Mostrando postagens com marcador Neuroeducação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Neuroeducação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Neurociências e Educação


Como a Neuroeducação e a Neuropedagogia podem ajudar a escola e o professor a tornar o aprendizado mais eficiente e mais interessante para o aluno?

Estímulos Multi-sensoriais: as pesquisas mostram que o aprendizado será mais eficaz e a recordação da informação mais fácil se mais sentidos forem estimulados.
Recompensas e motivação: a necessidade de uma recompensa imediata é característica das gerações atuais. Recompensas externas podem ser preocupantes no ambiente escolar, mas a criatividade do professor pode encontrar formas de recompensar o aluno em sala de aula de forma a motivá-lo nas atividades e conquistar sua atenção. Algo como dedicar um intervalo da aula para piadas, canções, jingles, se a atenção e participação de todos foi adequada no momento combinado.
Memória: sem repetição a memorização não acontece, a rememoração falha, perde-se a informação, o tempo e a motivação. A quantidade de repetição vai depender da emoção envolvida na passagem da informação. Quanto mais emoção maior a chance da informação ficar cravada na memória dos seus alunos.
Conhecimento prévio: dificilmente vai haver aprendizagem se a informação nova não está contextualizada e conectada a conhecimentos que já existem no cérebro da criança. 
Do concreto para o abstrato: o lobo frontal, sede do nosso pensamento abstrato, demora mais a se desenvolver, como vimos aqui isso se estende até a segunda década de vida. Dessa forma, parta de exemplos concretos para atingir ideações abstratas.
Práticas: quando uma informação é colocada em prática ela se torna patente em nosso cérebro. Mas certifique-se de que na prática a criança realmente entendeu, ela deve ser capaz de falar e escrever sobre um conceito que praticou.
Estórias ou histórias: elas ativam muitas áreas cerebrais, mexem conosco, com nossas emoções, memórias e ideias. Elas têm início, meio e fim, o que também estimula o desenvolvimento de habilidades de sequenciação e organização (córtex pré-frontal).
Computadores e outras tecnologias: muitos sentidos são estimulados quando os estudantes trabalham em grupos fazendo pesquisas no computador. O trabalho é bastante visual, auditivo e cinestésico, além de estimular habilidades sociais.
O cérebro procura por padrões: a informação é guardada em nosso cérebro através de padrões de reconhecimento. Daniel Pink (2005) ressalta que a era atual requer uma forma de pensar que inclua a capacidade de detectar padrões e criar algo novo. É fundamental que o Educador apresente a nova informação, auxilie o aluno a identificar o padrão, associar esse padrão a padrões já armazenados por ele em seu cérebro e aí seja capaz de criar novos padrões. Dois métodos principais funcionam muito bem para isso, um é o uso de organizadores gráficos como mapas mentais e diagramas de Venn, outro é através da organização da informação em blocos lógicos e contextualizados.
O estresse inibe a aprendizagem: numerosas evidências apontam para isso, sobretudo os efeitos do cortisol (hormônio do estresse) provocando a morte de neurônios no hipocampo (área da memória de longo prazo). Nesse sentido ofereça um ambiente de ensino seguro, confortável e acolhedor. Estabeleça rotinas, regras, objetivos e procedimentos padrão. Os rituais de sala de aula podem contribuir para reduzir o estresse.
O cérebro é um órgão social: a interação e desenvolvimento de habilidades sociais são fundamentais no processo de aprendizagem. Nossas crianças da era digital encontram-se talvez mais aptas a se relacionar através de um teclado do que com a fala, o olhar e o toque. É importante para elas desenvolver a linguagem não verbal, reconhecer sentimentos através da face e dos gestos, interagir com diferentes grupos sociais, aprender a escutar, expressar suas emoções e ser empática.
Arte e atividade física melhoram o desempenho intelectual: explore essas atividades o mais que puder.
Contrabalance tecnologia e criatividade, utilize música e muito, muito visual!

Fonte consultada: Aprender Criança

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mandalas, Educação e Autoconsciência


As mandalas exercem funções terapêuticas e por isso vem sendo muito utilizadas na abordagem neuropedagógica. Sites  destinados a Ludoterapia mencionam todo aparato de estimulação neural que pode ocorrer através do trabalho com mandalas e é nesse sentido que compartilho a publicação de Sandra Ferris que traz toda explicação em torno da mandala...

