domingo, 31 de março de 2013

Através da escola que muitas coisas acontecem...


Pois não é que um garoto de 13 anos virou celebridade do dia para noite, através de um projeto escolar...



     Aidan Dwyer precisava criar um projeto para a escola. Era inverno, resolveu dar uma caminhada por meio de um local arborizado e começou a observar a luz solar penetrando entre as árvores. Passou horas observando e se perguntou:
 - Como a luz do sol penetra entre as árvores desta mata fechada? Foi aí que ele percebeu que a orientação e posição dos ramos das árvores não eram aleatórios, mantinham um mesmo padrão.
    Então começou seu projeto:
"Coleta de luz solar é fundamental para a sobrevivência de uma árvore. As folhas são os painéis solares de árvores, essenciais para a fotossíntese. Coletar mais luz solar é a diferença entre a vida e a morte. "
     Após a observação e a descrição de suas percepções confeccionou uma árvore feita com tubos de PVC, mas em vez de ramos, colocou pequenos painéis solares. A árvore de Aidan produz 20 % mais energia solar do que o alinhamento normal de painéis solares. No inverno, quando há baixa de energia solar, o rendimento de seu projeto aumentaria para 50 % de energia solar.
     Através da pesquisa, ele aprendeu sobre Leonardo Pisano, mais comumente conhecido como Fibonacci, um matemático do século 13 creditado com ser o primeiro a notar o padrão matemático, agora conhecido como a sequência de Fibonacci.


     Com o alvoroço do mundo científico sobre a sua descoberta, Aidan foi imediatamente registrar sua invenção, mas pelo fato de ser menor de idade, o escritório concedeu-lhe uma patente provisória, como forma de proteção ao seu invento.
                                         "Não há idade ou condição para o sucesso na vida."

Fonte: Green

Nosso cérebro é realmente maravilhoso!


              Através de nosso cérebro temos a capacidade de reconhecer rostos, mas o que acontecem quando eles aparecem distorcidos? Obscurecidos? De cabeça para baixo? E se eles foram feitos em blocos, por exemplo? Será que ainda somos capazes de identificá-los?





















E estes aqui? 



Para conseguir identificar rostos nosso cérebro possui alguns mecanismos, verifique aqui http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/2012/11/truques-que-o-cerebro-faz-para.html

Mas,  quando alguém visualiza rostos de forma desfocada, e simplesmente desconhece pessoas mais próximas de si, pode sofrer de prosopagnosia, verifique aqui:

sábado, 30 de março de 2013

O que é aprendizagem? (na percepção da Neurociência)



        A aprendizagem é um processo e depende fundamentalmente de experiência, o nosso cérebro aprende por tentativa e erro, ele vai se esculpindo a si próprio conforme ele é usado. (HERCULANO-HOUZEL). Aprendemos na medida em que experimentamos e fazemos novas associações.
     Existe uma demanda muito grande pela aplicação prática do conhecimento: como podemos aprender melhor?
     Os fatores que mais influenciam no aprendizado elencados pela Neurociência são: EXPERIÊNCIA (ter muitas vivências, explorar diversos materiais, locais, interagir com diversas pessoas de diferentes contextos), PRÁTICA (métodos adequados, lembrar que não existe um método para tudo cada indivíduo possui as suas sincrasias, diante de suas facilidades ou dificuldades particulares, cada um vai precisar de um método), dedicar a ATENÇÃO (para aquilo que se está fazendo, não há como fazer duas coisas ao mesmo tempo, pois nosso foco fica alternando entre uma coisa e outra) e o principal é a MOTIVAÇÃO (se o indivíduo não tiver interesse, poderá até praticar, mas o resultado não será tão eficiente). 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Que síndrome é essa?


      


    A criança teve um desenvolvimento normal, como qualquer outra: sentou aos 6 meses, engatinhou aos 9 e andou com 1 ano e 1 mês. Falou um pouco mais tarde, quase 3 anos. Fez as consultas de rotina, tudo sempre normal - sua primeira gripe foi com quase 1 aninho.
       Por volta dos 4 anos, ela caiu e bateu a cabeça, sendo que começou a reclamar de muita dor, como foi uma criança que nunca se queixava de nada, deixou a família preocupada e resolveram levar  para atendimento médico.
Durante o caminho, ela começou a apresentar vômito. Quando lá chegaram a criança foi internada para realizar a tomografia... No entanto através da queda foi descoberta uma má formação já existente. A menina nunca teve uma convulsão, mas estava com 2 cm de perímetro cefálico acima do considerado para a idade...
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      Este trecho foi extraído de um caso real, postado no blog SINDROME DE DANDY WALKERAlguns que possuem conhecimentos desta síndrome,  talvez acreditem que os sintomas se diferem dos aqui apresentados, a família também ficou apreensiva, pois afinal de contas não sabiam o que era a Síndrome de Dandy Walker:
“Começamos a pesquisar na internet e ficamos desesperados pois o que encontramos falando era amedrontador, li sobre casos de crianças que não andavam, não falavam, precisavam de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, várias cirurgias, vi casos em que as crianças já tinham passado por dezenas de cirurgias para recolocação da válvula, isso nos desesperou!!!
      A equipe médica nos explicou que ela precisaria de uma cirurgia para colocação de uma válvula. Entramos em desespero, pois uma cirurgia neurológica? Quase 3 horas depois vieram nos comunicar que a cirurgia tinha acabado e que tudo correra muito bem, que ela nem precisaria ir para UTI, já iria direto para o quarto. A partir daí, tudo foi se encaminhando muito bem, explicaram que a válvula dela era de ultima geração, que a chance dela entupir era muito pequena, que não precisaria ser trocada devido ao crescimento da criança. Como, imagino, todos os familiares de hidrocefálicos, tínhamos muito medo de tudo, principalmente de bater a cabeça. Queríamos colocá-la em uma redoma de vidro...
     Marianna está com 9 anos e 10 meses e não existe nenhuma sequela em relação à Síndrome de Dandy Walker e nem à hidrocefalia. A Marianna é um caso da síndrome que não apresenta sequelas, um caso raro. Ela faz acompanhamento anual com o neurocirurgião e leva uma vida normal como qualquer criança da sua idade!!!”
    Entretanto, a família tinha razão, pois na literatura sobre a síndrome, os relatos aparecem como uma síndrome sem cura e com grandes sequelas aos que a possuem.
    A malformação ou síndrome de Dandy Walker é uma anomalia que acontece no sistema nervoso central, que atinge principalmente o cerebelo (órgão que fica no crânio, responsável pelos movimentos do corpo e do equilíbrio) e nos espaços cheios de líquor (liquido cerebroespinhal).
   As características dessa síndrome é uma ausência parcial ou completa da parte central do cérebro, entre os dois hemisférios, chamada de vermis cerebelar, dilatação ou alargamento cística do quarto ventrículo (canal que permite a circulação do líquor entre a medula e as regiões superior e inferior do cérebro). Esse alargamento pode ser tão acentuado que forma um cisto na pasta posterior o crânio, esse cisto é chamado de cisto Dandy Walker.


