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sábado, 27 de outubro de 2012

Chá verde para a aprendizagem e a memória!




Um dos produtos químicos encontrados dentro do chá verde afeta a neurogênese (produção de novas células cerebrais durante a vida – que ocorre no hipocampo – é a parte do cérebro responsável pelo aprendizado e pela formação da memória)


Yun Bai, da Third Military Medical University, na China,comentou:

"O chá verde é uma bebida popular em todo o mundo. Houve muita atenção científica sobre seu uso para ajudar a prevenir doenças cardiovasculares, mas agora não está surgindo evidências de que suas propriedades químicas podem afetar os mecanismos celulares no cérebro."

A equipe de Bai focou-se no ECGC, um produto químico que é uma das propriedades fundamentais do chá verde. Embora as suas qualidades como antioxidante já sejam conhecidas, os cientistas acreditavam que o químico poderia também ter um efeito benéfico no combate às doenças degenerativas relacionadas com a idade e foi essa a hipótese que tentaram provar.


Resumindo: o estudo mostrou, que o ECGC encontrado no chá verde facilita a aprendizagem e melhora a memória, melhorando, também, o reconhecimento dos objetos.


Para aqueles que já consumiam o chá verde, que continuem. E os demais já vão procurando onde encontrar este produto.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pessoas esquecem da infância ainda crianças




Pesquisa mostra que pessoas esquecem da infância ainda crianças.
Pesquisadores não sabem ao certo os motivos que levam ao esquecimento.
Hipótese é de que o cérebro ainda não estaria pronto para gravar memórias.


     A história começa com um tombo, uma viagem em família, uma briga na escola por volta dos quatro, cinco anos. Antes disso, nada. "Desconhecemos e esquecemos muitos aspectos da nossa vida. É muito provável que você saiba pouco sobre si mesmo", diz Fani Hisgail, psicanalista.
    E é justo a infância, tão saudosa e cantada pelos poetas, a época mais esquecida. Ironia biológica? Os especialistas chamam de amnésia infantil, e não tem nada a ver com lapsos de memória, mas com os quatro primeiros anos de vida que parecem ter sido apagados com borracha."Sim, pode-se dizer que perdemos parte da nossa infância", afirma à Folha Carole Peterson, pesquisadora da Memorial University of Newfoundland, no Canadá.
   Peterson coordenou uma pesquisa, publicada no começo do mês na revista "Child Development", sobre memórias de infância. No estudo, 140 crianças entre quatro e 13 anos foram convidadas a contar suas primeiras memórias (fizemos o mesmo com quatro pessoas, leia depoimentos nesta e nas páginas seguintes). Dois anos depois, as crianças da pesquisa tiveram que contar novamente as lembranças mais antigas e estimar quantos anos tinham quando tudo aconteceu. As mais novas trocaram as memórias velhas por mais recentes. As maiores mantiveram as mesmas lembranças. Moral da história: esquecemos a infância enquanto ainda somos crianças.

Hipóteses

    Não há dúvida que crianças conseguem armazenar informações, segundo Martín Cammarota, pesquisador em neurofisiologia da PUC-RS. "Elas sabem o que aconteceu ontem ou anteontem, mas são lembranças de curta duração."
   A neurociência não tem certeza de por que isso acontece. Uma das hipóteses é que o cérebro ainda não estaria pronto para gravar memórias à tinta, de acordo com Rodrigo Neves Pereira, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. "É como se as crianças escrevessem a lápis no disco rígido da memória." Estruturas cerebrais responsáveis por processar e arquivar informações não estão totalmente desenvolvidas aos dois anos ou três anos.
     Na mesma direção, o neurocientista Ivan Izquierdo argumenta que, nessa idade, não dominamos totalmente a linguagem. "As memórias de antes dos três anos são gravadas em códigos não linguísticos, que não fazem sentido depois que somos adultos."
   Não por acaso, lembranças mais claras coincidem com o início da alfabetização. Algumas pessoas, porém, desenvolvem essa capacidade mais cedo. Mistérios.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Todos querem ter boa memória!


Não importa para que tipo de atividade você venha a desempenhar, pode ser desde uma apresentação de um trabalho até um teste. Manter a memória em perfeito funcionamento é o desejo de todos. Eis, então, umas dicas que podem ajudar ao melhor funcionamento da mesma:

è  Descanse bastante. Falta de sono pode atrapalhar a consolidação da memória. Porém, durante os estudos, faça pausas curtas ou cochilos, durante o qual o cérebro pode refletir e se conectar.

è   Se você tem memória auditiva, reduza distrações visuais. O cérebro pode acomodar apenas uma entrada sensorial dominante de cada vez.

è  Hidrate seu corpo e automaticamente estará hidratando seu sistema cérebro. Prepare-se para a aprendizagem, alimentando-se bem. Consuma salmão, ácido fólico, açúcares naturais e vitamina B12.

è Tente eliminar o estresse ou qualquer forma de trauma emocional.

è Não tente memorizar informações, se estiver com dor, sob medicação, sob a influência de drogas ou álcool.


