quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Você conhece a Gê???

Por Ana Lúcia Hennemann Agosto/2012
Confesso que depois que conheci a Gê sonhei com ela, ou seria... com elas???
 Através do texto abaixo, meu olhar de neuropsicopedagoga se expandiu, mas em sala de aula sou somente professora, entretanto tudo que vi e ouvi da Gê teve conexão, não pude deixar de fazer links, de imaginar o que se passava ali. Porém, tudo isso você vai entender no final, o que interessa agora é te apresentar a Gê...
Faça como meus alunos, leia os dois primeiros parágrafos e entre o 2º e o 3º dê uma pausa e tente dizer como você imaginou a Gê...


Duvido… - Daiana Campani de Castilhos


       Não me lembro exatamente do dia em que conheci a Gê. Acho que ninguém nos apresentou oficialmente. Ela morou em frente à casa da minha vó Nilse, em Tramandaí, e nós simplesmente fomos crescendo e nos conhecendo. Está certo que ela era um pouco mais velha do que eu, mas isso nunca importou. A cada ano que passava, eu gostava mais dela e, durante os meses na cidade, a saudade apertava. Sim, porque a Gê morava na praia com a família; eu nunca poderia encontrá-la na cidade grande. Para agravar a saudade, era raro irmos fora da época do veraneio para a praia. Uma vez, ou outra, meu pai, minha mãe ou minha vó iam apenas cortar a grama ou abrir a casa e diziam para eu ficar na casa de algum parente na cidade. A desculpa era que a visita seria coisa rápida e que não daria para aproveitar o mar por causa do frio. Mar???? Para mim, o mar era o que menos importava. O que eu mais queria era ver a Gê.
           Brincávamos tanto durante a temporada!! Ela, minhas irmãs e eu... Ela sempre estava acompanhada de algumas parentas de sua idade, mas das outras eu nem lembro bem o nome. Eu só tinha olhos para ela. Ela era a mais linda, a mais simpática, a mais receptiva. Com ela, eu me imaginava sendo tanta coisa! Quantas tardes inteiras passei na companhia dela. E quantos picolés nós comemos! Esperávamos o tiozinho do sorvete passar e nos divertíamos tanto! Quantas cucas e sonhos que a minha avó fazia eu comi na companhia dela. Até das rodas de chimarrão com os adultos nós participávamos.
          Porém, um dia, quando finalmente chegou o mês de dezembro e nós fomos para a praia, levei um choque: a Gê simplesmente não estava mais lá. Nem ela, nem ninguém de sua família. Eu não quis acreditar que minha vó tinha feito isso comigo e com ela! “Vó, por que, vó? Por que cortar a Gê, vó?” A vó Nilse veio com uma explicação para o inexplicável. Disse que a Gê era um tal de pinus e que suas raízes estavam muito altas para a casa. Nenhum carro conseguia mais entrar direito na garagem por causa dela. Além disso, me disse que as folhinhas que caíam dela não deixavam crescer grama boa no chão.
        Carros? Grama? Desde quando eles eram mais importantes que a Gê? Carros e gramas não tinham o tamanho dos galhos da Gertrudes, que possuía as medidas perfeitas para mim e para minhas irmãs. Subíamos nela sem nenhuma dificuldade. Os galhos delas pareciam ser branquinhos feitos pela natureza só para nós. Desde lá, o veraneio não teve mais graça. A vó disse que logo, logo eu teria uma outra árvore para brincar. Ela colocou no lugar de Gê um... um... tal de ... Joãobobalhão... Joãobobão... Jambolão. Diz que faz uma sombra também. Mas duvido que o Joãobobalhão do Jambolão tenha os mesmos galhos perfeitos da gê. Duvido... Até porque, quando ele chegar no tamanho da Gê, eu não vou mais ter idade para subir em árvores...
          Pois é, essa era a Gê! Foi uma euforia quando descobriram e falaram como se sentiram nessa descoberta, mas o que me deixou em estado de alerta foi a próxima atividade. Tiveram que desenhar a Gê.
            Cada um refletiu uma Gê com muitos significados:  raízes profundas... sem raízes, árvores com muita copa, árvores desfolhadas, galhos partidos, galhos cortados, galhos muito grossos, galhos finos, buracos profundos no tronco da árvore...e estas Gês mexeram comigo, quantidade de galhos de cada desenho relativos à quantidade de pessoas significativas para cada criança, estas árvores tinham vida, expressavam sentimentos, profundos sentimentos de cada um.
       Quantas impressões, quantos significados, numa simples atividade conseguimos perceber fatos importantes da vida de cada um. Os desenhos sempre nos mostram a subliminaridade, aquilo que está intrínseco em cada indivíduo. Como coloquei no início, em sala de aula, sou apenas uma simples professora, mas meu olhar se torna diferente, não posso pensar somente na aprendizagem, é preciso ver o que aquele desenho me revelou, me mostrou, porque aquela aprendizagem está difícil ou porque ela é muito fácil.
Mas se quiserem passar pelo tamanho desta percepção...basta perguntar à seus alunos: Você conhece a Gê????
Texto extraído do Projeto Ler
Texto extraído do Projeto Ler 2012 nº 2 - Ano X 

domingo, 26 de agosto de 2012

Enigma nº 2






        Para a esquerda o peixe está indo! Para a direita ele deve voltar e com apenas o movimento de 3 palitos essa virada ele vai ter que dar...
           Quais são os palitos que você deve mexer para que ele mude a direção?