A mandala é um desenho de origem sagrada que tem um ponto central e ao seu redor um desenvolvimento, em geral mais ou menos simétrico. São, portanto, desenhos ordenados ao redor de um centro e estão ligados a um estado interior. Mandala é uma palavra que vem do sânscrito e significa circulo, coroa, rotação, circulação, coro, balé e oferenda. Esta palavra é também conhecida como roda e totalidade. Mais alem de sua definição como palavra, do ponto de vista espiritual é um centro energético de equilíbrio e purificação que ajuda a transformar o entorno e a mente. Define-se como um sistema ideográfico possuidor de um espaço sagrado.
A mandala é também chamada psico-cosmograma e permite a quem utiliza reintegrar-se ao universo e em consciência absoluta. É uma forma de arte-terapia.

As mandalas são utilizadas desde tempos remotos em todos os países do mundo: Índia, China, Tibete, povos originários da America, Austrália...
O psicólogo Carl Jung disse que colorir/pintar mandalas era tão poderoso que lhe salvou da loucura. As utilizou em terapias com o objetivo de alcançar a busca de individualidade nos seres humanos. Jung costumava interpretar seus sonhos desenhando uma mandala diariamente. Nesta atividade descobriu a relação que estas tinham com seu centro interior e a partir daí elaborou uma teoria sobre a estrutura da psique humana. Segundo Carl Jung, as mandalas representam a totalidade da mente, abarcando tanto o consciente como o inconsciente. Afirmou que o arquétipo destes desenhos se encontra firmemente ancorado no subconsciente coletivo.
A mandala representa o ser humano. Interatuar com ela nos ajuda a curar a fragmentação psíquica e espiritual, a manifestar nossa criatividade e a re-conectar-nos com nosso ser essencial. É como começar uma viagem para nossa essência, nos abre portas até agora desconhecidas e faz com que brote nossa sabedoria interior.

Como fazer uma mandala?


Pode-se colorir, completar ou inventar. O colorido da mandala pode ser realizado por todo mundo, crianças ou adultos que saibam ou não desenhar. Colorir é fácil, basta preencher com cores os diferentes elementos geométricos. Cada um escolhe as cores, a intensidade da cor e seu material de pintura (aquarela, tintas, ceras, lápis de cor, etc.) em função do seu estado de animo. Deixem seus filhos ou alunos pintar como quiserem. Ponha musica de fundo suave se assim o desejar.
Ao desenhar a partir do centro para o exterior podemos abrir o coração e expandir-nos.
Ao desenhar do exterior para o centro, nos concentramos, interiorizamos e evitamos a dispersão
Deixar que a criança, ou o adulto pinte como quiser, sem intervir, sem induzir a nada. Que sigam seu coração. Em oficinas vivenciais se pode fazer mandalas grupais. Também se pode trabalhar uma mandala com intenção, pensando no Amor, na Paz ou no que desejamos aprofundar ou adquirir. Para as futuras mamães, colocar toda a nossa amorosa atenção no bebê que está para nascer enquanto colorimos a mandala, é um excelente exercício.
Ao colocar uma mandala na parede, automaticamente se harmoniza a casa ou a sala de aula.
Toda a atividade com mandala corresponde a um trabalho interior. É meditação e oferenda. O efeito, ao trabalhar com a mandala, ao percorrê-la, contemplá-la, colori-la é também iniciar uma vigem para seu próprio centro, seu coração. Permite conectar com seu próprio ser interior divino. Da mesma forma podemos trabalhar os labirintos, os padrões universais, a geometria sagrada ou simplesmente o desenho livre.
As rodas e danças circulares são mandalas vivenciais que nos conectam com muita força ao nosso interior, ajudando-nos de maneira muito eficaz a conhecer-nos melhor, ao mesmo tempo em que criamos uma energia de grupo harmônica, prazerosa e solidária. 
Os benefícios de desenhar ou pintar mandalas são múltiplos:

- Permite um trabalho de meditação ativa.
- Nos conecta com nossa essência.
- Proporciona fluidez com o mundo exterior.
- Ajuda a expandir nossa consciência.
- Desenvolve a paciência.
- Aumenta a intuição.
- da Auto-estima e auto-aceitação.
- Cura física, emocional e psiquicamente.
- Recobra o equilíbrio e permite recentrar-se.
- Nos provê de intuição criativa, sossego, harmonia e calma interna.
Imagem:  http://kidsrelaxation.com/category/relaxing-with-art/