      Diverso Fatores Podem Estar Ligados a Síndrome
• Agentes Teratogênicos (capazes de trazer malefícios ao feto durante a gravidez)
• Síndromes Cromossômicas
• Uma região critica no Genoma (identificado recentemente)
      A síndrome atinge cerca de 1 a cada 35 mil de bebes nascidos, sendo a maioria mulheres na proporção de 3 para 1. A síndrome pode ocorrer em filhos em que mães têm mais de 35 anos de idade ou quando a mãe é diabética, pois a chance de anomalias cromossômicas são maiores.
     De acordo com MELDAU(s./d.) a sintomatologia, geralmente aparece na primeira infância e inclui desenvolvimento motor retardado e aumento progressivo da caixa craniana. Nas crianças mais velhas, a sintomatologia envolve:
- Sinais do aumento da pressão intracraniana: irritabilidade, vômitos e convulsões.
- Sinais de disfunção cerebelar: instabilidade e falta de coordenação muscular. Também podem ser observados movimentos abruptos dos olhos. Aumento da circunferência da cabeça, abaulamento na parte de trás do crânio, problemas com os nervos responsáveis pelos olhos, rosto e pescoço, além da alteração dos padrões respiratórios.
   Esta síndrome comumente é relacionada a outros distúrbios, como, por exemplo, a ausência do corpo caloso.

Diagnóstico

      A síndrome é diagnosticada na infância ou mesmo no período pré-natal, já em adultos é mais raro.
     Os sintomas podem surgir nos primeiros anos de vida, quando há aumento no crânio e atraso no desenvolvimento neuromotor. Em seguida, evoluindo-se a síndrome, percebe-se hipertensão intracraniana, irritabilidade, vômitos e convulsões, além de distúrbios associados ao cerebelo, tais como ataxia, incoordenação motora e movimentos anormais dos olhos.

Tratamento
      Não existe cura ou tratamento específico. Apenas são tratadas complicações associadas, como hidrocefalia obstrutiva ou acúmulo de líquido. Além disso, apenas terapias de habilitação.
      É interessante evidenciar a síndrome antes que haja complicações a fim de evitar possíveis sequelas. Por exemplo, o ultrassom, no período pré-natal, ajuda a detectar o problema, pois é capaz de detectar algumas alterações no sistema nervoso central. Outra coisa a ser feita, é após o nascimento, estar atento ao desenvolvimento neurológico da criança.
       A criança com a síndrome deve ser avaliada de forma completa, com a atenção focada a todas as anomalias, além das ligadas ao sistema nervoso central. Também, é de vital importância garantir as terapias de habilitação, para que possibilite o desenvolvimento mais adequado possível, para uma vida mais saudável e inclusão social de acordo com suas necessidades especiais.
     Uma recomendação muito importante é procurar se informar sobre o assunto, no Brasil não existe, ou não é conhecido, nenhuma associação de famílias ou pessoas com a síndrome de Dandy Walker, mas existem vários países que fazem isso.

Fontes:

Ritmo circadiano



     O sono é essencial para uma vida saudável. Ele ajuda o nosso corpo e nosso cérebro a se reorganizarem, a fim de que funcionem da melhor maneira possível. Ritmos biológicos com período de recorrência de aproximadamente 24 horas são designados de ritmos circadianos, por exemplo, a concentração de cortisol (um hormônio diretamente envolvido na resposta ao estresseapresenta pico nas primeiras horas da manhã e cai ao longo do dia. Algumas indicações recentes sugerem que o pensamento é mais aguçado e a memória mais acurada quando as pessoas estão no pique diário do ritmo circadiano.
    Este termo provém da designação em Latim "circa diem", que significa "cerca de um dia". Sabe-se que os ciclos circadianos são controlados em sua maioria, nos mamíferos, nos núcleos supraquiasmáticos, localizado no hipotálamo na base do cérebro e acima das glândulas pituitárias, sendo que uma das funções deste sistema é o ajuste do relógio biológico, controlando o sono e o apetite. A integração desse sistema neuroendócrino é mediada pela melatonina - hormônio secretado pela glândula pineal - que aumenta a tendência ao sono e indica ao cérebro o conceito de noite, de escuridão.
      

