segunda-feira, 30 de abril de 2012

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA A DEFICIÊNCIA MENTAL


 Ana Lúcia Hennemann - Abril/2012
Batista (2006), procurando oportunizar aos sistemas de ensino melhores condições de atendimento aos alunos com necessidades educativas especiais, nos traz importantes orientações e informações que se postas em práticas propiciam um atendimento de caráter qualitativo para todos os alunos da rede regular de ensino.
Tendo como foco a “Deficiência Mental”, o presente documento procura elencar as mais diversas conceituações desta deficiência, pois segundo a autora,

O conhecimento da deficiência mental precisa ser clarificado, dada a facilidade de se confundir os problemas de ensino e de aprendizagem causados por essa deficiência com o que é barreira para o aproveitamento escolar de todo e qualquer aluno. (BATISTA, 2006, p. 9)

O processo de inclusão de indivíduos com deficiência mental, bem como em qualquer outra “deficiência” é antes de tudo uma aceitação das diferenças e uma co-responsabilização para obviar às necessidades de outros, então se percebe que os educadores necessitam mudanças de atitude diante do processo educativo, pois a Educação para Todos trouxe consigo maior diversidade de alunos nas escolas, mostrando toda a fragilidade e ao mesmo tempo superação a qual o ser humano pode ser submetido.
Precisamos ter clareza que numa escola inclusiva, todos fazem parte do processo, pois é na relação do eu com o outro que nossas construções cognitivas se fazem. Por isso, não podemos admitir escolas que se dizem inclusivas, mas fazem atividades que não desafiam as habilidades e competências de seus alunos. Atividades que somente enfatizam cópias, pinturas, “amassar bolinhas de papel”, entre outras. Além de não dar credibilidade nas potencialidades que os indivíduos com necessidades especiais possam ter.
 A escola necessita de reestruturação de nova filosofia educacional, novas práticas educativas, oferta de qualidade de ensino, bem como a reflexão da postura educacional nas salas de aulas, pois os educadores necessitam estar atentos em cada um de seus alunos, reconhecendo seus progressos escolares e procurando novas alternativas de ensino, pois educação não se dá de modo linear, mas sim, na relação de trocas entre todos os envolvidos.
A transposição de “o que era” para “o que precisa ser” ainda necessita ser trabalhada com toda a comunidade escolar e principalmente com os educadores. Leituras constantes, educação continuada, trabalho em conjunto com diferentes profissionais são algumas propostas para que esta mudança ocorra, porém no caso da Deficiência Mental, Batista (2006, p. 21) nos alerta que “O aluno com deficiência mental, como qualquer outro aluno, precisa desenvolver a sua criatividade, a capacidade de conhecer o mundo e a si mesmo, não apenas superficialmente ou por meio do que o outro pensa”, então se analisarmos por esta perspectiva podem-se concluir que independente de suas limitações, estamos diante de um ser que pensa, tem emoções e muitas potencialidades.
Entretanto, cada caso é um caso, cada ser é único, com cada um existe um jeito de se lidar, uma maneira de tentar chegar à interação da relação professor-aluno, às vezes esta maneira não se dá rapidamente, se faz necessário muito investimento e às vezes pouco retorno, visto pelo lado de uma estrutura tradicionalista, mas quando se fala de inclusão, qualquer modificação de qualidade de vida para estes indivíduos é motivo de muita alegria. Contudo, longo ainda é o caminho que temos a seguir quando se pensa em escola inclusiva, maior ainda é a responsabilidade que atualmente se tem quando professor, mas sempre existem possibilidades de mudança, de superações e um ótimo exemplo disso, nos foi proporcionado pelo relato da experiência da APAE de Contagem, descrito pela autora no presente documento. As experiências relatadas pelos educadores que atuam nas SATs (Salas Ambientes Temáticas), nos fazem perceber que existem infinitas possibilidades de criar, modificar, proporcionar atendimento de qualidade a qualquer indivíduo, desde que se tenha boa vontade, planejamento e objetivos pautados na verdadeira prática da inclusão.
Senti-me muito privilegiada ao ler todo este referencial teórico e perceber que dentro da rede de ensino que trabalho praticamos propostas similares ao que as autoras propõe, pois nosso trabalho se encontra pautado  em conjunto com diversos profissionais, estudos constantes sobre novas propostas da neurociências para o desenvolvimento cognitivo do aluno, currículos flexíveis, credibilidade por parte da direção no trabalho docente, alunos participantes do processo de ensino-aprendizagem. Dentro dessa realidade encontram-se alunos Autistas, síndrome de Down que apresentam desenvolvimento às vezes superior aos demais alunos, que aparentemente não apresentam nenhum problema de aprendizagem. Nesse sentido, minha maior dificuldade não é a de trabalhar com alunos de necessidades especiais na rede regular de ensino, mas sim, a de entender como ainda existem discriminações nesse sentido, ou mesmo, como ainda se perpetua a ideia de somente integração e não inclusão. Por isso, ressalto as palavras da autora ao falar sobre o papel do professor na educação inclusiva,

