quarta-feira, 18 de julho de 2012

A aprendizagem e as inteligências múltiplas


Ana Lúcia Hennemann Jul/2012
       Gardner afirma que a Inteligência não é uma propriedade única da mente humana, mas a interação entre as competências diversas – as inteligências. Cada competência tem sua própria história de desenvolvimento e é relativamente independente das outras. Contudo, as competências não desenvolvidas ficam inertes e cada uma é vulnerável e pode ser prejudicada por traumas ou ferimentos em áreas específicas do cérebro. Para este autor existem as seguintes inteligências:

O professor deve ter a competência de proporcionar atividades que contemplem todas as inteligências fazendo com que o aluno possa aperfeiçoar-se naquilo que já tem de melhor, mas ao mesmo tempo fazer um resgate deste indivíduo proporcionando-lhe o vivenciar de todas as inteligências e eis algumas dicas...

Como estimular a habilidade linguística para a aprendizagem

- Contar histórias
- Discutir sobre o assunto
- Escrever histórias, narrativas
- Entrevistar
- Fazer quebra-cabeças de palavras, jogos de soletração
- Integrar redação e leitura com outras áreas de assuntos
- Produzir, editar e supervisionar revista ou jornal da escola

Como estimular a habilidade lógico-matemática para a aprendizagem:

-  Estimular a resolução de problemas e jogos matemáticos
 - Trabalhar com interpretação de dados
 - Utilizar experimentos práticos e previsões
- Integrar organização e matemática em outras áreas curriculares
- Possibilitar a realização das coisas passo a passo
- Usar raciocínio dedutivo
- Empregar computadores na resolução de tarefas


Como estimular a habilidade corporal cinestésica para a aprendizagem:

Imagem: site Diárioweb
- integrar o movimento em todas as áreas do currículo
-usar a dança, o movimento, os jogos e as técnicas manipulativas para aprender
- fazer mudanças na sala a intervalos frequentes
-relacionar movimentos aos conteúdos de estudo
- empregar modelos, máquinas, artesanato
- usar o corpo para se concentrar e relaxar
- fazer viagens
- utilizar teatro, papéis 

Como estimular a habilidade visual-espacial para a aprendizagem:

- Utilizar figuras para aprender
-  fazer atividades visuais
-  assistir a vídeos ou criar seus próprios 
-  utilizar estímulos periféricos nas paredes

-  utilizar mímica
- mudar de lugar na sala a fim de obter perspectivas diferentes
-  utilizar fluxogramas, cartogramas, gráficos e mapas e salientar com cor

Como estimular a habilidade musical para a aprendizagem:










- aprender através de canções, de poemas com rima completa
- usar concertos ativos e passivos para a aprendizagem
- escrever música
- integrar música com assuntos de outras áreas
- usar música para relaxar
- fazer imagens/figuras com música
- compor música no computador

Como estimular a habilidade interpessoal para a aprendizagem:

- Desenvolver atividades de cooperação tutelar ou orientar os outros
- fazer diversos intervalos para socializar conhecimentos
- trabalhar em equipes
- promover debates e discussões.
- ter festas e celebrações de aprendizagem
- utilizar atividades do tipo “pesquisa de pessoas” em que cada um precisa fazer perguntas e ter as respostas dos outros

Como estimular a habilidade intrapessoal ou intuitiva para a aprendizagem:

- Ter conversas pessoais de “coração para coração”
- usar atividades de crescimento pessoal para romper bloqueios à aprendizagem
- investigar atividades
- reservar tempo para reflexão interior: “pense e ouça”
- fazer estudo independente - ouvir sua intuição
- discutir, refletir ou escrever o que vivenciou e como se sentiu
- permitir a individuação
- fazer diários de história pessoal – histórias da família
- assumir o controle da própria aprendizagem
- Ensinar afirmações pessoais
- ensinar questionando- quem? Quando?