     Os ritmos circadianos, que são essencialmente o seu "relógio do sono," são mudanças físicas, mentais e comportamentais - respondendo a escuridão, a luz e a melatonina. O relógio funciona corretamente em sua maioria por conta própria, mas às vezes pode ser afetado por eventos externos.

Luz: atingindo nossos olhos ela modifica o nosso ciclo de sono e / ou nos acorda. Isto  porque nossos cérebros são “experts” em perceber que o dia está clareando e que não devemos mais dormir. Manter as cortinas abertas à noite é uma ótima maneira de ter a claridade entrando pela manhã e ajudar a despertar o seu cérebro antes mesmo de seu despertador tocar.

Escuridão: O hipotálamo produz uma onda de melatonina ao anoitecer - esse hormônio promove sonolência. É por isso que é difícil para a maioria das pessoas ficarem acordadas após determinados horários da noite, apesar de seus melhores esforços. Por isso, devem-se evitar aparelhos eletrônicos antes de dormir, manter a televisão ligada enquanto você dorme, pois mesmo dormindo registramos essa quantidade de luz, o que pode causar alteração no nosso ciclo de sono.
Imagem: Livro Psico A- Editora McGrawHill


FUNÇÕES DO SONHO  

Teoria da restauração – o corpo se cansa durante o dia e o sono é necessário para recuperá-lo
Teoria da preservação e da proteção – o sono surge na evolução para preservar energia e proteger durante o dia, quando existe pouca conveniência (para dormir) e considerável perigo.

CICLOS DE SONO

    Durante a noite do seu corpo passa por vários ciclos de sono diferentes. Se esses ciclos são interrompidos, você pode acordar sentindo muito lento. A cada 90 minutos ou 100 minutos, passamos por um ciclo de cinco etapas distintas do sono.

Estágio 1: Esta é a fase do sono mais leve. É caracterizada por músculos relaxados e queda da temperatura corporal. A transição ocorre geralmente por cerca de 5 minutos. Aqui, você pode muito facilmente ser despertado, pois é um estado leve.
     Em um eletroencefalograma, que mede a atividade elétrica no cérebro, as ondas cerebrais desaceleram para cerca de 4-7 ciclos por segundo. Durante esse sono leve, que dura cerca de 2 minutos, pode-se experimentar imagens fantásticas (alucinações) e experiências sensoriais que ocorrem sem estimulo sensorial. E muitas vezes podem sentir-se a sensação de queda (sacudidela brusca) ou flutuar sem peso.
Caracterizado por ondas cerebrais rápidas de baixa amplitude 

Estágio 2: Nesta fase, o seu batimento cardíaco e respiração desaceleram dramaticamente. Este estágio pode durar de 10 a 25 minutos, mas as pessoas gastam metade do tempo total de sono neste estado.
    Testes de EEG exibem ondas chamadas de "complexos K"(ondas bifásicas que pode ser espontâneas ou relacionar-se com as relações de despertar) que ajudam a suprimir a excitação para que não sejamos facilmente despertados pensando que estamos em perigo simplesmente por ouvir o ventilador oscilar no quarto.
 Padrões de ondas mais lentas e regulares
Fusos do sono

Estágio 3: Esse estágio só aprofunda a sua resposta para o mundo exterior. O hormônio de crescimento é liberado também durante esta fase para ajudar na reconstrução de lesão muscular e dos tecidos. É por isso que é muito importante ser capaz de alcançar este nível de sono.
    Testes de EEG mostram-se muito lentos, grandes ondas cerebrais que indicam desaceleração pulso e pressão arterial caindo significativamente. Seu corpo apresenta-se mais frio durante esta fase.
 Picos mais altos e vales mais baixos das ondas

Estágio 4: Dura cerca de 40 minutos. É a fase onde o sono é muito profundo.
Padrão de onda mais lento e regular
Menos receptivo a estímulos externos

Estágio 5 - REM (ou movimento rápido dos olhos): Esta etapa é mais comumente conhecida e discutida, porque a maioria das pessoas sonha durante o sono REM . É o mais profundo  ciclo ocorrendo por  cerca de 3-5 vezes por noite, com a duração aproximadamente de 1,5 horas. Mas, ao contrário do sono do Estágio 1, o sono REM é um tempo em que o coração acelera, a respiração se torna mais rápida e irregular e a cada meio minuto (ou por aí) os olhos se movimentam de um lado para outro, num acesso momentâneo de atividade, por trás das pálpebras fechadas. Durante o sono REM, os órgãos genitais se tornam excitados.(Ex. ereção matinal). Embora o córtex motor do cérebro esteja ativado durante o sono REM, a base do cérebro bloqueia suas mensagens, deixando os músculos relaxados...tão relaxados, que exceto pelo movimento ocasional de um dedo do pé ou uma contração facial, você fica essencialmente paralisado. Além disso, não pode ser despertado com facilidade. Ao contrário das imagens fugazes do sonho do Estágio 1, os sonhos do sono REM costumam ser emocionais e em geral são como uma história.
     A medida que a noite passa, esse ciclo de sono se repete a cada 90 minutos mais ou menos.de sono paradoxal; por dentro, o corpo está excitado, enquanto por fora parece calmo.
       As pessoas que dizem que nunca sonham na verdade passam cerca de 600 horas por ano experimentando em torno de 1500 sonhos, ou mais de 100.000 sonhos durante uma vida típica...sonhos de que quase nunca se lembram.
      A maioria das pessoas acorda grogue ou cansada, se não conseguir o sono REM  suficiente. Insônia, estresse ou exercer atividades noturnas podem afetar a quantidade de sono REM.

Imagem: Livro Psico A- Editora McGrawHill
     Se você não está dormindo o suficiente, isso pode ter um impacto importante sobre o cérebro durante o resto do dia. Estudos recentes têm mostrado que, embora a média das pessoas seja dormir sete horas por noite, dormir menos de oito horas pode realmente diminuir o raciocínio de uma pessoa, no dia seguinte.

      Em cima disso, os ciclos de sono perturbados podem prejudicar a memória e aumentar os níveis de estresse - perda de sono pode resultar em níveis cronicamente elevados de cortisol, que também está presente nas pessoas que sofrem de depressão grave e estresse pós-traumático. Altos níveis de cortisol afetam o lobo temporal, que por sua vez afeta a aprendizagem e a memória.

      É melhor manter um sono regular e ciclo de vigília da melhor forma possível. Se você tiver que alterar o seu ritmo circadiano natural, se você trabalha no turno da noite, por exemplo, você deve se expor a luzes durante a noite e usar óculos de sol para o trabalho, a fim de "enganar" seu corpo para mudar o ciclo.

       Infelizmente, as questões relativas a problemas de sono ocorrem em milhões de pessoas de todas as idades. É por isso que é importante aprender sobre os ciclos de sono e  tentar melhorar nossas noites de sono. Nossos corpos necessitam de descanso...

Bibliografia:

GRIGGS, Richard. Psicologia uma abordagem concisa. POA: Artemd, 2009
RENNER,Tanya.  Psico A. Porto Alegre, McGrawHill, 2012

quinta-feira, 28 de março de 2013

Sua história está sendo construída diariamente


O SEU CÉREBRO DIARIAMENTE ESTÁ SENDO ESCULPIDO DE ACORDO COM SUA HISTÓRIA DE VIDA, COM AS SUAS PREFERÊNCIAS, COM SEUS OBJETIVOS, COM SUAS VONTADES...
(trecho da entrevista concedida por Suzana Herculano Houzel ao Programa Roda Viva)



    "Quem prepara o movimento antes mesmo de tomar ciência de que vai fazer alguma coisa é você. É o seu cérebro que prepara tudo que vai acontecer, a partir de sua história de vida, sua história pessoal, os seus valores, seus objetivos e tudo mais. Tudo isso acontece sem que você tome ciência do que você está fazendo, entretanto, a coisa mais extraordinária e várias vezes subestimada é que a partir do momento que você toma ciência do que você está prestes a fazer, você ainda tem meio segundo pra decidir não fazer. E essa é outra parte extraordinária do livre arbítrio, isso é uma das grandes funções da autoconsciência.
     É essa capacidade de seu cérebro olhar para ele mesmo e perceber que talvez esteja prestes a gritar com a mãe, fazer um gesto obsceno, puxar o gatilho, e nesse momento você ainda tem a oportunidade, de em meio segundo, pensar sobre a ordem e não executá-la."

quarta-feira, 27 de março de 2013

Não existe pílula mágica


Em uma de suas últimas entrevistas, concedida ao Programa Roda Viva, a neurocientista Suzana Herculano Houzel, ao falar sobre o desenvolvimento e a preservação da memória,  colocou que:

Não existe pílula mágica. Fazer palavras cruzadas é ótimo para manter a sua capacidade de linguagem, manter seu vocabulário, manter a capacidade espacial, pois precisamos ver onde as palavras se encaixam; jogar xadrez é extraordinário para ajudar a pensar em termos espaciais, para treinar a habilidade de pensar em sequências de movimentos e estratégias. Se você aprende que o movimento que você faz agora tem consequências daqui a três ou quatro lances, na pior das hipóteses você na sua vida é capaz de considerar que cada coisa que você faz  tem desdobramentos possíveis, que é melhor você pensar um pouquinho mais sobre o que você irá fazer agora. O cérebro da gente tem funções diferentes e ficamos melhores naquilo que fazemos. Então, jogar xadrez irá somente fazer você ficar melhor em raciocínio estratégico, em raciocínio espacial, não vai fazer nada por várias outras habilidades suas de fato, mas também não é inútil.

E  VOCÊ, O QUE PENSA SOBRE O ASSUNTO?


segunda-feira, 25 de março de 2013

Ficção científica ou realidade? - órgãos humanos criados em laboratório

Imagem The Wall Street Journal

      
     Devido a escassez de doadores de órgãos em meio a crescente demanda de transplantes, o desenvolvimento de peças “humanas” construídas em laboratórios está cada vez mais avançado. Além disso, ao contrário dos pacientes que recebem transplantes de outras pessoas, os órgãos produzidos em laboratório são construídos com células dos próprios pacientes. Então a rejeição deste órgão praticamente é inexistente.
           Através de um trabalho realizado por Dr. Alex Seifalian, várias pessoas já podem contar com transplante destes órgãos. O pesquisador está produzindo um nariz artificial  para o transplante ainda este ano, pois o paciente perdeu o mesmo devido ao câncer de pele.
      
