segunda-feira, 11 de março de 2013

Modelo propõe que marcações no DNA levariam à homossexualidade


Uma equipe de cientistas está propondo um novo modelo biológico para explicar a existência da homossexualidade usando a epigenética -ou seja, alterações na maneira como os genes são lidos, e não no próprio DNA.

A proposta é que a homossexualidade seria consequência da transmissão, para os filhos, de marcadores responsáveis pela ativação de genes que direcionam o desenvolvimento sexual.

O estudo teórico foi publicado neste mês na revista científica "The Quarterly Review of Biology". William Rice, da Universidade da Califórnia, é o autor principal.


EPIGENÉTICA

Os marcadores epigenéticos são moléculas que se ligam ao DNA, ajudando a ativar ou silenciar genes.

Na maioria das vezes, essas marcas não passam de uma geração para outra, sendo apagadas e restabelecidas de outra maneira nos óvulos e espermatozoides.

Imagem: Folha UOL


As marcas que aumentam a sensibilidade ao hormônio masculino testosterona na gestação garantem a masculinização de bebês meninos, enquanto as que diminuem a sensibilidade à testosterona "feminizam" as meninas (mulheres têm testosterona, pois ela também é produzida nas glândulas adrenais).

Quando essas marcas não são apagadas em meninas, porém, elas dariam origem a filhas com tendências homossexuais. E, quando as marcas que diminuem a sensibilidade à testosterona passam para os filhos, dariam a eles mais tendências à homossexualidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário