e julgamento. Estes resultados abrem uma porta inteiramente nova para compreensão dos placebos e do ritual da medicina. "

Fonte:
http://myscienceacademy.org/2012/09/11/the-unconscious-mind-plays-a-key-role-in-the-placebo-effect/

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