O que faz homens e mulheres diferentes? Somos realmente
tão diferentes como muitas pessoas querem que a gente acredite?
O popular livro de John Gray, "Homens são de Marte,
Mulheres são de Vênus", postula que a razão de conflitos de relacionamento
é que cada gênero está acostumado a seu próprio conjunto de saldos emocionais,
culturas e valores, ou, metaforicamente falando, viver em planetas diferentes.
Entretanto as pesquisas que comprovam a diferença biológica entre os sexos são
bobagens pseudocientíficas e sexistas que alimentam o preconceito na sociedade,
defende Cordelia Fine em "Homens Não São de Marte, Mulheres Não São de
Vênus".
Com base nas últimas descobertas da neurociência e
epigenética, há argumentação de que homens e mulheres não nascem tão diferentes
assim. No
livro, fundamentado em pesquisas e com um peculiar senso de humor, a autora
busca mostrar que as diferenças entre os sexos são criadas pela comunidade,
parte do contexto social, não por fatores genéticos inalteráveis.
“Mulheres
são coletoras, homens caçadores. As fêmeas têm mais empatia, machos são lógicos”.
Para Fine isso não passa de uma tentativa de manter uma sociedade de
"castas sexuais". A ideia esconde a prerrogativa de que homens são
melhores advogados, cientistas e engenheiros; mulheres são boas acompanhantes,
facilitadoras de grupos e professoras primárias.
Diferenças de gênero no cérebro, no nascimento, não apresenta
nada disto. A neuroplasticidade, um mecanismo que utiliza o cérebro para se
adaptar ao ambiente, deve ser uma prova suficiente de que cérebros não são
fisiologicamente estáticos, pré-definidos. Nossos cérebros estão constantemente
mudando e evoluindo ao longo de nossas vidas, baseados em valores culturais,
expectativas sociais e nosso meio ambiente.
O campo da neurociência explodiu nas últimas duas décadas
desde a publicação do best-seller de Gray, e é hora de tomar conhecimento e
desbancar o velho mito. É claro que é socialmente aceito, a "diferença de
gênero". Contudo, não há mais dúvida de que as mulheres são tão
competentes quanto os homens. As diferenças de gênero são guiadas pelo modo
como a sociedade trata de forma diferente meninos e meninas a partir de uma
idade muito precoce. A investigação científica tem comprovado que as
expectativas da sociedade e dos pais e percepções produzem diferenças comportamentais
que se desenvolvem cada vez mais na vida adulta.
A simples verdade é que: se os homens são de Marte, as
mulheres também são. Qualquer diferença de gênero é mais um produto de nutrição
cultural do que quaisquer coisas genéticas ou inatas em nossos cérebros.
Um dos estereótipos de gênero mais generalizados é de que
as mulheres são "mais emocionais" do que os homens. Até recentemente,
foi amplamente assumido que nossas emoções estavam controladas pelo sistema
límbico do nosso cérebro. No entanto, verifica-se que estes cientistas iniciais
foram apenas parcialmente certos. Nós aprendemos que o córtex pré-frontal
desempenha um papel ainda maior em nossas emoções e comportamento.
Curiosamente, não há diferença no córtex pré-frontal entre homens e mulheres, e
esta parte do cérebro não está ainda completamente desenvolvida até por volta de
nossos vinte anos. Na verdade, o Dr. Richard Davidson argumenta que cada um de
nós tem uma gama de seis estilos básicos "emocionais" - resiliência,
perspectivas, interações sociais, a consciência social, a autoconsciência e
atenção - que são altamente adaptáveis e
podem realmente ser controlado por nossos próprios pensamentos. Isto exclui
a possibilidade de que as mulheres podem ser conectadas a ser "mais
emocionais" do que os homens.
Claramente, nós não somos programados no nascimento a se
comportar de uma certa maneira com base no nosso gênero. Em vez disso, somos treinados ao longo
de nossas vidas para se adaptar às normas de gênero que temos.
Basta lembrar a história dos “meninos lobos”, eles
simplesmente foram adaptando-se ao ambiente que pertenciam naquele momento.
Inclusive há o livro da neurocientista Lise Eliot, intitulado "O Cérebro
Rosa, Cérebro Azul" que também aborda as questões de gênero, e enfatiza
que as diferenças nos cérebros dos adultos modifica-se de acordo com a forma como vemos os
outros se comportarem. Estas diferenças de personalidade não são inatas no
nascimento.
O cérebro humano é altamente maleável e, ao nascimento,
está pronto para aprender os padrões do meio ambiente e do comportamento
esperado para maximizar a chance de sobrevivência. Da forma como a sociedade
impõe a sua percepção de diferenças de gênero nas crianças, elas começam a
desenvolver os seus padrões de comportamento com base nessas expectativas. “Neurônios que vivem juntos, permanecem
juntos”. Em outras palavras, a aplicação repetida dessas percepções e
expectativas criam as conexões neurais que se tornam as diferenças de gênero de
como nos tornamos em adultos.
Sendo assim, estamos aprendendo que nossos padrões de
comportamento desempenham um papel forte no desenvolvimento do cérebro. Nossos pensamentos de diferenças de gênero
estão fazendo uma profecia autorrealizável, propagando o que os mitos próprios procuram
revelar. Entretanto, os estereótipos de gênero são simplesmente a confabulação
de nossa própria mente.
O que você acha?
Link de 1 capítulo do livro: Homens não são de Marte
e a mulheres não são de Vênus http://issuu.com/grupoeditorialpensamento/docs/homens_n_o_s_o_de_marte
Fonte:
Folha
on line e tradução de trechos do Inc

Ótimo post! Interessante que o comportamento do professor no aspecto de gênero é basicamente influenciado pela cultura. Muito do que é posto em prática tem base na educação que estes tiveram em sua idade escolar, o que é uma pena já que a neurociência nos ajuda a compreender e tal questão.
ResponderExcluirInteligentíssimo.
ResponderExcluirAcabando com a receitinha para relacionar-se! Homem e Mulher são seres individuais e que reagem diferentemente conforme cada situação e, principalmente, conforme a história de vida de cada um! Acredite, relacionar-se ainda é uma arte que requer sabedoria e muita paciência! ;-)
ResponderExcluirQUAL É O SEU PROBLEMA?
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