Algumas dicas fundamentais advindas da pesquisa científica e
que podem ajudar sobremaneira o professor na sala de aula:
Estímulos Multi-sensoriais: as pesquisas mostram que o
aprendizado será mais eficaz e a recordação da informação mais fácil se mais
sentidos forem estimulados.
Recompensas e motivação: como vimos acima a necessidade de
uma recompensa imediata é característica das gerações atuais. Recompensas
externas podem ser preocupantes no ambiente escolar mas a criatividade do
professor pode encontrar formas de recompensar o aluno em sala de aula de forma
a motivá-lo nas atividades e conquistar sua atenção. Algo como dedicar um
intervalo da aula para piadas, canções, jingles, se a atenção e participação de
todos foi adequada no momento combinado.
Memória: sem repetição a memorização não acontece, a
rememoração falha, perde-se a informação, o tempo e a motivação. A quantidade
de repetição vai depender da emoção envolvida na passagem da informação. Quanto
mais emoção maior a chance da informação ficar cravada na memória dos seus
alunos.
Conhecimento prévio: dificilmente vai haver aprendizagem se
a informação nova não está contextualizada e conectada a conhecimentos que já
existem no cérebro da criança.
• Do concreto para o abstrato: o lobo frontal, sede do nosso
pensamento abstrato, demora mais a se desenvolver, como vimos aqui isso se
estende até a segunda década de vida. Dessa forma, parta de exemplos concretos
para atingir ideações abstratas.
Práticas: quando uma informação é colocada em prática ela se
torna patente em nosso cérebro. Mas certifique-se de que na prática a criança
realmente entendeu, ela deve ser capaz de falar e escrever sobre um conceito
que praticou.
Estórias ou histórias: elas ativam muitas áreas cerebrais,
mexem conosco, com nossas emoções, memórias e ideias. Elas têm início, meio e
fim, o que também estimula o desenvolvimento de habilidades de sequenciação e
organização (córtex pré-frontal).
Computadores e outras tecnologias: muitos sentidos são
estimulados quando os estudantes trabalham em grupos fazendo pesquisas no
computador. O trabalho é bastante visual, auditivo e cinestésico, além de
estimular habilidades sociais.
O cérebro procura por padrões: a informação é guardada em
nosso cérebro através de padrões de reconhecimento. Daniel Pink (2005) ressalta
que a era atual requer uma forma de pensar que inclua a capacidade de detectar
padrões e criar algo novo. É fundamental que o Educador apresente a nova
informação, auxilie o aluno a identificar o padrão, associar esse padrão a
padrões já armazenados por ele em seu cérebro e aí seja capaz de criar novos
padrões. Dois métodos principais funcionam muito bem para isso, um é o uso de
organizadores gráficos como mapas mentais e diagramas de Venn, outro é através
da organização da informação em blocos lógicos e contextualizados.
O estresse inibe a aprendizagem: numerosas evidências
apontam para isso, sobretudo os efeitos do cortisol (hormônio do estresse)
provocando a morte de neurônios no hipocampo (área da memória de longo prazo).
Nesse sentido ofereça um ambiente de ensino seguro, confortável e acolhedor.
Estabeleça rotinas, regras, objetivos e procedimentos padrão. Os rituais de
sala de aula podem contribuir para reduzir o estresse.
O cérebro é um órgão social: a interação e desenvolvimento de
habilidades sociais são fundamentais no processo de aprendizagem. Nossas
crianças da era digital encontram-se talvez mais aptas a se relacionar através
de um teclado do que com a fala, o olhar e o toque. É importante para elas
desenvolver a linguagem não verbal, reconhecer sentimentos através da face e
dos gestos, interagir com diferentes grupos sociais, aprender a escutar,
expressar suas emoções e ser empática.
Arte e atividade física melhoram o desempenho intelectual:
explore essas atividades o mais que puder.
Contrabalance tecnologia e criatividade, utilize música e
muito, muito visual!
Se quiser saber mais acesse: Aprender Criança
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