quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A diferença entre educação e aprendizagem


"As crianças nascem com grande capacidade de aprendizado.
Então nós passamos o resto de suas vidas destruindo isso,
É uma questão de entender o comportamento das crianças...
tanto online, quanto no mundo físico.
E buscar unir essas aprendizagens... dentro dos métodos tradicionais.
Nós usamos 4 palavras para descrever partes essenciais da aprendizagem:
PROJETOS, PARCEIROS, PAIXÃO e BRINCADEIRA.

ORIENTADAS PARA PROJETOS

As crianças gostam de fazer coisas.
Podemos ajudá-las a aprender enquanto fazem.

PARCEIROS

Crianças gostam de ensinar umas às outras.
Entre idades, com adultos. É um comportamento social.
Vai além de estudar sozinho para uma prova.

PAIXÃO

A paixão é tão importante!
Um grama de paixão vale tanta educação quanto se possa imaginar.
Crianças com paixão continuarão a aprender.
Crianças interagindo juntas, veem alguém fazendo algo e querem experimentar.
Elas então brincam um pouco. E se acharem interessante pesquisam mais..
Essa é a trilha para aprendizagem.
Não é: "Vai cair na prova?"
"Preciso disso para me formar?"

Educação é o que outras pessoas fazem com você.
E aprendizagem é aquilo que você causa a sim mesmo.

Desobediência acima da adequação às regras.
Você nunca vai receber um Prêmio Nobel por fazer aquilo que te mandam.
Você inventa novas ideias ao questionar autoridade. E pensando por si mesmo."

Obs: texto retirado do vídeo "A diferença entre Educação e Aprendizagem" - Joi Ito, compartilhado por Cláudio De Musacchio (https://www.facebook.com/claudiodemusacchio)




terça-feira, 19 de agosto de 2014

Neuroeducação e aprendizagem




Atualmente, os educadores têm enfrentando muitos desafios em relação à aprendizagem dos alunos: não conseguem ter resultados positivos e realizar uma educação de qualidade, esta afirmação vem sido apresentada em muitas pesquisas sobre a educação em nosso país bem como através dos resultados das avaliações externas. Por isto, os estudos da neurociência têm muito a contribuir para melhorar a prática do educador uma vez que dentro de uma sala de aula encontramos muitas crianças em diferentes estágios, níveis, realidades, dificuldades e diversidades. O educador precisa de uma formação que lhe dê ferramentas para dar conta de toda esta demanda, por isto a neurociência tem muito a contribuir com a a educação:
·         A neurociência trata do cérebro, esta máquina tão complexa e ao mesmo tempo tão fundamental no desenvolvimento cognitivo do ser humano. Segundo o pesquisador Daniel Ansari, “Sem o cérebro, não há aprendizagem nem educação. A educação altera o cérebro, e o próprio cérebro é estruturado para ser capaz de processar as informações e assim ser educado. Os educadores são os diretores da plasticidade neuronal em suas salas de aula. Portanto, é evidente que uma melhor compreensão da função cerebral é informativa para os professores”. Se os professores se apropriarem dos conhecimentos da neurociência, entendendo as funções do cérebro dos seus alunos, serão capazes de criar estratégias que auxiliem na aprendizagem;
·         Através da neurociência, o professor será capaz de avaliar o aluno na sua individualidade, perceber as deficiências de cada um bem como as causas das dificuldades;
·         Uma das “novidades” apresentadas pelo pesquisador Daniel Ansari é a neuroimagem, segundo ele “os métodos de neuroimagem podem ajudar na identificação precoce das deficiências de aprendizagem, bem como na previsão de quem se beneficiaria de determinado tipo de intervenção (neuroprognóstico)”.
·         Os estudos da neurociência mostram de que maneira os estímulos chegam ao cérebro, de como as memórias são consolidadas e como as informações são armazenadas; O cérebro é o órgão mais importante no processo do aprender e estes estudos ajudam o educador a conhecer e compreender cada região cerebral, em que parte realmente acontece a aprendizagem ou, que é responsável pela emoção, atenção e comportamentos;
·         Segundo os estudos da neurociência, a aprendizagem ocorre quando dois ou mais sistemas funcionam de forma interrelacionadas e este é o desafio dos educadores: promover em sala de aula atividades que desenvolvam estes sistemas a fim de facilitar as sinapses (estímulos do ambiente) como por exemplo o uso de jogos e de músicas em sala de aula (sistemas auditivos, visual e tátil); Atividades prazerosas, lúdicas e desafiadoras também fortalecem as sinapses (estímulos externos);
·         Os estudos também mostram que algumas tarefas apresentadas durante a formação do professor são de extrema importância no processo de ensino-aprendizagem como:  a presença de regras para um convívio harmonioso; rotina e objetivos claros e definidos; espaço para o diálogo; uso de materiais diversificados que explorem todos os sentidos; promoção de um espaço agradável; promover tempo de descanso e reflexão após o estudo para ativar a região responsável pela memória (hipocampo); trabalhos individuais e em grupos; trabalhar o mesmo conteúdo de forma diferente; resolver os problemas e conflitos em sala de aula através de diálogo promovendo o educando no papel de agente-responsável pelos seus atos;
·         A neurociência tem auxiliado na compreensão dos transtornos comportamentais e da aprendizagem, pois apresenta subsídios na elaboração de estratégias adequadas para cada caso auxiliando o professor também na compreensão de que seu aluno é um ser único, pensante, atuante e que aprende através de estímulos.
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Ana Paula Scherer da Silva Krupp * - pós-graduanda no curso de Neuroeducação e Educação Especial Inclusiva  pela Capacitar  
- atividade desenvolvida na disciplina de Fundamentos da Neurologia e da Educação

