terça-feira, 19 de agosto de 2014

Neuroeducação e aprendizagem




Atualmente, os educadores têm enfrentando muitos desafios em relação à aprendizagem dos alunos: não conseguem ter resultados positivos e realizar uma educação de qualidade, esta afirmação vem sido apresentada em muitas pesquisas sobre a educação em nosso país bem como através dos resultados das avaliações externas. Por isto, os estudos da neurociência têm muito a contribuir para melhorar a prática do educador uma vez que dentro de uma sala de aula encontramos muitas crianças em diferentes estágios, níveis, realidades, dificuldades e diversidades. O educador precisa de uma formação que lhe dê ferramentas para dar conta de toda esta demanda, por isto a neurociência tem muito a contribuir com a a educação:
·         A neurociência trata do cérebro, esta máquina tão complexa e ao mesmo tempo tão fundamental no desenvolvimento cognitivo do ser humano. Segundo o pesquisador Daniel Ansari, “Sem o cérebro, não há aprendizagem nem educação. A educação altera o cérebro, e o próprio cérebro é estruturado para ser capaz de processar as informações e assim ser educado. Os educadores são os diretores da plasticidade neuronal em suas salas de aula. Portanto, é evidente que uma melhor compreensão da função cerebral é informativa para os professores”. Se os professores se apropriarem dos conhecimentos da neurociência, entendendo as funções do cérebro dos seus alunos, serão capazes de criar estratégias que auxiliem na aprendizagem;
·         Através da neurociência, o professor será capaz de avaliar o aluno na sua individualidade, perceber as deficiências de cada um bem como as causas das dificuldades;
·         Uma das “novidades” apresentadas pelo pesquisador Daniel Ansari é a neuroimagem, segundo ele “os métodos de neuroimagem podem ajudar na identificação precoce das deficiências de aprendizagem, bem como na previsão de quem se beneficiaria de determinado tipo de intervenção (neuroprognóstico)”.
·         Os estudos da neurociência mostram de que maneira os estímulos chegam ao cérebro, de como as memórias são consolidadas e como as informações são armazenadas; O cérebro é o órgão mais importante no processo do aprender e estes estudos ajudam o educador a conhecer e compreender cada região cerebral, em que parte realmente acontece a aprendizagem ou, que é responsável pela emoção, atenção e comportamentos;
·         Segundo os estudos da neurociência, a aprendizagem ocorre quando dois ou mais sistemas funcionam de forma interrelacionadas e este é o desafio dos educadores: promover em sala de aula atividades que desenvolvam estes sistemas a fim de facilitar as sinapses (estímulos do ambiente) como por exemplo o uso de jogos e de músicas em sala de aula (sistemas auditivos, visual e tátil); Atividades prazerosas, lúdicas e desafiadoras também fortalecem as sinapses (estímulos externos);
·         Os estudos também mostram que algumas tarefas apresentadas durante a formação do professor são de extrema importância no processo de ensino-aprendizagem como:  a presença de regras para um convívio harmonioso; rotina e objetivos claros e definidos; espaço para o diálogo; uso de materiais diversificados que explorem todos os sentidos; promoção de um espaço agradável; promover tempo de descanso e reflexão após o estudo para ativar a região responsável pela memória (hipocampo); trabalhos individuais e em grupos; trabalhar o mesmo conteúdo de forma diferente; resolver os problemas e conflitos em sala de aula através de diálogo promovendo o educando no papel de agente-responsável pelos seus atos;
·         A neurociência tem auxiliado na compreensão dos transtornos comportamentais e da aprendizagem, pois apresenta subsídios na elaboração de estratégias adequadas para cada caso auxiliando o professor também na compreensão de que seu aluno é um ser único, pensante, atuante e que aprende através de estímulos.
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Ana Paula Scherer da Silva Krupp * - pós-graduanda no curso de Neuroeducação e Educação Especial Inclusiva  pela Capacitar  
- atividade desenvolvida na disciplina de Fundamentos da Neurologia e da Educação

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