è Minimizar o excesso de tarefas. Nós não podemos executar duas tarefas semelhantes, simultaneamente, ao menos que se tenha alcançado "automatismo" (realizado sem processamento mental consciente).

è Ensaie informações, tente memorizá-las tanto visualmente, tanto auditivamente.

è Use associações para preparar sistematizar seus estudos. Use dispositivos mnemônicos (acrósticos, mapas mentais e organizadores de gráficos) para memorizar várias peças de informação. Faça como muitas correlações e conexões com informações anteriormente aprendidas.

è Repita as informações importantes dentro 10-22 minutos, de novo dentro de 48 horas, e novamente ao fim de um período de sete dias.

è Processe a informação como se estivesse preparando-o para ensiná-lo a um outro indivíduo.("Ensinar é aprender duas vezes."-Joseph Joubert).

è Use um perfume ou fragrância durante a aprendizagem (no momento em que estiver estudando) e procure usar essa mesma fragrância  durante a atividade que você precisa realizar(trabalho, teste). 


è Procure discutir(dialogar) os conteúdos de estudos com outras pessoas.

è Pratique atividades físicas regularmente. Pesquisas mostram que 30 minutos de exercícios por dia reduz em mais de 50% as chances de Alzheimer.


Fonte: Brain world magazine

domingo, 14 de outubro de 2012

Somos aquilo que recordamos e também... o que esquecemos

CNPQ   
 Somos aquilo que recordamos e também... o que esquecemos.


       O neurocientista Iván Izquierdo, ganhador do Prêmio Almirante Álvaro Alberto do CNPq, afirma que excesso de informações e ruídos da nossa sociedade vem afetando a saúde mental.

     Por quê precisamos inibir ou esquecer certas lembranças para poder viver bem? Nossa capacidade de armazenar memórias é saturável ou não? E por quê muitas vezes temos dificuldade de lembrar coisas consideradas importantes, mas memorizamos com certa facilidade piadas, banalidades e músicas que nem gostaríamos de lembrar? Decidido a desvendar estes e outros tantos mistérios da biologia da memória, o neurologista Iván Izquierdo, reconhecido como um dos maiores pesquisadores do mundo nesta área, vem desenvolvendo há mais de 45 anos, estudos científicos com o intuito de entender como funcionam os mecanismos deste complexo labirinto da memória.

     Sabe-se que a memória é uma intrigante faculdade mental que nos permite registrar, armazenar e manipular as informações obtidas através de experiências vividas. Geralmente esta nos remete ao "passado", pois tudo que faz parte da memória já ocorreu, porém a memória também compõe o nosso presente, pois é com esta capacidade que interagimos com o mundo e com os outros. Sem esta função nós não iríamos identificar nada, ou melhor, não teríamos sequer noção de identidade, já que para saber o que somos é preciso saber o que fomos.


Esquecer para viver

    Para o especialista Iván Antônio Izquierdo, coordenador do Centro de Pesquisas da Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a memória é tão imprescindível ao homem quanto o esquecimento de certos dados, fatos ou acontecimentos. Em seu livro "A Arte de Esquecer", o pesquisador pontua ser necessário "apagar" algumas lembranças para nosso bem estar.

    "De fato, é preciso esquecer, ou pelo menos manter longe da evocação certas lembranças que nos perturbam, como aquelas de medos, humilhações, desencantos amorosos e outros maus momentos. Já pensou se nos lembrássemos de todos os nossos fracassos? Passaríamos metade da vida nos remoendo. Para nossa paz de espírito, por meio de um mecanismo de autoproteção, o cérebro simplesmente inibe determinadas memórias, um fenômeno que os psicanalistas chamam de repressão. E isso ocorre o tempo todo, mesmo sem percebermos", afirma.

   O cérebro humano, apesar de ser fantástico processa e armazena informações de forma limitada. Para reter novos dados a mente precisa de intervalos de descanso e também deixar de lado memórias supérfluas. Seria incrível caso nos lembrássemos de cada palavra, som, gesto, imagem, cheiro ou cada sensação que passa ao longo das nossas vidas, porém nosso cérebro não consegue armazenar tantos dados assim.

    Para Izquierdo, a arte de esquecer é um dos fenômenos mais importantes da memória, já que possibilita a mente abrir novas janelas para abarcar mais informações. "Se nos lembrássemos de tudo, não teríamos como lembrar ou aprender coisas novas, já que existem memórias que nos impedem de adquirir outras novas ou lembrar de outras antigas, mais importantes, por isso é preciso que a mente elimine lembranças consideradas desnecessárias ou reprimir algumas delas", afirma.

     O pesquisador pontua ainda a importância dos intervalos de descanso da mente para recompor a capacidade de absorção do conhecimento. "Sabe-se que o ser humano apresenta oscilações em sua capacidade de atenção, cujas ondas duram aproximadamente noventa minutos. Logo após absorver um certo número de informações consecutivas, dependendo da densidade, precisamos de um descanso para metabolizar tais dados", ressalta.

