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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Hábitos que podem prejudicar seu cérebro

Temos muitas manias e hábitos que executamos quase que diariamente. No entanto, temos  tendência a não reconhecer  que esses hábitos podem causar alguns danos cerebrais. 


1. Pular o café da manhã e ir direto para o almoço.

Pessoas que não tomam café da manhã normalmente tem um menor nível de açúcar no sangue. Isso acaba gerando uma insuficiência de nutrientes ao cérebro, causando a degeneração do mesmo.



2. Comer demais. 

Comer em demasia provoca o endurecimento das artérias cerebrais, que resulta em uma diminuição no poder mental. Ao realizar uma tarefa, tal como montar um quebra-cabeça, redigir um texto, sua concentração ficará reduzida.



3. Fumar

O fumo não só prejudica os pulmões, como também o cérebro. A nicotina do cigarro contém algumas substâncias que causam o encolhimento do cérebro, podendo até causar doenças, tais como o Alzheimer.





4. Alto consumo de açúcar 

Grande quantidade de  açúcar diminui a absorção de proteínas e nutrientes, causando má nutrição,  interferindo no desenvolvimento cerebral.





5. Exposição a poluição do ar 

A inalação de ar poluído diminui a oferta de oxigênio, provocando uma diminuição na potência cerebral. 





6. Dormir pouco

O sono é extremamente essencial. Ele permite que o nosso cérebro descansar, sendo que a privação de longa duração de sono acelera a morte de células  cerebrais.




7. Cobrir a cabeça durante o sono

Aumenta a concentração de dióxido de carbono e diminui a concentração de oxigênio, que acaba causando efeitos prejudiciais no cérebro.






8.  Trabalhar  durante uma doença

Isso é bastante comum, trabalhar ou estudar quando estamos doentes, mas, além da dificuldade do cérebro para responder nesse estado, acabamos prejudicando-o.







9. Falta de pensamentos estimulantes 

O pensamento é que a melhor maneira de treinar o nosso cérebro. Ter conversas sensatas, escrever textos, ler bons livros, assistir a bons filmes são algumas das formas que podemos estimular bons pensamentos.






10. Falar pouco ou deixar de praticar conversas inteligentes

A fala estimula a potência do cérebro. Conversas profundas ou intelectuais promovem a eficiência cerebral.












domingo, 30 de setembro de 2012

Aprender sem esforço consciente, é possível?


Uma pessoa poderá ter seus padrões de atividade cerebral modificados apenas olhando para uma tela de computador - e sair da "aula" com melhor desempenho físico ou mental.[Imagem: www.nsf.gov]

  Segundo uma pesquisa publicada em dezembro de 2011 na revista Science será possível aprender tarefas de alto desempenho com pouco ou mesmo nenhum esforço consciente.
   Será possível aprender a tocar piano, reduzir o estresse mental, melhorar o desempenho no esporte ou virtualmente qualquer outra tarefa que, normalmente, exija grande treinamento e grande esforço.
Esta técnica já é de conhecimento de alguns, se chama “Neurofeedback”.
  
O cérebro poderá ser controlado pelos olhos

  Os pesquisadores usaram imagens de ressonância magnética funcional (fMRI) para, através do córtex visual de uma pessoa, induzir padrões de atividade cerebral equivalentes a um padrão previamente conhecido, envolvido com o aprendizado que se quer obter.
   Imagine uma pessoa olhando para uma tela de computador e tendo seus padrões de atividade cerebral modificados para se equivalerem àqueles de um atleta de ponta, ou para se recuperar de um trauma.
    As pesquisas ainda estão em estágio inicial, mas os cientistas afirmam que esta é uma possibilidade que poderá ser real no futuro. "As áreas visuais dos adultos são suficientemente plásticas para induzir um aprendizado perceptual visual," garante Takeo Watanabe, coordenador do estudo, que envolveu cientistas do Japão e dos Estados Unidos.
  Os neurocientistas descobriram que as imagens vão gradualmente se construindo no cérebro de uma pessoa, aparecendo primeiro como linhas, bordas, formas, cores e movimentos. Em seguida, o cérebro parte para os detalhes, que permitem, por exemplo, que saibamos diferenciar uma bola vermelha de uma bola azul. Kazuhisa Shibata, criador da técnica conhecida como “neurofeedback” explica que a mesma induz um determinado padrão de atividade cerebral por meio da ativação do córtex visual. Esse padrão foi obtido por meio de ressonância magnética do "professor", aquele indivíduo que já dominava a tarefa.
   Os pesquisadores então testaram se as repetições desse padrão de ativação cerebral no "aluno" poderiam aumentar seu desempenho naquela tarefa. E os resultados surpreenderam, pois os voluntários aprenderam mesmo quando não sabiam que estavam aprendendo, e pensavam estar participando de um teste de computadores. Isso seria algum tipo de aprendizado automatizado ou hipnótico? Os cientistas afirmam que sim, mas fazem algumas ressalvas.
"Neste estudo, nós confirmamos a validade de nosso método somente no aprendizado perceptual visual. Nós vamos ter de testar se o método funciona também em outros tipos de aprendizado," afirmam.
   Mas o que já foi alcançado não é pouco, incluindo memória, controle motor e reabilitação. Depois de frisarem o termo "possibilidades", os pesquisadores falam em aprender idiomas e até aprender a pilotar um avião.
    Entretanto há riscos bastantes óbvios, sobretudo quando se leva em conta que a técnica funciona com pessoas que não sabem que estão aprendendo, além de que se deve ser cuidadosos para que isso não seja usado de forma não-ética," concordam os cientistas.


No Brasil, já existem locais em que esta técnica vem sendo aplicada, basta acessar os vídeos para ver como a mesma funciona...







quarta-feira, 18 de julho de 2012

A aprendizagem e as inteligências múltiplas


Ana Lúcia Hennemann Jul/2012
       Gardner afirma que a Inteligência não é uma propriedade única da mente humana, mas a interação entre as competências diversas – as inteligências. Cada competência tem sua própria história de desenvolvimento e é relativamente independente das outras. Contudo, as competências não desenvolvidas ficam inertes e cada uma é vulnerável e pode ser prejudicada por traumas ou ferimentos em áreas específicas do cérebro. Para este autor existem as seguintes inteligências:

O professor deve ter a competência de proporcionar atividades que contemplem todas as inteligências fazendo com que o aluno possa aperfeiçoar-se naquilo que já tem de melhor, mas ao mesmo tempo fazer um resgate deste indivíduo proporcionando-lhe o vivenciar de todas as inteligências e eis algumas dicas...

Como estimular a habilidade linguística para a aprendizagem

- Contar histórias
- Discutir sobre o assunto
- Escrever histórias, narrativas
- Entrevistar
- Fazer quebra-cabeças de palavras, jogos de soletração
- Integrar redação e leitura com outras áreas de assuntos
- Produzir, editar e supervisionar revista ou jornal da escola

Como estimular a habilidade lógico-matemática para a aprendizagem:

-  Estimular a resolução de problemas e jogos matemáticos
 - Trabalhar com interpretação de dados
 - Utilizar experimentos práticos e previsões
- Integrar organização e matemática em outras áreas curriculares
- Possibilitar a realização das coisas passo a passo
- Usar raciocínio dedutivo
- Empregar computadores na resolução de tarefas


Como estimular a habilidade corporal cinestésica para a aprendizagem:

Imagem: site Diárioweb
- integrar o movimento em todas as áreas do currículo
-usar a dança, o movimento, os jogos e as técnicas manipulativas para aprender
- fazer mudanças na sala a intervalos frequentes
-relacionar movimentos aos conteúdos de estudo
- empregar modelos, máquinas, artesanato
- usar o corpo para se concentrar e relaxar
- fazer viagens
- utilizar teatro, papéis 

Como estimular a habilidade visual-espacial para a aprendizagem:

- Utilizar figuras para aprender
-  fazer atividades visuais
-  assistir a vídeos ou criar seus próprios 
-  utilizar estímulos periféricos nas paredes

-  utilizar mímica
- mudar de lugar na sala a fim de obter perspectivas diferentes
-  utilizar fluxogramas, cartogramas, gráficos e mapas e salientar com cor

Como estimular a habilidade musical para a aprendizagem:










- aprender através de canções, de poemas com rima completa
- usar concertos ativos e passivos para a aprendizagem
- escrever música
- integrar música com assuntos de outras áreas
- usar música para relaxar
- fazer imagens/figuras com música
- compor música no computador

Como estimular a habilidade interpessoal para a aprendizagem:

- Desenvolver atividades de cooperação tutelar ou orientar os outros
- fazer diversos intervalos para socializar conhecimentos
- trabalhar em equipes
- promover debates e discussões.
- ter festas e celebrações de aprendizagem
- utilizar atividades do tipo “pesquisa de pessoas” em que cada um precisa fazer perguntas e ter as respostas dos outros

Como estimular a habilidade intrapessoal ou intuitiva para a aprendizagem:

- Ter conversas pessoais de “coração para coração”
- usar atividades de crescimento pessoal para romper bloqueios à aprendizagem
- investigar atividades
- reservar tempo para reflexão interior: “pense e ouça”
- fazer estudo independente - ouvir sua intuição
- discutir, refletir ou escrever o que vivenciou e como se sentiu
- permitir a individuação
- fazer diários de história pessoal – histórias da família
- assumir o controle da própria aprendizagem
- Ensinar afirmações pessoais
- ensinar questionando- quem? Quando?

 Como estimular a habilidade naturalista para a aprendizagem:

- Viajar para conhecer os diferentes ecossistemas
- Plantar, colher e produzir alimentos
- Cuidar de animais
- Garimpar e consumir produtos ecológicos ou orgânicos
- Pesquisar e preparar receitas naturalistas

Como estimular a habilidade espiritual para a aprendizagem:
- Colaborar com ONGs
-  Participar de retiros espirituais
- Organizar campanhas solidárias
- Aprender a ver o ponto de vista do outro.
- Pesquisar e respeitar as diferentes religiões

A aprendizagem é uma combinação de 3 fatores:
Como você capta as informações - aprendiz visual, auditivo, sinestético  ou tátil.
Como você organiza e processa as informações - quer seja ou não com dominância cerebral.
Condições para a compreender e a armazenar as informações que está aprendendo - emocional, social, física e ambiental.
E dentro de sua sala de aula poderá ter alunos que possuem diferentes formas de aprender:

Fica a dica:
Todas as pessoas possuem todas as Inteligências, com desenvolvimentos diferenciados.
É possível aprender um mesmo conceito de diferentes formas inteligentes.
O professor precisa valorizar todas as Inteligências e aprender a trabalhar com elas nas atividades de aprendizagem.

REFERÊNCIAS:
ANTUNES, Celso, Jogos para estimulação das múltiplas inteligências. Petropólis: Vozes, 1998.
_________como desenvolver conteúdos explorando as inteligências múltiplas. Petrópolis: Vozes,2001.
GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas:a teoria na prática. Trad. de Maria Adriana Veríssimo Veronese. Porto Alegre:Artes Médicas, 1995.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Neurociências e Educação


Como a Neuroeducação e a Neuropedagogia podem ajudar a escola e o professor a tornar o aprendizado mais eficiente e mais interessante para o aluno?