 Como estimular a habilidade naturalista para a aprendizagem:

- Viajar para conhecer os diferentes ecossistemas
- Plantar, colher e produzir alimentos
- Cuidar de animais
- Garimpar e consumir produtos ecológicos ou orgânicos
- Pesquisar e preparar receitas naturalistas

Como estimular a habilidade espiritual para a aprendizagem:
- Colaborar com ONGs
-  Participar de retiros espirituais
- Organizar campanhas solidárias
- Aprender a ver o ponto de vista do outro.
- Pesquisar e respeitar as diferentes religiões

A aprendizagem é uma combinação de 3 fatores:
Como você capta as informações - aprendiz visual, auditivo, sinestético  ou tátil.
Como você organiza e processa as informações - quer seja ou não com dominância cerebral.
Condições para a compreender e a armazenar as informações que está aprendendo - emocional, social, física e ambiental.
E dentro de sua sala de aula poderá ter alunos que possuem diferentes formas de aprender:

Fica a dica:
Todas as pessoas possuem todas as Inteligências, com desenvolvimentos diferenciados.
É possível aprender um mesmo conceito de diferentes formas inteligentes.
O professor precisa valorizar todas as Inteligências e aprender a trabalhar com elas nas atividades de aprendizagem.

REFERÊNCIAS:
ANTUNES, Celso, Jogos para estimulação das múltiplas inteligências. Petropólis: Vozes, 1998.
_________como desenvolver conteúdos explorando as inteligências múltiplas. Petrópolis: Vozes,2001.
GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas:a teoria na prática. Trad. de Maria Adriana Veríssimo Veronese. Porto Alegre:Artes Médicas, 1995.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Memória Olfativa



Nosso cérebro armazena inúmeras lembranças. Quando ativado por um estímulo externo, que é o aroma, o cérebro desencadeia uma reação neurológica na memória, associando tal cheiro a fatos importantes da nossa vida. Basta sentir um cheiro familiar para que a cena do passado venha para nossa memória com uma incrível riqueza de detalhes. Pode ser o aroma de um alimento, o exalar de uma flor ou o perfume de uma pessoa. São os cheiros de nossas vidas. Quem não lembra o cheiro de livro novo, perfume de flor, refeição preparada pela mãe...
A “memória olfativa” é um fenômeno que acontece porque o olfato está diretamente ligado aos mecanismos fisiológicos que regem as emoções. Quando sentimos um cheiro, a informação passa pelas narinas e é processada no sistema límbico, parte do cérebro responsável pela memória, sentimentos, reações instintivas e reflexos.

Conforme Scardua (2011, s.p),
A relação entre cheiro e emoção pode ser entendida a partir da investigação do processamento das informações olfativas pelo sistema sensorial. Quando sentimos um aroma, de imediato as amígdalas trabalham e relacionam aquele odor à ação que está ocorrendo ou como nos sentimos naquele momento. O cheiro é, então, guardado na memória acompanhado da emoção/sentimento que estamos vivenciando naquele momento. Quando voltamos a sentir o mesmo cheiro, a memória afetiva é ativada, e a conexão entre o aroma e a emoção correspondente torna-se perceptível. É por isso que, às vezes, somos acometidos pela lembrança de uma situação passada na presença de determinados odores.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Avaliação Psicopedagógica


Reunindo uma rica gama de instrumentos psicopedagógicos e propondo uma metodologia consagrada pela reflexão e prática de profissionais experientes e atualizados, Avaliação psicopedagógica é fonte de estudo e consulta obrigatória para estudantes em formação e profissionais preocupados com sua qualificação constante junto a crianças, adolescentes e adultos com necessidades educacionais especiais.
De acordo com Sánchez-Cano (2008, p.20),
A avaliação psicopedagógica, embora possa centrar-se mais ou menos em um ou outro participante ou aspecto da situação avaliada, nunca pode ser feita de maneira isolada. Deve sempre levar em conta o contexto onde se produz e os mecanismos de interação e influência gerados.

