Deficiência cognitiva persistente e progressiva caracterizada pela perda da capacidade de memorizar, de resolver os problemas do dia a dia, que vão interferindo nos relacionamentos e atividades sociais e profissionais de indivíduos. Esse é o
quadro característico da demência, sendo que esta não é apenas uma doença, mas
sim uma síndrome. O diagnóstico de demência é
eminentemente clínico, necessitando-se, para isso, observação atenciosa,
análise da história do paciente e dos familiares, além de uma avaliação
abrangente que engloba o exame físico
geral, neurológico e psiquiátrico, avaliação neuropsicológica, laboratorial e,
se possível, exames de neuro – imagem.
Conforme Steele (2011) mais de 27,7 milhões de pessoas no mundo têm
demência; - aos 65 anos, aproximadamente 7% dos indivíduos têm demência, sendo
que o percentual dobra em 16 % nas idades entre 75 e 85 anos.
Para que se entenda um pouco mais sobre demência, observe a gravura do cérebro, identificando os lobos cerebrais e após observe na tabela abaixo:
Tabela da funções cerebrais: cérebro normal x cérebro com demência:
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| STEELE, Cynthia D. Cuidados na Demência em Enfermagem |
Causas de demência
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DEMÊNCIA DE ALZHEIMER
O Alzheimer é a
causa mais comum, apresentando-se como uma doença neurodegenerativa incurável.
Sua fisiopatologia característica inclui a presença de placas amiloides e
emaranhados neurofibrilares no cérebro. Também há o encolhimento geral do
cérebro e a redução de neurônios com função. Os tratamentos disponíveis podem
afetar os sintomas, mas não retardam o processo da doença.
Indivíduos com Alzheimer podem apresentar:
Amnésia: perda de memória
Afasia: prejuízos de comunicação
Apraxia: comprometimento na realização de movimentos
motores
Agnosia: prejuízo no reconhecimento de informações
recebidas por meio das estruturas sensitivas
Estágios do Alzheimer:
1º estágio
Amnésia:
perda de memória de curto prazo.
2º
estágio
Afasia: dificuldade de
comunicação, tanto na produção da linguagem quanto no seu entendimento.
Discurso vago, vazio.
Apraxia:
dificuldade com movimentos já aprendidos, colocar a chave na fechadura ou
abotoar roupas.
Agnosia:
dificuldade em reconhecer o mundo ao seu redor. Incapacidade de reconhecer
pessoas próximas, como parentes.
3º
estágio:
- Perda de memória de curto e longo prazo;
- Capacidade de articular apenas algumas palavras;
- Impossibilidade de realizar manobras de autocuidado;
- Dificuldade de mastigação e deglutição;
- Dificuldade na marcha.
DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAL-
Devido a região cerebral atingida, as manifestações
clínicas deste tipo de demência costumam ser quase exclusivamente do tipo
cognitivo. Poderão ocorrer oscilações de caráter de forma brusca e frequente,
mudanças de personalidade, apatia perante temas que o paciente costumava achar
interessantes, sintomas afetivos (depressão, ansiedade), conduta social
desorientada, desinibida e mesmo imprópria, perda da preocupação com a higiene
pessoal e com a aparência e alterações na capacidade de raciocínio.
Esse tipo de
Demência é as vezes chamada de Complexo de Pick, e é caracterizada por atrofia
do cérebro nas regiões frontal e temporal.
O diagnóstico por imagem pode exibir uma atrofia focal
das áreas frontais e/ou temporais, que é frequentemente assimétrica. Embora
possam ser necessários testes neuropsicológicos mais complexos para o
diagnóstico da DFT, privilegia-se uma boa entrevista com familiares sobre
alterações de personalidade.
DEMÊNCIA COM CORPOS LEWY (DCL)
Os problemas de memória podem ser desde um simples esquecimento leve até um
prejuízo severo a ponto de não se recordar da própria identidade. É
caracterizada pelo declínio cognitivo progressivo, sendo demais sintomas são: - flutuação nos níveis de consciência (é
evidenciada por períodos de sonolência, letargia e olhar perdido no espaço); -
alucinações visuais recorrentes ( para eles as alucinações parecem tão reais
que podem descrevê-las com detalhes); - sintomas motores parkinsonianos(resultam
em movimento lento e equilíbrio precário, levando em alguns casos, a quedas e
rigidez muscular).
DEMÊNCIA VASCULAR
Resulta da perda de suprimento de sangue ao cérebro,
sendo que a causa mais comum é uma série de pequenos acidentes vasculares
encefálicos, muitos deles não detectáveis. Os acidentes interrompem o fluxo de
sangue, oxigênio e nutrientes para a área afetada.
Os sintomas variam de acordo com a área do cérebro danificada,
mas as características que evidenciam a doença vascular como causa da demência
são:
- tontura; - sinais neurológicos focais, tais como
paresia em um braço ou uma perda; - labilidade emocional (alterações de humor);
capacidade funcional flutuante, muitas vezes com a intercalação de dias bons e
ruins; - aumento da probabilidade de desenvolvimento da depressão; - autopercepção
de problemas mentais e físicos até estágios avançados da doença; - comprometimento
de qualquer artéria do organismo, como as coronárias.
Conforme Steele (2011) para que um indivíduo seja
diagnosticado com demência se faz necessário:
- histórico da doença; -
testes cognitivos para determinar seu declínio; - avaliação psiquiátrica para
descartar depressão e outros transtornos mentais; - avaliação neurológica para
excluir acidente vascular encefálico, doença de Parkinson e outras condições
neurológicas; - exames laboratoriais para detectar anormalidades metabólicas,
tais como doenças da tiroide; - exames de imagem do cérebro para detectar
tumores; - avaliação médica, incluindo revisão cuidadosa de medicamentos com
prescrição, de venda livre e fitoterápicos.
Referência bibliográfica:
CAIXETA, Leonardo. Demências
do Tipo não Alzheimer: Demências Focais Frontotemporais. Porto Alegre, Artmed,
2010.
STEELE, Cynthia D. Cuidados
na Demência em Enfermagem. Porto Alegre, Artmed, 2011.




EXCELENTE ARTIGO!
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