Emoção e suas marcas

   Todo mundo se lembra do que estava fazendo quando morreu Ayrton Senna, mas porque será que ninguém se lembra do que fazia algumas horas antes do ocorrido? Provavelmente as pessoas se recordam do momento porque se emocionaram com o infeliz fato, mas não se lembram do que fizeram horas antes da morte, pois estas lembranças não tocaram seus sentimentos. O neurocientista explica que isto ocorre, pois a memória fixa muito melhor emoções do que fatos, já que as vias nervosas são extraordinariamente reguladas por emoções e sentimentos.

    "A emoção é acompanhada pela descarga de dopamina e de noradrenalina em certos lugares do cérebro, que se incorporam na memória. Então, toda a vez que, por algum motivo, essas substâncias forem liberadas e se mantiverem no cérebro, a tendência é lembrar de coisas que apreendemos sob a influência delas". Segundo ele, é por este motivo que memorizamos com maior facilidade assuntos que gostamos, recordações que mexem com as nossas emoções, ou mesmo besteiras que nos chocam. "Uma besteira apreendida sob emoção será melhor lembrada que uma genialidade apreendida com indiferença", declara Izquierdo.

Mundo esquizofrênico

  Por mais que a memória humana seja muito ampla e resistente, o especialista afirma que a nossa memória atualmente trabalha no limite, principalmente por causa do excesso de informações e ruídos da nossa sociedade. "Há 90 anos, o fundador da Neurociência moderna, Santiago Ramon y Cajal já se queixava que o excesso de estímulos e de informação tornava a vida difícil e em pouco tempo a tornariam impossível, pelas rádios a galena, os carros, os ônibus e seu barulho, etc. Noventa anos se passaram e hoje estamos vivendo no meio da balbúrdia generalizada, somos bombardeados por informações, vindas da televisão, dos aviões, computadores, ipod, ipad e outras coisas mil. Até agora não chegamos ao limite do que nossa memória de trabalho pode suportar, porém já percebemos que todo este ruído vem afetando e muito nossa saúde mental", diz.

    Em seu livro "Silêncio, por Favor", Izquierdo defende a necessidade de escapar muitas vezes deste ambiente cheio de ruídos para conseguir pensar e articular-se com profundidade. "O ruído não é só auditivo, é visual, linguístico e multisensorial. O ruído não nos deixa distinguir os sinais que realmente nos interessam e por isso nos incomoda. Afirmo que não são os estímulos em si que nos perturbam, pois os humanos estão ai para receber, analisar, filtrar e guardar informações, o problema é que estamos construindo um mundo no qual o principal hoje é o ruído e não os sinais".


   Para ele, as pessoas vêm absorvendo desenfreadamente tantos códigos, valores, ícones e imagens que acabam por não conseguir pensar com profundidade em quase nada, o que atrapalha paralelamente a memorização, a percepção e a sensibilidade. Nesse sentido, Izquierdo afirma que é preciso selecionar os sinais em meio a tantos ruídos, que só poluem nossa mente. "Temos que discriminar informação de ruído, separar o joio do trigo, tanto para evitarmos absorver coisas que não valem a pena ser evocadas, saturando o cérebro de mediocridades, como também obtermos mais qualidade de vida, já que teremos mais tempo para fazer o que realmente importa, como, por exemplo, amar, pensar, ser nós mesmos", finaliza.

    Autor de 11 obras e mais de 600 artigos científicos sobre a biologia da memória, Izquierdo foi agraciado este ano com a mais importante honraria em ciência e tecnologia do Brasil, o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia. Médico e pesquisador argentino, Izquierdo obteve nacionalidade brasileira em 1981, e fez grandes descobertas, como os principais mecanismos moleculares da formação, evocação, persistência e extinção das memórias, a dependência de estado endógena, a separação funcional entre as memórias de curta duração e longa duração.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Memória e Aprendizagem




   Memória são todos os fatos, eventos, emoções e desempenhos que recordamos, sendo alguns por curtos períodos, outros para toda vida. Apesar de vivenciarmos situações juntamente com demais indivíduos que nos cerca, nossas memórias serão diferentes, pois cada um possui sua individualidade.
Nosso cérebro dispõe de múltiplos sistemas de memória, com diferentes características e envolvendo diferentes redes neuronais. Através de estudos neurocientíficos descobriu-se que a formação de novas memórias depende da plasticidade sináptica, entretanto falta ainda aprofundar de que forma realmente estes mecanismos neuronais se fazem presentes na recordação.
Izquierdo (2011) em seus estudos voltados à memória refere-se a ela como,
Aquisição, formação, conservação e evocação de informações. A aquisição é também chamada de aprendizado ou aprendizagem: só “grava” aquilo que foi aprendido. A evocação é também chamada de recordação, lembrança, recuperação. Só lembramos aquilo que gravamos, aquilo que foi aprendido.[...] O acervo de nossas memórias faz com que cada um de nós seja o que é: um indivíduo, um ser para o qual não existe outro idêntico. (IZQUIERDO, 2011, p. 11)

   Casos de falhas de memória são frequentes, mas na maioria das vezes são relapsos, contudo com o avançar da idade a falta de estimulação adequada e/ou surgimento de doenças neurológicas fazem com que a memória se torne mais debilitada.