A Lebre, a Tartaruga e a Neurociência!!!


Ana Lúcia Hennemann

Uma das fábulas que merece destaque na literatura infantil é “A lebre e a tartaruga”.
Conta a história que a lebre considerada rápida como o vento, devido a agilidade de suas pernas, ridicularizou a tartaruga pois a mesma tem pernas curtas e caminha vagarosamente. No entanto, a tartaruga propôs um desafio para comprovar a veracidade das palavras proferidas pela lebre: - Que tal uma corrida?
A lebre topou o desafio na hora, pois estava convicta de suas habilidades e nem conseguia perceber nada de relevante nas habilidades da oponente.
No dia combinado, as duas concorrentes apresentaram-se para tal evento. A lebre toda confiante de sua vitória corria alguns percursos e em alguns momentos parava para descansar. No entanto, a não tão habilidosa tartaruga prosseguia de modo contínuo, devagar, mas mostrando persistência e foco no seu objetivo. (A história verdadeira não conta, mas a tartaruga era leitora assídua das publicações da Neurociências em Benefício da Educação e tinha conhecimento que a prática constante leva a perfeição, pois é, ela passou vários dias praticando e aperfeiçoando-se!!!)
E como todos bem sabem, no final a tartaruga tornou-se a vitoriosa da corrida.
Fim!!!
A história nos arremete a muitas metáforas engajadas no esforço pessoal, entretanto numa abordagem da neurociência ela nos faz refletir sobre a questão de dons e construção de habilidades. Quem nos diz que temos ou não habilidades para determinadas atividades?
Existem pessoas sim que tem habilidades extraordinárias, que nasceram para tal coisa, como se diz popularmente: - O cara nasceu para isso!!! Ele tem o dom!!! Mas, a neurociência tem nos mostrado que quanto mais praticamos determinados atos mais habilidosos nos tornamos naquele contexto, talvez não conseguimos chegar a um estado de excelência, mas certamente pode-se chegar a patamares muito elevados.
Aprender significa modificar comportamentos, sejam eles motores, emocionais ou cognitivos. Quanto maior o empenho destinado a aprendizagem de determinada habilidade, mais especialista nos tornamos. Conforme Herculano - Houzel: “a princípio qualquer pessoa pode se tornar excelente naquilo que faz, desde que se dedique, apresente uma motivação constante e muito treino.” 

Portanto, se você conhece alguém que seja muito habilidoso em determinado contexto, saiba que determinação, foco e treino constante podem ser a base de tudo que você precisa construir as mesmas habilidades que tal pessoa. Pois nosso cérebro é plástico, moldável e muda de forma segundo as áreas que mais utilizamos, conforme a atividade mental.