domingo, 6 de abril de 2014

Somos ao mesmo tempo sujeitos e objetos de observação

     


      Passamos por contextos históricos onde o cérebro não tinha o privilégio da psique, era apenas um órgão qualquer dentro de nosso corpo, mas num mundo cheio de transformações o cérebro começou a ser encarado como uma máquina, uma estrutura em engrenagem...

      O tempo passou e novas concepções a cerca do cérebro foram surgindo, pois  a era computacional reestruturou esta visão e o advento dos computadores ampliou a metáfora mecanicista do cérebro como grande e potente gerenciador cibernético (software: consciência e funções psíquicas/ hardware: a pessoa em si, o sujeito da ação).


      Na atualidade, a neurociência está nos trazendo novas concepções, novos paradigmas e tem nos apresentado a visão de um cérebro que se assemelha a um ecossistema, um cérebro ecológico onde os neurônios vivem se reestruturando através dos estímulos que nos são oportunizados.

    E dentro dessa dimensão de ecossistema que a neuroplasticidade tem mostrado o quanto o homem é maleável, o quanto consegue se reestruturar frente às situações que lhe são apresentadas cotidianamente. Conforme Houzel estamos diariamente nos esculpindo, tomando decisões a partir de nossa capacidade de olharmos para nós mesmos.


    Sendo assim, o homem é ao mesmo tempo sujeito e objeto de observação, uma metamorfose ambulante...

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Recursos Mnemônicos


     São conjuntos de técnicas utilizadas para auxiliar o processo de memorização. Consistem na elaboração de recursos auxiliares tais como esquemas, gráficos, símbolos, palavras ou frases relacionadas como o assunto que se pretende memorizar. Nos permitem uma melhor assimilação de um conteúdo.
         As placas de trânsito são recursos mnemônicos que nos fazem lembrar as regras estabelecidas, por exemplo se estamos dirigindo e vemos uma placa de “lombada”, automaticamente já sabemos o que vem a frente, porém imaginem se no lugar do símbolo representado na placa tivéssemos que ler a palavra...certamente precisaríamos de mais tempo para a assimilação do “conteúdo”.
      Recursos mnemônicos são muito utilizados no processo de aprendizagem, pois quando, lá educação infantil o professor se utiliza de músicas enfocando determinados conteúdos, ele está trabalhando com técnicas mnemônicas.
Do modo diferenciado, mas com a mesma função, os ícones que temos em nossos computadores ou mesmo nos sites da web, nos servem de recursos mnemônicos ou seja facilitadores da memória. Logomarcas também são recursos mnemônicos que nos servem de “gatilhos” para a lembrança dos produtos que determinado estabelecimento comercializa.
   Enfim, nosso cérebro tem maior facilidade de memorização quando proporcionamos atividades que simplifiquem o conteúdo a ser aprendido.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Percepção Distorcida

 
Nosso padrão convencional alimenta nosso ego de tal forma que temos a tendência a pensar que sempre estamos certos e por isso que vem a tentativa de “colonização do outro”, à qual Saramago se refere, mas no momento em que temos o entendimento que tudo são processos de construções de pensamentos, aí sim, estamos evoluindo na construção do nosso saber.

Se visualizamos alguém que tem uma crença que nos pareça retrógrada e limitante, não conseguimos imaginar como a pessoa pensa de tal forma. Em contrapartida, se alguém nos propõe ideias que vão além de nossa compreensão, da nossa construção como ser humano, temos a tendência a julgar que tal pessoa está com pensamentos inadequados.

Enfim, nossos pensamentos podem estar cristalizados, de tal forma, que quando olhamos para conceitos anteriores do processo em que nos encontramos, os percebemos como atrasados, assim como quando olhamos para algo pós-convencional, também há possibilidade de percebê-lo como retrocesso, como uma afronta àquilo que julgamos o correto.


Como diz Joaquim Coelho Rosa: “A maior de todas as imperfeições, a que, literalmente, mata a condição humana é a de se considerar perfeito, pois viver humanamente é aperfeiçoar-se.”

Para saber mais:

terça-feira, 1 de abril de 2014

Qual caminho que deves seguir?


Histórias infantis são repletas de significados, trazem no seu enredo situações pertinentes que nos fazem repensar sobre diversas circunstâncias. Por exemplo, o diálogo entre o gato e Alice, podem passar despercebidos fazendo alusão a um simples jogo de palavras, mas não, há uma sabedoria subliminarmente sendo passada...

Fala de escolhas, de caminhos que traçamos na vida, sobre metas, seja de curto, médio ou longo prazo. A capacidade de refletir sobre o que nos acontece no hoje, nos permite mudanças de estratégias para o amanhã.

Um dos fatores importantes quando trabalhamos em neuropsicopedagogia, e nas demais terapias também, é justamente o diagnóstico: ou seja, a identificação do cenário em que tal situação se encontra para então estabelecer metas de mudança. E a partir desta restruturação procurar manter o foco contornando elementos distratores (ou seja, de tudo o que não está no foco de nossos objetivos).

Dentro da própria questão da neurociência a questão do foco tem nos mostrado que muitas situações da vida adquirem êxito de acordo com nossa determinação: Assim como o esportista diariamente treina para conseguir êxito no esporte que se dedica, nosso cérebro também vai se tornando excelente naquilo que mais fazemos...

Onde você procura manter seu foco: no problema ou na solução?

Problemas todos temos, a diferença é a nossa reação diante dos mesmos...
Se para o indivíduo qualquer caminho serve ele pode correr o risco de passar diversas vezes pelo mesmo local , portanto se não temos consciência de onde estamos como podemos saber para onde seguir?

Uma boa dica de mudança são os Planos de Estratégia Individual, na própria web há diversos modelos deles, basta dar uma procurada e investir um tempo traçando seus novos caminhos...entretanto, existem profissionais capacitados que podem lhe auxiliar num melhor êxito na sua vida, tais como: psicólogo, coach, neuropsicopedagogo, psicopedagogo, entre outros.