Avaliação Psicopedagógica
Manuel Sánchez-Cano; Joan Bonals; Colaboradores
Editora: Artmed
Ano: 2008

Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola


         A identificação precoce de um possível ou suposto quadro de dislexia no ambiente escolar, sensibiliza os profissionais da educação ao exercício de um novo olhar: “olhar” mais cuidadoso, criterioso, investigativo e com mais participação na vida escolar dessa criança.
      O diagnóstico que envolve a exclusão de outras condições e dificuldade por parte da criança, deve voltar-se para uma serie de sinais e sintomas muito peculiares, que podem sugerir a suspeita e levar a busca de profissionais especializados para tal diagnóstico.
         Neste contexto, é difícil estabelecer critérios precoces para esta identificação, pois acompanhar o desempenho evolutivo de uma criança é um dos marcadores para inferir inadequações neste desenvolvimento. Sabemos que podem surgir atrasos no desenvolvimento motor e linguístico, inadequações nas fases desse desenvolvimento e superação delas em ambiente familiar estimulador ou não, além de outros fatores que possam implicar direta ou indiretamente no desempenho formal do aprendizado de leitura e escrita.
       Estabelecer estratégias e metas novas e eficazes para que crianças desenvolvam o mais correto possível suas habilidades sensoriais e motoras para atingir o contexto formal escolar, sem grandes atribulações é fundamental já que, qualquer aprendizado pedagógico passa pela aprendizagem informal, aprendizado esse que depende do ambiente, da família, da sociedade e das particularidades individuais de cada ser.
       Aprender é algo único, e neste aspecto devemos valorizar as pequenas e altas habilidades, pois deste modo, precocemente perceberemos aqueles com mais habilidades para raciocínio, cálculo, e aqueles com habilidades mais linguísticas e assim, facilitamos sua integração no contexto pedagógico formal.
             Os processos cognitivos que resultam em aquisição do processo de leitura e escrita formam uma base, como apresentaremos:
(1) Conhecimento de (leitura) e (nome) dessas letras:
 É importante que esse conhecimento não venha de uma sequência automática de memória do abecedário e sim de conhecimento e reconhecimento de grafemas e o nome que esses grafemas possuem.
2) Consciência Fonológica:
Envolve a habilidade em que a criança aprende a ouvir com o Ouvido Neurológico, associando sons e letras e com essas transposições entre os sinais auditivos corresponder-se a símbolos gráficos, oriundos das unidades articulatórios da fala.
(3) Aptidões da Fala e Linguagem:
Direciona a criança para dentro de um processo de aprendizagem formal, e através dele podemos entender que, quando uma criança está na escola, ela já adquiriu a fala (oralidade), já possui uma estrutura linguística oral, e a partir deste processo adquirido irá construir um novo processo: a escrita, e em conseqüência, a leitura.
Quando esta criança não tem uma boa estrutura de linguagem oral que comporte uma estrutura textual, dificilmente conseguirá fazê-lo dentro de uma estrutura na escrita. Quando apresenta uma oralidade contaminada por substituições e omissões, essas trocas aparecerão no processo de aquisição da escrita, é necessário verificar suas estruturas anteriores (pré-requisitos) para que a possibilidade de transpor para leitura e escrita esteja adequada.
(4) Atenção Sustentada:
     Nascemos com uma atenção automática que é uma resposta aos estímulos e estes provocam essa atenção para uma resposta a estímulos fortes, com grande intensidade, e estes fazem seus registros de automatismo. É essa atenção que persiste na criança durante o aprendizado informal.
     Para integrarmos ao aprendizado formal (pedagógico) precisamos da extensão desta atenção voluntária, escolher o que queremos focar, saber relacionar com a situação e contexto escolar. Mais do que isso, se faz necessário uma sustentação para este foco, que é uma habilidade que depende da maturação do lobo frontal, de uma maturação neurológica, que depende de muito treino, adaptação, adequação, e intensa participação da criança.
   Esta atenção sustentada é que mantém as zonas de associação com a atenção auditiva para o aprendizado, possibilitando a retenção, ou seja, a consolidação do conhecimento. Deste modo podemos compreender a necessidade e importância do treino dessa habilidade (talvez a que mais necessite de treino) na primeira infância (no ensino infantil pré-requisitos ligados a fase sensório-motor).
(5) Memória Operacional
        Esta memória é que nos conduz a memória de trabalho, ou seja, é necessário muito treino com a memória operacional no período da aprendizagem informal para que através das habilidades exercitadas da criança, ela possa seguir para aprendizagem estrutural e assimilar o significado e significante dos símbolos sonoros. Essa correspondência se transformará em imagens mentais abstratas e concretas, em nomeação, relações de fatos com sons para que efetive as relações de oralidade e imagens (codificar e decodificar), estabelecendo significado ao que se aprende.
        Neste processo complexo, a maturação neurológica, as zonas de aprendizado e as relações nas áreas frontotemporais são essenciais: a memória auditiva de curto prazo relacionando-se com muitas associações para que a memória de longo prazo efetive o conhecimento e dê seguimento ás próximas etapas linguísticas.

