RESUMO:
A
formação de professores tem se mantido como tema de estudo e de reflexão, isto
demonstra que se trata de uma permanente inquietação de diferentes segmentos: gestores,
formadores, estudantes, dentre outros. Por que preocupar-se com a formação do
professor? O professor formado adequadamente desenvolve a docência de maneira
diferenciada, com qualidade e voltada para o estudante. O objetivo deste texto
é demonstrar como a neurociência contribui para o bom desempenho do trabalho do
professor e como pode ser uma importante aliada para melhorar processos de
ensino e aprendizagem. Trata-se de uma abordagem teórica com base em autores
contemporâneos que pesquisam o assunto. Ao longo do corpo do texto procura-se
explicitar elementos que deem visibilidade às descobertas científicas da
neurociência e como a interface com a área da educação pode auxiliar na prática
pedagógica.
Palavras-chave:
Aprendizagem. Neurociência. Formação de professores.
Sobre
a problemática do texto
A pergunta “como funciona o cérebro?”, que há muitos anos o
homem vem se fazendo começa a ser respondida com o auxílio de novos
equipamentos científicos e da revolução biológica e hoje agrega conhecimentos
que já se constituem em suportes importantes para o desenvolvimento do trabalho
do professor[2].
Sabemos que tudo isso é bastante recente e novo, gerando insegurança e relativa
ausência de confiança na área, porém não se pode ignorar estes progressos e
agir de maneira indiferente ao que está acontecendo no cenário contemporâneo.
A
neurociência cognitiva tem uma história recente, datando dos primeiros anos da
década de setenta do século passado o aparecimento do termo “neurociência
cognitiva”. Como se trata de uma área bastante nova, circula muitas informações
sobre ela. Como algumas são de pouca cientificidade provocam desconfiança, por
não possuírem fundamento verdadeiro acabam por se constituir em mitos
(neuromitos) e distorcer seu real entendimento e contribuição.
Nosso objetivo não é fazer uma dissecação de conceitos[3]
da biologia, neurologia, neurociência, etc., mas argumentar para mostrar que o
seu conhecimento, por parte dos educadores, pode auxiliar na interação com os
estudantes e no processo de ensino e aprendizagem. Alguns conceitos abordados
no texto, talvez, muitos educadores, pouco se perguntaram sobre eles,
especialmente sobre sua relação com o que fazem diariamente com seus alunos nas
salas de aula, o que não nos autoriza a responsabilizá-los pela pouca
importância dada a estes conhecimentos. O fato concreto é que os cursos de
formação de professores, em sua grande maioria, passa à margem desta questão. Apesar
disso pensamos que seja importante desenvolvermos esta reflexão em torno deles
para que os tragamos ao debate e assim oportunizaremos, quem sabe, para muitos
educadores, uma primeira conversa sobre o assunto.
Algumas
provocações
Algumas provocações iniciais dão a dimensão do desafio que o
professor tem para manter-se em sintonia com seu tempo: a inteligência é
hereditária? Qual o papel da memória na aprendizagem? Por que lembramos de
algumas coisas e esquecemos de outras? Qual dos sentidos interfere mais no
aprendizado? Podemos aprender muitas coisas ao mesmo tempo? Aprendemos todos do mesmo jeito ou de jeitos
diferentes? Por que alguns aprendem com facilidade o que outros, mesmo com
muito esforço, não conseguirão? Qual o preparo (formação) do professor para
responder, com segurança, a estes questionamentos? Poderíamos nos estender e construir
um texto somente de perguntas, mas lançamos mão de algumas para contextualizar
o que vamos dizer a respeito do conhecimento da neurociência e sua implicação
no trabalho do professor, na prática pedagógica.
Cotidianamente na sala de aula nos deparamos com situações de
falta de atenção, pouca assimilação, ausência de compreensão, dificuldades de
aprendizagem e nos angustiamos porque não sabemos como encontrar alternativas
para tais problemas. Acabamos por dividir nossa angústia no diálogo com colegas
de profissão ou lamentando e responsabilizando a criança e o adolescente por
ter “pouca vontade”, “não esforçar-se o suficiente”, “ser desinteressado”, etc.
