quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Cérebro de criança também necessita de estímulos nas férias...

Ana Lúcia Hennemann*

     No final do ano vem aquela fase do cansaço onde os alunos pedem férias e os professores também precisam deste merecido descanso. Sair com amigos, viajar, passar horas jogando videogame, navegando na internet, assistir filmes, brincando a vontade ou quem sabe simples passeios são atividades que revigoram nosso organismo e nos fazem enfrentar um novo ano letivo com muita disposição.
   Porém, crianças que tiveram dificuldades acadêmicas no ano anterior, ficar totalmente longe de atividades que estimulem o raciocínio lógico, a leitura ou a escrita, faz com que alguns possam esquecer aprendizagens importantes. Por exemplo: uma criança que no final do ano adquiriu a habilidade de leitura, mas durante as férias não exercitou a mesma. Certamente, ao retornar para escola será necessário estimular todas estas habilidades novamente e faz com que a criança apresente dificuldades em relação aos demais colegas.
  De acordo com Guerra (2011, p.134) “alguém aprende quando adquire competência para resolver problemas e realizar tarefas, utilizando-se de atitudes, habilidades e conhecimentos que foram adquiridos ao longo de um processo de ensino-aprendizagem.” Nesse sentido, se o indivíduo ainda não demonstrou facilidade para demonstrar determinados aprendizados é porque ele ainda não o tem consolidado, se faz necessário continuar investindo em atividades que auxiliem naquela aprendizagem.
  Cada escola no início do ano letivo destina um período para relembrar o que aprenderam no ano anterior, lógico que este período é destinado a auxiliar todas as crianças, mas quando o indivíduo também é estimulado de formas prazerosas nas férias, estará fortificando as conexões das aprendizagens anteriores. É visível o desempenho daqueles indivíduos que receberam estímulos durante este período, pois apresentam mais facilidade para a aprendizagem.
  Por isso, sugere-se aos pais e ou familiares que neste período, além de atividades voltadas ao lazer e ao bem estar, também proporcionem pequenos períodos de simples “tarefas” ou brincadeiras que auxiliem na aprendizagem.
   Por exemplo, para estimular a  leitura/escrita:
- Peça auxilio para fazer a lista do supermercado;
- Ler o rótulo de algum produto;
-  Leitura de  livros ou quem sabe 1 capítulo do mesmo.
- Que tal registrar as atividades realizadas no dia, talvez montar um arquivo no computador destinado a estas anotações diárias ou então ter um caderno/agenda destinado para isso;
- Revistas de Caça Palavras são excelentes alternativas...



Para estimular a matemática e de forma bem divertida há atividades e jogos tais como:
-  Can-Can,  Ludo,  Sudoku, entre outros

 


    Para estimular a socialização, criatividade...
- Que tal ir ao teatro? Ou fazer fantoches e brincar em casa? Bonecos de sombra são atividades diferenciadas e podem estimular e muito a criança. Projeção de luz, cores diferenciadas...





   Para crianças que gostam de navegar na internet, há uma grande variedade de sites.  Nestes abaixo há excelentes atividades...







- Sites Educativos - http://www.siteseducativos.com.br/



Fonte Bibliográfica:
COSENZA, Ramon. GUERRA, Leonor. Neurociência e Educação – Porto Alegre: Artmed, 2011.


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* Especialista em Alfabetização/ Educação Inclusiva/ Neuropsicopedagogia.
   Pós-graduanda em Neuroaprendizagem/ Professora em cursos de pós-graduação nas disciplinas voltados às  Neurociências, Neuropsicopedagogia, Educação Inclusiva, Alfabetização.
   Email: ana.hennemann@outlook.com   

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