E quando você se percebe está imitando trejeitos daquelas
pessoas mais próximas, seja numa expressão verbal, seja numa postura
corporal...mas isso faz sentido, pois escolhemos pessoas para fazer parte de
nosso “anel interno” e vamos nos apropriando de certas particularidades das mesmas...
Segundo o modelo criado por Robin Dunbar* para representar o
alcance dos relacionamentos de um indivíduo, o círculo de amigos mais íntimos
(com três, quatro ou, no máximo, cinco pessoas) forma o anel interno.
Sentimo-nos emocionalmente muito próximos desses amigos, com os quais também
compartilhamos interesses, valores e pontos de vista comuns.
Na crise, eles ajudam
e nos aconselham em situações pessoais, emocionais ou financeiras. Mantemos
contato com esse "grupo de apoio" pelo menos uma vez por semana. De
acordo com as últimas pesquisas apontadas por Dunbar, existem diferenciações
entre amizades dos homens e das mulheres, pois "Elas mantém as amizades apenas conversando com as amigas.
Os homens precisam fazer alguma coisa juntos para se manterem em
contato"....Tá certo, eis aí a desculpa perfeita para os homens saírem de
casa e saírem com seus amigos, pois , homens que mantêm grupos sociais são mais
saudáveis e recuperam-se de doenças mais rapidamente.
Mas as pesquisa de Dunbar elencam outros dados importantes.
Além deste anel inicial, há um segundo
grupo(círculo) de amizades que é composto de 12 a 20 pessoas, com ligação mais tênue. A relação com eles não é
tão forte emocionalmente, mas se mantém por simpatia e interesse. O nível
hierárquico mais externo corresponde ao que costumamos chamar de "círculo
de conhecidos".
O próximo círculo comporta aproximadamente 30 a 50 pessoas e
a ligação com eles é claramente mais solta. No entanto, existe um contato
regular com essas pessoas, mesmo que em períodos mais espaçados. Nas sociedades
de caçadores e coletores tradicionais, o terceiro anel corresponderia a um clã,
segundo Dunbar. Mas, nossos círculos de amizades não param por aí, ele inclui
ainda pelo menos mais dois outros círculos com contatos ainda mais frouxos. Paralelamente
aos seus estudos, Dunbar deparou com uma conexão espantosa: de um anel para
outro, o círculo de conhecidos aumenta quase sempre três vezes.
Fonte: - The
Guardian e http://www.upi.com/blog/2013/10/21/Report-Men-need-to-see-their-friends-twice-a-week-for-health-reasons/5341382374912/
Robin Dunbar* - chefe do Neuroscience Grupo Social e
Evolutionary Research no Departamento de Psicologia Experimental da
Universidade de Oxford e é mais conhecido por formular o número de Dunbar , uma medida da "limite cognitivo com o
número de pessoas com as quais qualquer pessoa pode manter relações
estáveis".