Somos desconhecedores de qual solução apontar, pois, nosso processo de formação
não contemplou saberes maiores a este respeito. Acabamos por nos conformar
diante da barreira encontrada ou buscar alguma “metodologia”, que, quem sabe,
vá poder suprir esta lacuna. Mas o que podemos perceber é que estas atitudes
acabam contribuindo muito pouco. Como resolver de maneira contundente tal
dilema?
Recorrendo às Ciências Cognitivas, à Neurociência, pois elas
serão a solução definitiva? Em parte isto é verdadeiro. Elas podem contribuir
ao nos estender conhecimentos que permitem uma visão maior e mais profunda sobre
a mente humana, mas a transposição desses saberes para a prática pedagógica é
de nossa responsabilidade como educadores. De que maneira?
Instrumentalizando-nos dos conhecimentos que estas ciências (mais
especificamente a Neurociência) nos alcançam e associando-os a nossos saberes
pedagógicos para entender melhor como a cabeça “funciona”, como o cérebro
aprende.
Para
Metring (2011, p. 13) os neurocientistas
[...] não estão preocupados em formular
receitas, seja para a área educacional, organizacional, médica ou qualquer
outra. Estão sim preocupados em descobrir, dia após dia, coisas maravilhosas
sobre a organização neuronal do ser humano e as disponibilizar para quem queira
utilizar seus achados, mas o trabalho de articulação (no nosso caso, os processos
de ensino e aprendizagem) precisam ocorrer a partir das necessidades dessas
áreas e por profissionais dessas áreas.
A
proposição de fazer com que os profissionais da educação possam estudar e
conhecer os avanços da Neurociência para utilizá-los em suas práticas não vai
representar uma extraordinária revolução no processo pedagógico, mas vai
conscientizar o educador do quanto estes conhecimentos são úteis para quem
educa as gerações do século XXI.
Cosenza (2011, p. 142) alerta a respeito do
uso destes conhecimentos para que não caiamos em soluções simplistas. “Embora
muitas vezes se observe certa euforia em relação às contribuições das
neurociências para a educação, é importante esclarecer que elas não propõem uma
nova pedagogia nem prometem soluções definitivas para as dificuldades da
aprendizagem.” Representam uma reorientação de direção e um acréscimo para
romper com os conceitos conservadores historicamente cultivados sobre o
aprender e ensinar. Significará uma aproximação maior do educador com os estudantes,
inclusive maior sintonia entre gerações[4]
que experimentaram e experimentam o mundo de maneiras diferentes em contextos
diferentes, com implicações de organização mental específica em cada
circunstância vivida por cada um.
Os
conhecimentos da Neurociência
Não temos a pretensão e nem somos ingênuos para acreditar em
soluções mágicas e definitivas, no entanto os conhecimentos advindos na
neurociência cognitiva auxiliam na construção e na definição de propostas de
intervenção pedagógica mais eficazes, especialmente para pessoas que possuem
doenças no cérebro ou distúrbios de comportamento e aprendizagem. É um passo
gigantesco na direção da inclusão, não só por possibilitar atendimento
específico e especializado, como também melhorara qualidade de vida das
pessoas. Não somente quem apresenta alguma doença ou distúrbio pode se
beneficiar ao ser auxiliado por um professor que detenha tais conhecimentos, os
estudantes considerados “normais” também serão beneficiados pelas estratégias
didáticas, formas diferenciadas de abordar o conhecimento e visão de
singularidade de um mestre conhecedor do assunto. Com um maior conhecimento
sobre como o cérebro funciona e como as pessoas aprendem o professor vai ter
mais clareza e lucidez sobre a forma mais adequada para auxiliar os estudantes.
