terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O que está retratado aqui?



    Brown, Barns & Bell no ano de 1881, auto descreveram-se como “Os maiores fotógrafos do mundo”, eram especialistas em pinturas e fotografias. A imagem faz parte de sua vasta coleção.
     Logo que a vi fui tentando imaginar a época e analisar sobre o que a mesma estava procurando demonstrar... Confesso que não acertei, mas, e você...É capaz de dizer se há alguma síndrome aí, bem visível?

    Está bem, vou explicar, muitas vezes nossos olhos ficam focados para tal direção que seguimos a teoria de Maslow “ Quem é bom com um martelo, acha que tudo é prego”. E nestas que a gente se engana, e feio. Por isso, é melhor não emitirmos nossa opinião sem analisar todas as hipóteses primeiro. Pensei em pareidolia, e apostei no caso do homem elefante, que inicialmente foi descrito como elefantíase, mas na verdade se tratava da  Síndrome de Proteus:

Joseph Carey Merrick nascido em 5 August 1862, foi  expulso de casa ainda criança por causa de suas deformidades que começaram aos três anos de idade, tentou vender livros, mas não obteve sucesso após isso foi integrado a um circo de aberrações onde o título de seu espetáculo era “A parte mais degradante do ser humano”. Em 29 de agosto de 1884 conheceu o médico Frederick Treves, mas sua ida para o Hospital de Londres não foi de imediato. Após o encontro com médico, Merrick foi para Bélgica onde foi roubado e abandonado por um empresário. Após um incidente na estação de trem de Liverpool com o cartão do médico em mãos, Joseph foi levado para o hospital onde o Dr. Treves conseguiu um quarto permanente para ele e lá ele veio a falecer em  11 de abril de 1890 aos 27 anos, provavelmente por tentar dormir deitado, já que o fazia sentado e o seu pescoço não aguentou o peso de sua cabeça causando um deslocamento acidental em seu pescoço. Merrick apresentava deformidades em 90% de seu corpo. Após sua morte seu esqueleto foi preservado e há um pequeno museu no hospital para Merrick. Como dito anteriormente, inicialmente se tratava de um caso de elefantíase, mas com o avançar da ciência e novos estudos laboratoriais, em 1986, foi postulado que Joseph Merrick sofria na verdade da síndrome de Proteus, previamente diagnosticada pelo médico Michael Cohen em 1979. Em junho de 2001, Paul Spiring propôs na revista Biologist um novo diagnóstico para Joseph Merrick, que teria sofrido de uma combinação de neurofibromatose tipo I e síndrome de Proteus.
    Mas voltando à imagem acima, bastava dar uma viradinha à direita, para ver a surpresa que Brown, Barns & Bell haviam ocultado na mesma...



Perceberam como cada um só enxerga aquilo que quer ver, ou tem a capacidade de ver no momento...por isso, muito discernimento pra cada um de nós...pois as vezes uma situação pode parecer muito estranha, mas de acordo como vamos percebendo, reestruturando nossos padrões de pensamento, elas simplesmente podem se transformar em "um meigo cachorrinho"...

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