domingo, 2 de dezembro de 2012

Tempos Modernos e Pós-Modernos...

Ana Lúcia Hennemann- Dez/2012
Tempos Modernos (protagonizado por Carlitos - personagem clássico de Charles Chaplin) é um filme que retrata a vida urbana nos Estados Unidos no ano de 1930, demonstrando os modos de produção industrial baseados na divisão e especialização do trabalho na linha de montagem...
PERGUNTA: A imagem lembra alguma coisa deste filme?


     Imagens falam mais que palavras, mexem com nossas experiências, com nosso inconsciente. Para alguns poderia ser somente um momento de descontração, para mim serviu de reflexão... em segundos me vi relembrando 3 fatos correlacionados com o assunto.
    O primeiro foi a cena de Carlitos apertando parafusos na linha de produção e após exaustivo  trabalho, deita e sonha com o feito do dia. Estaríamos nós deixando de ser operários industriais e transformando-nos em operários tecnológicos?

Estamos diante do “Cérebro de Pipoca”, onde fazemos muito, mas não produzimos nada? Percebo isso no campo universitário, onde a grande maioria traz seus aparatos tecnológicos para interagir juntamente com o professor, também me incluo aqui! O professor vai falando, vou anotando (digitando), registrando o máximo que consigo; se possível, nas pausas já vou anexando links relacionados com o tema da aula. Entretanto, numa olhada de relance, percebo colegas acessando o Face, jogando online, e por aí a diante... Fui classificada como Geração X, mas confesso que me percebo muito na Z, vivo conectada, mas sei lá, ainda sou do tempo em que é difícil servir a dois senhores ao mesmo tempo, ao menos tenho consciência disso...
    Num segundo instante, veio a lembrança do maravilhoso livro de Jacqueline Susann: “Uma vez só é pouco”; para mim realmente foi pouco, li o livro mais de uma vez, e guardo-o como importante lição de vida. Além de diversas histórias retratadas, grandes encontros e desencontros, palavras que deixamos de dizer ao outro e com isso trazem verdadeiros problemas para nossas vidas, o foco principal é a história de January Wanne, uma jovem que nunca conseguiu libertar-se do complexo de édipo e pagou um preço muito alto por isso, as drogas foram sua companhia. Dialoguei muito com a personagem, quis avisá-la que estava entrando num caminho sem voltas, mas a própria personagem afirmava que não, que ela sairia dali quando quisesse. Mas, como dizia minha avó: para um bom entendedor meia palavra basta, imaginem o fim trágico desta moça, ou melhor nem imaginem, procurem ler o livro que entenderão minha agonia, mas preparem seus lenços, pois é triste ver as pessoas correrem atrás de algo que não vale a pena e depois perceber que o que realmente importava foi deixado para trás. Ahh, a relação disso com a imagem?...dopamina para o cérebro, lembram da postagem "Por que é tão difícil sair do Facebook?"
  Como último insight foi o filme Matrix, "quanta sabedoria num só filme", tem gente que não entendeu nada do mesmo. Entretanto, já há indícios da ficção interagindo com a realidade e por sinal muito antes do ano 2200 (que era a projeção do filme), mas para os que não tiveram a oportunidade de filosofar sobre o tema, vale a pena lembrar:
    “No começo do filme MATRIX, um “hacker” de computador, todo vestido de negro, conhecido como NEO, está caído adormecido em frente de seu computador. Uma mensagem misteriosa aparece na tela: "Acorde, Neo!"
   E você!!? Continua dormindo na frente da tecnologia? Ou em sua tela já apareceu “Acorde Neo”!



     Nota: E para o universo feminino, que se encontra com muita frequência pelo Face. Afinal, as mulheres estão marcando presença em tudo...Não é a toa que pelos feeds das páginas aparecem imagens, “de fogão com note acoplado”, "marido perguntando se a mulher ainda está no Face", enfim, imagens aparentemente engraçadas, mas com uma mensagem subliminar bem importante. 
E fazendo link com o assunto mulher x tecnologia, assisti uma palestra muito interessante, confesso que não havia pensado sobre este ponto de vista... dizia o palestrante: “Liberdade pode ter um preço muito alto, vejam o caso das mulheres... quando a ciência oportunizou o anticoncepcional, trouxe à elas a liberdade, o fato de se perceberem não como simples reprodutoras, mas sim, como pessoas que poderiam desbravar novas possibilidades. Algumas usaram este poder com moderação; outras, estão em busca de seu caminho; mas existem aquelas que se perderam, esqueceram seus valores e simplesmente só estão desbravando novas possibilidades e aumentando o custo desta liberdade...”

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