quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Cada vez mais os ”feeds” tem invadido seu cérebro

Tente se lembrar da última linha do mais recente livro que você leu.  Ou, se você não é um grande leitor, procure lembrar o rosto da última pessoa que você conheceu. Agora tente lembrar sua última atualização de status no Facebook.
Se você lembrou mais rapidamente da última proposta, então você aumentaria o índice da pesquisa publicada na revista Memory & Cognition....


      De acordo com um novo estudo publicado nesta revista, nosso cérebro pode lembrar com mais facilidade as atualizações de status do Facebook, ao invés  de trechos de livros ou rostos. A autora principal do estudo,  Dr. Laura Mickes do Departamento de Psicologia da Universidade de Warwick, disse: "Ficamos realmente surpresos quando vimos o quanto mais forte eram as memórias de mensagens do Facebook, comparado a outros tipos de estímulos."
    Pesquisadores dizem que essas descobertas podem mudar a forma como nos relacionamos com a educação, a comunicação e a publicidade. Eles também revelam algo surpreendente sobre a evolução da mente humana. Nosso cérebro é evolutivo, então a teoria dos pesquisadores é que as mensagens on-line são gravadas em um formato que os torna mais digerível pelo nosso cérebro. Elas tendem a usar o discurso mais casual e mais direcionadas para a ação. Conforme os autores “ Escrita que é fácil e rápida de gerar, também é fácil de lembrar “.  
   Estaríamos voltando ao “tempo das cavernas”? Pois apesar de parecer banal, a linguagem online parece que está nos trazendo de volta às nossas raízes... A maioria daqueles “rabiscos” em cavernas e pirâmides eram curtos e de ação, baseados em relatórios sobre os acontecimentos do dia. Isso soa familiar?


    Mas o que isto  está querendo nos mostrar? Nossa linguagem será reduzida a uma série de curtidas em status? Não haverá mais leitura de livros? Não lembraremos mais de rostos que não sejam virtuais?
     Nada disso, pois no geral, a indústria de livros está crescendo, graças à tecnologia moderna. Além disso, a leitura de livros é benéfica para a nossa capacidade cognitiva. Ler boas obras literárias podem, obviamente, aumentar as habilidades memória de longo prazo também.
     Por outro lado, os pesquisadores apontam que os livros em si apresentam uma linguagem mais “polida”, uma fala melhor elaborada, onde muitos ainda têm a dificuldade da compreensão desta leitura. A conclusão? Os cérebros tem maior facilidade de processar rapidamente  a linguagem comum.  E as mensagens do Facebook se prestam a isso.
          Nesse sentido o  estudo aponta que as mensagens online tendem a chegar direto ao ponto. Ou seja, nossa atenção está cada vez menor e não estamos conseguindo ficar focado em algo por  mais de 30 segundos. Entretanto, voltando ao “tempo das cavernas”:  nossos ancestrais descobriram  que era simplesmente demasiado perigoso manter o foco por um logo período de tempo, pois os predadores poderiam pegá-los desprevenidos, então de certa forma parece que estamos diante de um subproduto de nossa evolução... Será?
    Algo interessante desta pesquisa é que as pessoas têm interagido mais e lembrado de artigos e comentários de notícias publicados no “face”.
    Como na maioria das coisas na vida, o segredo está no equilíbrio, pois através desta pesquisa talvez devêssemos tomar mais cuidado sobre o que postar no Facebook, ou em outras redes sociais, porque estas postagens ao que tudo indica serão lembradas com maior facilidade.

Fonte: digitaltrends.com

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