As formas e seus significados

 As mandalas não são simples desenhos de cores. Todos os elementos que neles se integram têm um significado. Por exemplo:
- Os círculos representam o movimento, o absoluto, a síntese, o verdadeiro eu.
- Os corações representam o sol, o amor, a felicidade, a alegria, o sentimento de união.
- As cruzes representam a união do céu com a terra, a vida e a morte, o consciente e inconsciente.
- Os quadrados representam os processos da natureza, a terra, a estabilidade, o equilíbrio.
- As estrelas representam os símbolos do espiritual, a liberdade, a elevação.
- As espirais representam vitalidade, as energias curativas, a busca constante da totalidade.
- Os hexágonos representam união dos contrários.
- O labirinto representa a busca do próprio centro.
- As borboletas representam a auto-renovação da alma, morte e transformação.
- Os pentágonos representam a silhueta do corpo humano, terra, água, fogo.
- Os retângulos representam a estabilidade, o rendimento do intelecto e a vida terrena.
- Os triângulos representam a água, o inconsciente (quando a ponta esta para baixo, vitalidade, transformação (para cima), agressão para consigo mesmo (para o centro).


O que transmitem as cores?

- Branco: o nada, o Tao, pureza, iluminação, perfeição.
- Negro: Morte, limitação pessoal, mistério, renascimento, consciência galáctica, coragem.
- Cinza: neutralidade, indecisão, renovação.
- Vermelho: masculino, sensualidade, amor, enraizamento, paixão.
- Azul: tranqüilidade, paz, felicidade, satisfação, fluidez.
- Amarelo: sol, luz, jovialidade, simpatia, receptividade.
- Laranja: energia, dinamismo, ambição, valor.
- Rosa: aspectos femininos e infantis, doçura, altruísmo.
- Lilás: amor ao próximo, idealismo e sabedoria, transformação.
- Verde: natureza, equilíbrio, crescimento, esperança, cura.
- Violeta: música, magia, espiritualidade, transformação, inspiração.
- Dourado: sabedoria, claridade, lucidez, vitalidade.
- Prateado: capacidades extra-sensórias, emoções flutuantes, bem estar.


Páginas web recomendadas:


http://www.idejo.edu.uy/,http://www.sanatansociety.com/free_stuff/free_wallpaper_shri_yantra_mandala
http://www.dharmanet.com.br/vajrayana/mandala.htm
http://www.kidsweb.de/basteln/mandala/mandalas.htm, mandalas muy alegres, muy bonitos para los niños
http://www.nicoles-funworld.de/windowcolor/malvorlagen-mandala-8.php

(Dana Tir, IDEJO, Energias e Forças através das Mándalas e Mandala, Teoria e prática). Assim como na páginaWeb:http://www.mipunto.com/temas/3er_trimestre02/mandala.html

Extrato do livro: Pedagooogia 3000 de Noemi Paymal
Tradução para o português: sandraferris@globo.com
Para saber mais sobre Mandalas na Educação leia o material produzido pelo MEC...A Mandala de Saberes que o programa Mais Educação apresenta, como uma estratégia possível para o diálogo de saberes, na perspectiva da educação integral, nasceu no Rio de Janeiro, em meio ao estado de sítio que cerca as favelas cariocas, em uma experiência de educação integral realizada por meio de ações dos Ministérios da Educação e da Cultura.
A Educação Integral tem sido um ideal presente na legislação educacional brasileira e nas formulações de nossos mais lúcidos educadores. Iniciativas diversas, em diferentes momentos da vida pública do país, levaram esse ideal para perto das escolas implantando propostas e modelos de grande riqueza, mas ainda pontuais e esporádicos. O Ministério da Educação, por meio das Secretarias de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) e da Educação Básica (SEB), em parceria com o FNDE, retomou esse ideal para, a partir do aprendizado com experiências bem sucedidas, levá-lo como prática às redes de ensino dos estados e municípios do país. As experiências recentes indicam o papel central que a escola deve ter no projeto de educação integral, mas também apontam a necessidade de articular outras políticas públicas que contribuam para a diversidade de vivências que tornam a educação integral uma experiência inovadora e sustentável ao longo do tempo. Com essas premissas, foi instituído o Programa Mais Educação no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE.