                                           
                                           Decifra-me ou te devoro!


   Vejam só, esta atividade encontrei numa pesquisa em livros de Desafios Lógicos, entretanto na Pós de Neuropsicopedagogia, que cursei pelo Censupeg, o professor Edson Lopes (disciplina de Psicopatologias) enfatizou a importância de estarmos sempre nos desafiando, exercitando nosso cérebro e como tema ele havia nos dado esta atividade. Como o pós ocorria nos finais de semana, passei a noite de sexta para sábado tentando matar a charada. E o pior de tudo quando a gente descobre a resposta, fica pensando, como eu não vi isso antes? Era tão óbvio!

Resposta: Há duas maneiras de virar o peixe para a direita:
1º Movendo os palitos 1, 5 e 8.
2º Movendo os palitos 2, 6 e 7.

Enigma nº 1


“Seis mortos esticados
Cinco vivos passeando
Os vivos estão calados
E os mortos estão cantando”

                                   Decifra-me ou te devoro...

     Esse foi o primeiro enigma que postei no face, queria ter colocado uma imagem mais voltada à morte, mas logo me lembrei que para decifrar enigmas devemos nos voltar ao sentido das palavras, fechar nossos olhos do mundo que nos cerca e nos abrir para o sentido que cada palavra quer nos dar. É como interpretar poesias, é perceber a metáfora que ali se encontra.
     Interessante ocorreu ontem com as crianças na atividade "Pensação", havia um desafio que já é conhecido de todos: O que tem no início da rua, no meio da terra e no fim do mar. E junto deste desafio havia três imagens, simbolizando a rua, a terra e o mar. As crianças deduziram que era o sol, pois ele estava em todas as imagens... Obs.: estas crianças já estão saindo da fase das operações concretas para as abstratas...
     Porém, onde quero chegar é que a imagem nos prende, e não nos deixa raciocinar...quantas vezes em nossa vida temos algo importante para resolver e nosso foco fica somente  na situação, não nos permitimos analisar todo o contexto, enfrentar a metáfora que a vida nos traz...Será que internalizamos o nosso lado criança, querendo continuar nas operações concretas e não enfrentar as abstratas? 
     Bom foi apenas um tópico para se pensar...
     E a resposta do enigma? Ainda não vou revelar, pois é preciso raciocinar!
      

Resposta: Violão e mão - as cordas esticadas são os mortos e os vivos são os dedos que tocam nas cordas.

Enigmas para o cérebro...


    Ontem participei de uma atividade no colégio no qual trabalho, denominada “Pensação”. A mesma envolve os alunos desde a Educação Infantil, até os alunos do Ensino Médio. Caracteriza-se por concentrar os alunos em grupos, de acordo com os níveis, para resolverem algumas tarefas. Cada grupo fica concentrado em uma sala, com um professor, sendo que o mesmo fica no papel de observador, não podendo intervir na resolução das atividades.  Estas tarefas são entregues dentro de um envelope, “quase que lacrado”, tem um determinado tempo para serem resolvidas e no prazo estipulado vem um responsável para recolher o envelope juntamente com suas respostas. O interessante é que este projeto ocorre num determinado dia e os alunos que optam por se inscrever ou não no “Pensação”, mas posso afirmar que a grande maioria estava lá.
     Como foi a primeira vez que participei, achei muito interessante perceber os mecanismos com que as crianças se utilizam para juntas chegar à resolução de determinados problemas. Como meu papel era somente de observadora, me encontrei divagando em minha infância e recordei da figura da esfinge, presente em vários livros e desenhos que li e assisti. Logo em seguida recordei das mil e umas atividades que meu pai nos proporcionava quando criança. Vivia inventando truques de “mágica”, mostrava cartas e dizia que adivinharia qual estávamos pensando e adivinhava mesmo, hoje eu sei que tudo não passava de uma questão de dedução lógica, pois ele nos mostrava algumas e ia modificando a posição das mesmas, até que não restassem dúvidas de qual havíamos escolhido.
     Cada semana ele inventava uma coisa nova, uma das que levei mais tempo para descobrir e jamais vou esquecer, embora não recomendo a ninguém fazer, a menos que queira ficar todo “encarvoado”, era assim: Ele passava cinzas no braço e apareciam palavras escritas no mesmo... Aos olhos de nós crianças era um truque fenomenal, como ele conseguia fazer aquilo? Passávamos dias espiando para ver que tipo de caneta ele usava que era invisível. Antes dele anunciar que iria aparecer tal palavra em seu braço, lembro que solicitava que passássemos  a mão no mesmo para demonstrar que não tinha nada, e foram dias e meses tentando descobrir o mistério...até que de tanto insistirmos veio a resposta: ele pegava um pedaço de sabão em barra, utilizava como lápis e escrevia o que queria no seu braço. Não ficavam marcas, não se percebia nada e no momento da “mágica”, passava cinza,e, lógico, aparecia uma palavra escrita em seu braço. Bons tempos, boas recordações...
     Quando voltei para  casa depois de ver aquelas crianças se debruçando sobre as questões propostas, percebi como esses momentos são significativos, quanto eles nos desenvolvem, quantas conexões utilizamos para descobrir tal problema e ficam registradas em nossas memórias. Então pensei, enigmas e cérebro...isso precisa aparecer em meu blog, tem que haver um local onde as pessoas também possam se utilizar destas atividades para propor desafios para seus alunos, seus amigos, seus familiares e nesse sentido que irão sutilmente aparecer algumas postagens sobre esses assuntos, inclusive lá no face também criei um álbum somente com desafios, que será construído aos poucos e com a participação dos visitantes de lá.
     Vamos ver no que vai dar...

