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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Macrocefalia e Microcefalia

Por Francieli Pires de Melo, Lilian Sandra Bartzen, Tatiele Reinheimer e Verônica Dalla Costa Flores



Tamanho Normal da Cabeça (Perímetro Cefálico)



O acompanhamento do crescimento do perímetro cefálico torna possível verificar se o desenvolvimento cerebral está adequado ou não, visto existir forte correlação entre crescimento do perímetro cefálico e desenvolvimento cerebral (JALDIN, 2011).

Valores da OMS (Organização Mundial de Saúde)
AO NASCER (Meninas 31 a 36 cm ; Meninos 31 a 37 cm )
1 ANO (Meninas 42 a 47 cm ; Meninos 43 a 48 cm)
2 ANOS (Meninas 44 a 50 cm ; Meninos 45 a 51 cm)
3 ANOS (Meninas 45 a 51 cm ; Meninos 46 a 52 cm)
4 ANOS (Meninas 46 a 52 cm ; Meninos 47 a 53 cm)
5 ANOS (Meninas 47 a 52 cm ; Meninos 47 a 53 cm

MICROCEFALIA
Definição :
Microcefalia é uma condição neurológica na qual a circunferência da cabeça é menor do que o normal.
Caracteriza-se quando o diâmetro cefálico está 2 ou mais desvios padrões abaixo da média. Pode decorrer de uma produção baixa de neurônios durante a embriogênese, que pode ou não estar associada a alterações estruturais. A microcefalia pode estar presente ao nascimento ou pode desenvolver-se nos primeiros anos de vida. 
Principais Causas Microcefalia Primária
É mais frequentemente causada por anormalidades genéticas que interferem no crescimento do córtex cerebral durante os primeiros meses do desenvolvimento fetal. Ela está associada com  síndromes cromossômicas e síndromes neurometabólicas.
Pode ocorrer a partir de uma herança autossômica recessiva,  raramente um gene autossômico dominante ou também por anormalidades cromossômicas.
 Ex: trissomia 13, trissomia 18, trissomia 21 e trissomia 22. 
Os bebês também podem nascer com microcefalia, se durante a gravidez , sua mãe:
Ficar exposta a produtos químicos perigosos.
Envenenamento por metilmercúrio.
Falta de vitaminas e nutrientes adequados na dieta.
Infecção por rubéola, varicela.
Abuso de  drogas e substâncias tóxicas.






 Principais causas Microcefalia Secundária

Perinatais: Este grupo está associado com doenças como a encefalopatia por falta de oxigênio ao nascer, hemorragia intracraniana e trauma obstétrico.
    Eles nascem com um perímetro cefálico normal e desenvolvem microcefalia nos primeiros 6 meses de vida.  Eles costumam mostrar sinais de problemas cerebrais e convulsões no período neonatal.  Neste caso existe uma combinação variável de microcefalia, sinais de paralisia cerebral, retardo mental e convulsões. 
Podem ser de origem infecciosa (depois de meningite ou encefalite), trauma (como consequência de traumatismo craniano grave), vascular (problemas de circulação do cérebro) ou após um quadro de asfixia, hemorragia, ou de doenças neurodegenerativas.









Epidemiologia
As estimativas de incidência de microcefalia ao nascimento variam de 1/6.250 casos a 1/8500 casos. É mais frequente em pessoas do sexo masculino. Também demonstra maior aparecimento em indivíduos da mesma família (consanguinidade em 10% dos casos). A microcefalia, geralmente está associada à população portadora de retardo mental. 
Diagnóstico
Tomografia Computadorizada (TC)
Imagem por Ressonância Magnética (IMR)
— Tais exames podem mostrar calcificações, malformações, ou padrões atróficos sugestivos de determinadas infecções congênitas ou síndromes genéticas. Radiografias simples do crânio podem mostrar suturas fechadas, porém tais exames têm pouco valor no diagnóstico e foram substituídos por exames radiológicos mais sensíveis e informativos.
— Deve-se oferecer aconselhamento genético a todo lactente com microcefalia significativa.
Tratamento
- Em geral, não há tratamento específico para microcefalia. O tratamento é sintomático e de suporte. É importante que as anomalias congênitas associadas sejam identificadas e ainda é de vital importância que se determine a causa específica desta desordem.