 Não existe nenhuma área cerebral individual dedicada a armazenar toda a informação que aprendemos. A memória de trabalho (presente na memória de curta duração) armazena no cérebro informação consciente por um curto período de tempo. O armazenamento passivo de maior  quantidade de informação é designado memória de longa  duração.

Tipos de memória


1.   Memória Declarativa
A memória declarativa (também chamada explícita) armazena e evoca informação de fatos e de dados levados ao nosso conhecimento através dos sentidos e de processos internos do cérebro, como associação de dados, dedução e criação de ideias. Esse tipo de memória é levado ao nível consciente através de proposições verbais, imagens, sons etc.
è Episódica-  A memória declarativa inclui a memória de fatos vivenciados pela pessoa (memória episódica)
    è Semântica - De informações adquiridas pela transmissão do saber de forma escrita, visual e sonora (memória semântica).

2.   Memória Não- declarativa (implícita)

èProcedural ou de procedimentos- A memória de procedimento armazena dados relacionados à aquisição de habilidades mediante a repetição de uma atividade que segue sempre o mesmo padrão. Nela se incluem todas as habilidades motoras, sensitivas e intelectuais, bem como toda forma de condicionamento. A capacidade assim adquirida não depende da consciência. Somos capazes de executar tarefas, por vezes complexas, com nosso pensamento voltado para algo completamente diferente. Por exemplo, aprender a andar de bicicleta ou tocar um instrumento musical é um conhecimento de procedimento que depende do aprendizado de habilidades motoras especificas e normalmente requerem múltiplas repetições.
èPriming - Considera-se que a memória pode ser evocada por meio de "dicas" (fragmentos de uma imagem, a primeira palavra de uma poesia, certos gestos, odores ou sons).
èAssociativa- Empregamos a memória associativa, por exemplo, quando começamos a salivar pelo simples fato de olhar para um alimento apetitoso, por termos, em algum momento de nossa vida associado seu aspecto ou cheiro à alimentação.
è Não-associativa- Por outro lado, usamos a memória não associativa quando, sem nos darmos conta, aprendemos que um estímulo repetitivo, por exemplo, o latido de um cãozinho, não traz riscos, o que nos faz relaxar e ignorá-lo.

    Lembramos que também existem as falsas memórias...
FALSAS MEMÓRIAS - por vezes nosso cérebro estabelece memórias que são falsas na sua origem, normalmente porque um evento é interpretado de maneira errada.
Memória que se imaginou (esperou ver) e não do que de fato esteve (algo parecido e confundido);
Também podem ser criadas durante o que parece ser uma recordação (pessoa está convencida que algo aconteceu, pode reformular o evento a partir de esboços de outras memórias e então vivenciá-la como se fosse uma recordação “real”).



   No campo educativo, voltado às descobertas da Neurociência, Sprenger (2008) cita 7 passos essenciais para o ensino da memória, tornando a aprendizagem mais significativa, segunda a autora “A memória é um processo que requer repetição, e é a memória que proporciona o nosso retorno no tempo”.

Imagem extraída do livro: Memória de Marilee Sprenger


DIFICULDADES NA MEMÓRIA


Assim como existem crianças que tem dificuldades para responder ou perceber adequadamente os estímulos, existem outras que tem dificuldade para guardá-los na memória de trabalho e depois utilizar a informação. Nas estratégias utilizadas é importante considerar:

Além disso, ressaltamos disso ressaltamos as atividades propostas no quadro abaixo, procurando desenvolver a qualidade da memória e melhorar a retenção...


Também, dentro da perspectiva das propostas de GÓMEZ & TERÁN, apresentadas nos quadros anteriores, enfatizamos algumas atividades que desenvolvem a Memória Visual...

ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR A QUALIDADE DA MEMÓRIA VISUAL

•        Apresentar às crianças objetos de uso comum, por exemplo, um carro, uma xícara, um lápis, etc. São apresentados a ela os objetos e pede-se a ela que abra os olhos, em seguida feche os olhos. Escondem-se os objetos, pede-se a ela que abra os olhos e os nomeie. Isto pode complicar-se progressivamente com um maior número de objetos com a idade da criança.

•        Utilizar fotos ou ilustrações de objetos familiares começando com duas ilustrações e chegando até cinco. Pede-se a ela que nomeie os objetos da esquerda para a direita, retiram-se as ilustrações e pede-se à criança que nomeie na mesma ordem.

•        O mesmo exercício anterior, porém somente apresentando as ilustrações em separado sem nomeá-las. Pede-se à criança que as memorize e ao final nomeie os objetos apresentados.

•        Apresenta-se á criança uma série de cartões com linhas verticais coloridas. A progressão cresce com um número maior de linhas verticais e de cores utilizadas. Pede-se a ela que reproduza a sequência com palitos coloridos ou de forma gráfica com as cores correspondentes. É importante mencionar que deve ter atenção à sequência correta das cores.

•        Colocar cinco objetos em fila sobre a mesa do professor. Pode-se aos alunos que retenham a ordem na qual estão posicionados os objetos. Ao entrar, a criança que estava fora tem que adivinhar qual objeto foi mudado de lugar. É importante ter em conta a idade para a quantidade de objetos que são colocados.