sábado, 25 de agosto de 2012

Revista com assuntos sobre o cérebro


      Para aqueles que têm boa compreensão na leitura em espanhol e gostam de assuntos relativos ao cérebro, segue o link abaixo no qual poderão baixar a revista eletrônica conforme indicada na imagem... 
Obs.: Muito bom o material
http://www.mediafire.com/?laaz1dkkw1jlj16

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cérebro e Aprendizagem


Neurônios desenvolvem-se a partir de um padrão genético moldado pelas exigências e estímulos ambientais.
Por Marcos Manes 
     O curso dinâmico do desenvolvimento do cérebro é um dos aspectos mais fascinantes da condição humana, uma vez que combina a interação genética e ambiental. O cérebro de um recém-nascido é apenas um quarto do tamanho de um adulto e, durante todo o curso de sua infância, experimenta um crescimento intensivo de neurônios. Mas isso é um fenômeno eminentemente biológico condicionado pela experiência, uma vez que este será o orientador de como as conexões neurais são preservadas e quais ligações serão apagadas.
     As primeiras  áreas do cérebro a amadurecer são as informações mais básicas relacionadas com controle visual ou motor de movimentos. Mais tarde se desenvolvem outras, tais como a linguagem e orientação espacial. As últimas áreas que amadurecem entre as segunda e terceira décadas de vida, são aquelas que estão localizadas na área frontal. Estes dados permitem-nos compreender que o cérebro de uma criança, e até mesmo de adolescentes se encontra em amadurecimento n as áreas envolvidas na inibição do impulso, na tomada de decisões, planejamento e flexibilidade cognitiva ou intelectual.
  A compreensão dos fenômenos da biologia do cérebro em desenvolvimento pode abordar questões-chave para a aprendizagem.
    Todas essas evidências emergentes de pesquisa neurocientífica sobre a forma como o cérebro se desenvolve e aprende têm o potencial de gerar um grande impacto na prática educativa. Compreensão de fenômenos da biologia do cérebro em desenvolvimento pode abordar questões-chave para a aprendizagem, tais como a memória, a atenção, a alfabetização, a compreensão da leitura, cálculo, o sonho, a noção de inteligência, interação social, como é o impacto emocional e até mesmo motivação desempenha o papel. Há também dados verificáveis ​​sobre como o cérebro processa a informação nova ao longo da vida, sobre o papel da imitação, ele precisa de tempo para aquisição do conhecimento, apoio para as correções de “bugs”  e  eis aí a importância do papel ativo e fundamental do professor. Vários achados da neurociência têm demonstrado que a interação com outros seres humanos é fundamental para a aprendizagem de crianças e adolescentes. É na intersecção de diferentes disciplinas que são alcançados maior conhecimento e práticas mais eficazes.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Neurociências na Educação

Nas últimas décadas as pesquisas em Neurociências vêm contribuindo para um conhecimento inédito de como o cérebro se desenvolve e funciona. Disponível no youtube esse vídeo traz muitas contribuições sobre o conhecimento dos diversos campos da ciência, em especial o da Educação. Nesta série de programas, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel traz estas descobertas para o contexto educativo e revela como estas ideias podem ajudar na compreensão do processo de aprendizagem. Este programa oferece os seguintes conteúdos; Cérebro - características gerais; 3 grandes partes - sensorial, motora e associativa; O cérebro custa caro; Regiões diferentes, funções específicas; Cérebro e a questão do gênero; O desenvolvimento do cérebro; Cérebro e aprendizado; O sistema de recompensas; Aprender um grande prazer; Cérebro, emoções e corpo; Carinho no cérebro; Reativação; Imaginação e criatividade; Reorganização funcional. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Desenvolvimento cognitivo na infância e na juventude - Ester Palácios

Há algum tempo atrás participei do Congresso de Educação  e Neurociência, promovido pelo SINEPE-RS, foi muito interessante. Tenho anotações de todas as palestras, pois através de cada uma ocorreram novas aprendizagens, novas formas de repensar a educação. Relendo alguns destes materiais, encontrei dados importantes elencados pela palestrante Ester Palácios. Procurando sistematizá-los apenas os coloquei em forma de planilha...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Imagens Ocultas...