Estímulos Multi-sensoriais: as pesquisas mostram que o aprendizado será mais eficaz e a recordação da informação mais fácil se mais sentidos forem estimulados.
Recompensas e motivação: a necessidade de uma recompensa imediata é característica das gerações atuais. Recompensas externas podem ser preocupantes no ambiente escolar, mas a criatividade do professor pode encontrar formas de recompensar o aluno em sala de aula de forma a motivá-lo nas atividades e conquistar sua atenção. Algo como dedicar um intervalo da aula para piadas, canções, jingles, se a atenção e participação de todos foi adequada no momento combinado.
Memória: sem repetição a memorização não acontece, a rememoração falha, perde-se a informação, o tempo e a motivação. A quantidade de repetição vai depender da emoção envolvida na passagem da informação. Quanto mais emoção maior a chance da informação ficar cravada na memória dos seus alunos.
Conhecimento prévio: dificilmente vai haver aprendizagem se a informação nova não está contextualizada e conectada a conhecimentos que já existem no cérebro da criança. 
Do concreto para o abstrato: o lobo frontal, sede do nosso pensamento abstrato, demora mais a se desenvolver, como vimos aqui isso se estende até a segunda década de vida. Dessa forma, parta de exemplos concretos para atingir ideações abstratas.
Práticas: quando uma informação é colocada em prática ela se torna patente em nosso cérebro. Mas certifique-se de que na prática a criança realmente entendeu, ela deve ser capaz de falar e escrever sobre um conceito que praticou.
Estórias ou histórias: elas ativam muitas áreas cerebrais, mexem conosco, com nossas emoções, memórias e ideias. Elas têm início, meio e fim, o que também estimula o desenvolvimento de habilidades de sequenciação e organização (córtex pré-frontal).
Computadores e outras tecnologias: muitos sentidos são estimulados quando os estudantes trabalham em grupos fazendo pesquisas no computador. O trabalho é bastante visual, auditivo e cinestésico, além de estimular habilidades sociais.
O cérebro procura por padrões: a informação é guardada em nosso cérebro através de padrões de reconhecimento. Daniel Pink (2005) ressalta que a era atual requer uma forma de pensar que inclua a capacidade de detectar padrões e criar algo novo. É fundamental que o Educador apresente a nova informação, auxilie o aluno a identificar o padrão, associar esse padrão a padrões já armazenados por ele em seu cérebro e aí seja capaz de criar novos padrões. Dois métodos principais funcionam muito bem para isso, um é o uso de organizadores gráficos como mapas mentais e diagramas de Venn, outro é através da organização da informação em blocos lógicos e contextualizados.
O estresse inibe a aprendizagem: numerosas evidências apontam para isso, sobretudo os efeitos do cortisol (hormônio do estresse) provocando a morte de neurônios no hipocampo (área da memória de longo prazo). Nesse sentido ofereça um ambiente de ensino seguro, confortável e acolhedor. Estabeleça rotinas, regras, objetivos e procedimentos padrão. Os rituais de sala de aula podem contribuir para reduzir o estresse.
O cérebro é um órgão social: a interação e desenvolvimento de habilidades sociais são fundamentais no processo de aprendizagem. Nossas crianças da era digital encontram-se talvez mais aptas a se relacionar através de um teclado do que com a fala, o olhar e o toque. É importante para elas desenvolver a linguagem não verbal, reconhecer sentimentos através da face e dos gestos, interagir com diferentes grupos sociais, aprender a escutar, expressar suas emoções e ser empática.
Arte e atividade física melhoram o desempenho intelectual: explore essas atividades o mais que puder.
Contrabalance tecnologia e criatividade, utilize música e muito, muito visual!

Fonte consultada: Aprender Criança

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Chocolate estimula funções mentais


O chocolate, conhecido pelos seus benefícios cardiovasculares, faz igualmente bem ao cérebro, ao favorecer a circulação sanguínea cerebral. 

A primeira investigação foi realizada por Ian MacDonald, da Universidade britânica de Medicina de Nottingham, em jovens mulheres saudáveis. O objetivo era identificar se uma bebida rica em flavonóide, uma substância anti-oxidante contida no cacau, estimula as funções mentais durante um teste. 

Comparativamente a um grupo de mulheres que não consumiram flavonóide, a circulação sanguínea cerebral do grupo que consumiu aumentou durante um período de duas a três horas. Segundo os médicos responsáveis, a investigação mostra as potencialidades das bebidas ricas em flavonóides para o tratamento de pessoas idosas, que sofrem de demência ou que sofreram acidentes cerebrais. 


Um segundo estudo liderado por Norman Hollenberg, da Universidade de Harvard, foi realizado em pessoas saudáveis com mais de 50 anos. Concluiu-se igualmente que há aumento do fluxo sanguíneo cerebral em pessoas que consomem bebidas ricas em flavonóides. 

Esta investigadora estudou os efeitos do cacau nos índios Kuna, no Panamá, que consomem regularmente este alimento e não sofrem nem de hipertensão arterial nem de degenerescência cerebral. No entanto, Norman Hollenberg considerou que os efeitos do cacau sobre o cérebro devem continuar a ser estudados e verificados, nomeadamente através de ensaios clínicos mais aprofundados.