Mas o que é um filtro emocional? Como fazer isto no nosso dia a dia?
Damásio(1995) coloca que sem emoção não podemos tomar uma
decisão, mas e quando a emoção é mais forte que a razão, como é que fica? Para
ele, existem emoções primárias e secundárias e sentimentos associados às
emoções. As emoções primárias envolveriam disposições inatas para responder a
certas classes de estímulo, controladas pelo sistema límbico. As emoções
secundárias seriam aprendidas e envolveriam categorizações de representações de
estímulos, associadas a respostas passadas, avaliadas como boas ou ruins. Desta
forma, a emoção está associada à memória; ou seja, ao contexto em que é
adquirida na experiência individual.
Cury (2003), diz que gerenciar a emoção é o alicerce de
uma vida encantadora. É construir dias felizes, mesmo nos períodos de tristeza.
É resgatar o sentido da vida, mesmo nas contrariedades. Não há dois senhores:
ou você domina a energia emocional, ainda que parcialmente, ou ela o dominará.
Doyle e sua “Teoria do Sótão” (os cérebros seriam sótãos
em que guardamos objetos) nos faz um convite a pensar no que estamos dando ZOOM
em nossos pensamentos... Será que realmente priorizamos fatos importantes? Ou
quem sabe aqui também poderia constar: Controlamos nossas emoções ou as
priorizamos (aumentamos o ZOOM)?
Em recente edição da revista Nova Escola, publicou-se que
os pesquisadores Larry Cahill e James McGaugh, da Universidade da Califórnia,
nos Estados Unidos, publicaram nos anos 1990 os resultados de estudos em que
foram mostradas duas séries de imagens a pessoas. Uma tinha um caráter
emocional e a outra era neutra. O grupo teve uma recordação maior das emotivas.
Por meio de um tomógrafo, foi observada a relação entre a ativação da amígdala
(parte importante do sistema emotivo do cérebro) e o processo de formação da
memória. "Quanto mais emoção contenha determinado evento, mais ele será
gravado no cérebro", diz Iván Izquierdo, médico, neurologista e
coordenador do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul (PUC-RS).
Sim, mas esta informação está pautada no ato de focar o
aluno para a aprendizagem, dar ênfase aquilo que se quer ensinar, “encantar o
aluno”, mas quando o indivíduo por si só é muito emotivo, não consegue ter
autocontrole de suas emoções, aí se faz necessário um outro tipo de
direcionamento: o de auto controlar as emoções.
Um dos grandes desafios no aprendizado é remover as emoções negativas e gerar emoções positivas. Mas e como fazer isto?
Dentro da neuroaprendizagem, há a linha do médico e
psicoterapeuta búlgaro Georgi Lozanov, que traz a “Sugestopedia”= sugestão +
pedagogia. Sua base de pesquisa inicialmente focou o estudo de línguas
estrangeiras, mas após foi redirecionando para o controle das emoções, pois há
determinados estados mentais que exercem um papel bloqueador na aprendizagem.
Por exemplo: o medo é um dos maiores
entraves para o aprendizado da matemática. A tensão provocada pelo medo acelera
os batimentos cardíacos e aumenta a pressão sanguínea nos vasos cerebrais,
bloqueando, dessa forma, a concentração indispensável para o acompanhamento
intelectual de qualquer processo lógico. Para ele o relaxamento antes das aulas
de matemática poderia aliviar esta tensão e reestabelecer a tranquilidade
necessária para que o aluno enfrente o desafio de aprender.
Para Lozanov existem diversas maneiras de um indivíduo
controlar suas emoções, sendo algumas delas: - a respiração; a relaxação;
estímulos subliminares; metáforas mentais, entre outras. O importante é
envolver os dois hemisférios cerebrais simultaneamente. Fazer com que o
hemisfério direito, que envolve sonho, imaginação, criatividade, ritmo,
visualização, entre em sintonia com o hemisfério esquerdo que é mais analítico,
racional, lógico, objetivo.
Porém, a perfeita saúde mental depende bastante de aprendizado
emocional, pois muitos descontroles mentais estão relacionados com a
organização dos pensamentos e sentimentos. Quando uma pessoa não consegue por
si mesma fazer uma mudança e sua qualidade de vida está limitada ou
prejudicada,o mais indicado é procurar ajuda especializada.
Fonte:
AGUILAR, Luis. O
Método Sugestopédico. Disponível online em http://www.universopsi.com.br/sugestopedia.pdf
e http://www.teiaportuguesa.com/metodosugestopedico.htm
SOUZA, Flávio. A
sugestopedia de Lozanov aplicada a Aprendizagem Acelerada. Disponível
online em http://www.vocevencedor.com.br/artigos/aprendizagem-acelerada/sugestopedia-de-lozanov-aplicada-aprendizagem-acelerada



Olá, meu nome é Prof. Paulo Sérgio, diretor acadêmico da Idiomos Aprendizagem Acelerada (www.idiomos.com). Tive o privilégio de ter conhecido o Dr. Georgi Lozanov e dele ter sido meu mestre e professor durante um ano (1999-2000) e mais 12 anos de consultoria, até seu falecimento em 2012. Existe muita confusão sobre a Suggestopedia, pois muitas das publicações na internet, inclusive das fontes citadas acima, citam técnicas de relaxamento e respiração que o Dr. Lozanov usou apenas no início de suas pesquisas, abandonando-as posteriormente. Não há necessidade de nenhum tipo de relaxamento imposto quando a comunicação suave ou a sugestão suave é aplicada em sala de aula. Estas aplicações de exercícios de respiração eram usadas no início em uma variante mais clínica.
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