Cad mais educacao_2
View more documents from analuciah

sábado, 30 de junho de 2012

Psico Série A


PSICO é um livro de introdução à psicologia com características físicas de uma revista. Aborda os principais temas introdutórios de forma clara e agradável, pois traz diversos recursos que facilitam a aprendizagem: conceitos-chave nas margens das páginas, realces das partes importantes, boxes com dicas de filmes, curiosidades, etc. É ideal para que o estudante de hoje, mesmo quando não dispõe de muito tempo para estudar, consiga fixar o conteúdo rapidamente.
" A psicologia, com o livro PSICO, traz à realidade o que tem sido de mais esperado para a ciência: inovação! Trata-se de um material científico para uso didático que propicia a aprendizagem, com interesse e dinamicidade.” Silvia H. Koller (Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Professora no Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.)
 Este livro além de trazer informações para a área da Psicologia contribui e muito para os Neuropsicopedagogos, Neuroeducadores, Neuropsicólogos...
Psico Série A
Autores: Tanya Renner; Joe Morrissey; Lynda Mae; Robert S. Feldman; Mike Majors
Editora McGrawHill
Ano:2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Neurociências: as novas rotas da educação


 Fgª. Lana Bianchi e Fgª. Vera Mietto 
Imagem:  http://teens.drugabuse.gov/blog/tag/neuroscience/
Os avanços e descobertas na área da neurociência ligada aos processos de aprendizagem é sem dúvida, uma revolução para o meio educacional. A Neurociência da aprendizagem é o estudo de como o cérebro trabalha com as memórias, como elas se consolidam, como se dá o acesso ás informações e como elas são armazenadas.

Quando falamos e pensamos em Educação e Aprendizagem, falamos em processos neurais, redes que estabelecem conexões e que realizam sinapses.

Mas como entendemos Aprendizagem?

Aprendizagem nada mais é do que esse maravilhoso e complexo processo pelo qual o cérebro reage aos estímulos do ambiente, e ativa suas sinapses (ligações entre os neurônios por onde passam os estímulos), tornando-as mais “intensas” e velozes. A cada estímulo, cada repetição eficaz de comportamento, torna-se consolidado, pelas memórias de curto e longo prazo, as informações, que guardadas em regiões apropriadas, serão resgatadas para novos aprendizados.

A Neurociência vem-nos descortinar o que antes conhecíamos sobre o cérebro, e sua relação com o Aprender. O cérebro, esse órgão fantástico e misterioso, é matricial nesse processo. Suas regiões, lobos, sulcos, reentrâncias tem cada um sua função e importância no trabalho conjunto, onde cada área necessita e interage com o desempenho do hipocampo na consolidação de nossas memórias, com o fluxo do sistema límbico (responsável por nossas emoções) possibilitando desvendar os mistérios que envolvem a região pré-frontal, sede da cognição, linguagem e escrita ecompreender as vias e rotas que norteiam a leitura e escrita (regidas inicialmente pela região visual mais específica (parietal) que reconhece as formas visuais das letras e depois acessa outras áreas para a codificação e decodificação dos sons para serem efetivadas.
Imagem:  http://www.psiquiatriainfantil.com.br/biblioteca_de_pais_ver.asp?codigo=58
 Faz-se mister entender os mecanismos atencionais e comportamentais de nossas crianças padrão das crianças TDAH e estudar suas funções executivas e sistema de comando inibitório do lobo pré-frontal, hoje muito relevante na educação.

Compreender as vias e rotas que norteiam a leitura e escrita (regidas inicialmente pela região visual mais específica (parietal) que reconhecem as formas visuais das letras e depois acessa outras áreas para a codificação e decodificação dos sons para serem efetivadas.

Penetrar nos mistérios da região temporal relacionado à percepção e identificação dos sons onde os reconhece por completo (área temporal verbal) possibilitando a produção dos sons para que possamos fonar as letras. Não esquecer a região occipital, que abriga como uma de suas funções o coordenar e reconhecer os objetos, assim como o reconhecimento da palavra escrita.

Assim, cada órgão se conecta e interliga-se no processo, onde cada estrutura com seus neurônios específicos e especializados desempenham um papel na base do Aprender.

Estudos na área neurocientífica centrados no manejo do aluno em sala de aula nos esclarece que o processo aprendizagem ocorre quando dois ou mais sistemas funcionam de forma inter relacionada (conectada). Assim podemos entender como é valioso aliar a música, os jogos, e movimentos em atividades escolares e ter a possibilidade de trabalhar simultaneamente mais de um sistema: auditivo, visual e até mesmo o sistema tátil com atividades lúdicas, esportivas, e todos os movimentos surgindo de dentro para fora (psico-motricidade), desempenho este que leva-nos ao Aprender

Podemos então eferir, desta forma, que o uso de estratégias adequadas em um processo de ensino dinâmico e prazeroso provocará conseqüentemente alterações na quantidade e qualidade destas conexões sinápticas melhorando assim o funcionamento cerebral, de forma positiva e permanente, com resultados satisfatórios e eficazes.