         Com alguma frequência tenho postado imagens no “Face”, onde se faz necessário encontrar alguma figura oculta, confesso que para mim também é um desafio encontrar algumas e em certas ocasiões necessito buscar alguma dica, algum detalhe que indique o objeto escondido. Para alguns pode parecer uma simples brincadeira, entretanto, a prática destas atividades faz com que desenvolvemos nossas memórias e percepções, tanto que passamos a ser mais perceptivos quanto aos pequenos detalhes à nossa volta.
       Mas, afinal de contas, qual a região do cérebro que ativamos ao fazer atividades de encontrar figuras ocultas? Com certeza, o lobo occipital, pois este é uma espécie de centro que analisa as informações captadas pelos olhos e as interpreta mediante um minucioso processo de comparação, seleção e integração. Mas e o lobo frontal? Quanta informação se processa em poucos segundos...
       Quando visualizamos alguma imagem o cérebro faz um registro sensorial, após uma análise perceptual e em seguida uma codificação e análise semântica. O cérebro então fez uma seleção precoce e em seguida uma seleção tardia (percebendo demais detalhes daquilo que está ao seu alcance) então por fim vem a memória, o raciocínio e a emoção, os quais podem até modificar o nosso comportamento, pois quando focamos nosso olhar para as imagens em busca de outras, a primeira reação é a sensação de desordem, de busca, então necessitamos, em alguns casos, em frações de segundos, reorganizar novas informações e desenvolver estratégias cognitivas para ampliar nossos esquemas representacionais.
      Tanto que num simples comentário postado numa destas imagens resumiu todo o contexto “O que é a mente de cada ser?”, ou seja, cada um vai procurando identificar algo com o que já possui familiaridade, suas memórias, suas  experiências...
         A interpretação do que vemos no mundo exterior é uma tarefa muito complexa. Já se descobriram mais de 30 áreas diferentes no cérebro usadas para o processamento da visão. Umas parecem corresponder ao movimento, outras à cor, outras à profundidade (distância) e mesmo à direção de um contorno. E o nosso sistema visual e o nosso cérebro tornam as coisas mais simples do que aquilo que elas são na realidade. E é essa simplificação, que nos permite uma apreensão mais rápida (ainda que imperfeita) da «realidade exterior», que dá origem às ilusões de óptica.

domingo, 19 de agosto de 2012

Trava-língua




Perto do dia do folclore, nada melhor que um Trava-Línguas, para exercitar seu cérebro e desenrolar a língua!

Tendo origem na cultura popular os trava-línguas são modalidades de parlendas, em prosas, versos, ou frases, ordenadas de tal forma que se torna difícil pronunciá-las sem tropeço ou sem travar a língua como o próprio nome diz. A articulação torna-se difícil porque deve ser pronunciada de forma rápida ou três vezes seguidas.
São ótimos recursos em sala de aula para serem utilizadas por professores com a intenção de trabalhar a consciência fonológica, melhora na dicção e leitura oral, devendo ter o cuidado de não expor alguma criança que possua dificuldades como gagueira ou outro problema de fala.
Leia  o texto a seguir e com certeza será um exercício em tanto.


Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
-Povo previdente!
Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
-Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porem, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia por Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Pericles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porem prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porem, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios.
Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei.
Portanto, pronto pararei.

Fonte: Psicopedagogiabrasil.com

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Uma escola proposta pela ciência?

Achei muito interessante e por isso decidi postar...




















A Ciência diz que...
A-     Os adolescentes acordam mais tarde que as crianças. Estar desperto ajuda muito no aprendizado;
B-      Aprender é um processo fisiológico e envolve o bom funcionamento de todo o organismo;
C-      A atenção da criança dificilmente se mantém por mais que os primeiros 10 minutos de aula;
D-     Muitas avaliações sobre muito conteúdo num curto espaço do tempo dificulta a memorização;
E-      Emoção e cognição não caminham separadas.

...e propõe uma escola assim:
A – As aulas devem começar mais tarde, especialmente no Ensino Médio;
B – A escola precisa ter exercício físico, boa ventilação, boa alimentação e fazer exames de vista nos alunos.
C- Aulas mais curtas que os tradicionais 50 minutos, com pausas e exercícios diferentes, para ajudar a memorização;
D – Uma semana de provas faz mal ao aprendizado de longo prazo. É melhor espalhar avaliações ao longo do tempo;
E – A sala de aula precisa ser um ambiente agradável e o aprendizado, não hostil. Os professores devem propor desafios em vez de ameaças.


Você sabe o que são os neuromitos?




São ideias oriundas de dados neurocientíficos, porém, que não passam de especulações, e que acabam sendo derrubadas posteriormente. Conheça cinco deles:

Mito 1  Há períodos críticos para cada aprendizagem. Se a pessoa não aprender durante esse período, ela não desenvolverá mais esse conhecimento;
Mito 2  É preciso estimular a criança ao máximo até os 3 anos de idade, que é quando o cérebro humano está no auge da quantidade de conexões sinápticas e de neurônios;
Mito 3  Usamos somente 10% da capacidade de nosso cérebro;
Mito 4 Pessoas que utilizam o lado esquerdo do cérebro têm facilidade para comunicação oral e são mais lógicos. Já aquelas que usam o lado direito são mais criativas e artísticas;
Mito 5  O “efeito Mozart” - Crianças que ouvem músicas de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) se tornam mais inteligentes.
Fonte: Revista Nova Escola

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Manual de Psicologia Cognitiva


     Estamos agora há alguns anos no terceiro milênio e há mais interesse do que nunca em tentar descobrir os mistérios do cérebro humano. Esse interesse reflete-se na recente explosão de pesquisa científica no campo da psicologia cognitiva. O que é psicologia cognitiva? Ela está preocupada com os processos internos envolvidos em extrair sentido do ambiente e decidir que ação deve ser apropriada. Esses processos incluem atenção, percepção, memória, linguagem, resolução de problemas, raciocínio e pensamento. O interesse científico no cérebro reflete-se nos meios de comunicação populares – há muitos livros, filmes e programas de televisão dedicados a aspectos mais acessíveis e/ou dramáticos da pesquisa cognitiva. Cada vez mais, a cobertura da mídia inclui gravuras coloridas do cérebro, mostrando claramente quais partes são mais ativadas quando as pessoas desempenham determinadas tarefas. (EYSENCK, 2007, p.11)
     Manual de psicologia cognitiva tornou-se material de consulta obrigatório para estudantes e professores da área. Esta quinta edição foi totalmente atualizada para refletir novas direções na psicologia cognitiva e ser mais acessível aos estudantes.
     Abordagens novas e tradicionais estão integradas para proporcionar uma visão geral abrangente, coerente e totalmente atual da percepção, atenção, memória, conceitos, linguagem resolução de problemas, julgamento e raciocínio.
Manual de  Psicologia Cognitiva - 5.ed.
Michael W. Eysenck; Mark T. Keane
Ano: 2007
Editora: Artmed

