domingo, 30 de dezembro de 2012

Você é tímido?

Diante a timidez, o hipotálamo aciona o sistema nervoso que por sua vez, desencadeia os sintomas fisiológicos da timidez onde acontecem tremores, aumento dos batimentos cardíacos e tensão muscular entre outros.


Ficar tímido diante de uma plateia ou em algum lugar que você quase não conhece ninguém pode acontecer com quase todo mundo, mas tem gente que morre de vergonha até de dar bom dia na rua ou olhar nos olhos de alguém.

   Numa pesquisa recente nos EUA 50% das pessoas disseram ser cronicamente tímidas e sintomas da  timidez pode aparecer na infância e se mantém em 75% dos casos, quando a timidez evolui para um sentimento extremo passa a se chamar fobia social. A fobia social afeta  entre 10 e 15 % de toda população mundial. O tímido e fóbico social tem em comum a depressão e o abuso de substancias químicas.
   Ao falar em público, por exemplo, a mente do tímido informa que ele está exposto a um perigo real, o hipotálamo aciona o sistema nervoso que por sua vez, desencadeia os sintomas fisiológicos da timidez onde acontecem tremores, aumento dos batimentos cardíacos e tensão muscular entre outros. A pessoa tímida então, desconfortável acaba evitando a situação de socialização. Isso pode gerar o isolamento atrapalhando a vida social, profissional e até amorosa da pessoa. O tímido pensa demais no que os outros estão pensando.
   Segundo ECHEBURÚA (1997), o início deste problema ocorre entre os 15 e 20 anos e pode, inicialmente, ser progressiva, caracterizando-se por timidez na infância e isolamento na adolescência, ou ainda, se ocorrer de modo repentino, iniciar-se-á após uma experiência traumática e se estabilizará na etapa média da vida.

Alguns sinais da timidez:
- Sinais corporais (geralmente as pessoas não prestam tanta atenção, mas os tímidos acham que todos estão percebendo): movimentos nervosos com as mãos, mãos geladas, não parar de movimentar-se com o corpo, batimento acelerado, boca seca.
Sinais comportamentais: dificuldade de olhar nos olhos e falar pouco. Falar muito, aceleradamente. Voz fraca, não abrir muito a boca para falar. Voz pouco modelada.
Sinais sentimentais: vergonha, medo, pensamentos (ninguém vai gostar de mim, faço tudo errado).

    Geralmente as  pessoas vão em  busca de ajuda quando estão na fase adulta, entretanto muitos sinais de timidez  podem ser  identificados na infância. As crianças tímidas têm geralmente mais dificuldade em fazer e em manter amizades porque carecem de habilidades sociais, o que contribui para se tornarem mais solitárias.
    Os pais podem se colocarem como perpetuadores deste problema quando fazem a “profecia auto realizadora” – quando ficam rotulando a criança de tímida, ou falam por ela quando alguém lhes faz uma pergunta.
     Muitas vezes, essa timidez em exagero e até mesmo a fobia social está ligada com o excesso de uma  percepção que a pessoa tem a cerca  de si mesma. Ela fica ligada a tudo que esta acontecendo com relação à  ela,  acha que todo mundo está cuidando dela, que todo mundo percebeu que esqueceu o que ela vai falar, que todo  mundo está percebendo que ela gaguejou, e não necessariamente corresponde a realidade. 
    A abordagem da psicologia cognitiva diante de um problema da timidez, procura trabalhar em cima das forças pessoais, das competências que o sujeito possui  e as forças que a pessoa possui, e mostrar que determinadas competências  podem servir para ela lidar de forma mais positiva com a situação. Atrás destes sintomas, existe um grande vilão que é a ansiedade; E, quando a gente está ansioso, estressado, todo o organismo  começa a funcionar num ritmo mais elevado, fica mais rápido, a respiração mais acelerada, o batimento cardíaco, a pressão arterial, então, através do treino da respiração você força que estes indicadores se amenizem, se estabilizem. A timidez pode ser superada por meio de uma psicoterapia, combatendo as crenças que estão gerando aquela dificuldade.

Referências Bibliográficas:

SOUZA, Beatriz de Paula. MORAIS, Maria de Lima. Saúde e educação: muito prazer!: novos rumos no atendimento a queixa escolar. São Paulo: Casa do psicólogo, 2000.
SANTOS. Cláudio Maciel. ZUSE, Adélia Juracy. Timidez um mal que atua em silêncio. Disponível online em http://sites.unifra.br/Portals/36/CHUMANAS/2001/timidez.pdf

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