terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Experiência conta muito, mas saber aprender faz a diferença!



Mas o que é um filtro emocional? Como fazer isto no nosso dia a dia?
    Damásio(1995) coloca que sem emoção não podemos tomar uma decisão, mas e quando a emoção é mais forte que a razão, como é que fica? Para ele, existem emoções primárias e secundárias e sentimentos associados às emoções. As emoções primárias envolveriam disposições inatas para responder a certas classes de estímulo, controladas pelo sistema límbico. As emoções secundárias seriam aprendidas e envolveriam categorizações de representações de estímulos, associadas a respostas passadas, avaliadas como boas ou ruins. Desta forma, a emoção está associada à memória; ou seja, ao contexto em que é adquirida na experiência individual.
    Cury (2003), diz que gerenciar a emoção é o alicerce de uma vida encantadora. É construir dias felizes, mesmo nos períodos de tristeza. É resgatar o sentido da vida, mesmo nas contrariedades. Não há dois senhores: ou você domina a energia emocional, ainda que parcialmente, ou ela o dominará.

Doyle e sua “Teoria do Sótão” (os cérebros seriam sótãos em que guardamos objetos) nos faz um convite a pensar no que estamos dando ZOOM em nossos pensamentos... Será que realmente priorizamos fatos importantes? Ou quem sabe aqui também poderia constar: Controlamos nossas emoções ou as priorizamos (aumentamos o ZOOM)?
    Em recente edição da revista Nova Escola, publicou-se que os pesquisadores Larry Cahill e James McGaugh, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, publicaram nos anos 1990 os resultados de estudos em que foram mostradas duas séries de imagens a pessoas. Uma tinha um caráter emocional e a outra era neutra. O grupo teve uma recordação maior das emotivas. Por meio de um tomógrafo, foi observada a relação entre a ativação da amígdala (parte importante do sistema emotivo do cérebro) e o processo de formação da memória. "Quanto mais emoção contenha determinado evento, mais ele será gravado no cérebro", diz Iván Izquierdo, médico, neurologista e coordenador do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
    Sim, mas esta informação está pautada no ato de focar o aluno para a aprendizagem, dar ênfase aquilo que se quer ensinar, “encantar o aluno”, mas quando o indivíduo por si só é muito emotivo, não consegue ter autocontrole de suas emoções, aí se faz necessário um outro tipo de direcionamento: o de auto controlar as emoções.

Um dos grandes desafios no aprendizado é remover as emoções negativas e gerar emoções positivas. Mas e como fazer isto?
     Dentro da neuroaprendizagem, há a linha do médico e psicoterapeuta búlgaro Georgi Lozanov, que traz a “Sugestopedia”= sugestão + pedagogia. Sua base de pesquisa inicialmente focou o estudo de línguas estrangeiras, mas após foi redirecionando para o controle das emoções, pois há determinados estados mentais que exercem um papel bloqueador na aprendizagem. Por exemplo: o medo é um dos maiores entraves para o aprendizado da matemática. A tensão provocada pelo medo acelera os batimentos cardíacos e aumenta a pressão sanguínea nos vasos cerebrais, bloqueando, dessa forma, a concentração indispensável para o acompanhamento intelectual de qualquer processo lógico. Para ele o relaxamento antes das aulas de matemática poderia aliviar esta tensão e reestabelecer a tranquilidade necessária para que o aluno enfrente o desafio de aprender.
     Para Lozanov existem diversas maneiras de um indivíduo controlar suas emoções, sendo algumas delas: - a respiração; a relaxação; estímulos subliminares; metáforas mentais, entre outras. O importante é envolver os dois hemisférios cerebrais simultaneamente. Fazer com que o hemisfério direito, que envolve sonho, imaginação, criatividade, ritmo, visualização, entre em sintonia com o hemisfério esquerdo que é mais analítico, racional, lógico, objetivo.
    Porém, a perfeita saúde mental depende bastante de aprendizado emocional, pois muitos descontroles mentais estão relacionados com a organização dos pensamentos e sentimentos. Quando uma pessoa não consegue por si mesma fazer uma mudança e sua qualidade de vida está limitada ou prejudicada,o mais indicado é procurar ajuda especializada.

Fonte:
AGUILAR, Luis. O Método Sugestopédico. Disponível online em http://www.universopsi.com.br/sugestopedia.pdf e http://www.teiaportuguesa.com/metodosugestopedico.htm
SOUZA, Flávio. A sugestopedia de Lozanov aplicada a Aprendizagem Acelerada. Disponível online em http://www.vocevencedor.com.br/artigos/aprendizagem-acelerada/sugestopedia-de-lozanov-aplicada-aprendizagem-acelerada

Um comentário:

  1. Olá, meu nome é Prof. Paulo Sérgio, diretor acadêmico da Idiomos Aprendizagem Acelerada (www.idiomos.com). Tive o privilégio de ter conhecido o Dr. Georgi Lozanov e dele ter sido meu mestre e professor durante um ano (1999-2000) e mais 12 anos de consultoria, até seu falecimento em 2012. Existe muita confusão sobre a Suggestopedia, pois muitas das publicações na internet, inclusive das fontes citadas acima, citam técnicas de relaxamento e respiração que o Dr. Lozanov usou apenas no início de suas pesquisas, abandonando-as posteriormente. Não há necessidade de nenhum tipo de relaxamento imposto quando a comunicação suave ou a sugestão suave é aplicada em sala de aula. Estas aplicações de exercícios de respiração eram usadas no início em uma variante mais clínica.

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