-  Realizando os seguintes procedimentos é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes: 
- Procedimentos fisioterapêuticos;
Medicamentos indicados para cada caso (ex: anticonvulsivante);
- Cuidados com patologias associadas;
- Dieta adequada;
- Aconselhamento genético aos pais.


MACROCEFALIA
Definição:
-Macrocefalia é uma alteração na qual a circunferência da cabeça é maior que a média correspondente à idade e o sexo do bebê (um perímetro cefálico mais de dois desvios-padrão acima da média);
-Ainda que uma forma de macrocefalia possa relacionar-se ao retardo mental, em aproximadamente a metade dos casos o desenvolvimento mental é normal.
Principais Causas:
-Genética - provavelmente determinada geneticamente, uma vez que geralmente ocorrem casos na mesma família;
-“Pseudomacrocefalia”, “pseudo-hidrocefalia”, “crescimento de recuperação” através de percentis;
-Hipertensão intracraniana com dilatação ventricular;
-Macrocefalia familiar benigna ;
-Megalencefalia (cérebro grande).
Epidemiologia:
Trata-se de uma patologia rara, mais frequente em pessoas do sexo masculino, com provável determinação genética, visto que podem ocorrer alguns casos em uma mesma família, caracterizando a macrocefalia benigna.
Diagnóstico:
-Tomografia Computadorizada (TC)
-Imagem por Ressonância Magnética (IMR)
-Ultrassonografia (se a fontanela anterior estiver aberta – é usada para definir qualquer causa estrutural da macrocefalia e identificar um distúrbio operável)
-Mesmo quando o distúrbio não é tratável (ou é benigno), as informações obtidas permitem diagnóstico e prognóstico mais precisos, orientam o tratamento e o aconselhamento genético e servem como base de comparação, caso um crescimento craniano anormal ou alterações neurológicas futuras exijam a repetição do exame. Um exame de imageamento é necessário se houver quaisquer sinais ou sintomas de hipertensão intracraniana.
Tratamento: O tratamento clínico, portanto, restringe-se a cuidados com as sequelas que se associam à patologia principal. A opção cirúrgica de tratamento, é a colocação de válvula de derivação quando há hidrocefalia.
REFERÊNCIAS
Manual Ilustrado de Pediatria / Tom Lissauer e Graham Clayden. Ano de 2009; 3ª Ed.
Diagnóstico e Tratamento em Pediatria / William W. Hay, Anthony R. Hayward, Myron J. Levin, Jessie R. Groothuis e Autores Associados; The Department of Pediatrics at the University of Colorado School of Medicine is afilliated with THE CHILDREN’S HOSPITAL OF DENVER, Colorado / Ano de 1997; 12ª Ed.
JALDIN, Maria da Graça M et al. Crescimento do perímetro cefálico nos primeiros seis meses em crianças em aleitamento materno exclusivo. Rev. paul. pediatr. [online]. 2011, vol.29, n.4, pp. 509-514. ISSN 0103-0582. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-05822011000400007.


sábado, 16 de junho de 2012

Revista Neurociências


Imagem:http://www.unifesp.br/dneuro/neurociencias/Neurociencias%2006-3.pdf



Para quem deseja se aprofundar em conhecimentos Neurocientíficos, a Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, publicou a Revista Neurociências que traz artigos de interesse científico e tecnológico, voltada à Neurologia e às ciências afins, realizados por profissionais dessas áreas, resultantes de estudos clínicos ou com ênfase em temas de cunho prático, específicos ou interdisciplinares. O link de uma das edições é

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Novos estudos ajudariam no tratamento da depressão


Segundo um estudo feito através de uma técnica de treinamento do cérebro, onde determinada região cerebral seria controlada através de imagens e pensamentos, poderia ajudar no tratamento da depressão.
Pesquisadores da Universidade de Cardiff utilizando-se de scanners de ressonância magnética para mostrar como os cérebros de oito pessoas reagiram às imagens positivas.
Depois de quatro sessões da terapia, os participantes apresentaram  melhorias significativas em sua depressão.
Outros oito participantes que foram convidados a pensar positivamente, mas não que não viam as imagens, não mostraram nenhuma mudança.
A técnica - conhecida como neurofeedback - já teve algum sucesso em ajudar as pessoas com doença de Parkinson. Entretanto ainda necessita ser realizada num número maior de pessoas para verificar seus efeitos terapêuticos.

domingo, 27 de maio de 2012

Crianças Índigos e Cristal. O que nos diz a ciência a respeito delas?