•        Apresentar, durante um determinado tempo, ilustrações geométricas e pedir à criança que reproduza cada cartão.

•        Apresentar ilustrações com letras. Pede-se que depois as reproduza no papel. A quantidade de letras pode ir aumentando de acordo com a idade.

•        Apresentar uma figura durante uns segundos. Mostrar a seguir uma ilustração onde a figura está representada junto a outras de categoria mais ou menos próxima. Pedir que identifique a figura observada. Podem ser utilizadas figuras geométricas, números, letras, sinais de trânsito, notas musicais, etc. A complexidade do exercício varia de acordo com as figuras utilizadas para identificação, a similaridade com outras figuras da ilustração e o tempo de exposição.

•        Pedir-lhe que desenhem ou escrevam de memória os objetos da sala de aula, o que observaram no caminho de uma sala até outra, no caminho de casa, etc.

•        Sete alunos colocam-se em frente à classe. Pede-se ao restante do grupo que os observem e memorizem seus colegas: seu penteado, como estão vestidos, etc. Depois de um minuto de observação o grupo de crianças saem da sala e mudam entre elas seus sapatos, relógios, penteados, bonés, jaquetas, etc. Em seguida voltam a entrar na sala e pede-se ao grupo que digam as mudanças que ocorreram.


 Referências Bibliográficas:

ABREU, Neander; MATTOS, Paulo. Memória. In: MALLOY-DINIZ, Leandro F. AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA. Porto Alegre: Artmed, 2010.

ERNÉ, Silvio A. O exame do estado mental do paciente. In: CUNHA, Jurema Alcides. PSICODIAGNÓSTICO V. Porto Alegre: Artmed, 2000.


GÓMEZ, Ana Maria S.; TERÁN, Nora Espinosa. Dificuldades de aprendizagem: detecção e estratégias de ajuda. EQUIPE CULTURAL (trad.). Brasil: Cultural, S.A.


IZQUIERDO, Iván. Memória. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.

MARSHALL, Jessica. Esquecer para lembrar. Mente e cérebro.  São Paulo: Duetto, ano XV, nº 183, abril, 2008.

PINTO, Graziela Costa. O livro do cérebro 3: memória, pensamento e consciência. São Paulo: Duetto, 2009.

PINTO, Graziela Costa. O livro do cérebro 4: envelhecimento e disfunções. São Paulo: Duetto, 2009.

SPRENGER, Marilee. Memória: Como ensinar para o aluno lembrar. São Paulo: Penso, 2008.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

É possível controlar os sonhos?

hipocampo desempenha um papel essencial no processo da memória. Situado em áreas remotas do cérebro - no sistema límbico -, no mesmo nível do lobo temporal, ele assegura o estabelecimento das conexões entre as diferentes zonas cerebrais. Ele exerce uma função vital na transferência de lembranças da memória de curto prazo para a memória de longo prazo, ou seja, na consolidação das lembranças que exige a participação de diferentes partes do cérebro.

 O hipocampo registra acontecimentos que tivemos ao longo do dia, enquanto dormimos, ele faz um “replay” destes eventos, processo que é crucial para a consolidação da memória. Mas agora sabemos que estes "replays" poderiam ser influenciados por estímulos ambientais, pelo menos em ratos. 

Cientistas conseguiram controlar os sonhos de ratos, abrindo as portas para “engenharia do sonho”. A pesquisa realizada no Massachussets Intitute of Technology (MIT), através dos  pesquisadores  Matt Wilson, Daniel Bendor e sua equipe, conseguiu chegar dentro do cérebro de ratos e manipular seus sonhos.
No experimento, os ratos foram treinados para executar caminhos diferentes  através pistas de áudio. Os ratos aprenderam rapidamente que os tons (de áudio)foram úteis:
- um som indicava que um alimento poderia ser encontrado indo para a esquerda, enquanto o outro som indicava que uma recompensa alimentar os aguardava do lado direito.
E enquanto os ratos estavam fazendo isso, os neurocientistas estavam gravando sua atividade neural.  Quando os ratos estavam cansados ​​e dormindo, os pesquisadores mais uma vez registraram a atividade neural de seus cérebros.
Usando a análise correlativa, Wilson e sua equipe confirmaram que os ratos foram sonhando com os labirintos navegados nas façanhas do dia anterior. 
Também, durante o sono dos ratos, os pesquisadores tocavam uma vez a cada cinco a 10 segundos um som aleatório, e também os dois sons associados aos dois lados do labirinto. Sempre que o som associado com o lado esquerdo do labirinto era tocado, o conteúdo do sonho ligado as lembranças de correr para o lado esquerdo do labirinto,  era acionado; e, foi exatamente o mesmo quando o som para o lado direito foi tocado. Se os sons eram tocados por menos de um segundo, a influência sobre o conteúdo do sonho persistiu por cinco a 10 segundos, demonstrando que efetivamente estímulos externos poderiam induzir preconceitos no padrão sonhando, com ratos. Este mesmo fenômeno não apareceu quando os ratos estavam acordados e fora do labirinto.
Os pesquisadores afirmam que a atividade neural dos roedores enquanto eles sonhavam passou a repetir o padrão registrado quando eles seguiam as dicas, demonstrando que os sonhos podem ser manipulados. Segundo os pesquisadores, a relevância destes estudos,  poderão servir no futuro para reforçar e bloquear memórias indesejadas em humanos.
Para saber mais acesse:





quarta-feira, 11 de julho de 2012

Memória Olfativa



Nosso cérebro armazena inúmeras lembranças. Quando ativado por um estímulo externo, que é o aroma, o cérebro desencadeia uma reação neurológica na memória, associando tal cheiro a fatos importantes da nossa vida. Basta sentir um cheiro familiar para que a cena do passado venha para nossa memória com uma incrível riqueza de detalhes. Pode ser o aroma de um alimento, o exalar de uma flor ou o perfume de uma pessoa. São os cheiros de nossas vidas. Quem não lembra o cheiro de livro novo, perfume de flor, refeição preparada pela mãe...
A “memória olfativa” é um fenômeno que acontece porque o olfato está diretamente ligado aos mecanismos fisiológicos que regem as emoções. Quando sentimos um cheiro, a informação passa pelas narinas e é processada no sistema límbico, parte do cérebro responsável pela memória, sentimentos, reações instintivas e reflexos.

Conforme Scardua (2011, s.p),
A relação entre cheiro e emoção pode ser entendida a partir da investigação do processamento das informações olfativas pelo sistema sensorial. Quando sentimos um aroma, de imediato as amígdalas trabalham e relacionam aquele odor à ação que está ocorrendo ou como nos sentimos naquele momento. O cheiro é, então, guardado na memória acompanhado da emoção/sentimento que estamos vivenciando naquele momento. Quando voltamos a sentir o mesmo cheiro, a memória afetiva é ativada, e a conexão entre o aroma e a emoção correspondente torna-se perceptível. É por isso que, às vezes, somos acometidos pela lembrança de uma situação passada na presença de determinados odores.

sábado, 7 de julho de 2012

Nosso cérebro é um órgão fantástico e muito valioso


Nosso cérebro é um órgão fantástico. Ele pode controlar praticamente todas as partes do nosso corpo. Ele também tem a capacidade única de pensar e fornecer habilidades cognitivas, tais como:
1. Habilidades de Atenção - Esta inclui a capacidade de uma pessoa de compreender e responder à informação recebida. Essas habilidades de atenção podem ser subdivididas em:
v Atenção sustentada - A capacidade de se manter focado e atento à tarefa que está sendo executada.
v A atenção seletiva - A capacidade de manter o foco, apesar de entradas sensoriais (também conhecidas como distrações)
v Atenção dividida - A capacidade de lembrar informações e manter o foco em alguma coisa enquanto realiza  uma outra tarefa.
2. Habilidades de memória. Esta é a nossa capacidade de armazenar e recuperar informações.
Memória engloba memória a longo prazo, que é a capacidade de recordar a informação que foi armazenada no passado. Este tipo de memória é crucial para muitas tarefas, incluindo a aprendizagem e muitas outras coisas feitas ao longo do dia.
Memória de curto prazo inclui informações que recordamos quando necessário em uma base mais imediata.
Ambas os tipos de memória são uma parte essencial de nossas habilidades cognitivas.
3. Lógica e raciocínio - Esta é a nossa capacidade de raciocinar de uma situação, formular conceitos e resolver problemas utilizando a entrada de única e parâmetros.
 4. O processamento auditivo - Isso inclui a nossa capacidade de analisar, combinar e diferenciar sons. É uma habilidade crucial para aprender a ler e soletrar.
5. Processamento visual - Este engloba a nossa capacidade de perceber, analisar e processar o mundo que nos rodeia em imagens visuais. Isto também inclui a capacidade de imaginar alguma coisa em nossas mentes. Este tipo de habilidade é importante para aprender a seguir as instruções, executar problemas de matemática e seguir direções.
6. Velocidade de processamento - A velocidade em que o nosso cérebro processa a informação é fundamental para a realização de tarefas cognitivas de forma rápida e eficiente. Eficientes habilidades cognitivas são essenciais para melhorar a nossa capacidade de aprender. Deficiências nessas competências desempenham um papel importante na aprendizagem. Por exemplo: fraquezas no processamento auditivo podem criar grandes problemas em aprender a ler de forma eficaz.
Como os músculos do seu corpo, suas habilidades cognitivas podem ser treinadas com  programas adequados do cérebro que visam especificamente as habilidades que você está interessado em melhorar. Devido à sua importância em nossa vida diária, certifique-se de manter ou tentar melhorar essas essenciais habilidades cognitivas, pois seu cérebro vale ouro!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Neuropsicologia ajuda no diagnóstico de Alzheimer


