sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Hipocampo



imagem: COSENZA & GUERRA/ Neurociência e Educação


        O Hipocampo localiza-se no lobo temporal, sendo responsável para a consolidação de novas informações. O hipocampo encarrega-se de alguma forma, de coordenar o estabelecimento de novas ligações entre neurônios dos circuitos cerebrais que estarão envolvidos na retenção permanente das informações.
          Pessoas com lesão bilateral do hipocampo podem lembrar de fatos antigos e são capazes de manter na memória operacional a informação ou experiência que esteja acontecendo naquele momento. Porém, no momento que se envolvem em outra atividade cognitiva, já não se lembram mais do que ocorreu há poucos minutos. Perdem a capacidade de estabelecer novos registros e permanecem definitivamente, apenas com os conhecimentos adquiridos até o momento em que tenha ocorrido a lesão hipocampal.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Tumores cerebrais

VAMOS PENSAR JUNTOS...
Sobre tumores cerebrais seria INCORRETO dizer que:
a) A disfunção cognitiva é uma manifestação comum de apresentação do tumor cerebral.
b) Os tumores que mais comumente produzem síndromes cerebrais generalizadas são os gliomas, que surgem nos lobos frontais ou temporais, ou no corpo caloso, e inicialmente dão origem a muitos sinais neurológicos difusos.
c) Os tumores cerebrais produzem demência e síndromes relacionadas por uma combinação de efeitos locais e difusos, incluindo edema, compressão de estruturas cerebrais adjacentes, pressão intracraniana aumentada e alteração de fluxo sanguíneo cerebral.
d) Os tumores e o edema associado são bem mais vistos com TC ou RM, que podem sugerir a natureza do tumor. Se TC ou A RM não são suficientemente características para sugerirem uma terapia apropriada, uma biopsia cerebral pode ser necessária para diagnóstico.


Resposta: B


Os tumores cerebrais primários mais comuns são os gliomas, que têm início nas células gliais. Existem vários tipos de gliomas:

Astrocitoma – Tumor que deriva das células gliais em forma de estrela, designadas por astrócitos. Nos adultos, os astrocitomas desenvolvem-se mais frequentemente no cérebro. Nas crianças, surgem geralmente no tronco cerebral, cérebro e cerebelo. O astrocitoma de grau III é habitualmente designado por astrocitoma anaplásico. O astrocitoma de grau IV é frequentemente designado por glioblastoma multiforme.
Glioma do tronco cerebral – Este tipo de tumor surge na zona inferior do encéfalo. Os gliomas do tronco cerebral são diagnosticados sobretudo em crianças pequenas e adultos de meia-idade.
Ependimoma – Tumor que se desenvolve a partir das células que revestem os ventrículos ou o canal central da espinal medula. Desenvolvem-se mais frequentemente em crianças e adultos jovens.
Oligodendroglioma – Este tumor raro tem origem nas células que constituem a substância adiposa que envolve e protege os nervos. Em geral, estes tumores surgem no cérebro. A sua progressão é lenta e habitualmente não se disseminam para os tecidos cerebrais adjacentes. São mais frequentes em adultos de meia-idade.
Existem alguns tipos de tumores cerebrais que não têm origem nas células gliais, tais como:
Meduloblastoma – Este tumor tem origem no cerebelo. É o tumor cerebral mais comum em crianças, sendo, por vezes, designado por tumor neuroectodérmico primitivo.
Meningioma – Este tumor desenvolve-se nas meninges. Habitualmente, o seu crescimento é lento.
Schwannoma – Este tumor raro desenvolve-se a partir de uma célula de Schwann. Estas células revestem o nervo que controla o equilíbrio e a audição. Este nervo está localizado no ouvido. Este tumor também é designado por neuroma acústico e ocorre mais frequentemente em adultos.
Craniofaringioma – Este tumor cresce na base do encéfalo junto à glândula pituitária. Este tipo de tumor ocorre mais frequentemente em crianças.
Tumor de células germinais do cérebro – Este tumor tem origem nas células germinais.  A maioria dos tumores de células germinais no encéfalo ocorrem em pessoas com menos de 30 anos. O tipo de tumor de células germinais cerebral mais comum é o germinoma.
Tumor da região pineal – Este tumor cerebral raro desenvolve-se na glândula pineal ou perto dela. A glândula pineal está localizada entre o cérebro e o cerebelo.
Tumores Cerebrais Secundários
Quando o cancro atinge outra zona do organismo, a partir do seu local de origem, o novo tumor tem o mesmo tipo de células e o mesmo nome que o tumor de origem. Um cancro que se dissemina para o encéfalo, a partir de outra parte do corpo, é diferente do tumor cerebral primário. Quando as células cancerígenas se disseminam para o encéfalo, a partir de outro órgão (ex.: pulmão ou mama), o tumor passa a receber a designação de tumor secundário ou tumor metastizado. Os tumores cerebrais secundários são muito mais comuns do que os tumores primários.

domingo, 25 de novembro de 2012

Palavras são gatilhos

Nem pedi autorização para postar o texto aqui, mas como deixar essa maravilha de fora??? O brincar com as palavras  e paralelamente a isto trazer toda uma explicação científica... Realmente, as palavras são gatilhos, nos levam à imaginação, à associações, à buscas neurais...