domingo, 12 de agosto de 2012

Hidrocefalia


Ana Lúcia Hennemann-Agosto/2012


A Hidrocefalia, popularmente conhecida como “água na cabeça”, citada por PROCKOP (2006) se caracteriza por aumento do volume do líquido cefalorraquiano (LCR) e dilatação dos ventrículos cerebrais. É classificada de acordo com os seguinte tipos: - Hidrocefalia obstrutiva (malformação congênita, pós-inflamatória ou pós-hemorrágica, processos expansivos); - Hidrocefalia com pressão normal; - Hidrocefalia comunicante: (produção excessiva de LCR, absorção deficiente do LCR, Insuficiência da drenagem venosa; Hidrocefalia ex. vácuo, quando relacionado com atrofia cerebral.
Pode ser classificado como hidrocefalia comunicante ou não comunicante, dependendo da sua etiologia; sendo que o Hidrocéfalo não comunicante se refere a hidrocefalia que resulta de lesões que obstruem o sistema ventricular e hidrocéfalo comunicante se refere a lesões que afetam e obstruem o espaço subaracnóide.
A hidrocefalia pode ser causada por obstrução liquórica (gliose, cisto colóide, gliomas, craniofaringeomas, cistos de aracnóide, meduloblastomas, ependimomas, astrocitomas, tumores, estenose), mas também pode ser de causas comunicantes (trauma, hemorragia subaracnóide, infecção, idiopática). Em algumas crianças prematuras a hemorragia intraventricular com hidrocéfalo pós-hemorrágico pode ocorrer 4 semanas após.
A variação da sintomatologia depende da faixa etária em que o indivíduo se encontra:
-  Prematuros/lactentes: Apnéia, bradicardia, fontanela tensa, veias do escalpo dilatadas, formato do crânio globóide, aumento do perímetro cefálico (vários centímetros em poucos dias)
-  Infantes: Irritabilidade, vômitos, náuseas, macrocefalia, fontanela tensa, dificuldade para fixação e controle da cabeça, alteração ocular (sinal do "sol poente" - compressão mesencefálica).
-  Crianças mais velhas: Dor de cabeça, vômitos, letargia, diplopia, edema de papila, hiperrreflexia, clônus.
Baseado nos sintomas acima, o médico ao suspeitar de hidrocefalia, faz uma verificação na anamnese com a mãe sobre dados do pré-natal, exame neurológico (com medição de perímetro cefálico diário).
adaptação da imagem do site  http://www.hidrocefalia.com.br/artesmedicas/am_equilibrio.htm
Devem ser considerados exames complementares como: ultra-som (para verificação de tamanho ventricular, massas), tomografia de crânio e ressonância magnética de crânio, para ajudar no diagnóstico.
Para o tratamento da Hidrocefalia se utilizam medidas para fazer o escoamento desse excesso de líquor ventricular com a adoção de válvulas para drenagem deste líquido para o peritônio (derivação ventrículo peritonial - DVP); ou para o átrio (derivação ventrículo atrial - DVA).
Existem algumas medicações que fazem baixar a produção liquórica (acetazolamida), porém nem sempre tão eficientes. É importante salientar que são crianças que necessitam de acompanhamento neurológico intenso e verificação do grau de desenvolvimento que pode ou não sofrer prejuízo.
Saber que algum familiar apresenta hidrocefalia gera medo, desconforto e aflição. Em estudos realizados por Andrade (2009, p.440) foi retratada toda a questão familiar cujo cenário se defronta com a hidrocefalia,
Cuidar da criança com doença crônica é uma dura experiência para a família. Os pais relataram ser difícil saber se o filho tem uma doença incurável e efetuar as necessárias mudanças na dinâmica familiar daí decorrentes. Da mesma maneira, as limitações e dificuldade impostas pela hidrocefalia são difíceis para a criança e família. As crianças com hidrocefalia enfrentam muitos obstáculos que limitam sua independência e capacidade de cumprir o que a sociedade considera como normal.

Reportando quanto à questão de aprendizagem com crianças de hidrocefalia, Schneider e Gabriel (1994) elencam vários de déficits que estas crianças podem apresentar e explicitam que mesmo as que apresentam QI normal ainda assim  apresentam déficits  temporais visomotores e perceptivos, uma vez que esse comprometimento tem sido vinculado a lesão da substância branca causada pelo alargamento ventricular. Apresentando dados quantitativos, Denadai (2012, p.59) salienta que:
Dificuldade no desempenho acadêmico em crianças com hidrocefalia é frequente e persistente, mesmo com o bom funcionamento dos shunts[1]. Em estudo que avaliou 82 crianças com hidrocefalia, diagnosticadas e acompanhadas na primeira infância, após serem submetidas à derivação liquórica, foi demonstrado déficit cognitivo em 58,5% dos casos.