Por: AVOL
Imagem: http://www.aboutalzheimerscare.com/
Perda de memória não é própria do envelhecimento. Problema precisa ser investigado.
        À medida que a população envelhece, cresce a incidência de demências, dentre elas, a Doença de Alzheimer. Um dos desafios lançados aos profissionais de saúde é o de assegurar um diagnóstico preciso e formas de tratamento visando à qualidade de vida desta população. Diante dessa realidade, faz-se necessário realizar um diagnóstico precoce para que se obtenha maior eficácia no tratamento, destaca a psicóloga Silviane Andrade, especialista em Neuropsicologia.
            A também Mestre em (Neuro)ciências pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina divide com a terapeuta ocupacional e especialista em Neuropsicologia, Débora Câmara, a direção do Neuropsicocentro. Esta clínica disponibiliza a avaliação neuropsicológica, exame feito por neuropsicólogos e cujo objetivo principal é realizar o mapeamento cerebral através do qual é possível verificar se possíveis alterações estão compatíveis com a idade ou se já se configuram como um déficit.
        Diante da dificuldade de chegar a um diagnóstico, descreva a importância do tratamento precoce e das possibilidades de melhorar a qualidade da vida do paciente. Ao falarmos em diagnóstico precoce, estamos nos reportando a uma fase anterior à instalação da demência, que é o Comprometimento Cognitivo Leve (CCL). O CCL é de difícil diagnóstico, uma vez que se confunde com o envelhecimento normal, já que os déficits são ainda muito sutis e, como no processo de envelhecimento, há um rebaixamento da memória (próprio da idade), isso mascara os sintomas do CCL. Muitas pessoas pensam que, pelo fato de estarem envelhecendo, é normal terem problemas de memória. Porém, isso não é verdadeiro, pois pode haver uma diminuição de memória, mas até determinado limite. Além desse limite, já se configura como patologia, devendo ser investigada e tratada. Para tanto, a Neuropsicologia é uma ciência nova que vem contribuir sobremaneira para esse diagnóstico.

O que é Neuropsicologia e suas áreas de atuação? 
         É uma área da ciência relativamente recente que surgiu da confluência da neurologia com a psicologia e que tem duas vertentes: a avaliação neuropsicológica e a reabilitação neuropsicológica. Ela atua tanto no diagnóstico de doenças neurológicas (demências, parkinson, AVC, epilepsia, TDAH, distúrbios de aprendizagem, etc.) e psiquiátricas (depressão, transtorno bipolar, etc.) e no tratamento das mesmas.

 No que consiste uma avaliação neuropsicológica? 
         Trata-se de um exame feito por psicólogos especializados em Neuropsicologia, por meio do qual é feito um mapeamento cerebral, em que são avaliadas as funções cerebrais superiores do paciente, como memória, atenção, raciocínio, linguagem, percepção, ou seja, todas as funções responsáveis pela eficiência intelectual. O exame possibilita quantificar as alterações dessas funções, assim como verificar se essas alterações estão compatíveis com a idade ou se já se configuram como um déficit. Para um bom funcionamento da memória, há um envolvimento de motivação, atenção e intenção. No caso das pessoas que não possuem um humor positivo (depressivas ou ansiosas) tendem a apresentar dificuldades de memória bastante graves, não conseguindo organizar seu dia-a-dia de forma adequada. Por isso, a avaliação neuropsicológica é importante, uma vez que possibilita um diagnóstico diferencial entre problemas de memória decorrentes de depressão (quadro extremamente comum no idoso), ou se são decorrentes de demência. Realizando o diagnóstico e encontrando alteração de memória, mesmo que ainda sutil, existe a reabilitação neuropsicológica, cujo objetivo é estimular a memória e as demais funções cognitivas para que o déficit não evolua de forma intensa e rápida, e assim, possa retardar a instalação da demência. A reabilitação também atua no tratamento das pessoas que já foram diagnosticadas com demência.

Como é realizada a reabilitação neuropsicológica em pacientes com Alzheimer?
          É feita por uma equipe multi e interdisciplinar formada por neuropsicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos etc. A reabilitação neuropsicológica consiste no atendimento psicoterápico, na estimulação cognitiva, atendimento em grupo e no apoio aos familiares.

Qual a importância de cada um deles? 
          A psicoterapia se faz necessária quando há comorbidades, ou seja, associação da demência com depressão, pois além de trabalhar as perdas sofridas, ajuda no enfrentamento da nova realidade na vida do paciente e familiares. A estimulação cognitiva baseia-se no que as neurociências têm descoberto recentemente sobre a neuroplasticidade, que é capacidade do cérebro de se regenerar mediante seu uso e potenciação: no sentido de moldar o cérebro através da atividade. Daí propõe-se atividades que estimulem não apenas a memória, como as demais funções responsáveis pelo bom funcionamento intelectual. Pois o que acontece é que o ser humano, após aposentar-se e, à medida que avança em idade, tende a diminuir seu contexto profissional e social, fazendo com que não use e nem estimule mais seu cérebro. Uma comparação grosseira que podemos fazer é quando utilizamos um eletrodoméstico (ex: liquidificador), e passamos um ano sem usá-lo. Quando formos ativá-lo novamente, ele não funcionará mais, pois estará enferrujado. É como se acontecesse mais ou menos assim com o cérebro, quanto mais utilizamos o cérebro no nosso trabalho, em leituras, atividades intelectuais, melhor ele funciona, pois precisa de estímulos e, quando não recebe mais esses estímulos, acaba por atrofiar.