Das Dificuldades:
Como entender: os DIS? Dislexia, Disortografia, Disgrafia, Discalculia...Para cada hipótese, temos um entendimento neurológico e evolutivo de cada expressão e seu respectivo significado:
1)  Dislexia:
É a incapacidade de processar o conceito de codificar e decodificar a unidade sonora em unidades gráficas, (forma de grafemas) com capacidade cognitiva preservada (nível de inteligência normal). Os disléxicos têm capacidade para aprender todas as funções sociais e até altas habilidades, desde que, bem diagnosticado, seja trabalhado em suas áreas corticais favoráveis e com estratégias e intervenções adequadas. Essa intervenções devem valorizar suas funções viso-motoras, imagens com significado e significante associados a ritmo e memória visual auxiliando sua memória auditiva, para que desenvolva a capacidade por outras rotas (sabido que sua rota fonológica é prejudicada).


2)  Disortografia:

Definimos como disortografia, os erros na transformação do som no símbolo gráfico que lhe corresponde. Nem sempre a disortografia faz parte da dislexia e pode surgir nos transtornos ligados á má alfabetização, na dificuldade de atenção sustentada aos sons, na memória auditiva de curto prazo (Déficit de Atenção) e também nas dificuldades visuais que podem interferir na escrita. Quando não estão co-morbidas à Dislexia, o prognóstico é melhor.

3)  Disgrafia:

Não se pode confundi-la ou compará-la com disortografia, pois a disgrafia tem características próprias. A criança com disgrafia apresenta uma escrita ilegível decorrente de dificuldades no ato motor de escrever, alterações na coordenação motora fina, ritmo, e velocidade do movimento, sugerindo um transtorno práxico motor (psicomotricidade fina e visual alteradas).

4)  Discalculia:

A Discalculia do desenvolvimento é uma dificuldade em aprender matemática, com falhas para adquirir adequada proficiência neste domínio cognitivo, a despeito de inteligência normal, oportunidade escolar, estabilidade emocional e motivação. Não é causada por nenhuma deficiência mental, déficits auditivos e nem pela má escolarização. As crianças que apresentam esse tipo de dificuldade realmente não conseguem entender o que está sendo pedido nos problemas propostos pela professora. Não conseguem descobrir a operação pedida no problema: somar, diminuir, multiplicar ou dividir. Além disso, é muito difícil para elas entenderem as relações de quantidade, ordem, espaço, distância e tamanho. Aproximadamente de 3 a 6% das crianças em idade escolar tem discalculia do desenvolvimento (dados da Academia Americana de Psiquiatria). De um modo geral, o prognóstico das crianças com discalculia é melhor do que as crianças com dislexia, ou pelo menos, elas tem sucesso em outras atividades que não dependam desta área de calculo numérico.



Todo trabalho escolar, da vida acadêmica de uma criança deve ser investigado precocemente, desde seus primeiros momentos em berçários, creches, escolas infantis, pois a detecção de falhas ou inabilidade no seu D.N.P.M. (desenvolvimento neuropsicomotor) será precioso para atendê-la melhor, até seu inicio ao ensino formal, respeitando seu ritmo, mas oferecendo-lhe oportunidade de uma boa intervenção, caso descubra-se precocemente esta falha ou incapacidade.
O pré-diagnóstico no âmbito escolar é excelente para o aluno, para a  escola, para os pais e a sociedade, onde não se atropela o desenvolvimento e nem permite más condutas com gastos desnecessários no futuro.
Todos devem participar desse novo olhar: professores, direção de escola, pais, psicopedagogos, e outros profissionais envolvidos direta ou indiretamente na alfabetização.