Isto permite a ele desenvolver um [...] ensino bem sucedido provocando
alteração na taxa de conexão sináptica que afeta a função cerebral. Por certo,
isto também depende da natureza do currículo, da capacidade do professor, do método
de ensino, do contexto da sala de aula e da família e comunidade.”(BARTOSZECK,
2011, p. 3). Cosenza (2011) corrobora com o autor citado ao afirmar que o saber
como o cérebro aprende não é suficiente para a realização da mágica do ensinar
e do aprender”, assim como os conhecimentos dos princípios biológicos básicos não é suficiente para que
o médico exerça uma boa medicina. Quando tratamos da aprendizagem existem
alguns princípios e padrões comuns que podem ser adequados para todos
(universais), mas existem também situações que são específicas (individuais,
resultantes da experiência vivida por cada um) e que, portanto, o professor
precisa conhecer para poder relativizar ou tratar de maneira diferenciada.
A possibilidade que o cérebro humano tem de se recompor e
revitalizar (neuroplasticidade) abre outras oportunidades na educação: a
criança e o adolescente ainda não aprenderam, mas poderão aprender. Há sempre
novas portas e possibilidades se abrindo. Esta concepção dinâmica do cérebro
reposiciona a postura e o trabalho do professor porque nada é definitivo,
podendo-se chegar a resultados cada vez melhores a partir de ambientes, “metodologias”
e “didáticas” diferentes.
Para os profissionais do ensino, isso é de
fundamental importância, pois a existência do cérebro é um acontecimento
maravilhoso, que tem por função aprender a mudar o meio ou adaptar-se a ele em
tempo curto, e, para tanto, só é preciso que ocorra alguma aprendizagem. Não é
fantástico? O aprendizado é uma arma poderosa na luta pela sobrevivência e é
uma característica inata do cérebro. Então, porque algumas crianças não
aprendem, se é uma característica inata do cérebro aprender? Pensemos nisso
(METRING, 2011, p. 56).
Assim como a natureza foi dotando o cérebro de maior tamanho
e potencialidades, conforme os ambientes humanos e sociais foram se
complexificando provocaram a expansão da rede neural (novas conexões) que gerou
novas aprendizagens, novos entendimentos numa cadeia em espiral irreversível. É
assim que a mente humana foi se constituindo e não há como entender como ela se
organiza com uma visão tradicional de inteligência. O educador precisa conhecer
e reposicionar-se frente aos novos estudos e descobertas a respeito da mente e
da inteligência humana. Só assim ele vai conseguir desenvolver seu trabalho na
perspectiva de atender às individualidades e atingir o maior número possível de
educandos.
O
professor e a prática pedagógica
Para entender o quanto é importante reorientarmos nosso
entendimento sobre a mente humana devemos olhar para a complexidade do mundo
presente e compararmos com o que tínhamos há cinquenta anos passados. Que tipo
de mente era necessária naquele período para interagir com o meio, enfrentar
problemas cotidiano, relacionar-se com as pessoas, adquirir informações para
sobreviver, e de qual precisamos hoje para realizar as mesmas atividades? É
possível situarmo-nos no mundo e viver hoje com os conceitos de quatro ou cinco
séculos passados, concebendo ainda a mente humana como única estrutura e com
uma visão tradicional da inteligência (“paleolítico digital”)? Cada momento que
passa aprendemos mais sobre a evolução humana e o funcionamento do cérebro,
fruto da revolução científica de diferentes área da biologia, da fisiologia,
neurologia ...
Muitas das descobertas científicas recentes sobre a mente
humana chocam-se com muitas as práticas pedagógicas tradicionais que vêm sendo
desenvolvidas há anos e que não levam em consideração como o cérebro evoluiu e
como está organizado nos seres humanos. Não há duas pessoas com o mesmo perfil,
para tanto se deve procurar conhecer o
estilo de aprendizagem de cada sujeito para criar modelos pedagógicos que
permitam que cada um aprenda mais e melhor do seu jeito. Não conseguiremos, de
um momento para outro, romper com uma longa tradição centrada em ensinar e
avaliar de uma única maneira, de forma padronizada. O que alimenta nossa
esperança é que pela primeira vez em toda história da humanidade temos
conhecimentos que nos permitem entender e demonstrar que isso é possível e
produz resultados mais palpáveis e melhores na aprendizagem. Não se trata de um
conhecimento que sirva somente para compreendermos e estudarmos as crianças com
perfis irregulares (como num primeiro momento se pensou em função dos casos
analisados e estudados), mas para todas.