Imagem The Wall Street Journal
         Até final de 1980, alguns cientistas acreditavam que seria possível fazer órgãos humanos pois as pesquisas sobre  o crescimento de  células humanas em laboratório estavam em alta. Entretanto, a tarefa tornou-se mais fácil quando cientistas descobriram substâncias químicas conhecidas como fatores de crescimento, que usa o próprio corpo para promover o crescimento celular.
            Os cientistas começaram a cultivar órgãos simples. Em 1999, Anthony Atala, diretor do Instituto Wake Forest de Medicina Regenerativa, em Winston-Salem, Carolina do Norte, implantado bexigas cultivadas em várias crianças com severos problemas disfuncionais. Os órgãos que continuaram a funcionar bem durante vários anos.
        Alguns dos trabalhos mais complexos estão em andamento no laboratório do Dr. Seifalian no Hospital Royal Free, em Londres. O Dr. Seifalian iniciou como físico nuclear e tornou-se interessado em usos médicos da tecnologia nuclear. Que finalmente o levou a bioengenharia. Em 2011, fez uma traqueia a partir de células de um paciente, usada para substituir a que estava cancerosa, salvando assim a sua vida.
        O Dr. Seifalian e 30 cientistas buscam construir uma laringe, orelhas, nariz, uretra e vias biliares.
Imagem The Wall Street Journal
       O segredo para todos os órgãos construídos em laboratório são as células-tronco, encontradas na medula óssea humana, gordura e outros lugares. As células-tronco podem se transformar em outros tecidos do corpo, tornando-se blocos de construção básicos para qualquer órgão.
         No entanto, o nariz a ser transplantado este ano, apresentava um desafio: estava faltando um pedaço crucial: a pele. Isso representava um obstáculo considerável, pois ninguém fez pele humana natural a partir do zero. A Ideia do Dr. Seifalian foi implantar o nariz sob a pele da testa do paciente na esperança de que o tecido deste local automaticamente cobrisse este novo órgão.  Mas o paciente não aceitou, e por uma boa razão: O nariz implantado teria de ficar dentro de sua testa por semanas ou até meses. No final, o Dr. Seifalian escolheu uma abordagem menos invasiva. O nariz de bioengenharia foi implantado sob o antebraço do paciente.
        A equipe agora está usando equipamentos de imagem para manter o controle sobre os vasos sanguíneos, pele e cartilagem se estão sendo formados no caminho certo. "Nós vamos ter que também se certificar de que não há infecção", disse o Dr. Seifalian.
      Se o enxerto de pele funcionar os cirurgiões irão remover o nariz que está no braço e anexá-lo ao rosto do paciente.  Como passo final, o cirurgião vai ligar os vasos sanguíneos a partir da face para o local do novo nariz a fim de  fornecer um fluxo constante de nutrientes para as células em crescimento. "O processo todo poderá levar seis meses", e o custo disso tudo é cerca de US $ 40.000, mas o paciente não está sendo cobrado porque os médicos e cientistas estão trabalhando nisso como parte de suas pesquisas.
       O Dr. Seifalian disse que o novo nariz poderia devolver algum sentido de cheiro para o paciente e a regeneração deste órgão seria uma conquista impressionante, a criação de um órgão complexo como o coração seria histórico. 
  Entretanto, a busca de construir um coração já é um órgão mais complexo ainda. A recompensa pode ser enorme, tanto médica e financeiramente, porque muitas pessoas ao redor do mundo sofrem com doenças cardíacas. Pesquisadores veem um mercado de bilhões de dólares para o desenvolvimento destas peças que podem reparar corações doentes e artérias obstruídas.
     Sendo esta a pesquisa da cardiologista Dr. Espanha Aviles “O coração de uma pessoa cresceria  no útero, onde suas células recebem as misturas certas de oxigênio e nutrientes e produtos químicos para crescer. Imitar o coração não é fácil. Por exemplo, mais de um galão de cursos de sangue através do coração humano a cada minuto. Além disso, as células do coração devem ser dadas as ligações eléctricas adequadas.”
       Dr. Aviles disse que espera ver o resultado desta pesquisa pronta em cinco ou seis anos, mas os obstáculos regulatórios e de segurança para colocar tal órgão em um paciente será alto. O cenário mais realista, disse ele, é que "em cerca de 10 anos" seu laboratório estaria preparado para este tipo de transplante.

A descoberta de um sentido no sofrimento

Victor Frankl, criador da Logoterapia e uma forte influência da programação neurolinguística fala sobre suportar e aprender com o medo e a dor.

Via Seja Excelente - Empreendedorismo e Desenvolvimento Pessoal


     A Logoterapia é uma escola psicológica de caráter multifacetado – de cunho fenomenológico, existencial, humanista e teísta –, conhecida também como a “Psicoterapia do Sentido da Vida” ou, ainda, a Terceira Escola Vienense de Psicoterapia. A teoria de Viktor Emil Frankl (1905-1997) concebe uma visão de homem distinta das demais concepções psicológicas de seu tempo ao propor a compreensão da existência mediante fenômenos especificamente humanos e a identificação de sua dimensão noética¹  ou espiritual, a qual pela sua dinâmica própria pode despertar a vivência da religiosidade. 
      Em 1951, no seu livro Logos und Existenz ("O logos e a existência") Frankl completa os fundamentos antropológicos da Logoterapia. Segundo Frankl, existiria no ser humano um desejo e uma vontade de "sentido". Ele percebe que seus pacientes não sofrem exclusivamente de frustrações sexuais (Freud) ou de complexos como o de inferioridade (Adler), mas também do que reputa ser o vazio existencial.
      Para o analista, a neurose revelaria antes de mais nada um ser frustrado de sentido, o que o levou a concluir que a exigência fundamental do homem não é nem a emancipação sexual, nem a valorização do self, mas a "plenitude de sentido". Segundo Frankl, a compensação sexual não seria nada além de um Ersatz para com a falta de sentido existencial. Por isso, conclui, o terapeuta não pode negligenciar a espiritualidade do analisado e a logoterapia passa a estar centrada no inconsciente espiritual, mais do que nas pulsões.  
    Ele próprio sintetizou o núcleo do seu pensamento: "O que é, na realidade, o Homem? É o ser que decide o que é. É o ser que inventou câmaras de gás, mas ao mesmo tempo é o ser que entrou nelas com passo firme, murmurando uma oração."