O professor, na perspectiva da educação inclusiva, não é aquele que ministra um “ensino diversificado”, para alguns, mas aquele que prepara atividades diversas para seus alunos (com e sem deficiência mental) ao trabalhar um mesmo conteúdo curricular. As atividades não são graduadas, para atender a níveis diferentes de compreensão e estão disponíveis na sala de aula para seus alunos as escolham livremente, de acordo com o interesse que têm por elas. (BATISTA, 2006, p. 13-14)

Por fim, percebo a grande conquista dos alunos com necessidades educativas especiais estarem frequentando o ensino regular, por outro percebo o quanto ainda a escola e os educadores têm que evoluir em todos os sentidos, para que de fato possamos atender cada aluno respeitando a sua individualidade. Na minha opinião, muitas dessas melhorias cabem a nós, educadores, uma vez que precisamos buscar novos referenciais teóricos, trabalharmos em equipe com todos os profissionais que já atenderam estes alunos, fazendo assim, ano a ano, um processo de continuidade e não um processo de reinício permanente.
Precisamos acreditar que os professores frente à Inclusão, e especial, no caso da Deficiência Mental, deixarão de ser “conteudistas”, preocupados apenas com a transmissão do ensino e procurem centrar-se na aprendizagem, no modo como os alunos aprendem. Sendo assim almejem um trabalho voltado aos Quatro Pilares da Educação[1](Delors,1999): aprender a conhecer[2], aprender a fazer[3], aprender a ser[4] e aprender a viver junto[5]. Quero ressaltar porém que, antes de tentar ensinar dentro destes quatro pilares, todos os educadores deveriam tê-los como filosofia de vida, aplicando-os em sua prática pedagógica, pois se a educação se organiza dentro desses pilares ela estará fazendo juz ao princípio primordial de todas as leis da inclusão: “garantir a todas as pessoas os conhecimentos básicos a uma vida digna.”


[1]   O Relatório Jacques Delors, como assim se tornou conhecido, iniciado em março de 1993 e concluído em setembro de 1996, teve a contribuição de especialistas de todo o mundo, característica que o torna imprescindível diante do processo de globalização das relações econômicas e culturais que estamos vivenciando. O relatório aponta que a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento.
[2]   Aprender para conhecer supõe, antes de tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento. O processo de aprendizagem do conhecimento nunca está acabado, e pode enriquecer-se com qualquer experiência.
[3]   Como ensinar o aluno a pôr em prática os seus conhecimentos e, também como adaptar a educação ao trabalho futuro quando não se pode prever qual será a sua evolução?
[4]   A educação tem por missão, por um lado, transmitir conhecimentos sobre a diversidade da espécie humana e por outro, levar as pessoas a tomar consciência das semelhanças e da interdependência entre todos os seres humanos do planeta.
[5]   Este desenvolvimento do ser humano, que se desenrola desde o nascimento até à morte, é um processo dialético que começa pelo conhecimento de si mesmo para se abrir, em seguida, à relação com o outro.

 REFERÊNCIAS

BATISTA, Cristina Abranches Mota. MANTOAN, Maria Teresa Egler. Educação Inclusiva: atendimento educacional especializado para a deficiência mental.2.ed. Brasília: MEC, SEESP, 2006. 68 p.



domingo, 29 de abril de 2012

Pai começa o começo...

Esta reflexão é muito conhecida, mas ela sempre nos traz conforto, pois nos lembra a quem recorrer quando os abacaxis surgem em nossas vidas...

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - "pai, começa o começo!". O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
           Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas "tangerinas" são outras. Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então; o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
              Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...
               Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para "começar o começo" era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
              Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
             “Pai, começa o começo!".

INCLUSÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA: CONCEPÇÕES DE PAIS E PROFESSORES