Lana Cristina de Paula Bianchi- Fonoaudióloga, Pedagoga, Psicopedagoga, Atuaçao em Neurociencias em Crianças e Adultos na FAMERP- FUNFARME- Sao Jose Rio Preto- SP- Especialista em linguagem no Projeto Gato de Botas- Disturbios de Aprendizagem; www.projetogatodebotas.org.br; CRFa: 2907- 1982- PUCC- Campinas-SP- Profa na Disciplina de Psicologia-UNILAGO- São Jose Rio Preto-SP- Linguagem e Cogniçao- 2010- Orientadora em monografias no curso de pos-graduaçao de Psicopedagogia- Famerp- 2010- Campo de pesquisa: Linguagem infantil e adulto-

Vera Lucia de Siqueira Mietto, Fonoaudióloga, Psicopedagoga, Neuropedagoga e Tutora EAD do www.chafic.com.br e www.ceitec.com.br  em Neurociencias, Dislexia e TDAH e docente da UNICEAD na pós graduação de Monte Claros-MG.



Referências  bibliográficas:

 “Leitura, Escrita e Dislexia” – Uma análise cognitiva – Andrew W. Ellis – 2ª edição – Editora Artmed

“Entendendo a Dislexia” – Um novo e completo programa para todos os níveis de problemas de leitura – Salley Shaywitz – Reimpressão 2006 – Editora Artmed

“Dificuldades de Aprendizagem” – detecção e estratégias de ajuda – Ana Maria Salgado Gomez
Nora Espinosa Tenan
Edição Mmix

“Transtornos de aprendizagem – Abordagem neurológica e multidisciplinar”
Newra Rotta
Lígia Ohhweiler
Rudimar dos Santos Riesgo
Ed Artimed, 2006

 “Dislexias”
Arrne Van Hout
Françoise Estiene
Ed Arttimed, Porto Alegre, 2001

“Neurociência Aplicada à  Aprendizagem”
Telma Pântano
Jaime Zorzi
Ed Pulso, São José dos Campos. 2009

Sites:

www.lerecompreender.com.br/palestras.asp- Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola”,2010
www.pedagogia.com.br/artigos/neurocienciaaeducacao




segunda-feira, 9 de julho de 2012

Mantenha o foco na aprendizagem



Para alguns de nós, a aprendizagem pode ser um processo muito difícil, porém existem dicas que ajudam a torná-la mais fácil...
1. Olhe e escute – Existem pessoas que tem sua memória auditiva mais desenvolvida que a visual. Lendo a informação terá mais chance de lembra-la mais tarde, uma vez que se está utilizando mais recursos para codificar a informação.
2. Escrever é diferente de digitar- Digitar as notas no computador pode ser ótimo para a posteridade, mas escrever com a mão é melhor para o seu cérebro. O simples ato de segurar e usar uma caneta ou lápis faz com que novas sinapses sejam acionadas e estimula novas ideias.
3. “Agite uma perna” - A falta de fluxo sanguíneo é uma razão comum para a falta de concentração. Se você está sentado em um só lugar por algum tempo, mexa uma de suas pernas por um minuto ou dois. Seu sangue começa  a fluir e aguçar a concentração.
4. Tome café da manhã – Muitas pessoas pulam essa refeição e vão direto para o almoço, mas a criatividade é muitas vezes melhor no início da manhã, por isso é importante ter um pouco de proteína em seu sistema digestivo para alimentar o seu cérebro. A falta de proteína pode realmente causar dores de cabeça.
5. Ouça músicas - Pesquisadores descobriram que certos tipos de músicas são "chaves" para a memória. Informações aprendidas ao ouvir uma determinada canção podem muitas vezes ser lembradas, no momento em que ativa essas músicas na sua cabeça.
6. Cérebro = Mapas mentais - Necessidade de planejar alguma coisa? Mapas cerebrais, ou mapas mentais, oferecem uma forma compacta para obter uma visão geral de um projeto e eles permitem que você facilmente adicione detalhes. Com mapas mentais, você pode ver as relações entre ideias diferentes e que também pode atuar como um receptáculo para uma sessão de brainstorming.
7. Mantenha um diário - Isso não é exatamente o mesmo que um caderno de anotações. É necessário que tenha anotações de aprendizagens importantes em sua vida, o rastreamento de experiências ao longo do tempo. Se você adicionar em detalhes visuais, gráficos, mapas cerebrais, etc, você tem uma maneira muito mais criativa para manter o controle sobre o que você está aprendendo.
8. Dê uma caminhada - Mudando sua perspectiva, muitas vezes alivia a tensão, liberando assim a sua mente criativa. Uma curta caminhada pelo bairro pode ajudar.
9. Foco naquilo que está estudando - Foco sobre o que você está estudando. Não tente assistir TV ao mesmo tempo ou se preocupar com outras coisas. Ansiedade interfere com a absorção de informações e ideias.
10. Defina metas em sua vida - Prepare-se e vai perceber que os obstáculos são superáveis. Qualquer um que tenha experimentado esse fenômeno entende a sua validade.

