domingo, 20 de outubro de 2013

Abordagens da Neuroeducação

  



  O cérebro humano sempre foi e é objeto de estudo de todos nós, porém na atualidade as pesquisas reveladas pelas neurociências tem tido grande repercussão  nos mais diversos setores voltados ao estudo do desenvolvimento humano. Dessa forma, a educação, mostra grande interesse em saber como estes estudos podem trazer benefícios para o ensino-aprendizagem.
    A Neurociência está cada vez mais presente na sala de aula. Ou, mais precisamente, a nossa compreensão de como o cérebro se desenvolve e de que forma isso muda a nossa forma de ensinar. Sendo assim, a terminologia “neuroeducação” traz consigo cada vez mais esta proximidade entre a neurociência e a educação.
    Estamos ouvindo muito sobre neuroeducação, e com certeza os currículos, futuramente,  serão baseados não apenas em assuntos de ensino, mas em como preparar o cérebro para aprender .
     Se pensarmos o cérebro como uma árvore com galhos, a neuroeducação é o processo de adicionar mais ramificações. E se o cérebro tem mais ramificações, uma criança pode aprender mais rápido. Esta "religação" ou “ramificação” é baseada em algo chamado neuroplasticidade.
     Outra questão abordada sobre nossa compreensão do cérebro está levando a notáveis ​​insights sobre como as memórias são formadas e como acessar essas memórias. Essas ideias estão levando a novas abordagens para ajudar as crianças a estudar. Por exemplo, verifica-se que a repetição é importante, mas que o cérebro responde a um " efeito de espaçamento”. Ou seja, não adianta ficarmos estudando horas a fio para uma prova, é preciso ter disciplina e estudar diariamente, durante um certo período.
      Uma das descobertas mais pronunciadas da neurociência é o impacto da aprendizagem da música na função cognitiva. A ideia se tornou popular quando foi chamado de "Efeito Mozart", mas verifica-se que ouvir música não é suficiente. A neurociência mostrou que aprender a tocar um instrumento ou aprender sobre as notas, ritmo e música pode ter um impacto dramático sobre como o cérebro se desenvolve. O avanço está na compreensão de que o cérebro tem a capacidade de criar novas conexões através da  música, e o impacto dessas conexões proporciona um aumento de QI, memória e atenção.

Maria Eduarda Dieter - aluna do Colégio Sinodal da Paz
      Semelhante a música, aprender uma segunda língua tem um impacto direto sobre a forma como o cérebro se desenvolve e cresce. Uma criança que aprendeu a língua materna e uma outra terá melhor desempenho  que uma criança que só fala a língua materna.
      As aulas de educação física apresentam função importante dentro do contexto escolar, pois através de exames de neuroimagens podemos verificar o quanto o cérebro se mantém ativo durante estas atividades.
      O que uma criança faz na escola caminha lado a lado com o que acontece em sua casa. A escola, certamente, tem procurado da melhor forma possível, integrar as descobertas da neurociência no currículo, porém o sucesso disso tudo  só será plenamente realizado quando os pais desempenharem  um papel  na consolidação deste desenvolvimento.

Um comentário:

  1. Ana Lúcia, teu blog é o máximo!! Obrigada por compartilhar!

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