Ana Lúcia Hennemann-Abril/2012
Fonte:http://www.nvpep.org/donate/include-me-program.html
Silveira (2006), em sua dissertação de mestrado intitulada “Inclusão Escolar de Crianças com Deficiência Múltipla: Concepções de pais e professores” nos traz importantes reflexões da forma como esta inclusão esta ocorrendo na rede regular de ensino, vista tanto sob a ótica dos pais, quanto a dos professores.
Vários tópicos são abordados descrevendo toda uma pesquisa feita com pais e professores de indivíduos com múltiplas deficiências. Pela perspectiva dos pais, existem empecilhos para acreditar que no ensino regular possa ocorrer a inclusão, muitos apontam apenas para a questão da socialização, desconsiderando qualquer processo pedagógico efetivo a ser realizado. A questão da autonomia e limites para estas crianças, de certa forma, mostra-se muito deficiente, pois para a maioria dos pais, estes indivíduos são constantes bebês.
  Na questão dos professores em si, percebe-se que muitos, ainda, estão focados na questão do letramento e aquisições matemáticas, o que dificulta a questão de perceber as potencialidades dos indivíduos com múltiplas deficiências.
Entretanto, se for analisado todo o contexto pedagógico em que os educandos foram formados, pode-se perceber que os grandes enfoques geralmente são dados dentro destas perspectivas. Bem como, a própria questão das provas “Provinha Brasil” e “SAEB”, que são aplicadas pelos órgãos públicos primam pelos saberes voltados ao letramento e aquisições matemáticas. Onde ocorre a inclusão nestas provas?
Como considerações finais no seu artigo, Silveira (2006) elenca alguns tópicos que necessitam ser enfocados, tais como: - respeitar o indivíduo com necessidades educacionais especiais como alguém que tem uma história, concepção, percepção, crença, experiências e trajetórias especiais; - que pais e professores modifiquem seu discurso e passem a acreditar no desenvolvimento e na aprendizagem dos deficientes múltiplos; - formação profissional dos docentes, como preocupação central; - predisposição para receber o aluno e um espaço de interação entre todos os envolvidos no ensino aprendizagem dos deficientes múltiplos.
Diante de todos estes apontamentos, pensando em todas as dificuldades que permeiam em se ter um aluno com deficiências múltiplas dentro do ensino regular, mesmo assim, é possível. No artigo até se fez menção quanto a questão do stress que esses pais passam, pois dedicam-se várias horas do seu dia para esses indivíduos; então, que se não for pela questão de toda a proposta de inclusão, que se faça um bom trabalho pedagógico, pela própria questão da solidariedade para com estes pais e estes indivíduos.
A inclusão é um fato, não é algo que podemos estar tomando partido e pensando se sou a favor ou contra. Neste momento é um momento de reorganização, de fazer algo no diferente, pois as crianças já estão em sala de aula, são vidas humanas que são colocadas diante de nós e devemos tomar atitudes.
 De uma forma ou de outra temos pensamentos radicais que influenciam nossas ações e muitas vezes não temos direções certas para onde estamos indo e perplexos por ter alunos com necessidades educacionais especiais e não sabermos como conduzi-los. Contudo, acredito que existem dois caminhos: - primeiro: ficar parados, estáticos, culpando o governo, esperando que ele tome alguma postura, afinal de contas não foi ele quem inventou a inclusão? – segundo: ir à busca de novos rumos, paradigmas, de ações mais eficazes, de pensar que estamos construindo uma nova página da história e que devemos tomar alguma atitude, se interessar por novos pensamentos, novas maneiras de perceber a inclusão. Focalizar nossas ações para o que Silveira (2006) nos alertou: - a formação dos professores, mas dentro deste tópico acredito que essa formação não deva somente ser as que têm ocorrido nos últimos tempos, “a formação de informação[1]”.
O professor é sempre questionado, é sempre o culpado, se as coisas dão certo, é o contexto, mas se não dão é o professor. O professor, muitas vezes, é visto como super-homem, mas na verdade ele é um sujeito. Ele passa, em média, quatro horas por dia com seus educando e dentro deste contexto, ele tem propriedade em mudar a ação pedagógica, quando percebe que as coisas não estão certas. As concepções do professor têm influência significativa sobre a sua prática pedagógica, são suas experiências anteriores positivas e negativas, a sua formação que vai construindo ao longo do caminho as suas concepções e são partes de si dentro da sala de aula.
Nesse sentido, percebo que dentro dessa formação do professor, a qual muitos autores tem se referido, falta o principal, ou seja, perceber o professor como sujeito e que ele necessita de apoio, não somente informativo, mas sim de apoio como pessoa. Penso que quando o sujeito está bem estruturalmente, ele consegue fazer um bom trabalho de inclusão, por que querendo ou não, as pessoas só são capazes de transmitir a outros aquilo que elas trazem consigo. Pois, conforme abordado no artigo, os pais destes indivíduos os percebem como bebês, então como é que estes pais “vão entregar seus bebês” a um professor que não consiga transmitir confiança de que fará um bom trabalho. Ou seja, que se faz necessário os professores melhorarem sua formação, isso nem se discute, é obvio, mas que também ocorram momentos de atendimento da figura de professor como sujeito, para que ele dessa forma consiga realizar um melhor trabalho e fazer crer que não é somente nas escolas especiais que os alunos com múltiplas deficiências terão um bom atendimento, mas dentro da rede regular de ensino também.


[1] Formação de informação, para mim seria aquela onde os professores tem ido somente para saber tipos de síndrome, características da mesma, recursos pedagógicos para potencializar as capacidades do indivíduo com necessidades especiais...