Com
o avanço da Neurociência determinados procedimentos e acontecimentos
pedagógicos não mais serão vistos da forma: “eu acho que meu aluno aprende melhor seu eu fizer desse jeito do que daquele”. Passa-se a ter dados objetivos
para afirmar que x funciona melhor que y no que se refere aos métodos de
ensino, portanto surge a demonstração de quais estratégias de ensino podem ser
usadas com melhores resultados.
Passa a ser possível ensinarmos o que é importante de ser
aprendido de maneiras diferentes, utilizando linguagens diferentes, a arte, o
humor, a imagem, o desenho, contando histórias para criarmos as condições para
que mais sujeitos consigam aprender. Quantos mais conseguirem aprender maiores
serão as possibilidades de converterem isso para outras linguagens e para o
meio onde vivem, reestruturando outras
redes neurais (oportunizando novas sinapses[5])
e quanto maior for a ativação de novas redes neurais maior será seu
entendimento sobre a vida e as coisas.
Como ignorar o que ocorreu com o cérebro humano quando nosso
trabalho envolve esta evolução e seus progressos, quando ele é afetado
diretamente por eles? Por exemplo: crianças que não aprendem, que apresentam
dislexia[6],
de posse das imagens de seu cérebro torna-se possível tratá-las e também orientar
educadores sobre como agir para explorar o potencial intelectual não
comprometido do cérebro ou como obter resultados por meio da intervenção
adequada a partir do conhecimento das características desta criança ou
adolescente.
Outro exemplo e campo onde a neurociência pode auxiliar é o que
diz respeito às transformações provocadas pela revolução digital na mente
humana que tem impacto profundo na educação, pois as redes neurais formadas
como resultado do uso das novas tecnologias possibilitam mensagens instantâneas
e multitarefas, o que dificulta a atenção ao foco e ao que deve ser aprendido. O digital passa a ser um “competidor” com as
atividades de estudo da escola. Como criar mecanismos para resgatar a atenção e
concentração no que deve ser aprendido? É neste momento que deverá aparecer a
criatividade e a arte do professor.
O aprendizado contínuo durante uma vida inteira e com
instrumentos cada vez mais sofisticados diferencia as novas gerações de outras
anteriores, das quais, algumas nem sequer tinham educação institucionalizada. O
cérebro humano aprendeu rapidamente isso desenvolvendo a capacidade de adquirir
permanentemente novas informações que geram uma dinâmica interna de ciclo
contínuo de expansão e ativação de novas sinapses, deixando-o cada vez mais
ativo num processo de permanente retroalimentação, o que alguns estudiosos
denominam de neuroplasticidade do cérebro.
Ao conhecer o funcionamento do sistema
nervoso, os profissionais da educação podem desenvolver melhor seu trabalho,
fundamentar e melhorar sua prática diária, com reflexos no desempenho e na
evolução dos alunos. Podem intervir de maneira mais efetiva nos processos de
ensinar e aprender, sabendo que esse conhecimento precisa ser criticamente
avaliado antes de ser aplicado de forma eficiente no cotidiano escolar. Os
conhecimentos agregados pelas neurociências podem contribuir para um avanço na
educação, em busca de melhor qualidade e resultados mais eficientes para a
qualidade de vida do indivíduo e da sociedade. (COSENZA, 2011, p. 145).