Palavras são gatilhos que disparam experiências dentro de nós. Por isso, é preciso cuidar muito bem delas, sabem?

Por exemplo, hipermutantasquitilionário. Se você der uma busca por ela nos mecanismos da internet, encontrará... NADA. Nenhum resultado, nadiquinha mesmo! Eu sei. Eu fiz isso agorinha. :(

Mas o cérebro não faz isso, faz? Dizer "Not found / não encontrado". Não senhor, nao faz.

Aposto que você já pensou em alguma coisa. Qualquer coisa.

Vamos ver, se é HIPER e, ainda por cima, MUTANTAS, é muito! Aliás, mais que muito, é muitão, certo? E acertou!

Outra coisa, se tem quitilionário, tem dinheiro nessa história, certo? Certissississimo!

Viu? Seu cérebro é melhor que Google, Yahoo, Bing e tooooda a internet junta!

Por que a palavra hipermutantasquitilionário existe. Existe sim! Eu a aprendi quando tinha 9 anos de idade, lendo os gibis do Pato Donald!
Toda literatura tem seu valor, no seu devido tempo ;-)

Tenta agora com outra. A palavra agora é uma das minhas favoritas pra brincar de mecanismos de busca do cérebro: BUCENTAuro.

Baita sacanagem minha colocar as primeiras letras dessa palavra em caixa alta, né? É... eu sei. Mas a verdade é que, se você nunca fez esse exercício comigo (ou com o Victor Mirshawka Jr.), não sabe o que é. Então, seu cérebro usa os princípios de funcionameto neurológicos que tem e se vira como pode.

Ele faz assim ó, "prestenção":

Ele "pega" o princípio da RADIÂNCIA, ou seja, "bota" a palavrinha no centro e no foco da busca e sai radiando pra tudo quanto é lado até encontrar algo que seja minimamente parecido com ela. E quem riu, assim que leu, sabe exatamente o que ele encontra primeiro... ah, sabe! Não vou escrever aqui porque é uma palavra não publicável por senhorinhas de 50 anos como eu, mas que sabem, sabem. 
Ele faz isso por causa de outro princípio de funcionamento dele…

A associação de idéias, também conhecida por neuroassociação. 

Você veja, o cérebro é NEUROASSOCIATIVO. O tempo todo (não espanta que pensar canse tanto…) E, por associação, ele vai pensar em algum animal beeeem antigo, tipo dinossauro, ou em algum animal mitológico, tipo centauro ou minotauro - de qualquer forma uma mistura de 2 "seres", e mais uma vez, estará certo! 

'Tá lá na wikipédia: O Bucentauro era a galera oficial de estado do Duque (Doge) de Veneza, na qual ele embarcava uma vez por ano, no dia da Ascensão, para celebrar e festa da união de Veneza com o mar. Chamava-se assim por causa da cabeça do animal mitológico, metade boi, metade cavalo que adornava a proa desse tipo de embarcação.

Mas, porque, cargas d'água, ele associa à estas coisas e não a outras zilhares de coisas quaisquer que estão na sua cabeça? 

Por causa de outro princípio de funcionamento: 

A lei da probabilidade ou CADEIAS NEURAIS, ou cicatrizes neurais ou redes neurais ou engramas (ah, desencana, você também tem um nome e um monte de apelidos…). 

Esse principio faz com que o cérebro busque o significado mais provável dentre os que foram mais repetidos, registrados, reforçados, no decorrer de nossa vida.

Aíííííííí…. ele vai lá e "bota" significado na coisa.

SIGNIFICÂNCIA, então, é outro dos princípios de funcionamento do cérebro. 

O computador (e mesmo a internet) não conseguem dar significados às coisas. A gente (o programador) é que faz isso. Ó que lindo. Uma coisa em que a máquina - ainda - não pode nos substituir - hehe.

Tem mais, mas junta isso tudo: Radiância, Neuroassociatividade, Cadeias neurais e Significância, memoriza e pronto! Você já é QUASE um neurocientistazinho, recém-nascido. Por favor, eu disse QUASE. Não confundamos os aventureiros - como eu - que pesquisam até a ufa esse negócio, com os camaradas que ficam quase 15 horas por dia com a "fuça" metida nos microscópios e telas de resultados de Ressonâncias Magnéticas Funcionais. ESTES sim, são neurocientistas. Como Miguel Nicolelis, Erik Kandel, Antonio Damásio, Oliver Sacks, Roberto Lent, Suzana Herculano-Houzel e tantos outros. Eu só estudo o que eles descobriram.

Mas, eu dizia mesmo o quê? Ah, lembrei!