Ana Lúcia Hennemann/ Maio 2012

Imagem:  http://www.picturesdepot.com/images/20633/cute+angel+baby.html
Muito se tem falado sobre crianças Índigos e Cristais, mas quem são elas? Onde vivem? Como surgiram estas denominações?

A denominação Criança Índigo se originou com a parapsicóloga, sinesteta e psíquica Nancy Ann Tappe, por volta dos anos 70. Em 1982 Tappe publicou o livro “ Entendendo Sua Vida Através da Cor”, onde ela descreveu este conceito, afirmando que por volta dos anos 60 ela começou a perceber que muitas crianças nasciam com suas auras  “índigas”(aura com predominância da cor azul índigo). Em 1998, a ideia foi popularizada e foi lançado o livro “ As Crianças índigo: As novas crianças chegaram”, escrito por Lee Carroll e Jan Tober. Em 2002, no Havaí, ocorreu uma conferência internacional sobre crianças índigos, com 600 participantes. Nos anos subsequentes, estas conferências ocorreram na Flórida e em Oregon. Os anos passaram e vários filmes e documentários foram produzidos sobre o assunto.
Contrapondo-se a isso, Sarah Whedon W., em 2009 escreve um artigo onde alega que os pais rotulam seus filhos como ‘índigo” para fornecer uma explicação alternativa para o comportamento indevido de seus filhos, decorrentes do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Russell Barkley, psicólogo, comenta que essas terminologias “Índigo e Cristal, que surgiram no movimento Nova Era, ainda não produziram evidências empíricas da existência de tais crianças, pois para ele, as características descritas são muito vagas. Especialistas em saúde mental estão preocupados por rotular uma criança como “índigo ou Cristal”, pois muitas vezes, pode se retardar o diagnóstico e tratamento adequado que poderia ajudar a criança. Nick Colangelo, professor especialização na educação de crianças com altas habilidades, faz questionamentos de quem está lucrando com estas terminologias, uma vez que muitos livros, apresentações e vídeos estão sendo comercializados com esse assunto.
Dentro desta mesma linha, Lorie Anderson, em seu artigo “Índigo: A cor do dinheiro”, argumenta que a crença em crianças índigos tem um valor comercial significativo, devido às vendas de livro, vídeo, sessões de aconselhamento para crianças, filmes, acampamentos de verão e conferências que visam que os pais acreditem que seus filhos são “Índigos”.
Crianças índigo são crianças que possuem dons especiais, às vezes sobrenaturais ou altas habilidades. Grande crença de que eles são curiosos, de temperamento forte, independentes e muitas vezes visto pelos amigos e familiares como “estranhos”. Apresentam uma forte espiritualidade inata, mas que necessariamente não implicam num interesse direto em áreas espirituais e religiosas. Também possuem um alto quociente de inteligência, grande capacidade de intuição e resistência a regras rígidas, controles baseados em paradigmas de autoridade.
Segundo Tober e Caroll, as crianças Índigo nem sempre apresentam bons resultados em  escolas convencionais, devido à sua rejeição a autoridade rígida, pois muitas vezes são mais inteligentes (ou maduros espiritualmente) que seus professores. Também, os mesmos autores, fazem uma crítica ao uso de medicações para estas crianças, vistas por eles como índigas, e pela comunidade escolar com crianças com TDAH, sendo que segundo eles, muitas dessas crianças são ou foram educadas em casa.
Conforme Doreen Virtue, estas crianças são criativas  apresentado dom musical, facilidade para poesia, criatividade na confecção de objetos...), são propensos a vícios, com um histórico de depressão, ou até mesmo pensamentos suicidas, tem grande oscilação na auto estima (por vezes muito alta, em outras muito baixa), possuem um grande desejo de ajudar o mundo e grandes laços com plantas ou animais.
Crianças Cristal são crianças que tem uma consciência universal, não são individualistas, preocupam-se com o próximo. Apresentam o dom da telepatia ou então iniciam a falar numa fase posterior a outras crianças ou muito antes. Conforme Doreen Virtue, devido à sua capacidade de comunicação telepática podem ser rotuladas como “lentas” ou “autistas”, embora não seja o caso. Estas crianças têm uma aura de cristal colorido, campo um teórico de radiação em torno do corpo que alguns afirmam ser capazes de ver. São altamente carinhosas, interessam-se por cristais e pedras. Por muitas pessoas são denominadas crianças arco-íris. Acredita-se que as primeiras Crianças Cristal tenham nascido por volta do ano 2000.
Cientificamente nenhum estudo comprova a existência de tais crianças e os mais céticos acreditam que estes traços podem ser encontrados na maioria das crianças, porém a psicóloga Lídia de Noronha apresenta detalhes em comum entre estas crianças:

Segue um vídeo explicativo sobre o assunto, mostrando a realidade espírita, mas com fundamentos na ciência...

Referências:

DANCOES, Dumari. The New Children. Maio/2006. Disponível online em: http://www.childrenlights.com/Articles/the_children.htm Acesso em 24/05/2012
NORONHA, Ligia de. Crianças Índigo e Cristal. Março/2003 Disponível online em: http://www.ligiadenoronha.com/wp-content/uploads/2010/03/Criancas-Indigo-e-Cristal1.pdf Acesso em 26/05/2012
Índigo Children. Maio/2012 Disponível online em: http://en.wikipedia.org/wiki/Indigo_children Acesso em 22/05/2012.


Aeróbica: reduz a ansiedade e impede o declínio da cognição



Um estudo divulgado pela revista Neuroscience, analisou os efeitos do exercício aeróbico na cognição e comportamento de ratos em diferentes idades. Foi criado um programa de treinamento aeróbico com a corrida na esteira, seguindo os princípios básicos da formação humana, pois  os ratos apresentam as mesmas adaptações fisiológicas.
A intensidade das atividades foram reguladas conforme o nível de aptidão e idade dos ratos, sendo que os mais jovens apresentaram maior desempenho; entretanto, percebeu-se que os que tinham vida mais sedentária, com o passar do tempo, os exercícios começaram a reduzir este sedentarismo e restaurar a função cognitiva destes ratos.
Como conclusão destes estudos, verificou-se que o exercício aeróbico feito com frequência faz com que “neuroprotetores” atuam na fisiologia do cérebro reduzindo dessa forma a ansiedade e comportamentos relacionados a ela.

sábado, 26 de maio de 2012

Neuropsicologia

O que é Neuropsicologia? 

A neuropsicologia é a ciência que estuda a relação entre o cérebro e o  comportamento humano (Luria, 1981). Sendo essa a definição mais explorada  pela maioria dos autores e possivelmente a que mais represente o que vem a ser  esse campo de estudo. Em seu surgimento os estudos eram focados nas  consequências comportamentais causadas pelas lesões cerebrais específicas;  na atualidade,  a neuropsicologia busca investigar as funções cerebrais superiores  inferidas a partir do comportamento cognitivo, sensorial, motor, emocional e social  do sujeito (Costa et al, 2004).

terça-feira, 22 de maio de 2012

Hemisférios Cerebrais

Tal como em todos os mamíferos, o cérebro do ser humano está dividido em dois hemisférios, o direito e o esquerdo, unidos por vários feixes de fibras de comunicação, sendo o maior de todos denominado de corpo caloso.

Os hemisférios cerebrais controlam a parte oposta do corpo, porque os feixes nervosos que conduzem as instruções até aos músculos cruzam-se no percurso. O hemisfério esquerdo e o direito desempenham funções diferentes.
Nos seres humanos cada um dos hemisférios especializou-se em funções diversas: é o que se designa por lateralização hemisférica.
hemisfério direito controla a formação de imagens, as relações espaciais, a percepção das formas, das cores, das tonalidades afectivas e o pensamento concreto. Processas as emoções mais negativas. As melodias são melhor percebidas no ouvido esquerdo, que é controlado por este hemisfério. Se houver uma lesão no hemisfério direito, é frequente as pessoas terem dificuldade em encontrar o seu caminho, em orientar-se.
hemisfério esquerdo é responsável pelo pensamento lógico, pela linguagem verbal, pelo discurso, pelo cálculo e pela memória. Processa as emoções mais positivas e optimistas. Pessoas com o hemisfério esquerdo danificado têm dificuldade em reconhecer rostos.
É graças ao funcionamento integrado dos dois hemisférios que, por exemplo, atribuímos significado a uma expressão verbal, a uma conversa: quando desenvolvemos um diálogo, é o hemisfério esquerdo que permite a produção do discurso, mas é o direito que dá a entoação ao que se diz.
Nada é regulado só pelo hemisfério direito ou só pelo hemisfério esquerdo.
. A linguagem, o raciocínio lógico, determinados tipos de memória, o cálculo, a análise são próprias do hemisfério esquerdo.  Enquanto isso, o direito não usa palavras, é intuitivo, usa a imaginação, o sentimento e a síntese.
. O lado esquerdo do cérebro sabe situar-se dentro do tempo e procura situações seguras, já o lado direito abstrai-se do tempo e gosta de se arriscar. Para o hemisfério direito não existe a expressão "perder tempo".
. O esquerdo costuma imitar, representar, fingir;  o direito é criativo e autêntico.
. Por ser racional e crítico, o lado esquerdo do cérebro não se aventura a criar, inventar, sonhar.  Prefere a segurança do conhecido, do lógico, do aceito pela sociedade em que vive.  Já o lado direito solta a imaginação, viaja pelas asas do sonho, cria, inventa, recria e assume ser livre.
Fonte:http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/psicologia/12_cerebro_humano_d.htm

Córtex Cerebral

O córtex cerebral é a fina camada de substância cinzenta que recobre o cérebro. Ele é uma das regiões mais importantes do Sistema Nervoso Central (SNC). Ele recebe impulsos de todas as vias da sensibilidade, sendo o responsável pela interpretação e resposta de todas essas informações. Dele são transmitidos impulsos que iniciam e controlam os movimentos voluntários. Além disso, o córtex cerebral também está relacionado com os fenômenos psíquicos. Por muito tempo não se aceitou que certas áreas do cérebro estão relacionadas a funções específicas. Atualmente, no entanto, sabe-se que existem regiões no córtex cerebral que são mais especializadas na realização de algumas funções. Além de se localizar em uma região específica, uma função pode também se lateralizar para um hemisfério cerebral, havendo uma dominância de um hemisfério sobre o outro. Isto é bem visível nos casos da linguagem, da gnose (interpretação de estímulos sensoriais) e a práxis (realização de atos motores complexos). Anatomicamente, o cérebro é dividido em lobos, sendo eles: frontal, temporal, parietal, occipital e a ínsula. Porém, essa divisão não representa uma segregação funcional do cérebro.

Pesquisando sobre o cérebro - 7

Lobos Cerebrais - resumo


Imagem: Dehaene - 2012




Pesquisando sobre o cérebro - 6

3.4 LOBOS CEREBRAIS
4. LOBO OCCIPITAL
Imagem:  http://www.cgtrader.com/3D-models/Science-Medical/Brain-with-Eyes-in-a-Human-Head.html
O lobo occipital situa-se posteriormente à linha imaginária que vai do sulco parieto-occipital à incisura pré-occipital, ou seja, na parte inferior do cérebro(nuca) Conhecido por córtex visual uma vez que processa o estímulos visuais. Sua função relaciona-se à visão. A área visual comunica com outras áreas cerebrais que dão assim significado ao que estamos a ver tendo em conta a nossa experiencia passada e as nossas expectativas. Isto faz com que um objeto seja percepcionando de maneira diferente por diferentes sujeitos.

Conforme SILVA(2012), as lesões no lobo occipital podem ocasionar, entre outras, algumas das alterações abaixo:
a)    alucinações visuais
b)    dislexia
c)    agnosia visual ( incapacidade de reconhecer, pela visão, objetos e/ou pessoas e/ou estímulos e/ou coisas que antes conhecia).
d)    cegueira cortical  ( incapacidade de ver por defeito cerebral; pode ter inclusive olhos perfeitos). 


Kapczinski(2011,p.27) também apresenta os mesmos tópicos que SILVA (2012), ao referir-se aos lobos occipitais:
    São os únicos lobos aos quais podem ser  atribuídas funções específicas (visão da cor, do movimento, da profundidade, da distância).Apresentam como principais estruturas as áreas visuais (primária e secundária). Lesão nessa área pode levar a cegueira, alucinações, inabilidade em ver cores e sinestesia.

Fontes: 
KAPCZINSKI, QUEVEDO, IZQUIERDO & COLLS. Bases Biológicas dos Transtornos Psiquiátricos. 3 ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.
SILVA, Cléber R. A. Aspectos Funcionais do Sistema Nervoso. Novo Hamburgo, Feevale, 2012




Pesquisando sobre o cérebro - 5


Parte 3.3 - Lobos cerebrais

3.LOBO TEMPORAL:

Lobo Temporal: O lobo temporal situa-se abaixo do sulco lateral e da linha imaginária que vai deste sulco até a porção média da linha imaginária que desce do sulco parieto-occipital à incisura pré-occipital. Em síntese, localizam-se acima das orelhas e têm como função processar os estímulos auditivos.

Fonte: http://www.algis.com.br/epilepsia
O lobo temporal relaciona-se com a audição, com a olfação, com funções psíquicas, a linguagem compreensiva e por ele passa as vias visuais ( que se dirigem ao lobo occipital). É  a estrutura central  responsável pelo gerenciamento da memória.
Segundo SILVA (2012), lesões no lobo temporal podem ocasionar, entre outras, algumas das alterações abaixo:
- afasia de Wernick: a pessoa não entende o que ouve e nem o que fala, lê ou escreve. No entanto fala  muito, sem entender o que diz.
- agnosia auditiva: não tem capacidade de reconhecer sons (alguns ou todos, dependendo o grau de comprometimento). Certas pessoas têm incapacidade reconhecer música que já conhecia (chama-se isto de amusia).
Imagem: http://afasiassensoriais.blogspot.com.br/
         Os lobos temporais processam os eventos imediatos na memória recente e remota. Eles permitem que os sons e as imagens sejam interpretados, armazenam os eventos sob a forma de memória e evocam os já memorizados e geram as vias emocionais. Uma lesão do lobo temporal direito tende a afetar a memória dos sons e das formas. Uma lesão ao lobo temporal esquerdo interfere drasticamente na compreensão da linguagem oriunda de fontes externas ou internas e, tipicamente, impede que o indivíduo se expresse através da linguagem. Os indivíduos com uma lesão do lobo temporal direito não dominante podem apresentar alterações da personalidade como, por exemplo, a falta de humor, graus incomuns de religiosidade, obsessões e perda da libido.  

FUNÇÃO DO LOBO TEMPORAL: LINGUAGEM (É UMA LINGUAGEM DE COMPREENSÃO, FICA DO LADO ESQUERDO QUE É A ÁREA DE WERNICK- LINGUAGEM SENSITIVA, aqui tudo a gente compreende. Na área temporal compreendemos o sentido da palavra e na área frontal .
Tudo que a gente ouve pega o sentido da palavra (isso em milésimos de segundo). Ele faz entender as complicações daquilo que a gente ouve, se entendemos que está tudo bem, o lobo temporal se comunica com o frontal e faz ele responder ao que foi nos perguntamos.
Fonte:  http://despertaremsons.blogspot.com.br/2009/08/acordes-na-cabeca.html 
AFASIA- (de Wernick) essa pessoa fala pelos cotovelos, mas não planeja o que fala, por exemplo se alguém pergunta: - Qual seu nome? Ela pode responder: - Eu tenho 15 anos. 
AGNOSIA- não reconhece sons
AMUSIA – não reconhece músicas. 

Kapczinski (2011,p.26) nos diz lobos temporais:
... estão relacionados a memória, audição, processamento e percepção de informações sonoras, reconhecimento de faces e objetos, capacidade de entender a linguagem, processamento visual de ordem superior e regulação das reações emocionais. Possuem como subestruturas a amígdala, o córtex auditivo primário e a área de Wernicke, além dos giros temporais. A lesão dos lobos temporais pode resultar em agnosias e prejuízo da memória e da compreensão da linguagem. Na demência de Alzheimer ocorre, principalmente, atrofia do lobo temporal medial, que se inicia no córtex entorrinal, hipocampo e amígdala. Na esquizofrenia, há descrição de disfunção do lobo temporal, mesmo em familiares saudáveis.


Fontes de Consulta:



KAPCZINSKI, QUEVEDO, IZQUIERDO & COLLS. Bases Biológicas dos Transtornos Psiquiátricos. 3 ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.
SILVA, Cléber R. A. Aspectos Funcionais do Sistema Nervoso. Novo Hamburgo, Feevale, 2012