sábado, 7 de março de 2015

Percepção, atenção e observação...

[...]por muito tempo, as pessoas não se davam conta do quanto não sabiam e quanto já sabiam.
 Hoje por sua vez, já sabem, o quanto não sabem, o que as deixam ansiosas.
Duringan e Moreno(2011)


Já reparou como muita informação circula dia a dia “bem na frente de nossos olhos” e se alguém perguntar o que aconteceu, nem sempre conseguimos ter um feedback do assunto... e fica aquela situação: onde é mesmo que vi isso...
Um dos grandes recursos que temos para armazenar  informações é relacioná-las com outras que possuem algo em comum, por isso na atividade proposta a figura nos arremete a pensar em números, números levam a cálculos, cálculos para serem realizados precisam seguir regras, estruturas lógicas e automaticamente ficamos tentando encontrar qual é a lógica para a resolução do fato.
No entanto a resposta não se encaixa a nenhuma equação matemática, trata-se apenas de nossa percepção...ou seja, que local que estes símbolos aparecem? Ao entrarmos dentro de um carro, bem na frente há a alavanca de câmbio (humm, tá certo, depende também do modelo de carro que a pessoa está habituado a usar...) e mesmo que no dia a dia estamos diante dessa informação nem sempre a percebemos, pois ela é apenas mais uma informação...

Willingham autor do livro Por que os alunos não gostam da escola? Menciona que informações podem ser registradas de maneiras diferentes em nossa memória. Por exemplo: pense numa nota de 10 reais, neste momento, sem olhar para a mesma, você conseguiria descrevê-la detalhadamente? O que você lembra? Do animal que está estampado na mesma? Da cor da nota? Do numeral ou da escrita do número... Muitos, nem sequer visualizaram nenhum detalhe da nota de R$ 10,00, apenas lembram dela como um valor simbólico, pois conforme o autor não podemos armazenar tudo em nossa memória, e talvez nem tenhamos a consciência de escolher o que será e o que não será guardado em nossa memória, pois  se não pensamos muito sobre alguma coisa, provavelmente não queremos pensar nela novamente, assim, não será armazenado. Se pensamos sobre algo, procuramos ter maior conhecimento sobre o assunto, nosso cérebro entende que talvez essa informação é importante e que de alguma forma iremos reutilizá-la no futuro. 

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