Dentro da concepção neurocientífica, através de estudos de Lundy-Ekman (2008), sabe-se que as funções do lobo frontal geralmente estão envolvidas nos casos de hidrocefalia, comprometendo assim, algumas características das emoções, planejamento, memória e intelecto. No entanto, os mesmos estudos mostram que a linguagem, consciência de espaço e memória declarativa são poupadas.
Uma criança diagnosticada com hidrocefalia necessita de estimulações fisioterápicas, sendo que esta estimulação precoce pode ajudar muito na evolução desta criança, proporcionando uma fase de crescimento mais saudável e com melhores condições na qualidade de vida. Entretanto, Dufloth (2003, p. 9) salienta que “o objetivo principal da fisioterapia está em minimizar os déficits psicomotores auxiliando desde as primeiras fases na vida destas crianças”.
Existem comunidades virtuais que se ajudam mutuamente procurando trazer maior esclarecimento sobre hidrocefalia. Nestas, constam relatos de pais, suas angústias, seu despreparo frente à doença, professores em busca de recursos pedagógicos e também relatos tais como deste adulto, com 36 anos que possui uma vida normal:
Minha mãe conta que ao me entregar para o médico, tão pequeno e frágil, precisou ouvir dele, que eu estava ainda vivo, mas que infelizmente não havia promessas de que pudesse voltar da mesma maneira. [...] Em momento algum me senti diferente de alguém, muito pelo contrário e sabe por quê? Por que por maiores que tenham sido os cuidados que todos sempre tiveram comigo, eles nunca me permitiram sentir-me fraco ou inferior. [...] Sequelas? Numa das últimas conversas que tive com meu médico, ele me disse que era quase que impossível acreditar que sou eu aquela criança que ele operou a mais de 30 anos e que hoje, visivelmente, não apresenta sinais da doença. Tenho a perna esquerda (Lado em que foi colocada a válvula) 01 cm menor que a direita, ou seja, praticamente imperceptível. Sou um cara saudável, em todos os sentidos, e mesmo tendo de me privar de algumas regalias da vida como, por exemplo, andar a cavalo, algo que sempre amei, nunca deixei de encarar tudo como um ponto positivo na minha caminhada já que nunca se sabe como e quando podemos sofrer uma crise, mas quer saber? Isso ainda não é suficiente pra que eu me sinta fraco. Estive com o Dr. Ruy Carneiro, este abençoado homem que deixou que Deus agisse por ele e salvasse a minha vida e sabem o que foi que ouvi deste mesmo homem? Eu lhes conto. Ele me disse: "Menino, você deve agradecer a Deus pela sua vida... É inexplicável... Deve ser mesmo um Milagre Divino: Olharmos pra você e dizermos que não existe qualquer sequela. Mesmo com a perda de parte do teu cérebro, ou seja, a parte atingida pela Hidro, você é um ser perfeito, verificando pelos teus exames, você tinha tudo pra ter sequelas e sequelas consideráveis, diga-se de passagem e por conta de milímetros, inexplicavelmente isso não aconteceu." Meu Deus.... Preciso dividir com vocês: Se antes eu me achava um vitorioso, agora, só tenho o que comemorar, pois sou muito mais que isso.... Dá pra imaginar??? É como se a Hidro não existisse mais pra mim... Sei que ela está aqui, mas sou superior a ela, coisa que aliás sempre, sempre fui.(MARCELO, 2012)

Na releitura do texto citado, pressupõe-se que cada caso é único, sempre há esperança, mas se faz necessário a formação de pessoas capacitadas que invistam nas melhores condições de qualidade de vida para aqueles que apresentam tais doenças.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Mariana B. DUPAS, Giselle. WERNET, Monika. Convivendo com a criança com hidrocefalia: Experiência da família. Revista Ciência Cuidado e Saúde. V. 8, nº3. Maringá: UEM, 2009. Disponível online em: <http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude/article/viewFile/9044/5012> Acesso em 23/06/2012.

DENADAI, Rafael et al. Transtornos de aprendizagem e alteração cognitiva secundária a hidrocefalia por estenose do aqueduto de Sylvius. Relato de Caso. Revista Brasileira Clínica Médica.jan/fev. nº10. São Paulo: 2012.

DUFLOTH, Fernanda. Índice de crianças portadoras de hidrocefalia internadas na UTI neonatal e pediátrica do HNSC, no período de Agosto/02 à Agosto/03. Santa Catarina: UNISUL, 2003. Trabalho de Conclusão do Curso de Fisioterapia  da Universidade do Sul de Santa Catarina. Disponível online em:< http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/03b/fernandad/artigofernandadufloth.pdf > Acesso em 18/06/2012.


HIDROCEFALIA INFANTIL.s.n.t. Disponível online em: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?237  Acesso em 25/05/2012

MARCELO. Marcelo um vitorioso. 2012. Disponível online em < http://comunidadehidrocefalia.blogspot.com.br/2012/01/marcelo-um-vitorioso.html> Acesso em 24/06/2012

SCHENEIDER, J.W., GABRIEL, K. L. Lesão medular congenital. In UMPHERED, D.A. Fisioterapia neurológica. São Paulo: Manole, 1994.