[1] É uma disciplina que estuda os fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito e da vida a partir do ponto de vista da ciência.

domingo, 24 de março de 2013

Salta Buraco - um jogo com o olhar neuropsicopedagógico...


Sabe aqueles jogos que dá pra utilizar o ano inteiro e com muitas variações, pois,   o Jogo Salta Buracos é deste tipo, que trabalha a metacognição, ou seja, ele privilegia aos alunos a reflexão sobre os processos de seus pensamentos, favorecendo a objetivação de suas estratégias.


      O “tabuleiro”, feito em TNT ( pois é um material acessível, dura mais tempo e fácil de guardar) consta de uma sequências de casas e entre as mesmas, existem algumas “casas buracos”. Estas, têm algumas pedras coladas ao seu redor. Então, na medida em que os jogadores caem nestes locais, eles devem contar quantas pedras há ali e voltar a mesma quantidade de casas.
     Os jogadores podem ser confeccionados de acordo com o projeto que está sendo trabalhado, por exemplo, como estamos em época de Páscoa, todos os alunos criaram coelhos, mas logo irá chegar o dia das mães...rsrsrs...cada um terá que criar um jogador que representará a sua mãe...
     Outra dica é: dividir os alunos em grupos ou equipes, pois não há como esperar cada aluno jogar, quando um aluno do grupo joga, todos os demais posicionam os jogadores no mesmo local.
      As crianças adoram o jogo, justamente, por causa da possibilidade de cair nos buracos, sendo que muitas vezes estavam na etapa final e tinham que voltar várias casas, criando assim expectativas de que talvez o próximo grupo também tivesse que voltar.
    Geralmente utilizamos 2 dados, os alunos fazem a soma e avançam a quantidade de casas, mas como é bom aumentar a dificuldade, dá para inserir mais um dado, aí eles precisam ter maior atenção na hora de calcular e avançar as casas.
      Também, no início é normal, as crianças contarem de casa em casa para verificar em qual local irão ficar, mas com o tempo, se faz necessário começar a dificultar e solicitar para que eles contem mentalmente, ou se não conseguirem, utilizem outro material de contagem alternativo (exemplo: base 10, palitos, tampinhas).
  E porque deste jogo ser “neuropsicopedagógico”. Simples, a neuropsicopedagogia é justamente a junção da neurociência, com a psicologia e a pedagogia, cujo foco principal é a aprendizagem, o desenvolvimento metacognitivo. Não basta somente o aluno desenvolver a atividade ele precisa entender, analisar, refletir sobre o que está fazendo e como poderia ter feito melhor. 
   Também, frente à neurociência, veja só quantas áreas cerebrais estão sendo ativadas neste simples jogo (lógico que foi bem sutilmente colocado, pois na verdade há muito mais funções envolvidas durante esta atividade):


- Lobo temporal – memória
- Lobo Frontal – pensamento abstrato, tomada de decisões, regular minha conduta frente às jogadas, feitas pelo prórpio aluno ou por alguém do seu grupo
- Lobo parietal - habilidades de matemática
- Lobo occipital - Visão
- Sistema Límbico - controle das emoções, os sentimentos que temos durante o jogo...
No final do jogo, há duas ações muito importantes a serem feitas:
- os alunos devem falar o que acharam do jogo, se poderia ter sido feito de outra maneira, se foi fácil realizar as somas, como se sentiram ao ter que voltar as casas, quando caíam nos buracos...etc
2º - registro da atividade feita, seja com desenho, seja com a escrita do mesmo, ou ambas as atividades. Mas é importante fazer este processo, pois além de resgate da ação que inicialmente se dará na memória de trabalho, os alunos irão transportando estas para a memória de longa duração. 

Matrix - Aprendizagem Automática

Download de aulas para o cérebro pode soar como ficção científica, mas, segundo alguns pesquisadores, a tecnologia que ativa padrões neurais em breve poderá nos ajudar e a prática poderá ser adquirida durante o sono.


        Em uma cena bem conhecido da Matrix, Neo (interpretado por Keanu Reeves) encontra-se na cadeira de uma dentista, coberto com  tiras de alta tecnologia sobre uma variedade de eletrodos, então, “baixa” uma série de programas de treinamento de artes marciais em seu cérebro. A informação é transferida através do córtex visual. Depois, ele pisca os olhos e fala: "Sei kung fu!"
        A “aprendizagem automática” é um sonho antigo da subcultura Cyberpunk[1], e a maioria das pessoas pensava que permaneceriam neste reino ficcional por mais algum longo tempo. No entanto, graças a pesquisas recentes, aquilo que tinha sido considerado “ficção científica” em breve pode tornar-se um “fato na ciência”. Uma pesquisa recente da Universidade Brown, nos EUA, liderada pelo  neurocientista Takeo Watanabe, está demonstrando que a ficção científica pode se tornar fato científico. Suas descobertas revelam que é possível atingir os padrões de ondas cerebrais de especialistas como atletas e músicos, e depois para induzir esses padrões no cérebro de um sujeito passivo, através de estímulos visuais. O resultado: os participantes  melhoraram o desempenho de uma tarefa.
"Visualmente, os adultos, possuem muita plasticidade para permitir a aprendizagem da percepção visual", disse o pesquisador.



         Para entender o avanço de Watanabe, é preciso conhecer um pouco sobre o sistema visual. Vinte anos atrás, o neurobiólogo israelense Dov Sagi descobriu que com treinamento intensivo em determinadas tarefas visuais, tais como orientação de destino (a capacidade de olhar para um ponto na parede, olhar para longe, em seguida, olhar para trás, local exato do ponto de), pessoas muito mais velhas podem melhorar seu desempenho nessas tarefas. O "aprendizado perceptual" estudado por Sagi, em 1994 derrubou o conceito do sistema de visão rígida. A aprendizagem não se manifesta, de repente, como aconteceu com Neo. Mas em 2011, Watanabe imaginou a possibilidade de treinar o sistema de visão, sem o conhecimento do indivíduo e sem o uso de estímulos. Como isso?

