terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A perda auditiva pode acelerar o declínio cognitivo em idosos


Idosos com perda auditiva têm um maior risco de comprometimento cognitivo do  que idosos cuja audição é normal, de acordo com um novo estudo realizado por especialistas em audição na Universidade Johns Hopkins.


    O estudo ocorreu durante seis anos, onde idosos com deficiência auditiva foram submetidos a testes de cognição. As habilidades cognitivas diminuíram de 30 a 40 por cento mais rápido do que aqueles cuja audição era normal. Os níveis de função cerebral em declínio foram diretamente relacionados à quantidade de perda de audição, dizem os pesquisadores.
  Em média, os idosos com perda auditiva desenvolveram um prejuízo significativo em suas capacidades cognitivas 3,2 anos mais cedo do que aqueles com audição normal.
   Por que isso acontece? Frank Lin (epidemiologista) disse que não há explicação definitiva, observando que várias explicações poderiam ser dadas. Quando as pessoas sofrem de perda de audição, não é que eles não podem ouvir. É que a cóclea, a parte do ouvido interno que converte um som complexo para um sinal preciso que vai para o cérebro para decodificar, não está fazendo um bom trabalho de conversão, então as pessoas ouvem um sinal distorcido. Lin descreveu que seria como uma má conexão de telefone celular.
    Uma teoria do declínio cognitivo seria que "se o cérebro está dedicando recursos extras para tentar ouvir o que está acontecendo, provavelmente está tirando recursos cerebrais de outros locais", explicou Lin. Em geral, a pesquisa sugere que a sensibilidade auditiva traz consequências para os processos neurais que suportam tanto a percepção quanto a cognição.
"Nossos resultados mostram o quanto é importante para os médicos discutirem com seus pacientes sobre as baixas na audição", Lin diz que espera mostrar em pesquisas futuras que os aparelhos auditivos podem evitar o problema.
    Embora a pesquisa foi conduzida em idosos, os resultados também têm implicações para os mais jovens, incluindo os interessados ​​em ouvir música em volumes altos. "Sua capacidade auditiva afeta diretamente como o cérebro processa os sons, incluindo a fala", diz o Dr. Peelle. "Preservar a sua audição não é só proteger seus ouvidos, mas também ajudar o cérebro a executar o seu melhor."



Imagem:  Como os Ouvidos Funcionam
Extraído do Livro: Psicologia: uma abordagem consisa
Richard A. Griggs
Editora Artmed










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