[1] O shunt (que quer dizer - desvio, em inglês) é um termo muito utilizado na ciência médica. Imagine uma caixa de água (aquelas de 10.000 litros) drenando continuamente por um cano pra uma rede de esgoto. Agora imagine essa mesma caixa de água só que com o seu cano de drenagem entupido. O que vai acontecer? Vai transbordar (suponhamos que a caixa receba água continuamente de uma fonte). O que se pode fazer para evitar isso? Uma ideia seria colocar uma mangueira dentro da caixa de água e drenar diretamente pro. Você não acha? Pois bem, essa mangueira, que é uma via alternativa de drenagem, funciona como um shunt, por que ela está desviando a água por uma rota alternativa. (informações: http://www.qued.com.br/site/index.php/duvidas/O-que-e-e-como-funciona-o-metodo-shunt)

sábado, 11 de agosto de 2012

Olhe para mim professora!




"Sabe...Eu sou aquela criança que senta num cantinho qualquer da aula, de roupinhas velhas, rostinho feio, cabelos sem brilho e quase não fala.
Sabe... Eu sou aquela criança que nunca traz uma merenda gostosa pra poder lhe dar um pedacinho, aquela criança que não lhe dá os desenhos bonitos porque só tem lápis preto para colorir.
Sabe... Eu sou aquela criança que nunca ganhou um colinho do papai, que nunca ganhou ovinhos de Páscoa, a não ser os que a senhora me dá.
Sabe... Eu sou aquela criança que muitas vezes traz o tema mal feito, porque a mesa lá de casa é um caixote de madeira, que sacoleja todo quando a gente escreve, aquela criança que a senhora nem nota, que nunca chega perto porque não tem cheirinho de perfume.
Sou aquela criança que a senhora reclama sempre que não é como as outras, aquela que lhe traz com carinho uma florzinha murcha, que a senhora finge gostar, mas que acaba esquecendo sobre a mesa.
Sou, enfim, professora, aquela criança que gostaria de ser como as outras, mas não é; que gostaria de receber um sorriso, mas não recebe; que gostaria de receber um "parabéns", que gostaria de lhe dar flores bem lindas para que a senhora se orgulhasse de mim.
Mas, assim mesmo eu lhe peço me aceite como sou, gosta de mim como a senhora gosta dos outros, preste atenção em mim, não me vire as costas, acredite em mim. Porque eu queria ser importante para a senhora. Porque eu sou aquela criança feinha e sem graça, que senta num cantinho qualquer da sala e que, se a senhora tiver um tempinho para prestar atenção em mim, verá em meus olhos sem brilho um brilho de esperança, na espera de uma chance para poder lhe dizer:
"OLHE PRA MIM, PROFESSORA, PRECISO DE VOCÊ!"

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Já ouviu falar em Design Thinking?


     Conhecida como uma abordagem dinâmica, criativa e colaborativa para a resolução de problemas o Design Thinking apresenta-se para os educadores como mais um recurso para dinamizar o estudo e promover a troca de conhecimentos aos educandos.
       Inicialmente esta metodologia contribuiu para  o campo empresarial, mas ela se apresenta como uma grande ferramenta para o ensino de habilidades do século 21. A teoria básica desse processo é fazer com que os alunos resolvam as atividades propostas e juntos façam uma triagem de informações contribuindo com soluções baseadas no mundo real.

O Design Thinking está pautado em 5 passos:

1: Identifique oportunidades (Descoberta)
2: Analise as oportunidades (Interpretação)
3: Faça apresentações (Ideação)
4: Feedback (Experimentação)
5: Entenda e analise o Feedback (Evolução)



     Também com ótimo recurso visual o site Susanbca (http://susanbca.wordpress.com/2011/06/30/aulas-7-e-10-design-thinking-educacao-em-valores-e-transformacao-social/) mostra a dinâmica do Design Thinking já sendo aplicada em pelo professor Ulisses Araújo na Faculdade de Educação FEUSP.


Fonte: Neiva, Leonardo. Design Thinking: uma nova fórmula para pensar a educação. Disponível em https://www.institutoclaro.org.br/reportagens-especiais/design-thinking-uma-nova-formula-para-pensar-a-educacao/
Design Thinking para educadores. Disponível em http://www.designthinkingforeducators.com/

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Educação e Neurociência

Estava lendo um artigo publicado no site Brain Connection  sendo que o modo como a autora fez referência ao tema em questão é bem relevante, entretanto como as regras do site são bem rígidas quanto a questão de privacidade irei postar somente alguns tópicos, mas se tiverem como ler na íntegra recomendo...

“Matt apertou-lhe o lápis em um punho fechado, armados para a guerra contra a sua lição de matemática. Quatro meses de aulas tinham rendido pouco progresso, e ele mais uma vez iria bater em uma parede de tijolos. Matt claramente queria aprender, mas a diferença entre o que ele sabia e que ele precisava saber era uma presença tangível no quarto, batendo a mão cada vez que ele enfrentou outra equação. O suor na testa irrompeu Matt, o início de um ciclo familiar: a frustração torna-se desespero, então o desânimo, depois resignação.
Apesar de uma boa educação, havia lacunas no conhecimento de Matt de seus princípios básicos. Uma série de professores, em seu passado, tinham lutado para identificar por que Matt não "entendia o conteúdo". Era um enigma indecifrável: por que os alunos, como Matt, que eram inteligentes, motivados e no ambiente certo, ainda tem  tanta dificuldade de aprendizagem? Que novas estratégias podem ser usadas para ligar a lâmpada mental?”

