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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Bem-vindo à Holanda

Emily Perl Knisley,1987

Frequentemente me pedem para descrever a experiência de dar à luz a uma criança com deficiência.
Seria como...
Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias PARA A ITÁLIA.
Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu. O Davi de Michelangelo. As gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante.
Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma as malas e embarca. Algumas horas depois, você aterriza. O comissário de bordo chega e diz; Bem-Vindo à Holanda!
HOLANDA?? Diz você. O que quer dizer com Holanda?? Ei escolhi a Itália! Eu deveria ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu quis conhecer a Itália!
Mas houve uma mudança no plano de voo. eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar.
O mais importante é que eles não levaram você para um lugar horrível e desagradável, com sujeira, fome e doença. É apenas um lugar diferente.
Você precisa sair e comprar outros guias. deve aprender uma nova língua. e irá encontrar pessoas que jamais imaginara.
É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor. Começa a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrandts e Van Goghs.
Mas, todos os que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, comentando a temporada maravilhosa que passaram lá. e por toda a sua vida você dirá: Sim, era onde eu deveria estar. era tudo o que eu havia planejado.
Porém, se você passar toda a vida remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muitos especiais existentes na Holanda.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Experiências Educacionais Inclusivas

O documento Experiências Educacionais Inclusivas, editado pelo MEC, é composto por vinte artigos que trazem relatos de boas práticas de ensino, pensadas para propiciar condições de aprendizagem que não excluam nenhum aluno; de educadores que buscam dar respostas às necessidades educacionais especiais, valorizando as diversas formas de aprender, compreender o mundo e dar significado a ele.

Tornar a Educação Inclusiva

A coletânea Tornar a educação inclusiva, resultado da parceria entre a UNESCO e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), procura aprofundar a discussão sobre o conceito e as práticas da educação inclusiva, agregando a contribuições de pesquisadores brasileiros às reflexões de especialistas internacionais nesse campo. Em um país tão diverso e complexo como o Brasil, a educação não pode representar mais um mecanismo para excluir as pessoas cujas necessidades de aprendizagem exigem uma atenção especial. Na educação para todos, é inaceitável que se qualifique “todos”.

domingo, 8 de abril de 2012

Compreender o Estudante com Síndrome de Asperger - Orientações para Professores

Por Paula Teles
       As crianças com Síndrome de Asperger (SA) representam um desafio ao meio educativo. São vistas como excêntricas e peculiares pelos colegas de turma, e a sua falta de aptidão social faz com que, muitas vezes, sejam motivo de gozações. 
     A sua descoordenação motora e o interesse obsessivo por temas peculiares podem ser mais uma desvantagem a acrescentar à sua aparência “estranha”. 
      As crianças com SA têm dificuldade em compreender as relações interpessoais e as regras de convenção social, são ingenuas e têm dificuldade em entender questões de senso comum. O fato de se mostrarem inflexíveis e muitas vezes inábeis a lidar com as mudanças, faz com que, frequentemente, se sintam ansiosas e emocionalmente vulneráveis. 
      Têm uma inteligência média, ou superior à média, e uma excelente capacidade de memória. A sua singularidade intelectual associada aos interesses obsessivos, podem trazer-lhes grandes sucessos na vida profissional. 
       A SA é considerada uma disfunção ao nível mais ligeiro do espectro da perturbação autista. Comparando os indivíduos dentro deste contínuo, Van Krevelen (cit. in Wing, 1991) refere que, na forma mais severa, se encontram crianças que “vivem no seu próprio mundo”, enquanto que na forma mais discreta “vivem no nosso mundo, mas à sua maneira”. 
     Nem todas as crianças com SA são iguais. Da mesma forma que cada criança com SA tem a sua própria personalidade, também as características mais “típicas” desta síndrome se manifestam de um modo específico em cada uma. Não existem receitas exatas prontas a serem usadas na sala de aula para todas as crianças com SA. 
         Apresentamos sete características da SA, acompanhadas por sugestões e estratégias a usar na sala de aula (as intervenções são exemplificadas a partir da experiência do autor como professor na University of Michigan Medical Center Child and Adolescent Psychiatric Hospital School). Estas sugestões têm um sentido lato e devem ser ajustadas às necessidades individuais de cada criança.
  Se você está interessado em saber mais... leia o artigo na íntegra na página 14 do seguinte link: http://www.madeira-edu.pt/Portals/7/pdf/revista_diversidades/revistadiversidades_15.pdf