A coletânea Tornar a educação inclusiva, resultado da parceria entre a UNESCO e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), procura aprofundar a discussão sobre o conceito e as práticas da educação inclusiva, agregando a contribuições de pesquisadores brasileiros às reflexões de especialistas internacionais nesse campo. Em um país tão diverso e complexo como o Brasil, a educação não pode representar mais um mecanismo para excluir as pessoas cujas necessidades de aprendizagem exigem uma atenção especial. Na educação para todos, é inaceitável que se qualifique “todos”.
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quinta-feira, 24 de maio de 2012
Tornar a Educação Inclusiva
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
Brincar para Todos
Brincar para todos é um material disponibilizado pelo MEC destinado a educadores(as) e pais com orientações para a utilização de brinquedos e atividades lúdicas, alertando para a importância de cada brinquedo na promoção do desenvolvimento infantil. O livro constitui uma possibilidade de eliminar as barreiras que impedem o acesso ao conhecimento, uma vez que para as pessoas com necessidades educacionais especiais a falta de acessibilidade se traduz em fonte de discriminação e perda de oportunidades.
Assim, com a difusão deste material, o Governo Federal colabora com os estados e municípios na implementação da política de inclusão escolar e social de todos(as) os alunos(as).
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
Caminhos da Inclusão
Ter uma visão geral da Educação Inclusiva é uma das propostas na elaboração da cartilha "Caminhos da Inclusão" organizada pela Faculdade Estácio de Sá. Nela encontramos noções de materiais a serem utilizados dentro de diferentes contextos inclusivos...
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Novo Hamburgo - RS, Brasil
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Cegos britânicos recuperam visão após implante de chips
Por Folha.com
Imagem: BBC BRASIL
Dois britânicos que eram completamente cegos por muitos anos tiveram a visão parcialmente recuperada após terem se submetido a uma cirurgia pioneira.
Eles tiveram chips eletrônicos instalados na parte de trás de suas retinas, o que permitiu que eles pudessem enxergar a luz e o contorno de algumas formas.
Os chips eletrônicos contêm pixels fotossensíveis que enviam sinais para o nervo ótico e, em seguida, para o cérebro.
Um dos que se submeteram à cirurgia pioneira foi o músico Robin Millar, que disse que agora é capaz de "sonhar em cores".
Se quiser assistir o vídeo da reportagem acesse:http://folha.com/no1085454
Fonte de consulta: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1085454-cegos-britanicos-recuperam-visao-apos-implante-de-chips.shtml
Fonte de consulta: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1085454-cegos-britanicos-recuperam-visao-apos-implante-de-chips.shtml
domingo, 6 de maio de 2012
SUPERANDO BARREIRAS PARA INTERAGIR COM OS DEFICIENTES VISUAIS
Ana Lúcia Hennemann - Maio/2012
Fonte imagem: http://colormehouse.wordpress.com/page/6/
Refletir
sobre a educação de um aluno cego na escola regular nos faz pensar de que forma
isso pode acontecer. Muitas são as barreiras a serem superadas para que o
início da aprendizagem propriamente dita ocorra, entretanto uma das barreiras
iniciais se encontra “instaladas” em nós educadores. O que fazer? Como o fazer?
De que maneira fazer?
Confesso que
antes de estudar sobre a “Deficiência
Visual”, tinha uma vaga ideia de que os alunos com tais necessidades pudessem
aprender através do Braille, porém existe uma diferença entre saber e o saber
fazer. O manuseio do material da escrita Braile me proporcionou saberes
diferenciados, serviram de “válvula de conhecimento”, iniciação a prática do
saber fazer. Removeram barreiras do medo, pois me deram segurança de que se por
ventura eu tiver a oportunidade de interagir com um aluno com deficiência
visual possa assim ter perspectivas de contribuir com um ótimo trabalho.
Também por
outro lado, percebo a importância de identificar em nossos educandos problemas
visuais e dessa forma encaminhá-los ao oftalmologista como medida de prevenção.
Por isso se faz necessário conceituar o que é Deficiência Visual.
Segundo
Santos (2008, p.127) em estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde,
O termo deficiência
visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual,
em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico
e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da resposta pode ser
leve, moderada, severa, profunda ou ausência total da resposta visual.