Há
muito por vir no que diz respeito ao conhecimento sobre o cérebro humano, há
muitos questionamentos em aberto ainda, quem sabe o que virá no futuro poderá
até desconstruir muitas das “verdades” de hoje, isto não nos autoriza a ignorar
sua importância para quem quer trabalhar como professor. Sem este conhecimento
nossa prática poderá se tornar ainda mais pobre e enclausurada. Como as
possibilidades da genética e da biologia ainda são limitadas (apesar do uso de
substâncias e medicamentos), quem sabe a grande alternativa seja mudar as
condições e o ambiente da aprendizagem.
REFERÊNCIAS
BARTOSZECK, Amauri. Neurociência na educação. Disponível em: www.sitedaescola.com Acessado em 15/02/2012.
COSENZA, Ramon e GUERRA, Leonor. Neurociência e educação:
como o cérebro aprende. Porto Alegre: Artmed, 2011.
FIORI, Nicole. As neurociências cognitivas. Petrópolis/RJ: Vozes, 2008.
GAZZANIGA, Michael (Org.). Neurociência cognitiva: a biologia da mente. Porto Alegre: Artmed, 2006.
MAIA, Heber (Org.) Neuroeducação e ações pedagógicas. Rio de Janeiro: Wak, 2011, vol. 4.
METRING, Roberte. Neuropsicologia e aprendizagem: fundamentos necessários para planejamento do ensino. Rio de Janeiro: Wak, 2011.
RELVAS, Marta Pires. Neurociência e transtornos de aprendizagem: as múltiplas eficiências para uma educação inclusiva. Rio de Janeiro: Wak, 2007.
TIMM, Maria Isabel; et al. Emergência da Neuroeducação: a hora e a vez da neurociência para agregar valor à pesquisa educacional. Ciências & Cognição, 2010, Vol 15 (1), p. 199-210. Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org. Acessado em 14/02/2012.
[1] Professor da URI –Campus de
Erechim. Doutor em Educação – UFRGS. Integrante do Grupo de Pesquisa Ética e
Educação. narnaldo@uri.com.br
[2] Alguns estudiosos falam de uma
nova área denominada de neuroeducação, que seria responsável por agregar
conhecimentos de diferentes áreas (neurologia, neuroanatomia, neucrociência,
psicologia cognitiva...) com o objetivo de fazer uso destes conhecimentos para potencializar as capacidades de cada estudante.
Auxiliaria para entender as dificuldades de aprendizagem, como o cérebro
funciona, como os circuitos neurais ocorrem, etc. e sua implicação na
aprendizagem. Para estes estudiosos “[...] a próxima geração de educadores,
obrigatoriamente, precisará levar em conta o conhecimento gerado por pesquisas
das Neurociências, ao planejar e desenvolver seus projetos de ensino e
aprendizagem.” (TIMM, 2010, p. 2).
[3] Neste texto, inclusive, não
faremos distinções conceituais entre cérebro, mente, inteligência. Utilizaremos
estas expressões como similares para designar o cognitivo humano.
[4]
Hoje falamos de geração
como um intervalo de tempo bastante curto se comparado com outros períodos da
história da humanidade. Alguns estudiosos da área consideram geração o
intervalo de tempo menor de uma década, o que era impensável no século XIX, por
exemplo.
[5] Localização nos neurônios onde
entram em contato com outros neurônios para transmitir informações.
(GAZAANICAGA, 2006). É um espaço entre
dois neurônios, por onde se comunicam, ou seja, por onde ocorre a transmissão
de informações por meio de elementos químicos chamados neurotransmissores
(METRING, 2011). Locais que regulam a passagem de informações no sistema
nervoso. (COSENZA, 2011).
[6] “A dislexia é um distúrbio
neurobiológico caracterizado pela dificuldade no reconhecimento preciso ou
fluente das palavras, com dificuldade de soletrar e recodificar os sinais
gráficos em sons. O problema resulta de uma deficiência do componente
fonológico da linguagem, que geralmente contrasta com as demais habilidades
cognitivas do indivíduo que tem inteligência normal.” (COSENZA, 2011, p. 105).