Em desespero, muitos educadores se voltam para a neurociência para responder às perguntas sobre o ensino. Alguns cientistas argumentam que os resultados incipientes da neurociência não estão prontos para serem aplicados, e que os pesquisadores do cérebro na verdade têm muito pouco a dizer sobre os complexos problemas que os educadores enfrentam. No entanto, a necessidade de novas estratégias de ensino significa que os educadores em toda a América estão cada vez mais influenciados por dados neurocientíficos. Neste casamento da ciência e da escola, professores, pais e formuladores de políticas precisam de ferramentas para avaliar a nova pesquisa e o seu potencial em relação à educação.
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A neurociência tem um papel importante em ajudar as crianças com doenças como esquizofrenia, dislexia, ou depressão crônica, condições que são clinicamente definidos e rotulados. 
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 O cérebro humano é uma coisa maravilhosamente complexa e resistente, mas que opera dentro dos parâmetros cientificamente compreensíveis. Podemos utilizar a compreensão do cérebro para perceber o estilo individual de aprendizagem. Podemos também obter inspiração para soluções criativas para os dilemas educacionais, com o entendimento de que qualquer solução deve incidir sobre o aluno, e não em grandes categorias. Em suma, o que a ciência pode contribuir para a educação é o mesmo que o que a educação pode contribuir para a ciência: um diálogo permanente estimulando na análise crítica e inovação inspiradora.

Em suma, só coloquei a parte inicial e a final, mas o contexto em si é muito bom, pois fala sobre a questão individual de cada um, as dificuldades de aprendizagem, o mito dos hemisférios cerebrais...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Partly Cloudy

       Esse vídeo é bem interessante, digno de uma reflexão, pois em muitas passagens de nossa vida, seja como educadores ou mesmo na nossa individualidade pensamos que a vida dos outros é mais fácil, que tal professor recebe os melhores alunos, por isso consegue fazer algo que no momento não estou conseguindo com meus alunos. Mas através deste vídeo, existe a possibilidade de perceber quanto o trabalho de cada um é importante, que não podemos desanimar, mas, creio sim, que às vezes se faz necessário dar uma pausa, refletir, reconstruir forças para então poder seguir a nossa missão.
        Assista e tire suas próprias conclusões...

Século XXI - e os novos perfis educacionais

     Século XXI, as mudanças são rápidas, "as informações são maiores que nossos conhecimentos", não é a toa que lemos sobre o Cérebro de Pipoca e que vivemos em tempos líquidos. Há poucos dias atrás a Revista Nova Escola publicou sobre quais as qualidades do educador do século XXI,


O docente ideal:
1. Domina os conteúdos curriculares das disciplinas.
2. Tem consciência das características de desenvolvimento dos alunos.
3. Conhece as didáticas das disciplinas.
4. Domina as diretrizes curriculares das disciplinas.
5. Organiza os objetivos e conteúdos de maneira coerente com o currículo, o desenvolvimento dos estudantes e seu nível de aprendizagem.
6. Seleciona recursos de aprendizagem de acordo com os objetivos de aprendizagem e as características de seus alunos.
7. Escolhe estratégias de avaliação coerentes com os objetivos de aprendizagem.
8. Estabelece um clima favorável para a aprendizagem.
9. Manifesta altas expectativas em relação às possibilidades de aprendizagem de todos.
10. Institui e mantém normas de convivência em sala.
11. Demonstra e promove atitudes e comportamentos positivos.
12. Comunica-se efetivamente com os pais de alunos.
13. Aplica estratégias de ensino desafiantes.
14. Utiliza métodos e procedimentos que promovem o desenvolvimento do pensamento autônomo.
15. Otimiza o tempo disponível para o ensino.
16. Avalia e monitora a compreensão dos conteúdos.
17. Busca aprimorar seu trabalho constantemente com base na reflexão sistemática, na autoavaliação e no estudo.
18. Trabalha em equipe.
19. Possui informação atualizada sobre as responsabilidades de sua profissão.
20. Conhece o sistema educacional e as políticas vigentes.
Fonte: Adaptado de Referenciais para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente - Documento para Consulta Pública, MEC/Inep.


   Também tenho encontrado em muitos lugares as seguintes imagens que condizem com esse perfil...
Novo professor...
Salas de aula...


     Creio que estamos em constante transformações, rumo ao ideal, mas ainda há muito caminho a ser percorrido. Nem todos se incluem dentro destas novas propostas, destes novos perfis, para alguns isso tudo é utópico, para outros faz parte de seu cotidiano. Mas, muitas vezes me pergunto se essa própria questão tecnológica realmente esta modificando algo, pois de certa forma, a aula expositiva antes presente nos cartazes, "quadros negros", lâminas de retroprojetor... tem se apresenta com uma roupagem nova:  "Computador" ( power point, tela interativa, mas quem está interagindo???é o aluno).
     Com certeza o perfil do professor está mais "antenado", pois é um dos pressupostos básicos para quem interage com outros indivíduos, aliás qual é o profissional de qualquer área que não está tentando chegar mais próximo de seu cliente, utilizar-se mais do mundo tecnológico e ir em busca de constante atualizações?
      Todos queremos mudar, nos aperfeiçoar,  melhorar; entretanto, é preciso tempo e dinheiro, pois nem todos cursos são grátis. E para se manter neste novo perfil tecnológico, o professor está trabalhando mais e nem sempre sendo bem renumerado de acordo com essas mudanças.