 
REFERÊNCIAS
SILVEIRA, Flávia Furtado. NEVES, Marisa Maria Brito da Justa Neves. Inclusão Escolar de Crianças com Deficiência múltipla: Concepção de Pais e Professores. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Brasília, v.22, n.1, p.79-88, jan-abr. 2006.

sábado, 28 de abril de 2012

50 fatos da neurociência que todo professor deve conhecer



O cérebro é provavelmente o órgão mais fascinante do corpo humano. Ele controla tudo: da respiração até nossas emoções e inclusive nosso aprendizado. Se você é professor, conhecimentos básicos de neurociência são essenciais para seu trabalho, já que seu objetivo é proporcionar aprendizagem a seus alunos e, de preferência, da forma mais otimizada possível.
A seguir estão alguns conceitos, dicas e curiosidades que serão extremamente úteis na hora de planejar suas aulas, ou mesmo durante seus próprios estudos (e nesse aspecto esse texto será útil para qualquer pessoa). Você saberá, ao final, desde como o cérebro controla o aprendizado até fatos curiosos sobre a memória. Tudo muito interessante, inclusive para compartilhar com seus amigos e/ou alunos.

Desenvolvimento cerebral e aprendizagem
Aqui vamos aprender fatos interessantes sobre como o cérebro se desenvolve, o que afeta esse desenvolvimento e qual é o impacto na aprendizagem.
1. Leitura em voz alta: Pais e professores que leem em voz alta e falam frequentemente com suas crianças estão contribuindo para o desenvolvimento cerebral delas.
2. Bilinguismo: Crianças que aprendem dois idiomas antes dos cinco anos têm estruturas cerebrais diferentes das que aprendem apenas uma língua. Evidentemente, o bilinguismo acontece com crianças que convivem com pessoas que falam duas línguas. Nada de cursinhos para bebês, ainda ;-)
3. Abuso infantil: Estudos revelam que o abuso infantil muda a forma como o cérebro se desenvolve e afeta negativamente o aprendizado.
4.  Novos neurônios: Durante a vida, constante atividade mental faz com que novos neurônios sejam estimulados no cérebro.
5. Lateralidade: Pessoas canhotas ou ambidestras possuem o corpo caloso cerca de 11% maior que aquelas que trabalham apenas com a mão direita.
6. Crescimento do cérebro: O cérebro humano cresce até a idade de 18 anos.
7.  Ambiente estimulante: Se uma criança é criada num ambiente estimulante, ela terá 25% a mais de capacidade de aprendizagem. O contrário também é verdadeiro, se o ambiente lhe passar poucos estímulos, será 25% menos capaz.
8. Criativos x MetódicosCientistas demonstraram que cérebros que pensam de forma criativa funcionam de forma diferente daqueles cujo pensamento é mais metódico.
9. Alimentação e inteligência: Um estudo com estudantes de Nova Iorque mostrou que aqueles cujas refeições não incluem sabores artificiais, corantes e conservantes tiveram o desempenho 14% melhor em testes de QI do que os que comem alimentos com esses aditivos.
10.Tédio: Humanos têm curiosidade inata, mas quando há falhas nos estímulos, o tédio toma conta.
11. Aprendendo coisas novasUm estudo mostrou que quando as pessoas estão aprendendo coisas novas, seus cérebros se modificam rapidamente. Por exemplo, pessoas aprendendo a fazer malabarismo mostraram mudanças cerebrais em 7 dias.
12. Música. Crianças que têm aulas de música mostram um considerável aumento em sua capacidade de aprendizagem.
13. Leitura facial: A área do cérebro chamada amígdala cerebelosa é responsável por nossa habilidade de identificar os sentimentos de alguém através de sua expressão facial.

Memória


Aqui você aprenderá as diferenças entre memória de curto e longo prazo, como o olfato afeta nossa memória, e mais.
1. Diferentes tipos de memória: A habilidade de aprender e lembrar de coisas novas chama-se memória declarativa e é processada numa parte do cérebro diferente daquela onde ficam armazenadas informações do tipo “como fazer tal coisa”.
2. Olfato e memória: O cheiro é um poderoso mecanismo de ativação da memória. Um estudo demonstrou que a memória, quando relacionada a um cheiro, pode ser resgatada mais facilmente.
3. Novas conexões: Cada vez que uma lembrança é recuperada ou um novo pensamento ocorre, uma nova conexão é criada no cérebro.
4. Crie associações: A memória é formada por associações. Por isso, para desenvolver a memória de alunos, trabalhe com métodos mnemônicos.
5. Sono: O cérebro usa o período de descanso para consolidar memórias.
6. Falta de sono: Dormir pouco diminui sua habilidade para constituir novas memórias.
7. Memória de curto prazoEstudos sugerem que a memória de curto prazo é o resultado de impulsos cerebrais químicos e elétricos — mudanças diferentes daquelas associadas à memória de longo prazo, que são mais de nível estrutural.

