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domingo, 8 de julho de 2012

Cérebro e Leitura


Através das descobertas neurocientíficas cada vez mais nossos conhecimentos vem se aprimorando e dessa forma contribuindo para o processo de aprendizagem dos indivíduos.
Contribuições como as do neurocientista Stanislas Dehaene proporcionam  a descoberta de áreas ativadas pela leitura. Também existem pesquisas que relatam que cegos também ativam estas mesmas áreas, através da leitura em braile.
Assista esta interessante reportagem:




domingo, 10 de junho de 2012

Seminário Internacional:Os neurônios da leitura


No dia 6 de julho, no Rio de Janeiro e no dia 13 de julho, em Santa Catarina, o Instituto Alfa e Beto traz ao Brasil, Stanislas Dehaene, um dos mais renomados neuropsicólogos da Europa. Suas pesquisas abordam as bases neurais de funções cognitivas humanas, onde o cálculo e a linguagem se fazem presentes. A palestra de Dehaene terá como enfoque seus estudos publicados no livro: Os Neurônios da Leitura.
Se ler não fosse tão importante para as funções cerebrais diversos neurocientistas nem indicariam este hábito, mas muitas conexões sinápticas ocorrem através da leitura.
Para Dehaene (2012, p.82),
O reconhecimento de uma palavra exige que múltiplos sistemas cerebrais se conciliem numa interpretação unívoca da entrada visual. O tempo que demoramos a ler uma palavra depende portanto mais de suas propriedades intrínsecas que dos conflitos ou coligações que induzem no seio da nossa arquitetura cerebral.
De acordo com Zorzetto (2009, p 161), a leitura mantém as sinapses ativas e contribui para evitar manifestações demenciais, mesmo quando o cérebro envelhece biologicamente:
…Investigando o cérebro de pessoas que morreram com mais de 80 anos e aparentavam ser saudáveis do ponto de vista neurológico, Ricardo Nitrini, da USP, descobriu que uma em cada quatro idosos apresentava as lesões típicas do Alzheimer. “O que explica porque essas pessoas estavam bem é o alto grau de escolaridade e o nível intelectual elevado”, afirma… Na opinião do neurocientista Iván Izquierdo, especialista em memória, a leitura é a melhor maneira de manter as sinapses ativas. “Quando alguém lê usa vários tipos de memória”, disse Izquierdo em uma entrevista anos atrás.
Conforme entrevista de Izquierdo ao Jornal ZH,
Drogas, como a Ritalina, só são indicadas para quem tem déficit de atenção. Mas quem não tem a doença e quer ter um cérebro saudável, eu recomendo ler. Esse é o melhor exercício que alguém pode fazer com o cérebro. O uso constante da memória a estimula. É como um músculo: quanto mais se usa, melhor funciona. Mas não se deve fazer um uso abusivo da memória. Na hora de dormir, devemos descansar. Cada coisa tem seu momento.
No site www.educarparacrescer.com.br, além de diversas dicas de leitura, existe também este folder com indicações sobre os benefícios que a leitura nos traz...


Imagem:www.educarparacrescer.com.br
ZORZETTO. A importância da leitura para o cérebro. Revista Fapesp, São Paulo, n. 161, p. 23, jul. 2009.
JORNAL ZERO HORA. Ler é o melhor exercício para o cérebro. 27/01/2012. Disponível online em http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2012/01/ler-e-o-melhor-exercicio-para-o-cerebro-3644182.html    Acesso em 09/06/2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Reflexões a cerca da leitura na atualidade

Ana Lúcia Hennemann- Junho/2012
O estímulo à leitura é algo que deve ser constante e deve iniciar muito antes do que se imagina.... Facchini (2009, p 19) em seu artigo intitulado "Bebeteca: mediação pedagógica e animação cultural" faz um relato de toda uma estimulação feita com bebês enfocando o convívio com a leitura, enfatizando que: "durante as sessões de leitura  compartilhada, os bebês receberam uma dupla  mensagem de apreço: o apreço pessoal – alguém  lhe quer bem – e o apreço pela leitura – ler dá prazer".
Baseada neste artigo, postei um vídeo realizado pelo Projeto Entorno, uma iniciativa da Fundação Victor Civita, que vem de encontro à proposta de Facchini e também nos traz todo o repertório do trabalho, excelente, desenvolvido com bebês e o estímulo a esta leitura.
No intuito de fazer uma reflexão a cerca da leitura na atualidade foi postado um segundo vídeo que aborda a  relação da criança com as novas tecnologias,pois o mesmo mostra  uma  criança manuseando uma revista, tentando encontrar na mesma os aplicativos dispostos no  ipad, com o qual já tem maior "apreço pessoal". Por outro lado, este vídeo nos faz um convite para repensar de que modo nós como educadores devemos atuar frente às novas gerações, novos contextos educativos, diferentes interações com o meio linguístico.
Tenho consciência que todo e qualquer avanço tecnológico é sempre bem vindo, contudo acredito que frente a essas novas aprendizagens tecnológicas as crianças se desenvolvem também, mas as marcas pessoais que as crianças estimuladas através de todo um trabalho proposto por Facchini, ou mesmo pelo projeto Encontro, são mais profundas, resgatam fatores genéticos trazidos com o indivíduo, pois conforme Dehaene (2012), em seu livro Os Neurônios da Leitura, se faz necessário todo um trabalho neurocientífico da leitura que se inicia com o reconhecimento das letras pela retina e extração dos componentes de base das palavras, como as sílabas, e esse trabalho é feito através do manuseio com os livros, do contato pessoal que dispomos à criança no momento em que lhe ofertamos a possibilidade de interagir com o livro.

Fontes Consultadas:

DEHAENE, Stanislas. Os Neurônios da Leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

FACCHINI, Luciana. Bebeteca: mediação pedagógica e animação cultural. Protestantismo em Revista, São Leopoldo, RS, v. 20, set.-dez. 2009. Disponível online em: http://www3.est.edu.br/nepp/revista/020/ano08n3_02.pdf   Acesso em 06/06/2012