PALAVRAS SÃO GATILHOS QUE DISPARAM EXPERIÊNCIAS DENTRO DE NÓS. Por que elas têm significância, entende?

Por isso é preciso cuidar bem delas; lavá-las, de quando em vez. É, lavá-las. 

Escuta só essa preleção poética da Filósofa Viviane Mosé.

Ah, que delícia a Ciência com Arte… Como amplia a consciência mais rápido… (suspiro).

Beijos e tchau que agora vou trabalhar um pouquinho… Eu tenho uma palestra pra apresentar no #CBTD12, lembra…? ;-)
Bom vídeo pra você!

Mas, espera só um meio minuto! Já ia me esquecendo! Hipermutantasquitilionário é o que o Tio Patinhas é ;-) 

Não é superhipermegaesplendivilhoso? Diria o melhor criador de palavras que eu conheço e admiro: O Tigrão do Ursinho Poh.

Agora sim, bom vídeo pra você :D


sábado, 24 de novembro de 2012

Enigma nº 15

---Enigma nº 15 ---
Resposta em 01/12



Resposta: Esponja

Você consegue controlar suas emoções?

Ana Lúcia Hennemann- Nov/2012
  
   Já aconteceu com você de estar vivendo um dia maravilhoso e do nada chega um indivíduo que com apenas um simples comentário, te deixa com aquela sensação de tristeza. Estragou seu dia!
     Pois é, a população do planeta atingiu 7 bilhões (7 mil milhões) de pessoas e por que damos tanta ênfase ao que apenas uma diz?
     Certa vez comentando um fato a uma amiga e relatando como estava me sentindo a respeito daquilo, a pessoa que me ouvia simplesmente disse: - Por que você dá tanto poder a esta pessoa! Que balde de água fria! E, sinceramente a partir daí comecei a perceber que as pessoas só tem o poder que damos a elas. Mas, não é fácil pensar assim, pois às vezes é preciso respirar  fundo, contar até dez e engolir o “nó” preso na garganta.
     Entretanto, ouvir os que os outros nos dizem é algo vital para o ser humano, pois é através do olhar do outro que nos percebemos como indivíduos. Somos seres de interação social. Mas, quando o assunto em questão mexe com nossos valores e crenças, aí sim, estamos diante de um grande dilema, MacKay (2000, p.18) traz todo um repertório do porque é importante ouvir e ser ouvido,

É cabível que ao ouvir suas crenças mais arraigadas, sendo alvo de críticas, você se sinta ofendido e pessoalmente ameaçado. Ouvir é inegavelmente perigoso, uma vez que pode prejudicar sua autoimagem e mudar efetivamente sua maneira de ser. Tal risco, entretanto, pode valer a pena. Reflita por um momento sobre as palavras de Elton Mayo, particularmente adequadas a esse contexto: “Um amigo de verdade, uma pessoa que nos compreende e que se dá o trabalho de ouvir nossos problemas, é capaz de alterar toda nossa visão de mundo”.

    Entretanto ao ouvirmos uma crítica, nos sentimos ameaçados e dentro de nós estas explosões emocionais acionam nosso estado de alerta e recruta o resto do cérebro para o seu plano de emergência. E isso tudo acontece na  amígdala, um centro no sistema límbico.
     Nos seres humanos, a amígdala vem do grego e significa amêndoa, é um feixe em forma de amêndoa, de estruturas interligadas situado acima do tronco cerebral, próximo à parte inferior do anel límbico. Há duas amígdalas, uma de cada lado do cérebro.
     Em alguns momentos quando não conseguimos ter a maturação cerebral para lidar com determinadas situações perdemos o “controle” e explodimos com alguém – com parentes, colegas de trabalho, no trânsito... – e depois ficamos até perplexos com as nossas próprias atitudes irracionais.
     Os sinais que vêm dos sentidos permitem que a amígdala faça uma varredura de toda experiência, em busca de problemas. Isso a põe num poderoso posto na vida mental, alguma coisa semelhante a uma sentinela psicológica, desafiando cada situação, cada percepção, com apenas um tipo de pergunta em mente, a mais primitiva: É alguma coisa que odeio? Isso me fere? Alguma coisa que temo? Se for esse o caso – um Sim – a amígdala reage instantaneamente, como um fio de armadilha neural, telegrafando uma mensagem de crise para todas as partes do cérebro.
     Os sentimentos em linha direta à amígdala são os mais primitivos, grosseiros e poderosos, e acaba por explicar o poder da emoção para esmagar a racionalidade. Enquanto a amígdala nos lança à ação, o neocórtex (racional) ainda está pensando qual o plano mais adequado!
Portanto, diante de uma crítica, mantenha a calma e pense nas seguintes questões:

1. Nunca iremos satisfazer a todos- Quando você percebe que algumas pessoas nunca ficarão satisfeitas, você passa a ver essas críticas como a minoria e não irá mais levá-las tão a sério.
2. Tristeza adora companhia- Infelizmente existem pessoas que adoram criticar os outros, é um vício... Quando perceber que alguma dessas pessoas está te criticando, não se deixe abalar pela crítica. Na verdade, se distancie o máximo possível delas que eventualmente os críticos se cansarão de serem ignorados e seguirão em frente.
3. Algumas vezes é melhor não fazer absolutamente nada- Tentar argumentar com os críticos normalmente só alimenta seus egos, o que acaba aumentando as críticas. Existe um grande ditado que diz “A melhor resposta para um tolo é o silêncio”.
4. Tente ouvir a crítica- Por mais que seja difícil ouvir críticas, pode ser que haja um pouco de verdade naquilo, então observe o que está sendo dito. Preste atenção para a proporção de pessoas que discordam de você. Se mais de metade do seu círculo de influência discorda de você, talvez você esteja errado. Porém, se o número de críticos for menor, tipo uns 10%, provavelmente você está no caminho certo.
5. Lembre-se: Crítica = Progresso- Receber críticas pode ser visto como um sinal de progresso. Se você não é muito conhecido, dificilmente será criticado, a não ser que seja por familiares e amigos. Na verdade, as pessoas perceberem você ao ponto de criticá-lo é sinal de progresso.


Fonte:

- MACHADO, Millor. 5 excelentes dicas sobre como lidar com críticas.  Disponível on line em http://www.saiadolugar.com.br/dia-a-dia-do-empreendedor/5-excelentes-dicas-sobre-como-lidar-com-criticas/

- MACKAY, Ian; Como ouvir pessoas. São Paulo: Nobel, 2000. Disponível on line em http://veterinariosnodiva.com.br/books/ComoOuvi%20Pessoas-Ian%20MacKay.pdf

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pareidolia- só vemos o que queremos ver


    Você já parou alguma vez para observar as nuvens e perceber que elas podem adquirir formas diferentes? Alguns veem animais, outros rostos e formas de pessoas, mas a verdade é que podemos enxergar este fenômeno em diversos objetos. Isso tem sua origem em nossa arquitetura neural, pois apesar de usarmos os nossos olhos para ver o mundo, nós realmente vemos utilizando  nosso cérebro. O fenômeno neuropsicológico pelo qual o cérebro interpreta as imagens vagas como aquelas específicas é chamado de pareidolia. 
          O exemplo mais comumente conhecido é o do reconhecimento de rostos e formas nas nuvens quando somos crianças. O termo Pareidolia vem do grego vernacular “para” (ao lado, com) e “eidōlon” (diminutivo de “eidos” ou, imagem) e é uma das formas conhecidas fenomologicamente como “apofenias” (ou apophenias).
  Conforme Dalgarrondo ( 2008, p. 120) o termo pareidolias caracteriza-se por
... imagens visualizadas voluntariamente a partir de estímulos imprecisos do ambiente. Ao olhar uma nuvem e poder ver nela um gato ou um elefante, a criança está experimentando o que se denomina pareidolia. Da mesma forma, ocorre pareidolia ao se olhar uma folha com manchas imprecisas e, por meio de esforço voluntário, visualizar nessas manchas determinados objetos. Ambas as formas de percepção artificialmente modificadas devem ser classificadas como pareidolias.

Aqui há alguns rostos. Você consegue vê-los? 





     Quanto mais perto de nosso cotidiano e nossas crenças, mais fácil e rápido somos “vítimas” da pareidolia, enxergando anjos em manchas nas janelas, fantasmas em borrões da visão periférica, sorrisos em pias e mensagens secretas em discos rodando ao contrário.
      Muitas vezes não somos capazes de identificar algo, mas, basta que nos seja insinuado para que nosso cérebro entre em desespero e comece a recriar os padrões da imagem ou áudio para aplicar na insinuação.

     O problema maior é quando as pessoas começam a acreditar que a pareidolia não é um fenômeno psicológico e sim algo sobrenatural. Aí começamos a ver peregrinações para adorar Maria em manchas nas janelas, Jesus “projetando sua imagem” em qualquer mancha, líquido ou farelo, que acabam se tornando objetos frutos de “milagres” e por aí vai.







Testes Psicológicos:

     Dentro da área da Psicologia o teste de Rorschach[1] usa pareidolia para obter insights sobre o estado mental de uma pessoa. É uma técnica de avaliação psicológica pictórica, comumente denominada de teste projetivo, ou mais recentemente de método de auto expressão. Foi desenvolvido pelo psiquiatra suíço Hermann Rorschach.
     Ele consiste de 10 pranchas com borrões de tintas coloridas e preto e branco que possuem características específicas quanto a luminosidade, ângulo, proporção, espaço, cor e forma. Essas características contribuem para a rápida associação das imagens mentais que envolvem ideias e afetos, mobilizando a memória de trabalho. consiste em dar respostas sobre com o que se parecem as dez pranchas com manchas de tinta simétricas. A partir das respostas, procura-se obter um quadro amplo da dinâmica psicológica do indivíduo. O teste de Rorschach é amplamente utilizado em vários países.