Curiosidades sobre o cérebro


De como o cérebro nos ajuda a piscar até as cirurgias cerebrais na antiguidade. Essa lista de curiosidades vai ajudar você na próxima vez que precisar falar sobre o cérebro.
1. Piscar: A cada vez que piscamos (cerca de 20 mil vezes por dia), nosso cérebro mantém as coisas iluminadas, de forma que o mundo não se apaga a cada piscada.
2. Gargalhar: Uma tarefa tão simples quanto gargalhar é, na verdade, um processo complexo que requer atividade em cinco diferentes áreas do cérebro.
3. Objetivo do bocejo: Você já deve ter reparado que quando uma pessoa boceja, as que estão próximas acabam fazendo o mesmo. Cientistas acreditam que o bocejo pode ter sido um antigo comportamento social que sinalizava algum evento no qual a resposta dos demais se dava através de um bocejo. Por isso, hoje em dia nós continuamos a “dar a resposta”, mesmo que não haja necessidade de uma.
4. Banco de Cérebros: A Universidade de Harvard mantém um  banco de cérebros no qual mais de 7.000 cérebros humanos estão armazenados para propósitos de pesquisa.
5. Disney e desordens do sono: Os criadores da Disney usaram desordens do sono como ronco, pesadelos e sonambulismo em vários dos personagens de seus desenhos.
6. Pensamentos: Acredita-se que humanos experenciam cerca de 70 mil pensamentos por dia.
7. Aristóteles: O filósofo grego pensava que as funções do cérebro eram realizadas pelo coração.
8. Espaço sideral: A falta de gravidade no espaço afeta o cérebro de várias formas. Cientistas estão estudando como e por quê, mas talvez você queira adiar sua próxima viagem à Lua.
9. Shakespeare: A palavra cérebro aparece 66 vezes nas peças o dramaturgo inglês.
10. Neurocirurgias: Arqueólogos encontraram evidências de que cirurgias cerebrais primitivas já eram realizadas por volta do ano 2000 a.C. através de uma abertura no crânio feita no paciente.
11. Amigos imaginários: Um um estudo psicológico na Austrália mostrou que crianças entre 3 e 9 anos que têm amigos imaginários tendem a ser primogênitos.
12. Oxytocina e autismo: Oxytocina é um hormônio responsável por promover a interação social e pode ajudar crianças com autismo a aumentar suas habilidades de socialização e de autoconfiança.

O Cérebro fisicamente


Afinal, do que nosso cérebro é feito? Aqui vamos desmistificar alguns fatos do senso comum e embasá-lo cientificamente sobre a constituição de nosso principal órgão.
1. Água: A constituição de nosso cérebro é de cerca de 75% de água.
2. Mito dos 10%: Se você já ouviu falar que seres humanos usam apenas 10% das capacidades de seu cérebro, saiba que esse é  apenas um mito. Cientistas já são capazes de atribuir função para qualquer parte do cérebro.
3. Peso: O cérebro humano pesa cerca de  1kg e 300 gramas.
4. Não há dor: Não existem receptores de dor no cérebro, portanto é impossível ter dor de cérebro.
5. Telencéfalo: Também chamado de cerebrum, constitui a maior parte do cérebro, pesando cerca de 85% do total.
6. Branco e cinza: O cérebro humano é formado por 60% matéria branca e 40% matéria cinza (daí a expressão “massa cinzenta”).
7.  Neurônios: Cerca de 100 bilhões de neurônios formam o cérebro humano.
8.  Sinapses: Para cada um dos neurônios, há de 1.000 a 10.000 sinapses.
9.  Córtex cerebral: Quanto mais é usado, mais largo fica o córtex cerebral.
10. Bocejo: Acredita-se que bocejar é uma forma de enviar mais oxigênio para o cérebro, servindo, portanto, para resfriá-lo e estimulá-lo.

