sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O ato de aprender não depende só do cérebro, mas da saúde em geral.




Exercícios físicos – aumentam a quantidade de fatores neurotróficos[1] que contribuem para estabilização das sinapses e para manutenção de memórias.



Alimentação – uma dieta balanceada, incluindo proteínas, carboidratos, gorduras, sais minerais e vitaminas, possibilita o funcionamento das células nervosas, a formação de sinapses e a formação de mielina, estrutura que participa da condução das informações entre redes neurais.



- Problemas respiratórios que perturbam o sono, anemia que reduz a oxigenação do neurônios, dificuldades auditivas e visuais não facilmente detectadas, entre outros fatores, podem dificultar a aprendizagem.

    Há outros fatores que também influenciam na aprendizagem: - Aprendizes privados de material escolar adequado, de ambiente para estudo em casa, de acesso a livros e jornais, de incentivo ou estímulo dos pais e/ou dos professores, e pouco expostos a experiências sensoriais, perceptuais, motoras, motivacionais e emocionais essenciais ao funcionamento e reorganização do sistema nervoso, enfim tudo isso pode levar à não aprendizagem sem que apresentem alguma alteração cerebral.

                                                                                GUERRA/2011




[1] Fatores neurotróficos são polipeptídicos que através de receptores específicos agem no:
- desenvolvimento; - sobrevivência; - manutenção de neurônios.
- são essenciais para a sobrevivência do sistema nervoso central e do periférico em desenvolvimento
- a classe de fatores neurotróficos mais conhecida é a das neurotrofinas: quatro principais neurotrofinas foram isoladas de mamíferos:
- o NGF (nerve growth factor)
- o BDNF (brain-derived neurotrophic factor)
- a neurotrofina 3 (NT-3)
- a neurotrofina 4/5 (N 4,5)
                                           Copray et al., 2000

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