Os desenhos apenas não são os originais utilizados nos testes psicológicos, apenas parecidos. Mas a  foto ao lado é sim Hermann Rorschach
    Quanto a aplicação, ela é feita individualmente, em qualquer pessoa que tenha condições de se expressar verbalmente e que tenha acuidade visual, de qualquer idade e nível sócio-econômico. As pranchas são apresentadas uma por uma ao examinando que deve então dizer com o que acredita serem parecidas as manchas. A partir dessas respostas, procura-se obter um quadro amplo da dinâmica psicológica do indivíduo, colocando a prova suas funções psíquicas de percepção, atenção, julgamento crítico, simbolização e linguagem.
   Quanto a análise do teste, o avaliador deve decodificar as respostas dadas que são classificadas através de um complexo sistema de códigos sendo que cada resposta é vista sob quatro pontos diferentes:

è modo de percepção - se o borrão é visto como um todo ou como partes;
è determinante – o aspecto importante do borrão como a forma, a cor, a impressão de movimento e etc;
è conteúdo - a figura descrita, se é um ser humano, um animal, uma parte do corpo humano, uma planta e etc.
è originalidade ou vulgaridade da resposta – se a resposta é, na população da pessoa que está sendo testada, uma resposta comum ou rara.
     Na interpretação desse teste são mostrados resultados quanto a avaliação quantitativa da inteligência; a avaliação qualitativa da inteligência; a avaliação da afetividade; as atitudes gerais como ambição, sentimentos de inferioridade ou superioridade, agressividade, entre outros; o humor; os traços neuróticos e os indícios de um diagnóstico psiquiátrico.
     Através da base nesses dados o realizador do teste obtém um perfil da personalidade da pessoa testada, entretanto o teste sozinho não deve oferecer uma base sólida para o diagnóstico. Um fator importante para o teste de Rorschach é saber que não existem respostas corretas, pois cada resposta só obtém seu significado quando vista em conjunto, seus significados variam também de acordo com a população do indivíduo testado, que sofre influência da cultura sobre os padrões de percepção e interpretação.
     O Rorschach é muito utilizado em diversas atividades assim como entrevista de emprego, na neuropsicologia, em testes vocacionais, em pesquisas antropológicas, na área organizacional, na área jurídica, entre outras. É atraente porque é um teste diferente e interativo, que avalia como a pessoa lida com novas tarefas, levando em consideração a forma como ela é capaz de dar respostas rápidas, bem elaboradas, bem explicadas e com tranquilidade. A prova também avalia a utilização dos diversos recursos que pode indicar se o profissional é capaz de executar com competência e inteligência suas tarefas.

Fontes:
- DALGARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2008.   




[1]  Hermann Rorschach nasceu em Zurique, Suíça, em 08 de novembro de 1884. Rorschach possuía uma incrível facilidade no aprendizado de línguas, além de reunir a formação científica à cultura humanista, interessava-se por literatura e artes, porém formou-se em medicina. Em 1912 apresenta sua tese em medicina, tendo como tema: "As alucinações reflexas e fenômenos associados. No ano de 1911 inicia seus estudos e pesquisas com manchas de tinta; contudo sua preocupação era mais ampla que o simples estudo da imaginação e fantasia, desejando obter um método de investigação da personalidade, situando a interpretação das manchas de tinta no campo da percepção e apercepção.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O tamanho de seus sonhos!


Nossos sonhos movimentam nossa vida! Fazem com que a águia que se encontra em nosso interior esteja sempre pronta para lançar voos sobre novos horizontes... 


    Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: "Que tamanho tem o universo?". Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: "O universo tem o tamanho do seu mundo". Perturbada, ela novamente indagou: "Que tamanho tem meu mundo?". O pensador respondeu: "Tem o tamanho dos seus sonhos".

     Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil. Os sonhos regam a existência com sentido. Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances. A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, faz dos idosos, jovens, e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos. Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.

    Sonhe!

Augusto Cury

Apenas ilusões artísticas


Seu cérebro está constantemente interpretando tudo o que você quer ver, sentir e ouvir. 

O que você vê aqui?

Leão ou mulher?



Zebra ou leão?


É um tigre?

Truques que o cérebro faz para reconhecer um rosto




     Robert Winston (2006) afirma que o reconhecimento de rostos está no centro de nossa vida social. Ser humano significa viver e estabelecer relações com os outros. Se alguém não pode reconhecer aqueles que estão ao seu redor, essa janela para o mundo está fechada. A maioria de nós, felizmente é capaz de reconhecer dúzias, às vezes centenas de rostos. E o cérebro faz isso do seguinte modo:


1.Uma pessoa vê um rosto que lhe parece familiar, mas por algum motivo não identifica imediatamente de quem se trata. O cérebro então registra os traços essenciais daquela imagem – olhos, o formato da face e do nariz.