Cérebros fabulosos

Alguns exemplos de pessoas fabulosas e seus cérebros.
1. Daniel Tammet é um autista com Síndrome de Savant com extraordinária capacidade de realizar cálculos, conhece sete idiomas, e está desenvolvendo uma linguagem própria.
2. Albert Einstein: O cérebro de  Einstein era similar em tamanho aos cérebros de pessoas comuns, exceto na região responsável por cálculos matemáticos e percepção espacial, que era 35% maior que a média.
3. Keith Jarrett é uma estrela do jazz que, aos 3 anos de idade, foi identificado como possuidor de ouvido absoluto. Os cientistas associaram essa capacidade à região do lobo frontal direito do cérebro.
4. Taxistas de Londres: Famosos por conhecerem todas as ruas de memória, esses taxistas possuem um hipocampo maior que o normal, especialmente aqueles que estão no trabalho a mais tempo. Isso sugere que quanto mais memorizamos informações, maior fica nosso hipocampo.
5. Vladimir Ilyich Lenin: Após sua morte, o cérebro de Lenin foi estudado e descobriu-se que era anormalmente largo, contendo numerosos neurônios em uma região em particular. Alguns acreditam que essa estrutura cerebral possa explicar sua famosa inteligência.
6. O cérebro mais antigo: Na Universidade de York, no norte da Inglaterra, um cérebro que acredita-se ter cerca de  2000 anos foi desenterrado.
7. Ben Pridmore, o campeão mundial de memorização, memorizou 96 eventos históricos em 5 minutos e a ordem de um baralho de cartas embaralhado em 26,28 segundos.
8. Henry Molaison: Por décadas conhecido apenas como “HM,” Molaison foi submetido a uma cirurgia em 1953 e nunca mais pode formar novas memórias. Ele se tornou o paciente mais estudado pelos neurocientistas. Molaison morreu pouco mais de um ano atrás e doou seu cérebro para a ciência. Atualmente, ele está sendo alvo de muitos estudos.
Esse texto é uma tradução livre de 50 Brain Facts Every Educator Should Know, de Pamelia Brown.
Fonte consultada: http://www.lendo.org/

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Autismo e desaparecimento de abelhas: existe algo em comum?


                          Fonte:http://www.honeybee-removal.com/bee_removal_id_your_bees.htm
Ao postar sobre “Índices de Autismo cresce nos EUA” e perceber que a cada dois anos a taxa sobe consideravelmente, sendo que a última pesquisa aponta para 2008, fiquei imaginado qual seria este índice mais atualizado e resolvi pesquisar...
Numa página escrita por Brian Moench (presidente dos Médicos de Utah  e membro da Union of Concerned Scientists) os dados parecem mais alarmantes ainda, pois segundo ele na manchete do Salt Lake Tribune, na primeira página, divulgada neste mês de abril, constava: "A mais alta taxa do país, 1 em 32 meninos em Utah tem autismo." Além disso também havia a notícia sobre "novos pesticidas ligados ao colapso da população de abelhas" (mais adiante na reportagem havia um comentário de que a população de abelhas estaria sumindo).
Dois novos estudos, publicados simultaneamente na revista Ciência, mostram que o rápido aumento no uso de inseticidas é provavelmente responsável pelo desaparecimento em massa de populações de abelhas. Eis aí algo que pode afetar a todos nós, pois a cadeia alimentar do mundo está na balança, porque 90% das plantas nativas exigem polinizadores para sobreviver.
O cérebro dos insetos é o alvo desses inseticidas. Eles interrompem o comportamento das abelhas e sua capacidade de retornar à colmeia. Mas os insetos são diferentes do que os seres humanos, certo? Células nervosas humanas e insetos compartilham uma básica infraestrutura biológica. Produtos químicos que interrompem os impulsos elétricos dos nervos dos insetos farão o mesmo para os seres humanos. Mas os seres humanos são muito maiores do que os insetos e as doses para os seres humanos são minúsculas, certo?
Durante o desenvolvimento crítico do primeiro trimestre um ser humano não é maior que um inseto, então há toda razão para acreditar que os pesticidas podem causar estragos no cérebro em desenvolvimento de um embrião humano.
No entanto poder-se-ia pensar que os embriões humanos não são  campos a ser pulverizadas com inseticidas, mas um estudo recente mostrou que todos os seres humanos testados tiveram grande quantidade de pesticidas, detectados na urina em concentrações entre cinco e vinte vezes o nível considerado.
A epidemia de autismo e as abelhas que desaparecem são verdadeiras emergências de saúde pública, pois num estudo da Universidade de Stanford, envolvendo autistas, constatou-se que 62% dos casos acusavam fatores ambientais e apenas 38% eram problemas genéticos.  Nesta mesma pesquisa os estudos mostraram que crianças autistas e suas mães têm uma taxa elevada de uma deficiência genética na produção de glutationa, um anti-oxidante e principal meio pelo qual o corpo  desintoxica metais pesados. Altos níveis de metais tóxicos em crianças estão fortemente correlacionados com a gravidade do autismo. Baixos níveis de glutationa, juntamente com alta produção de outro produto químico, homocisteína, aumenta a chance de uma mãe ter um filho autista para um em cada três. Que o autismo é quatro vezes mais comum entre meninos do que meninas provavelmente está relacionado a um defeito no cromossomo X único macho contribuindo para anti-oxidante. Não há tal coisa como uma epidemia de doença genética porque os genes não mudam rapidamente. Assim, o aumento alarmante no autismo deve ser o resultado do aumento das exposições ambientais que exploram esses defeitos genéticos.
Durante os críticos primeiros três meses de gestação de um embrião humano  formam-se 250.000 células cerebrais por minuto atingindo 200 bilhões até o quinto mês. Não há elixir químico que melhora esse milagre biológico, mas milhares de substâncias tóxicas pode atravessar a placenta e prejudicar esse processo, deixando as células do cérebro estressado, inflamado, muito menos desenvolvidos, em menor número e com menos ligações uns com os outros todos que diminuem função cerebral.
A lista de suspeitos ambientais do autismo é longa e vem de muitos estudos que mostram taxas mais elevadas de autismo com maior exposição a retardantes de chama, plastificantes como BPA, pesticidas, disruptores endócrinos em produtos de cuidados pessoais, metais pesados ​​da poluição do ar, mercúrio e produtos farmacêuticos como antidepressivos. (A alta nas taxas de autismo na nação Utah são combinados pelas taxas mais elevadas de uso de antidepressivo  e os níveis mais altos de mercúrio no país no Great Salt Lake).
Os médicos, por muito tempo, aconselham as mulheres durante a gravidez para evitarem o consumo desnecessário de medicamentos ou produtos químicos. Mas como participantes da sociedade moderna, vivem expostas a cerca de 83.000 substâncias químicas do alimento que nós comemos, a água que bebemos, o ar que respiramos e os produtos de consumo que usamos. As mulheres grávidas e seus filhos têm 100 vezes mais exposições químicas hoje do que há 50 anos. O recém-nascido  em média tem mais de 200 diferentes produtos químicos e metais pesados ​​contaminando seu sangue quando respira pela primeira vez, 158 deles são tóxicos para o cérebro. Não é de admirar que as taxas de autismo, déficit de atenção e distúrbios de comportamento estão em ascensão.