          Da seguinte maneira: um grupo de participantes tiveram seus cérebros escaneados por uma Máquina de Ressonância Magnética Funcional (fMRI) enquanto olhavam fixamente para uma tela de computador. Nela havia uma imagem simples, composta por uma série de linhas diagonais. Simplesmente analisando essas linhas, um padrão de ativação muito específico foi produzido no córtex visual, codificado e armazenado pela FMRI.

        No dia seguinte, ocorreu a segunda parte da pesquisa. Indivíduos olharam novamente para uma tela de computador enquanto seus cérebros eram digitalizados por Ressonância Magnética. Agora, em vez de linhas, a imagem tinha um pequeno disco. O objetivo dos participantes era fazer com que o disco ficasse maior, porém mentalmente – os cientistas não disseram a eles como aumentar o disco. Portanto, a solução estava longe de ser óbvia. A única maneira de aumentar o tamanho do disco era fazer com que o cérebro produzisse um padrão, o mesmo gerado quando eles olharam fixamente para as linhas diagonais no dia anterior.


          Muitos podem achar a tarefa impossível, mas na verdade não foi. Tentando solucionar um problema aparentemente insolúvel, o nosso cérebro automaticamente repete padrões de percepção recentemente adquiridos, no caso dos participantes da pesquisa, incluíam o padrão produzido por essas linhas diagonais observadas. Quando o cérebro deles processou este padrão, o disco começou a se expandir sem a necessidade de treinamento. "Quanto mais semelhante o padrão de ativação cerebral era", diz Watanabe, "quanto maior o disco se tornou."

         A partir deste ponto, as coisas ficam ainda mais interessantes. O primeiro padrão de ativação consistia apenas em informação sem sentido. Mas, de maneira hipotética, isso não precisa funcionar desta forma. Teoricamente, se a sequência produzida ao olhar para essas primeiras linhas realmente continha informações significativas – como uma série de treinamentos de kung fu, por exemplo –, então o indivíduo automaticamente repetiu esse padrão, praticando cada vez que o cérebro tentou ampliar o disco.

         Entretanto, a técnica ao estilo de Matrix, onde o conhecimento é baixado diretamente no cérebro, exigirá muito mais do que apenas gravar e reproduzir padrões de ativação do córtex visual. A ciência ainda não sabe dizer se este tipo de fenômeno surge também em áreas como o córtex motor ou córtex auditivo do cérebro, que viria a ser útil no domínio de habilidades físicas ou linguísticas.

      Watanabe pensa que futuramente este método pode ser utilizado para curar a depressão. "Eu acho que nós poderíamos facilmente treinar pessoas para ser feliz", diz ele. "Basta mostrar fotos de bebês e gatinhos e outras imagens conhecidas para elevar o humor, gravar e usar esse padrão como o gatilho para o “alargamento do disco”. Então, quando os assuntos executar esta tarefa, eles estariam se tornando feliz também. "Eu acho que nós poderíamos usar a técnica para apagar memórias, como a remoção de 12 meses de vida de uma pessoa”,  diz Watanabe.  Dessa forma, quando o sinal é dado, o assunto seria lembrar a memória implantada ao  invés da memória do real.





[1] A palavra “Cyberpunk” vem, não surpreendentemente, de uma junção dos termos “cibernética” e “punk”.

Cibernética é, de forma simples, uma forma de compreender como diferentes máquinas agem e se comunicam, trocando informações. É a ciência e tecnologia dos sistemas. Vale lembrar que “máquinas” são conjuntos de sistemas (desde os mais simples até os mais complexos) que atuam de forma coordenada para atingir um objetivo. Notemos também que, tanto o equipamento eletrônico que você está usando pra ler esse texto quanto o seu próprio corpo são máquinas. Máquinas que possuem níveis diferentes de complexidade, claro, mas ainda assim, máquinas.
Mas qual é a maior diferença entre a cibernética e a mecânica, ou a computação, por exemplo? A maior diferença é que a cibernética trata principalmente de sistemas autômatos, ou seja, que conseguem existir “por si só”, enviando informações ao ambiente e recebendo novas informações do ambiente, reprocessando-as e enviando-as novamente, num ciclo infinito, evocando o conceito de aprendizagem. Afinal, o que é “aprendizagem” senão “tentar, tentar e tentar, até ver o que funciona”?
Vale colocar uma ressalva: claro que nada no mundo existe “por si só” – por exemplo, por mais autômato que o ser humano seja, conseguindo “atuar” sem precisar de mais nada, ele precisa comer, beber, depende do clima etc. – portanto, quando pensamos em sistemas isolados, temos que ter um certo grau de liberdade ao usar a palavra “isolado”.
O Punk é um movimento cultural da década de 70, nascido na música, que prega políticas revolucionárias através de desobediência civil, tratando de assuntos sociais como a violência, guerra e o desemprego. A estética punk é agressiva e chocante, portanto, somada com sua postura destrutiva e de “anti-idolização”, gera uma certa repulsa nas mentes mais resistentes à mudança. E quem é mais resistente à mudança do que o tal sistema? Quando os punks se referem ao “sistema” (sempre de forma “pacífica” como na música “Fuck the System”), estão se referindo ao status quo, aos dominantes, aos governos, às corporações que detém o capital, o poder. O punk prega rebelião contra o sistema, denunciando as injustiças e problemas cometidos por ele.