2. Com essas pistas, a memória busca retratos aparentados. Assim, o cérebro compara a imagem que vê com as lembranças de um ex-chefe, de um antigo amigo da família, de um primo distante, de um professor dos tempos de colégio. Este último possui o mesmo formato de rosto e tem nariz e cabelos iguais. Mas na imagem gravada na memória o seu rosto aparece de barba.


3. Sem ter certeza absoluta, o cérebro pode se decide pelo professor, cujo rosto é o mais parecido. A partir daí surgem lembranças: a de que certa vez o professor ofereceu o auxílio em alguma tarefa, a do rosto de sua amiga, a de que ele tocava violão - e tudo vai reforçando a decisão de que é de fato o professor, só que sem barba.


4. Um computador não chegaria a essa resposta, a menos que encontrasse dados idênticos na memória. Além disso, processaria as informações uma por uma, enquanto na verdade o cérebro pode acionar ao mesmo tempo milhões de lembranças arquivadas.

Fonte: 
WINSTON, Robert. Instinto Humano: Como nossos impulsos primitivos moldaram o que somos hoje. São Paulo: Globo, 2006.
Projeto Grupo Dois

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ilusão de ótica


A mente humana trabalha de forma estranha. 
Veja esta foto, por exemplo. O que você vê? 
Alguém com cara monstruosa e um rosto bonito? 
Agora, observe de alguns metros de distância do monitor...


domingo, 18 de novembro de 2012

Você consegue guardar segredos?

Imagem: OurAmazing Planet


Se lhe contarem um segredo e pedirem para não contar para ninguém, você consegue?

Guardar um segredo é mais ou menos como mentir. As duas coisas dependem do córtex pré-frontal, uma parte da frente do cérebro, conseguir conter seu ímpeto de fazer sempre o mais fácil: falar a verdade. É isso mesmo: contar a verdade, contar tudo, é a tendência natural do cérebro. 
Quer experimentar? Então vamos lá: responda rápido e em voz alta com uma mentira: Em que cidade você nasceu?

A primeira resposta que vem à cabeça é a verdade, aquela que seu cérebro aprendeu com a experiência a associar às ideias "cidade", "eu" e "nascer".

Ao encontrar a resposta verdadeira sem fazer esforço, as áreas do seu cérebro que produzem a fala se preparam para dizer a verdade. Para mentir, é diferente, bem mais complicado. O córtex pré-frontal tem que conseguir eliminar a resposta verdadeira.

Depois tem que buscar no seu banco de dados cerebral uma resposta alternativa: o nome de outra cidade, a mentira. 
Essa busca exige o funcionamento de outras regiões que cuidam da linguagem. Nessa confusão toda, uma parte do cérebro especializada em conflitos é fortemente ativada.

É o córtex cingulado anterior. Ele chama nossa atenção para o problema a resolver. No caso, pôr de lado a verdade, achar uma mentira, e ainda não dar com a língua nos dentes.

Enquanto você mente ou esconde um segredo, é como se essa parte do cérebro ficasse gritando: "mas eu sei que não é isso!!", o que deixa qualquer um aflito. 
Mas pelo menos para os segredos, a neurociência tem um remedinho. Se você não aguenta guardar seu próprio segredo, mas não também não quer que ele se espalhe por aí, conte para duas pessoas ao mesmo tempo. Você chama as duas e conta tudo.

Assim elas poderão aliviar seu cingulado anterior falando sobre o segredo uma com a outra e ele ficará a salvo dos outros por mais tempo.

Fonte: Fantástico/ Globo

sábado, 17 de novembro de 2012

Quem consegue entender a paixão e o amor?




     Quem consegue entender a paixão e o amor... são sentimentos que desafiam a neurociência. Dependendo da intensidade dos mesmos ficamos sem controle de nossas próprias ações. Como diz o poeta: E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?
    No cérebro, ver a pessoa amada ou até mesmo uma fotografia dela ativa o nosso sistema de recompensa - que é o responsável pela mediação dos sistemas de euforia e prazer. Ele nos faz querer tudo o que é bom, e a paixão está incluída aqui. Dependendo dos indivíduos envolvidos, uma experiência de paixão desenfreada pode provocar alteração de humor semelhante à provocada por drogas como a cocaína e a anfetamina.  

    Através de neuroimagem funcional foram mapeadas regiões cerebrais ativadas e desativadas durante a paixão e o amor. As áreas cerebrais envolvidas passam a apresentar maior irrigação sanguínea, metabolismo mais intenso e maior atividade dos neurônios. As estruturas cerebrais envolvidas na paixão são a Amígdala e o Córtex pré-frontal. A amígdala é responsável pelos nossos sentimentos primitivos, como medo, raiva, euforia, tristeza. O córtex frontal é responsável pelo discernimento da razão.