Índice de Autismo está crescendo nos EUA


 Ana Lúcia Hennemann-Abril/2012
Novos dados indicam que 1 em cada 88 crianças norte-americanas tinham autismo ou perturbações do espectro do autismo em 2008, em 2006 este índice era de 1 em 110 crianças e em 2002 1 em 150 crianças.
Embora isso seja uma tendência preocupante, as razões para a crescente prevalência do autismo permanecem desconhecidas. O Centro para Controle e Prevenção de Doenças(CDC), em Atlante, divulgou  números mais recentes do autismo em 30 de março deste ano.
Pesquisadores do CDC usaram os registros de saúde, registros educacionais ou ambos para identificar as crianças com transtorno do espectro do autismo em 14 estados. Mais de 38.000 crianças foram consultadas.
“Esse aumento tão grande nos transtornos do espectro do autismo em tão pouco tempo parece um pouco estranho e há muita controvérsia nesses dados” diz o psiquiatra Fred Volkmar do Centro de Estudos da Criança Yale.
Para alguns, esses dados provém de diferentes práticas de diagnóstico e de manutenção de registros entre os estados e distritos escolares. Volkmar diz “ Crianças com problemas de aprendizagem diferentes, por vezes, acabam sendo rotulados com perturbações do espectro do autismo para receber serviços de educação especial”.
Taxas de desordens do espectro autista flutuou acentuadamente a partir de um estado para outro, segundo os relatórios do CDC. Prevalência variou em 21,2 casos para cada 1.000 crianças em Utah, para 4,8 casos para cada 1.000 crianças no Alabama.
Em geral, 1 em 54 meninos, contra 1 em 252 meninas, tinha perturbações do espectro do autismo. A diferença entre os sexos também varia significamente entre os estados.
Dados do CDC mostram que aumentos das taxas de autismo são mais percebidas entre crianças negras e hispânicas.
No Brasil ainda se desconhece o número de autistas. O país não tem uma pesquisa de prevalência para saber qual a taxa de incidência do distúrbio na população. O dado numérico é considerado o primeiro passo para normatizar uma política pública de atendimento aos autistas.
Segundo a presidente da ONG Autismo & Realidade, Paula Balducci de Oliveira, o Brasil adota números do autismo dos Estados Unidos. ”Pelas características dos países e pela pesquisa lá ser bem séria, adotamos esse número” – afirma. Estimativas da ONU dão conta de que seriam 70 milhões de autistas em todo o mundo.
Fontes de consulta:
  

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mudando os paradigmas da educação

Perceber a educação com olhares diferenciados nem sempre é fácil quando estamos dentro de um sistema que já está pronto. Entretanto, com o vídeo a seguir, Sir Ken Robison, nos faz repensar este modelo educacional já estruturado, sendo que na visão dele há um significativo aumento de crianças diagnosticadas como TDAH, mas até que ponto esse sistema educacional contribui ou não para esse diagnótico?


        E se esse vídeo contribuiu de alguma forma para repensar a educação, assista também a palestra de Sir Ken Robison, na qual ele fala da questão da criatividade dentro do sistema educacional.

       
Sir Ken Robinson é conhecido mundialmente como especialista em educação, criatividade, inovação e recursos humanos. Trabalhou com governos de vários países da Europa, da Ásia e da América, com agências internacionais e com as mais prestigiadas organizações culturais.