sábado, 23 de março de 2013

Cérebro - máquina de aprender (parte 5)


    No último bloco da reportagem Cérebro-Máquina de Aprender, apresentada pelo Jornal da Globo, os assuntos abordados foram as carreiras e atividades específicas que ajudam a desenvolver a memória.
    Segundo o neurocientista, Iván Izquierdo: As profissões em que a memória fica conservada, apesar da idade avançada, seriam a de professor e a de ator, pois em ambas o indivíduo precisa ler bastante. E a leitura é uma das atividades que mais ajudam a memória...Então, eis aí uma boa dica: LEIA MUITO!!!
   Entretanto, só acrescentaria um item aqui: LEIA MUITO E FALE SOBRE O QUE ESTÁ LENDO!!! Pois, na verdade, o que estas duas profissões tem em comum é justamente isso, explanar suas leituras, evocar da memória aquilo que está internalizado, disseminar o conhecimento, enfim, é como se você fosse um palestrante de suas leituras.
   Outra destaque desta reportagem foi que a prática regular de atividades físicas ajuda a pensar com mais clareza e melhora a aprendizagem: “Malhar ajuda a memória”, em anterior postagem sobre Exercite o Corpo, exercite o cérebro, Freitas (2012) afirmava que “Em estudos com ressonância magnética feitos em indivíduos foi possível observar que quem se exercita regularmente produz uma intensa atividade no hipocampo. Essa região cerebral está associada à memória e à aprendizagem e lá estão armazenadas as células-tronco que darão origem aos novos neurônios.”
   Também foi enfatizado que “Aprender é criar memórias de longa duração”, e conforme Izquierdo “Todas as memórias são associativas. A memória é um fato associativo.”
    Mas o que são memórias associativas? É quando um fato vai desencadeado outro, por exemplo: quando começamos a salivar pelo simples fato de olhar para um alimento apetitoso, por termos, em algum momento de nossa vida associado seu aspecto ou cheiro à alimentação.
   Algo que merece ser mencionado é “Colocar o aluno como sujeito: como protagonista do aprendizado”, pois a neurocientista e educadora Tracey Espinoza colocou:  “Você consegue não prestar atenção quando você é o centro das atenções? Não. Usar atividades em que o aluno faça algo, produza alguma coisa, colabore com os outros, é fundamental. Uma das melhores maneiras de aprender é justamente ensinar”
    Para o neurocientista Robert Lent, o sono também é algo muito importante e muito relacionado com a inteligência, inclusive na opinião dele as escolas deveriam ser em turno integral, mas iniciar lá pelas 9 horas da manhã e com muita atividade lúdica.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Cérebro - máquina de aprender (parte 4)


    
  E no penúltimo bloco da reportagem Cérebro-Máquina de Aprender, apresentada pelo Jornal da Globo, foi a vez de falar do desempenho de atletas de alta performance...
Relatou a história dos Pilotos de Fórmula 1 onde alguns dizem ter a sensação de que diante a velocidade  percebem-se executando a ação como se estivessem em câmara lenta, oportunizando a si mesmos a capacidade de refletir sobre aquilo que poderiam fazer no determinado momento.
     Conforme saiu na reportagem: No Instituto de Neurociência Cognitiva da University College que foi feita uma pesquisa comprovando essa percepção de muitos atletas. O responsável pelo estudo é o neurocientista japonês Nobuhiro Hagura, que recebeu a equipe do Jornal da Globo no laboratório dele, na capital inglesa. Hagura diz que, com a ilusão de ver tudo em câmera lenta, fica mais fácil para o piloto profissional fazer a ultrapassagem, já que ele consegue processar com mais detalhes as informações que entram no cérebro dele. Há exercícios que intensificam ainda mais essa percepção, como o que o piloto Bruno Senna faz antes das corridas. Parece uma brincadeira boba, mas está longe disso.
     Também foi mostrado o projeto de Macaíba, cuja obra iniciou em 2010, mas desde 2007, já está em andamento o projeto Educação Para Toda Vida, para jovens de 10 a 15 anos, onde as aulas são administradas 2 horas semanalmente, e o currículo é totalmente prático, voltado aos conhecimentos de neurociências, que enfatiza que o cérebro aprende por associações. Este projeto conta com a participação de 1.500 alunos com aulas em laboratórios, oficinas de biologia, computação, ciências, robótica.
      Entretanto, neste novo projeto em construção: “A ideia é começar no pré-natal. Acompanha-se a mãe e a criança, cria-se um histórico, e aí a gente acompanha essa criança ao nascer até o final do Ensino Médio, agora em uma escola própria do Campus do Cérebro, onde as crianças vão poder ficar em tempo integral, desde o nascimento até o final do Ensino Médio” (Nicolelis)
Para o neurocientista, Miguel Nicolelis:
    “A escola tem que abrir a imaginação dessas crianças para o impossível. Elas têm que sonhar com o impossível, porque mesmo que elas não cheguem lá, o caminho para chegar ao impossível sempre vai dar lucro. Você sempre vai fazer alguma coisa que vale a pena”

quinta-feira, 21 de março de 2013

A porta ao lado



Em entrevista dada pelo médico Dráuzio Varella, disse ele que nós temos um nível de exigência absurdo em relação à vida; queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia em nossas vidas. É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.

Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes!!! Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença. O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles. Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.

É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos  assim, rapidinho. Basta um telefonema,  um  e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.

Eu ando deixando de graça...

Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia.

Então, eu uso a porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato. Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado. Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.

Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem e para o mal - portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A "Porta ao lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída...
Experimente !!!
                     (Autor(a): desconhecido(a))