        Na fase inicial da paixão ativamos a Amígdala e desativamos o córtex pré-frontal, portanto existe uma gama de sentimentos primitivos misturados, com ausência total de razão. Essa turbulência emocional foi denominada pelo psicólogo social Stanley Schachter de "estranho elixir da paixão".
      Outro estudo publicado na revista científica The Journal of  Nearophysiology, da Sociedade Americana de Fisiologia,  conclui que as sensações intensas relacionadas ao amor se alojam no centro do cérebro, especificamente no núcleo caudal e na área segmentar ventral. Tais regiões são responsáveis também pelo sistema de recompensa cerebral. Elas são ativadas tanto pelo prazer que se sente quando se mata a fome ou a sede, quanto pela satisfação experimentada por um dependente químico ao consumir drogas.


   Se o cérebro está apaixonado faz com que o coração comece a bater mais rápido, a pressão arterial subir, as pupilas dilatar, a temperatura variar bruscamente, o estômago apertar e as mãos tremer. Por uma questão de preservação da espécie, portanto, o ser humano não foi programado para viver constantemente apaixonado. "Se a paixão durasse muito tempo, o organismo entraria em colapso", diz o neurocientista Renato Sabbatini, professor da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo.
    Estima-se que a paixão seja um estado com data de validade não superior a 36 meses, mas  varia de pesquisa para pesquisa. No entanto, observa-se que o fundamental é a paixão passar naturalmente, o que acontece em alguns meses, com o cérebro descarregando menos dopamina e reduzindo as endorfinas. O certo é que no auge da paixão as alterações químicas são tão intensas e tão estressantes que, se durarem tempo demais, o organismo entra em colapso. 
         
   Mas se tratando de amor, a neurociência ainda necessita ampliar maiores estudos. A revista  Superinteressante (maio-2010) descreve muito bem estes estágios:

1º) Vivenciando a aproximação:  Olhares que se encontram, corpos que se comunicam, coisa de pele. Sim isso realmente existe, o corpo percebe essa avalanche química através do cheiro. Aí, nos conectamos com pessoas com identidade imunológica complementar a nossa.


2º) Do primeiro encontro a paixão: A partir deste momento, depois da atração irresistível inicial, a química cerebral produz uma turbulência de impulsos.
1. Começa com atração sexual, com aumento da testosterona em ambos os sexos, inclusive nas mulheres
2. Depois vem a paixão avassaladora, um não vive sem o outro, o dia não começa enquanto você não me telefonar, e ai o cérebro esta repleto de dopamina.
3. Depois vem a ligação afetiva mais sólida o companheirismo, manifestado nas mulheres pela ocitocina e nos homens pela vasopressina.


3º) Bem vindos ao Amor: Aqui é tudo bem mais complexo, "Enquanto crescemos, vamos criando um conceito da pessoa por quem iremos nos apaixonar", explica Semir Zeki, neurologista da University College London e autor de estudos sobre o cérebro das pessoas apaixonadas.  


    Bom se quiserem passar por todas as fases acima, aqui vão umas dicas de estudos que ajudam a cultivar paixões saudáveis que propiciam amores duradouros:

- Evitem brigas pelo telefone ou via internet. Quando estamos pertinho, olho no olho a energia de paz prevalece;
- Exercite o senso de humor;
- Iniciem novas atividades em conjunto;
- Exercitar o perdão é fundamental, às vezes ser feliz é mais importante do que brigar para saber quem tem razão; - Manter ativa a paixão reafirma sentimentos de proximidade e carinho.
- E por último: comprometimento. Pessoas cujos comprometimentos sejam fracos interpretam o comportamento do seu parceiro mais negativamente, opõe com o tempo pode se destruir uma relação. Quando se tem firme intenção de manter um relacionamento, os problemas conjugais são mais facilmente relativizados.
       
Fontes:
- http://www2.uol.com.br/vivermente/
- http://exame.abril.com.br/
- http://super.abril.com.br/

Plasticidade Cerebral de crianças nascidas prematuras

Adolescentes nascidos prematuramente podem ter dificuldades cognitivas e de aprendizagem devido a alterações sutis na neuroquímica cerebral, microestrutura e / ou conectividade neural. Adolescentes nascidos antes ou na  37ª semana também têm baixos níveis de cortisol, um hormônio que desempenha um papel crucial na consolidação de novos conhecimentos.