Entretanto
se faz necessário ter conhecimento a respeito da acuidade visual, pois segundo
a Wikipédia:
Acuidade visual (AV) é
uma característica do olho de reconhecer dois pontos muito próximos. Vários
fatores especificam a esta acuidade, em especial, a distância entre os
foto-receptores na retina e também da precisão da refração.Ela é determinada
pela menor imagem retiniana percebida pelo indivíduo. Sua medida é dada pela
relação entre o tamanho do menor objeto (optotipo) visualizado e a distância
entre observador e objeto. A diminuição da acuidade visual causa importante
déficit (défice) funcional e considerável morbidade a seus portadores. Seu
reconhecimento é importante, pois na maior parte das vezes tal deficiência pode
ser corrigida com terapêutica adequada. A acuidade visual pode ser medida
através de escalas optótipos.(WIKIPÉDIA, 2011)
Existem
testes de acuidade visual[1]
que podem ser realizados por qualquer indivíduo, sendo que educadores podem
utilizá-los como medida de prevenção para identificar possíveis problemas
visuais e desta forma encaminhar o educando para o atendimento especializado,
ou seja, o oftalmologista.
O Sistema
Braille é um sistema que tem como objetivo suprir boa parte das limitações das
pessoas que apresentam deficiência visual, a escrita desse sistema é feita em
auto-relevo, facilitando a leitura tátil. Conforme Santos (2008) o Braille é
muito importante para os deficientes visuais não só pelo processo de
alfabetização em si, mas também por ele ser um meio de que estes indivíduos possam
expressar suas sensações, sentimentos e sonhos. Conforme definição da mesma
autora,
O Braille é constituído
de combinações de pontos em alto relevo, sendo que, cada combinação corresponde
a um caractere diferente formando, ao todo, 63 sinais, dentre os quais são
encontradas letras, números, sinais de pontuação, símbolos matemáticos, notas
musicais, etc.(SANTOS, 2008, p. 163)
Como forma
de contemplar o aprendizado matemático dos indivíduos com deficiência visual, o
Sorobã serve de instrumento indispensável para que tal objetivo seja atingido.
Entretanto ele não executa as operações matemáticas, mas sim é um meio que
proporciona a realização das mesmas. O sorobã na verdade é um ábaco de origem
japonesa que foi adaptado por Joaquim Lima de Moraes, onde Florência (2008)
comenta toda a trajetória deste professor a fim de adaptar o sorobã para o uso
dos deficientes visuais,
O primeiro brasileiro a se preocupar com as ferramentas de que os
cegos dispunham para efetuar cálculos em nosso país foi o professor Joaquim
Lima de Moraes. Uma miopia fez com que ele interrompesse seu curso ginasial e
após 25 anos, em 1947, matriculou-se na Associação Pró-Biblioteca e
Alfabetização para aprender o Sistema Braille. Por ser a matemática uma de suas
matérias prediletas, após aprender o Sistema Braille, voltou sua atenção para o
modo de calcular dos cegos. Na época, existia disponível o cubarítmo[2], a
chapa a e a prancheta Taylor. As dificuldades observadas por Moraes para
os cegos operarem esses instrumentos foram impulsionadoras de sua busca por um
aparelho que tornasse essa atividade mais ágil e prazerosa. Em suas pesquisas por um aparelho de custo
acessível e que trouxesse facilidade e mais rapidez para a realização de
cálculos por pessoas cegas, Moraes soube da existência do sorobã ou ábaco
japonês. Em seus primeiros contatos com esse contador mecânico, ele percebeu a
leveza e a mobilidade das contas nos eixos, constatando que seria difícil para
uma pessoa cega manipular as contas que deslizariam a um simples toque dos dedos.
Este primeiro obstáculo foi um incentivo para o aprofundamento de seus estudos.
[...] O ano de 1949 foi decisivo para as adaptações do sorobã para pessoas
cegas e de baixa visão. Em janeiro daquele ano, Moraes recebeu os três
primeiros sorobãs adaptados e em julho, juntamente com seu aluno e amigo José
Valesin, procedeu à modificação consagrada, que consistiu na introdução da
borracha compressora, a qual resolveu a dificuldade dos cegos em manipular esse
aparelho. A inserção da borracha permitiu finalmente que os cegos pudessem
empurrar as contas com mais segurança e autonomia para representar os valores
numéricos conforme as operações a serem efetuadas.(FLORENCIO, 2008, p.25)
No atual
contexto educacional brasileiro se faz necessário uma adaptação curricular
voltado a melhoria do atendimento aos educando com deficiência visual. Muitas
já foram as conquistas a esse respeito, o sistema Braille, o Sorobã...
Entretanto a deficiência visual nos mostra que dispomos de inteligências
múltiplas que muitas vezes não são
utilizadas, e que precisamos estar preparados para todas as formas de
aprendizagens.
Se os
educadores não estiverem buscando melhor qualificação no atendimento aos educandos com necessidades especiais de nada
irá adiantar o esforço realizado por estes indivíduos. Se faz necessário uma
busca contínua e progressiva no sentido de melhorias curriculares, novas formas
de perceber o ambiente escolar. A escola hoje projetada para os videntes
necessita de novas formas que contemple a toda e qualquer necessidade especial.
