Tente se lembrar da última linha do mais recente livro que você
leu. Ou, se você não é um grande leitor,
procure lembrar o rosto da última pessoa que você conheceu. Agora tente lembrar
sua última atualização de status no Facebook.
Se você lembrou mais rapidamente da última proposta, então
você aumentaria o índice da pesquisa publicada na revista Memory &
Cognition....
De acordo com um novo
estudo publicado nesta revista, nosso cérebro pode lembrar com mais facilidade as
atualizações de status do Facebook, ao invés de trechos de livros ou rostos. A autora
principal do estudo, Dr. Laura Mickes do
Departamento de Psicologia da Universidade de Warwick, disse: "Ficamos
realmente surpresos quando vimos o quanto mais forte eram as memórias de
mensagens do Facebook, comparado a outros tipos de estímulos."
Pesquisadores dizem que essas descobertas podem mudar a
forma como nos relacionamos com a educação, a comunicação e a publicidade. Eles
também revelam algo surpreendente sobre a evolução da mente humana. Nosso
cérebro é evolutivo, então a teoria dos pesquisadores é que as mensagens
on-line são gravadas em um formato que os torna mais digerível pelo nosso
cérebro. Elas tendem a usar o discurso mais casual e mais direcionadas para a ação.
Conforme os autores “ Escrita que é fácil e rápida de gerar, também é fácil de
lembrar “.
Estaríamos voltando ao “tempo das cavernas”? Pois apesar
de parecer banal, a linguagem online parece que está nos trazendo de volta às
nossas raízes... A maioria daqueles “rabiscos” em cavernas e pirâmides eram curtos
e de ação, baseados em relatórios sobre os acontecimentos do dia. Isso soa
familiar?
Mas o que isto está
querendo nos mostrar? Nossa linguagem será reduzida a uma série de curtidas em
status? Não haverá mais leitura de livros? Não lembraremos mais de rostos que
não sejam virtuais?
Nada disso, pois no geral, a indústria de livros está
crescendo, graças à tecnologia moderna. Além disso, a leitura de livros é benéfica
para a nossa capacidade cognitiva. Ler boas obras literárias podem, obviamente,
aumentar as habilidades memória de longo prazo também.
Por outro lado, os pesquisadores apontam que os livros em si
apresentam uma linguagem mais “polida”, uma fala melhor elaborada, onde muitos
ainda têm a dificuldade da compreensão desta leitura. A conclusão? Os cérebros tem
maior facilidade de processar rapidamente a linguagem comum. E as mensagens do Facebook se prestam a isso.
Nesse sentido o estudo aponta que as mensagens online tendem a
chegar direto ao ponto. Ou seja, nossa atenção está cada vez menor e não
estamos conseguindo ficar focado em algo por mais de 30 segundos. Entretanto, voltando ao “tempo
das cavernas”: nossos ancestrais
descobriram que era simplesmente
demasiado perigoso manter o foco por um logo período de tempo, pois os
predadores poderiam pegá-los desprevenidos, então de certa forma parece que
estamos diante de um subproduto de nossa evolução... Será?
Algo interessante desta pesquisa é que as pessoas têm
interagido mais e lembrado de artigos e comentários de notícias publicados no “face”.
Como na maioria das coisas na vida, o segredo está no
equilíbrio, pois através desta pesquisa talvez devêssemos tomar mais cuidado
sobre o que postar no Facebook, ou em outras redes sociais, porque estas
postagens ao que tudo indica serão lembradas com maior facilidade.
Fonte: digitaltrends.com


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