   Uma nova pesquisa da Universidade de Adelaide tem demonstrado que os adolescentes nascidos prematuramente podem sofrer problemas de desenvolvimento cerebral que afetam diretamente a sua memória e capacidade de aprendizagem. Esta pesquisa, conduzida por doutores  da Universidade de Adelaide Robinson Institute, mostra reduzida "plasticidade" nos cérebros de adolescentes que nasceram prematuros (antes ou às 37ª semanas de gestação). Os resultados da pesquisa foram publicados hoje no Journal of Neuroscience .
     "Plasticidade do cérebro é fundamental para o aprendizado e a memória por toda a vida", diz a Drª. Jarro. "Ele permite que o cérebro  reorganize-se, respondendo às mudanças de comportamento, meio ambiente e estímulos, modificando o número e a força das conexões entre os neurônios e áreas diferentes do cérebro. Plasticidade é também importante para a recuperação de danos cerebrais".
    "Nós sabemos de pesquisas anteriores que crianças nascidas pré-maturas, muitas vezes, apresentam dificuldades no desenvolvimento motor, cognitivo e  na aprendizagem. O crescimento do cérebro é rápido entre as 20ª e 37ª semanas de gestação, e nascer prematuro pode alterar significativamente a microestrutura do cérebro, conectividade neural e neuroquímica".
     "No entanto, os mecanismos que ligam esta fisiologia cerebral alterada com resultados comportamentais - como problemas de memória e de aprendizagem - têm permanecido desconhecido", diz a Drª. Jarro.
     Os pesquisadores compararam os adolescentes nascidos prematuros com os nascidos em tempo normal. Usaram uma técnica não-invasiva de estimulação magnética do cérebro, induzindo respostas do cérebro para se obter uma medida da sua plasticidade. Os níveis de cortisol, normalmente produzidas em resposta ao stress, também foram medidos para melhor compreender as diferenças químicas e hormonais entre os grupos.
     "Os adolescentes nascidos prematuros mostraram claramente neuroplasticidade reduzida em resposta à estimulação do cérebro," diz a Drª. Jarro. "Adolescentes prematuros também tinham níveis baixos de cortisol na saliva, o que foi altamente preditivo desta resposta cerebral reduzida. Muitas vezes as pessoas associam o aumento do cortisol ao estresse,  mas flutua acima e abaixo normalmente, ao longo de cada período de 24 horas e isso desempenha um papel crítico na aprendizagem, na consolidação de novos conhecimentos na memória e na posterior recuperação dessas memórias. Isso pode ser importante para o desenvolvimento de uma possível terapia para superar o problema neuroplasticidade”, diz ela.
     Portanto, as alterações cognitivas de bebês nascidos prematuros, em geral surgem mais tardiamente, afetam especialmente funções cognitivas, como a memória e/ou linguagem, envolvendo principalmente a função de processamento simultâneo e o processamento de informações complexas que requerem raciocínio lógico e orientação espacial e que podem estar associadas a perturbações de déficit de atenção.
     O presente estudo vem ressaltar o que Zomignani et al (2009, p. 203) já haviam publicado sobre o desenvolvimento cerebral de recém- nascidos prematuros,
... a prematuridade pode levar a alterações anatômicas e estruturais do cérebro devido à interrupção das etapas de desenvolvimento pré-natal, a qual prejudica a maturação desse órgão no período pós-natal. Tais alterações podem causar déficits funcionais e as crianças nascidas prematuramente estão mais sujeitas a problemas cognitivos e motores, assim como às suas repercussões nas atividades de vida diária e nas atividades escolares, mesmo na adolescência e idade adulta.


Fonte:
ZOMIGNANI, Andrea. ZAMBELLI, Helder. ANTONIO, Maria. Desenvolvimento cerebral em recém-nascidos prematuros. Revista Paul Pediatrica. 2009. Disponível on line em > http://www.scielo.br/pdf/rpp/v27n2/13.pdf

Enigma nº 14

--- Enigma nº 14 ---
--- Desafio de Lógica ---

O que é fácil para uns... é difícil para outros, mas tente resolver o que está sendo solicitado... (a resposta será postada dia 23/11)


Resposta: Muito fácil é só colocar o palito número 1 e o 14 logo após o número 5, formando assim o número 1516. 

Estudo: dormir menos de 5h30 causa aumento de peso


    

   Segundo cientistas, dormir menos do que cinco horas e meia por noite, pode provocar o aumento de peso. Os especialistas afirmaram que mesmo com uma dieta saudável e prática de exercícios, a falta de sono causa alterações no metabolismo que levam ao ganho de alguns quilos. As informações são do Daily Mail.  A equipe de pesquisadores acredita que isso pode explicar porque as pessoas tendem a engordar quando envelhecem e muitas vezes lutam para conseguir dormir o suficiente durante a noite. Os pesquisadores descobriram que quando as pessoas são privadas de sono a taxa de metabolismo cai 12%. A descoberta também poderia explicar por que os trabalhadores noturnos que lutam para dormir durante o dia são mais propensos a estar acima do peso. Os acadêmicos de Boston compararam os efeitos do sono em 21 voluntários em mais de seis semanas. Eles começaram tendo dez horas de sono por noite, em seguida, o tempo foi reduzido a um pouco mais de cinco horas e meia, a qualquer momento durante o dia. Por vezes, os voluntários tentavam cochilar durante o dia quando o relógio biológico indicava que deveriam estar em alerta.  Calculou-se que quando os voluntários dormiam menos de cinco horas e meia, eles queimavam 120 quilocalorias a menos naquele dia. Ao longo de um ano isso leva a 12,5 quilos a mais.

Fonte: Terra