Diversidade cognitiva...cada indivíduo é único

Ana Lúcia Hennemann- Abril/2012


Nas últimas décadas grandes são os investimentos em estudos que contribuem para a compreensão do processo de aprendizagem. Cientistas e educadores estão na construção de um possível diálogo, procurando pontes sólidas de interação que permitam buscar espaços de discussão contribuindo assim para a compreensão dos processos de aprendizagem. Dentro desta linha, vem a abordagem da neurociência intensificando  informações importantes a respeito das bases biológicas da cognição. Segundo Nicolelis (2011) em entrevista para o Jornal Diário Regional, “o neurocientista estuda como o cérebro aprende, esse diálogo com os educadores é fundamental, porque os educadores estão tentando ensinar cérebros.” 
Entender o funcionamento do cérebro  está longe de ser a visão generalista de que existem dois hemisférios e que cada um tem funções diferentes, pois se fosse assim, Louzada (2011, p.48) menciona que “os alunos poderiam ser divididos em grupos, de acordo com o hemisfério cerebral que mais utilizam”. Falar sobre o cérebro é perceber que  cada um pensa diferente, age diferente, percebe diferente. Existe uma diversidade cognitiva, ou seja, modos, velocidade,  ritmos diferentes de aprendizagem.
Na abordagem da Psicologia Cognitiva, pesquisadores, tais como Howard Gardner proporcionam informações importantes para que o desenvolvimento mental da criança seja melhor estimulado. Através de seus estudos, demonstra que não existe somente um tipo de inteligência, mas sim, múltiplas inteligências. Paula (2009, p.144) explicitando as idéias de Gardner, enfatiza que

...os professores precisam buscar meios para desenvolver várias inteligências nos alunos. Entretanto, no planejamento devem ser previstos meios para ajudar os alunos a atingirem uma competência, uma habilidade ou um papel desejado. Para ele, alunos talentosos devem ser orientados para aperfeiçoar seus talentos. Para alunos que apresentam dificuldades na escola, ou mesmo patologias que lhes atrapalham o aprendizado, devem ser desenvolvidos mecanismos e adaptações que auxiliem a adquirir habilidades. Nesse processo, é preciso identificar as propensões biológicas e psicológicas dos seres humanos, os seus universos culturais, e trabalhar essa diversidade.

Somente ter o conhecimento da diversidade cognitiva existente no ambiente escolar por si só não basta, se faz necessário intensificar a diversidade na prática educativa, pois a sala de aula nunca é homogênea, mas sim carregada de diferenças, de  adaptações ao currículo, de envolvimento de todos que fazem parte do processo educativo. Minetto (2009, p.67) nos faz a seguinte colocação,

Muitas vezes, de forma equivocada, achamos que só há um tipo de aprendizado, esquecendo-nos das diversidades, das necessidades individuais. Seria importante o professor e os demais profissionais da escola perguntarem: o que esse aluno precisa nesse momento? É ser alfabetizado em um ano? É fazer grandes cálculos? Ou seria aumentar sua autoestima? Ou seria ganhar autonomia?

 Também nesse sentido, Louzada (2011, p. 48) no intuito de intensificar o trabalho com a diversidade cognitiva, ressalta que “Ao planejar uma estratégia pedagógica o educador deve levar em consideração aspectos relacionados à aprendizagem, à linguagem, às emoções, à atenção e assim por diante”.
Entendendo que os educadores, não educam para o ontem, mas sim no hoje, porém, com vistas para o amanhã, se faz necessário, acompanhar os avanços da neurociência e trabalhar em conjunto, buscando melhores métodos para otimizar a diversidade cognitiva, bem como, melhores métodos de intervenções precoces, procurando de forma prazerosa transformar informações em conhecimento. Louzada (2011, p. 49) nos alerta para as modificações do cérebro, uma vez que "Nosso cérebro, portanto, é plástico, modifica-se ao longo de toda a vida. Por esse motivo, nenhum cérebro é idêntico ao outro, assim como amanhã ele não será igual ao que era ontem”.



REFERÊNCIAS:


LOUZADA, Fernando. Neurociência e educação: um diálogo possível? Revista Mentecérebro. Nº 222 Julho. São Paulo: Ediouro Duetto Editorial Ltda, 2011.
MINETTO, Maria de Fátima Joaquim ET ALL. Diversidade na aprendizagem de pessoas portadoras de necessidades especiais. Curitiba: IESDE Brasil S. A., 2010. 284 p.
OLIVEIRA, Fernando de. Um novo mundo através da neurociência.Santa Cruz do Sul: Diário Regional, 2011. Disponível online em: <
PAULA, Ercília Maria de.; MENDONÇA, Fernando Wolff. Psicologia do Desenvolvimento. 2 ed. Curitiba: IESDE Brasil S.A. , 2009.164 p.