domingo, 8 de julho de 2012

Cérebro e Leitura


Através das descobertas neurocientíficas cada vez mais nossos conhecimentos vem se aprimorando e dessa forma contribuindo para o processo de aprendizagem dos indivíduos.
Contribuições como as do neurocientista Stanislas Dehaene proporcionam  a descoberta de áreas ativadas pela leitura. Também existem pesquisas que relatam que cegos também ativam estas mesmas áreas, através da leitura em braile.
Assista esta interessante reportagem:




Ciência e Cognição

Ciência e cognição é o título da revista eletrônica editada pelo  Instituto de Ciências Cognitivas (ICC). É uma revista multidisciplinar que publica artigos científicos de colaboradores nacionais e internacionais, em português, espanhol, e inglês, após revisão por pares antes da publicação. Desde 2004, a revista publica artigos originais sobre temas relativos a processos cognitivos (produção, circulação e recepção) sob enfoque de vários campos acadêmicos. Desde sua criação, vem sendo publicada regularmente, com volumes quadrimestrais (março, julho e novembro), e sem interrupção.
Para ter acesso as informações contidas nestas publicações basta acessar o site http://www.cienciasecognicao.org/

Neurociência e Educação


Neste livro, você encontrará abordagem tanto nos aspectos científicos da aprendizagem, da inteligência, do comportamento e dos gêneros quanto na interface escolar das dimensões biológica, psicológica, afetiva, emocional e social do estudante na sala de aula.
Entenderá que ensinar a uma pessoa uma habilidade nova implica maximizar potencial de funcionamento de seu cérebro. Isso porque aprender exige necessariamente planejar novas maneiras de solucionar desafios, necessita de atividades que estimule diferentes áreas cerebrais para trabalhar com a máxima capacidade de eficiência, desenvolvendo potencialidades e melhorias na capacidade de pensar.
Um livro ideal para especialistas, pela sua profundidade, e para leigos, pela forma clara e objetiva que é escrito.
“Este livro, com rica fundamentação teórica, aborda os mecanismos cerebrais e as diferenças de gênero nos diversos aspectos vivenciados com razão e emoção. Ele contribui significativamente para a aplicação prática de recentes investigações da Neurociência.” Luiza Elena Ribeiro do Valle
Segundo o site da revista IstoÉ este livro traz as seguintes contribuições:
Um estudo realizado pela bióloga Marta Relvas, da Sociedade Brasileira de Neurociência, com 40 alunos do ensino fundamental, comprova as habilidades múltiplas do sexo feminino. O resultado foi publicado no livro Neurociência e educação. Potencialidades dos gêneros humanos na sala de aula, lançado em março. A pesquisa revela que elas se sobressaem em testes de percepção, memória e coordenação motora, enquanto eles se dão melhor na relação com objetos tridimensionais, pontaria e no raciocínio matemático.