As
adaptações curriculares devem abranger a todos os sentidos que o ser humano
dispõe, mesmo que o educando não apresente nenhuma necessidade especial, com
certeza ele também terá um ganho maior se todos os seus sentidos forem
contemplados. Por exemplo, para um aluno com deficiência visual, a hidrografia
será apresentada com relevo, a matemática: com o sorobã, as imagens: com
textura, mapas táteis, o computador com
programas que contemplem a utilização do mesmo, por indivíduos com necessidades
especiais, enfim, as adaptações que são feitas a uns, são ganhos para todos.
A deficiência
visual em qualquer grau faz com que o indivíduo tenha dificuldade em se
orientar e de se movimentar no ambiente com segurança e de forma independente.
Então, se faz todo um trabalho para que este indivíduo consiga adquirir tal
aptidão. A orientação e mobilidade da pessoa que perdeu a visão e a própria
execução de tarefas do dia-a-dia necessita de muito aprimoramento dos demais
sentidos, além de grande capacidade de concentração e atenção. Alguns possuem
um vidente ao seu lado, outros a bengala longa, e em outros casos há a
possibilidade do cão-guia. Segundo Gil (2000, p.13) na Cartilha sobre Deficiência
Visual,
O desenvolvimento das habilidades de orientação e mobilidade,
parte essencial do processo educacional de qualquer criança deficiente visual,
precisa começar desde cedo, em casa, com o apoio dos pais. Depois, o
treinamento continuará na escola, com o professor especializado.
Existem
relatos de casos em que crianças cegas são trancadas em casa, pois os pais
temem que possam se machucar, se perder e demais fatos relativos a estes. Por
aí podemos perceber o quanto ainda se faz necessário todo um trabalho no
contexto familiar antes de que se consiga chegar ao educando. Quantos anos de
estímulos estas crianças perdem quando estão dentro deste tipo de ambiente
familiar.
Gil(2000)
também nos alerta que as famílias tem tendência a prolongar seus momentos de
angústia, negação, frustração e desesperança por não dispor de interlocutores
com os quais possam se identificar e discutir seus problemas. Sendo assim, necessitam de programas onde possam conversar
e compartilhar não somente seus sofrimentos, mas sim seus momentos de alegria e
de vitória.
A caminhada
da inclusão precisa ser intensificada almejando maior esclarecimento, menos
sentimento de que “fulano é um coitadinho, não consegue fazer isso, ou aquilo”,
precisamos levantar a bandeira de que quase tudo é possível, basta modificarmos
os caminhos.
[1]
Este exame pode ser feito no consultório médico, na escola, no local de
trabalho ou em qualquer outro lugar. A
pessoa deve ficar em pé, atrás de uma linha imaginária distante 6 m da tabela
de teste, e retirar os óculos ou lentes de contato. Os olhos são mantidos
abertos, cobrindo-se um dos olhos com a palma da mão, ou um pedaço de papel
enquanto a pessoa lê a menor linha de letras que ela possa ler da tabela, em
voz alta. Se o paciente não estiver seguro quanto às letras, ele poderá
adivinhar. O procedimento deve ser repetido com o outro olho e posteriormente
usando os óculos ou as lentes de contato.
[2] O cubarítmo foi largamente usado
pelos cegos no Brasil. Trata-se de uma caixa com uma grade metálica onde são
dispostos pequenos cubos, em que se armam as contas de maneira como os videntes
às efetuam com lápis e papel. Os cubos fabricados em plástico têm cinco de suas
seis faces, impressos em alto relevo, os dez primeiros caracteres do Sistema
Braille que representam os algarismos sem o sinal de número. Na sexta face de
cada cubo há um traço, usado para representar os sinais de operação e outros.
Os cubos são manipulados pelo aluno que deve armar toda a conta antes de
realizá-la. Caso os cubos caiam ou a própria caixa vá ao chão, o cálculo será
todo desfeito, sendo uma dificuldade a mais para o aluno que teria de encontrar
os cubos e colocar tudo em ordem novamente. O sorobã, por ter suas contas fixas
nas hastes, evita esse inconveniente, sendo os valores rapidamente modificados.
REFERÊNCIAS:
FLORENCIO, Mariana Aguiar. Matemática Braille: a utilização do sorobã. São Paulo: FAI, 2008.
GIL, Marta. Deficiência
Visual.Brasília: MEC, 2000.
SANTOS, Fabiana. ROSA, Suely Pereira da Silva. Fundamentos
Teóricos e Metodológicos da Inclusão. Curitiba:IESDE Brasil S.A.,
2008.
WIKIPÉDIA. Acuidade Visual. Disponível on line em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acuidade_visual. Último acesso em 09 de abril de
2011.
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