E como é realizado o atendimento em grupo e sua importância no contexto geral do tratamento? 
          É extremamente importante, pois como o idoso tem seu contexto social reduzido, o atendimento em grupo possibilita uma ressocialização, na qual o paciente pode criar novos laços de amizade, sair para outros lugares. Costumamos levar os pacientes para visitar museus e exposições, estimulando sua criatividade e atividade expressiva, como forma de tornar o tratamento uma atividade prazerosa. Pois como diz uma de nossas pacientes que tem Alzheimer, em fase moderada, ao chegar para o atendimento em grupo: ´eu não sei o que vim fazer aqui, mas quando chego aqui, eu gosto tanto´. Resgatar esse sentimento de alegria e de que, mesmo com demência, pode-se dar qualidade de vida a esses pacientes é o nosso grande objetivo. Por fim, não há como tratar um paciente de Alzheimer e não cuidar da família. Realizamos reuniões mensais com os familiares de pacientes, momento no qual prestamos esclarecimentos sobre a doença, assim como propiciamos um espaço de desabafo dos familiares-cuidadores sobre as experiências vividas por essa doença, tão sofrida para todos.

 De quais ferramentas o neuropsicólogo lança mão para realizar a estimulação cognitiva e conseguir a ativação cerebral? 
        Numa sessão de grupo, por exemplo, iniciamos com uma fase de relaxamento, cujo objetivo é esquecer preocupações e ajudar a se concentrar nas tarefas que serão propostas. A seguir, realizamos as atividades de estimulação e, por último, explicamos como e quais as áreas que as atividades realizadas ativaram o cérebro. Portanto, a estimulação cognitiva lança mão desde o fornecimento de informações de como o cérebro funciona ao próprio paciente como, por exemplo, os fatores que interferem na memória, como estresse, preocupação, desinteresse, falta de motivação, entre outros, até a realização de atividades que promovam a estimulação das várias esferas cognitivas. Para ajudar na orientação têmporo-espacial, propomos estratégias compensatórias como agendas, cronogramas, calendários. Para a memória, podemos solicitar que resgatem informações de histórias contadas previamente, que falem sobre atividades realizadas no dia anterior ou o que tem para fazer no dia seguinte (que estaria relacionada à memória prospectiva). Para estimular linguagem, podemos dar algumas letras aleatórias e solicitar que formem o máximo de palavras com essas letras. Para a percepção, podemos pedir que o paciente procure um estímulo específico no meio de vários outros. Enfim, esses são apenas alguns exemplos dentro de uma infinidade de outras atividades que possibilitam a estimulação cerebral. Ao longo do tratamento, também incluímos atividades artísticas/expressivas que ajudam a estimular o hemisfério cerebral direito do paciente.

Qual a real necessidade de se manter o cérebro sempre em atividade? 
          Manter o cérebro sempre ativo pode ajudar a retardar a instalação da doença, pois como a demência é uma doença degenerativa e para a qual ainda não há cura, é importante estar sempre realizando atividades intelectuais. Uma vez que as conexões entre os neurônios estejam bem consolidadas, mais tempo levará para elas se desfazerem, ou seja, mais tempo o cérebro ficará funcionante. Isso é o que chamamos de reserva intelectual, na qual as pessoas que usarem mais o cérebro terão mais proteção em relação aos sintomas demenciais. Para isso, realizamos também um trabalho com idosos que ainda não apresentam problemas demenciais, mas que já apresentam algumas queixas de memória. O objetivo principal é ativar o cérebro, protegendo-o.

Qual a idade média desse grupo ou a partir de qual idade os que possuem histórico familiar de Alzheimer ou demências devem observar mais atentamente o comportamento do cérebro/memória?
          A idade considerada crítica é a partir dos 65 anos, pois é quando aumenta a incidência dos estados de demências em geral. Portanto, quem perceber nessa faixa etária o surgimento de alterações de memória ou que tiveram antecedentes de Doença Alzheimer na família, estão aptos e podem se beneficiar do trabalho de estimulação cognitiva.O importante é investigar os níveis dessa perda.

Fique por dentro

         A doença pode manter-se invisível durante anos Forma mais comum de demência, a Doença de Alzheimer foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer. Acomete geralmente pessoas acima de 65 anos, embora seu diagnóstico seja possível também em pessoas de outras faixas etárias. O número de portadores é crescente no mundo inteiro.
       Embora existam pontos em comum, cada paciente sofre a doença de forma única. A perda de memória é o sintoma primário mais freqüente. A dificuldade maior em fechar o diagnóstico reside no fato de os primeiros sintomas serem confundidos com problemas decorrentes da idade ou de estresse.
     Com o avançar da doença, aparecem novos sintomas: confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e das funções motoras. A doença pode se desenvolver em um período indeterminado de tempo.
Fonte de Consulta: http://www.assistiva.org.br