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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Índice de Autismo está crescendo nos EUA


 Ana Lúcia Hennemann-Abril/2012
Novos dados indicam que 1 em cada 88 crianças norte-americanas tinham autismo ou perturbações do espectro do autismo em 2008, em 2006 este índice era de 1 em 110 crianças e em 2002 1 em 150 crianças.
Embora isso seja uma tendência preocupante, as razões para a crescente prevalência do autismo permanecem desconhecidas. O Centro para Controle e Prevenção de Doenças(CDC), em Atlante, divulgou  números mais recentes do autismo em 30 de março deste ano.
Pesquisadores do CDC usaram os registros de saúde, registros educacionais ou ambos para identificar as crianças com transtorno do espectro do autismo em 14 estados. Mais de 38.000 crianças foram consultadas.
“Esse aumento tão grande nos transtornos do espectro do autismo em tão pouco tempo parece um pouco estranho e há muita controvérsia nesses dados” diz o psiquiatra Fred Volkmar do Centro de Estudos da Criança Yale.
Para alguns, esses dados provém de diferentes práticas de diagnóstico e de manutenção de registros entre os estados e distritos escolares. Volkmar diz “ Crianças com problemas de aprendizagem diferentes, por vezes, acabam sendo rotulados com perturbações do espectro do autismo para receber serviços de educação especial”.
Taxas de desordens do espectro autista flutuou acentuadamente a partir de um estado para outro, segundo os relatórios do CDC. Prevalência variou em 21,2 casos para cada 1.000 crianças em Utah, para 4,8 casos para cada 1.000 crianças no Alabama.
Em geral, 1 em 54 meninos, contra 1 em 252 meninas, tinha perturbações do espectro do autismo. A diferença entre os sexos também varia significamente entre os estados.
Dados do CDC mostram que aumentos das taxas de autismo são mais percebidas entre crianças negras e hispânicas.
No Brasil ainda se desconhece o número de autistas. O país não tem uma pesquisa de prevalência para saber qual a taxa de incidência do distúrbio na população. O dado numérico é considerado o primeiro passo para normatizar uma política pública de atendimento aos autistas.
Segundo a presidente da ONG Autismo & Realidade, Paula Balducci de Oliveira, o Brasil adota números do autismo dos Estados Unidos. ”Pelas características dos países e pela pesquisa lá ser bem séria, adotamos esse número” – afirma. Estimativas da ONU dão conta de que seriam 70 milhões de autistas em todo o mundo.
Fontes de consulta:
  

domingo, 22 de abril de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

Compreender o Estudante com Síndrome de Asperger - Orientações para Professores

Por Paula Teles
       As crianças com Síndrome de Asperger (SA) representam um desafio ao meio educativo. São vistas como excêntricas e peculiares pelos colegas de turma, e a sua falta de aptidão social faz com que, muitas vezes, sejam motivo de gozações. 
     A sua descoordenação motora e o interesse obsessivo por temas peculiares podem ser mais uma desvantagem a acrescentar à sua aparência “estranha”. 
      As crianças com SA têm dificuldade em compreender as relações interpessoais e as regras de convenção social, são ingenuas e têm dificuldade em entender questões de senso comum. O fato de se mostrarem inflexíveis e muitas vezes inábeis a lidar com as mudanças, faz com que, frequentemente, se sintam ansiosas e emocionalmente vulneráveis. 
      Têm uma inteligência média, ou superior à média, e uma excelente capacidade de memória. A sua singularidade intelectual associada aos interesses obsessivos, podem trazer-lhes grandes sucessos na vida profissional. 
       A SA é considerada uma disfunção ao nível mais ligeiro do espectro da perturbação autista. Comparando os indivíduos dentro deste contínuo, Van Krevelen (cit. in Wing, 1991) refere que, na forma mais severa, se encontram crianças que “vivem no seu próprio mundo”, enquanto que na forma mais discreta “vivem no nosso mundo, mas à sua maneira”. 
     Nem todas as crianças com SA são iguais. Da mesma forma que cada criança com SA tem a sua própria personalidade, também as características mais “típicas” desta síndrome se manifestam de um modo específico em cada uma. Não existem receitas exatas prontas a serem usadas na sala de aula para todas as crianças com SA. 
         Apresentamos sete características da SA, acompanhadas por sugestões e estratégias a usar na sala de aula (as intervenções são exemplificadas a partir da experiência do autor como professor na University of Michigan Medical Center Child and Adolescent Psychiatric Hospital School). Estas sugestões têm um sentido lato e devem ser ajustadas às necessidades individuais de cada criança.
  Se você está interessado em saber mais... leia o artigo na íntegra na página 14 do seguinte link: http://www.madeira-edu.pt/Portals/7/pdf/revista_diversidades/revistadiversidades_15.pdf