sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Seminário Sul Brasileiro de Neuropsicopedagogia

O Rio Grande do Sul, teve seu primeiro Seminário voltado a neuropsicopedagogia, ou seja, o I Seminário Sul-Brasileiro de Neuropsicopedagogia. O mesmo ocorreu na cidade de Santa Cruz do Sul, onde foi idealizado pela gestora da Faculdade Censupeg daquela região, a professora Márcia Gewher.
 Este evento contou com a presença de mais de 300 participantes vindos de 9 estados brasileiros, cujas temáticas abordadas contemplaram indagações provindas por todos aqueles que se interessam pelo universo neuropsicopedagógico... Como é de conhecimento de muitos, a neuropsicopedagogia tem cada vez mais conquistando espaço no território nacional e como se trata de ciência incipiente, se faz necessário que cada vez mais tenhamos espaços de trocas de saberes voltados a esta área, deste modo o I Seminário Sul-Brasileiro de Neuropsicopedagogia contribuiu para a praxis destes profissionais, bem como trouxe maior entendimento para demais profissionais da educação. 
A primeira palestra do dia foi proferida pelo Dr Luiz Antonio Correa, abrangendo o tema: Neuropsicofarmacologia e Educação- A influência da medicação no processo ensino e aprendizagem. Durante a palestra ressaltou-se a importância do conhecimento da atuação dos fármacos no sistema nervoso e como esta interação pode influenciar na aprendizagem. O palestrante também explicou a questão sobre o investimento feito para a fabricação das medicações de modo que elas realmente sejam funcionais e alertou quanto as instruções adequadas que estas medicações devem ser armazenadas e também consumidas.

A segunda palestra, intitulada Epilepsia e Processos de Aprendizagem, proferida pelo Dr. Filipe Bonone, trouxe de modo muito prático e interativo com o público, o entendimento dos diversos tipos de epilepsia e como os profissionais da neuropsicopedagogia podem identificar quando um individuo está tendo uma crise epilética e evitar que a pessoa se machuque, durante aqueles momentos. Também ressaltou algumas causas e quais os tratamentos adequados.

Para trazer uma visão da atuação do neuropsicopedagogo no contexto escolar, o terceiro palestrante, Msc. Fabrício Bruno Cardoso ressaltou: O olhar neuropsicopedagógico na escola: perspectivas da atuação no contexto institucional. Contribuindo com sua expertise em atuação no Laboratório de Inovações Educacionais e Estudos Neuropsicopedagógicos da FSF/ Grupo CENSUPEG., o palestrante mostrou várias práticas que o neuropsicopedagogo pode incluir em suas atividades, bem como indicações de diversos estudos de pesquisa voltados à aprendizagem.

A quarta palestrante, Esp Ana Lúcia Hennemann (que casualmente sou eu, rs) apresentou o tema: Retomando o Perfil Profissiográfico do Neuropsicopedagogo a partir da conquista do CBO. Inicialmente foi trazido para conhecimento de todos toda uma contextualização histórica da neuropsicopedagogia, de modo a que todos viessem entender como chegamos a profissionalização do neuropsicopedagogo, que em 2019 passa a ter oficialmente 2 códigos de ocupação na CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), conquistas estas provindas através da Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia.

 O quinto e último palestrante do evento foi o PhD Edson Quagliotto, cujo tema: Identificando transtornos da aprendizagem -A visão neuropsicopedagógica. Inicialmente foi trazido questões relativas ao neurodesenvolvimento da criança, o que é esperado de uma criança típica, para então se fazer a abordagem do que vem a ser um transtorno de aprendizagem e como o neuropsicopedagogo pode ter subsídios de identificação precoce de modo a intervir o quanto antes...

Para aqueles que não puderam se fazer presentes, só posso mencionar que vão ter que esperar os próximos eventos, mas este, foi sem dúvida o primeiro de muitos que virão a acontecer aqui no Rio Grande do Sul....