Nossos neurônios agem como os usuários mais populares do
Facebook, segundo uma pesquisa da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados
Unidos.
De acordo com o estudo, apenas uma pequena parte das células
nervosas é responsável por um grande número de funções importantes. Na
comparação com o Facebook, apenas uma pequena parcela dos usuários corresponde
pela maior parte dos conteúdos compartilhados no site. A maioria dos neurônios
– assim como os membros do Facebook – realizam menos atividades.
Os pesquisadores descobriram que a população de neurônios
com mais atividade fica no neocórtex, parte do córtex cerebral formada pela
camada enrugada de matéria cinzenta. Ele é responsável por várias funções
importantes, como percepção sensorial, funções motoras, localização espacial,
pensamento e linguagem.
Os neurônios mais ativos lembravam a atividade dos membros
populares de uma rede social, os outros neurônios lembram os usuários menos
participativos. A maioria dos usuários da rede não atualiza muito, uma pequena
parte deles é responsável pelo grande volume de informações da rede. Essas
pessoas mais ativas costumam ser também conectadas com mais gente. Assim,
enquanto compartilham mais informação, também recebem mais dados de sua rede de
contatos, que também inclui internautas mais ativos.
Entre as células nervosas, a pequena, mas significante
parcela ativa é mais conectada com outras, também mais ativas. E, por isso,
recebe e troca mais informações, ou impulsos nervosos.
A descoberta pode ajudar os neurocientistas a saber quais
células cerebrais são mais ativas e o quão estável é sua atividade. Novos
estudos serão feitos com estes neurônios para descobrir qual seu papel no
aprendizado.

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