Título:  NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO - potencialidades dos gêneros humanos na sala de aula
Autor:  MARTA PIRES RELVAS
Editora:  WAK EDITORA - 160 páginas
ISBN:  978-85-7854-029-6


sábado, 7 de julho de 2012

Nosso cérebro é um órgão fantástico e muito valioso


Nosso cérebro é um órgão fantástico. Ele pode controlar praticamente todas as partes do nosso corpo. Ele também tem a capacidade única de pensar e fornecer habilidades cognitivas, tais como:
1. Habilidades de Atenção - Esta inclui a capacidade de uma pessoa de compreender e responder à informação recebida. Essas habilidades de atenção podem ser subdivididas em:
v Atenção sustentada - A capacidade de se manter focado e atento à tarefa que está sendo executada.
v A atenção seletiva - A capacidade de manter o foco, apesar de entradas sensoriais (também conhecidas como distrações)
v Atenção dividida - A capacidade de lembrar informações e manter o foco em alguma coisa enquanto realiza  uma outra tarefa.
2. Habilidades de memória. Esta é a nossa capacidade de armazenar e recuperar informações.
Memória engloba memória a longo prazo, que é a capacidade de recordar a informação que foi armazenada no passado. Este tipo de memória é crucial para muitas tarefas, incluindo a aprendizagem e muitas outras coisas feitas ao longo do dia.
Memória de curto prazo inclui informações que recordamos quando necessário em uma base mais imediata.
Ambas os tipos de memória são uma parte essencial de nossas habilidades cognitivas.
3. Lógica e raciocínio - Esta é a nossa capacidade de raciocinar de uma situação, formular conceitos e resolver problemas utilizando a entrada de única e parâmetros.
 4. O processamento auditivo - Isso inclui a nossa capacidade de analisar, combinar e diferenciar sons. É uma habilidade crucial para aprender a ler e soletrar.
5. Processamento visual - Este engloba a nossa capacidade de perceber, analisar e processar o mundo que nos rodeia em imagens visuais. Isto também inclui a capacidade de imaginar alguma coisa em nossas mentes. Este tipo de habilidade é importante para aprender a seguir as instruções, executar problemas de matemática e seguir direções.
6. Velocidade de processamento - A velocidade em que o nosso cérebro processa a informação é fundamental para a realização de tarefas cognitivas de forma rápida e eficiente. Eficientes habilidades cognitivas são essenciais para melhorar a nossa capacidade de aprender. Deficiências nessas competências desempenham um papel importante na aprendizagem. Por exemplo: fraquezas no processamento auditivo podem criar grandes problemas em aprender a ler de forma eficaz.
Como os músculos do seu corpo, suas habilidades cognitivas podem ser treinadas com  programas adequados do cérebro que visam especificamente as habilidades que você está interessado em melhorar. Devido à sua importância em nossa vida diária, certifique-se de manter ou tentar melhorar essas essenciais habilidades cognitivas, pois seu cérebro vale ouro!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Intervenção em Autismo...


     Conforme Sabrina Ribeiro, o autismo é uma condição crônica, caracterizado pela presença de importantes prejuízos em áreas do desenvolvimento, por esta razão o tratamento deve ser contínuo e envolver uma equipe multidisciplinar (Schwartzman, 2003).
    A eficácia de um tratamento depende da experiência e do conhecimento dos profissionais sobre o autismo e, principalmente, de sua habilidade de trabalhar em equipe e com a família (Bosa, 2006).
     Existem vários tipos de tratamento que podem ser usados para ajudar uma criança com autismo. Independente da linha escolhida, a maioria dos especialistas ressalta que: o tratamento deve começar o mais cedo possível; as terapias devem ser adaptadas às necessidades específicas de cada criança e a eficácia do tratamento deve ser medida com os avanços da criança.
 Sabe-se que uma boa intervenção consegue reduzir comportamentos inadequados e minimizar os prejuízos nas áreas do desenvolvimento. Os tratamentos visam tornar os indivíduos mais independentes em todas as suas áreas de atuação, favorecendo uma melhoria na qualidade de vida das pessoas com autismo e suas famílias.
   Abaixo segue um vídeo mostrando algumas técnicas de intervenção feitas em um menino que apresentava autismo severo...


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Neurociências e Educação


Como a Neuroeducação e a Neuropedagogia podem ajudar a escola e o professor a tornar o aprendizado mais eficiente e mais interessante para o aluno?

Estímulos Multi-sensoriais: as pesquisas mostram que o aprendizado será mais eficaz e a recordação da informação mais fácil se mais sentidos forem estimulados.
Recompensas e motivação: a necessidade de uma recompensa imediata é característica das gerações atuais. Recompensas externas podem ser preocupantes no ambiente escolar, mas a criatividade do professor pode encontrar formas de recompensar o aluno em sala de aula de forma a motivá-lo nas atividades e conquistar sua atenção. Algo como dedicar um intervalo da aula para piadas, canções, jingles, se a atenção e participação de todos foi adequada no momento combinado.
Memória: sem repetição a memorização não acontece, a rememoração falha, perde-se a informação, o tempo e a motivação. A quantidade de repetição vai depender da emoção envolvida na passagem da informação. Quanto mais emoção maior a chance da informação ficar cravada na memória dos seus alunos.
Conhecimento prévio: dificilmente vai haver aprendizagem se a informação nova não está contextualizada e conectada a conhecimentos que já existem no cérebro da criança. 
Do concreto para o abstrato: o lobo frontal, sede do nosso pensamento abstrato, demora mais a se desenvolver, como vimos aqui isso se estende até a segunda década de vida. Dessa forma, parta de exemplos concretos para atingir ideações abstratas.
Práticas: quando uma informação é colocada em prática ela se torna patente em nosso cérebro. Mas certifique-se de que na prática a criança realmente entendeu, ela deve ser capaz de falar e escrever sobre um conceito que praticou.
Estórias ou histórias: elas ativam muitas áreas cerebrais, mexem conosco, com nossas emoções, memórias e ideias. Elas têm início, meio e fim, o que também estimula o desenvolvimento de habilidades de sequenciação e organização (córtex pré-frontal).
Computadores e outras tecnologias: muitos sentidos são estimulados quando os estudantes trabalham em grupos fazendo pesquisas no computador. O trabalho é bastante visual, auditivo e cinestésico, além de estimular habilidades sociais.
O cérebro procura por padrões: a informação é guardada em nosso cérebro através de padrões de reconhecimento. Daniel Pink (2005) ressalta que a era atual requer uma forma de pensar que inclua a capacidade de detectar padrões e criar algo novo. É fundamental que o Educador apresente a nova informação, auxilie o aluno a identificar o padrão, associar esse padrão a padrões já armazenados por ele em seu cérebro e aí seja capaz de criar novos padrões. Dois métodos principais funcionam muito bem para isso, um é o uso de organizadores gráficos como mapas mentais e diagramas de Venn, outro é através da organização da informação em blocos lógicos e contextualizados.
O estresse inibe a aprendizagem: numerosas evidências apontam para isso, sobretudo os efeitos do cortisol (hormônio do estresse) provocando a morte de neurônios no hipocampo (área da memória de longo prazo). Nesse sentido ofereça um ambiente de ensino seguro, confortável e acolhedor. Estabeleça rotinas, regras, objetivos e procedimentos padrão. Os rituais de sala de aula podem contribuir para reduzir o estresse.
O cérebro é um órgão social: a interação e desenvolvimento de habilidades sociais são fundamentais no processo de aprendizagem. Nossas crianças da era digital encontram-se talvez mais aptas a se relacionar através de um teclado do que com a fala, o olhar e o toque. É importante para elas desenvolver a linguagem não verbal, reconhecer sentimentos através da face e dos gestos, interagir com diferentes grupos sociais, aprender a escutar, expressar suas emoções e ser empática.
Arte e atividade física melhoram o desempenho intelectual: explore essas atividades o mais que puder.
Contrabalance tecnologia e criatividade, utilize música e muito, muito visual!

Fonte consultada: Aprender Criança