Os games (adorados por crianças e adolescentes) ainda em discussão no âmbito acadêmico são fantásticos na forma de manter os alunos “plugados” e podem ser mais uma ferramenta mediadora que possibilita estimular o raciocínio lógico, atenção, concentração, conceitos matemáticos através de atividades como: cruzadinhas, caça-palavras e jogos interativos que desenvolvem a ortografia, de forma desafiadora e prazerosa para alunos.

O grande desafio dos educadores é viabilizar uma aula que “facilite” esse disparo neural, este gatilho, a sinapse e o funcionamento desses sistemas, sem que necessariamente o professor tenha que saber como lidar individualmente com cada aluno. Quando ciente da modalidade de aprendizagem do aluno, (e isso não está longe de ser inserida na grade de formação de nossos educadores) o professor saberá quais e melhores estratégias utilizar e certamente fará uso desse meio facilitador no processo Ensino – Aprendizagem.

Outra descoberta é que através de atividades prazerosas e desafiadoras o “disparo” entre as células neurais acontece mais facilmente: as sinapses fortalecem-se e as redes neurais são estabelecidas com mais rapidez (velocidade sináptica).
Sinapse


Rede neural


                                                                                           
                                                 





comunicação entre neurônios

Mas como desencadear isso em sala de aula? Como o professor pode ajudar nesse “fortalecimento neural”?

Todo ensino desafiador ministrado de forma lúdica tem esse efeito: aulas dinâmicas, divertidas, ricas em conteúdo visual e concreto, onde o aluno não é um mero observador de o seu próprio saber o deixam “literalmente ligado”, plugado, antenado.

Imagem:  http://neurosci.umin.jp/e/sensory_motor_neuroscience.html
O conteúdo antes desestimulador e cansativo para o aluno é substituído por um professor com nova roupagem que propicia novas descobertas, novos saberes; é dinâmico e flexível, plugado em uma área informatizada, aonde a cada momento novas informações chegam ao mundo desse aluno. Professor e aluno interagem ativamente, criam, viabilizam possibilidades e meios de fazer esse saber, construindo juntos a aprendizagem com todas as rotas: auditivas, visuais, táteis e neste universo cheio de informações, faz-se a nova Educação e um novo modelo de Aprender.

Uma aula enriquecida com esses pré-requisitos é envolvente e dinâmica: é o saber se utilizar de possibilidades onde conhecimento Neurocientífico e Educação caminham lado a lado.

Mas como isso é possível? O que fazer em sala de aula?

A seguir algumas sugestões adotadas:

(1) Estabelecer regras para que haja um convívio harmonioso de todos em sala de aula, onde alunos sejam responsáveis pela organização, limpeza e utilização dos materiais. Ao opinar e criar regras e normas adotadas, eles se sentirão responsáveis pela sala e espaço escolar.

(2) Utilizar materiais diversificados que explorem todos os sentidos. Visual: mural, cartazes coloridos, filmes, livros educativos; Tátil: material concreto e objeto de sucata planejado. Há uma riqueza de sites na internet que nos disponibilizam atividades produtivas e prazerosas. A criatividade aflora e a aula torna-se muito divertida; Auditivo: música e bandinhas feitas com material de sucata, sempre com o conteúdo pedagógico inserida nelas. A criação de músicas e paródias sobre conteúdos é uma forma muito divertida de aprender. Talentos apareceram em salas de aula. E quem não gosta de cantar? Aulas com dinâmica treinam as memórias de curto prazo e a auditiva (elas são trabalhadas em áreas hipocampais) e assim retidas em memória de longo prazo, efetivando o Aprendizado!

3) O cantinho da “leitura” é um pedaço de criar idéias, deixar o “Novo” entrar na mente, através dos signos e símbolos. (Significados e significante)

4) Estabelecer rotinas onde possam realizar trabalhos individuais, em dupla, em grupos (rotinas estabelecidas reforçam comportamentos assertivos e organização). Crianças com TDAH, que apresentam mal funcionamento das funções executivas se beneficiam com rotinas e regras pré estabelecidas. O trabalho em equipe é relevante, ativa as regiões límbicas (responsáveis pelas emoções) e como sabemos o aprender está ligado à emoção, e a consolidação do conteúdo se faz de maneira mais efetiva. (hipocampo)

(5) Trabalhar o mesmo conteúdo de várias formas possibilita aos alunos “mais lentos” oportunidades de vivenciarem a aprendizagem de acordo com suas possibilidades neurais. Dê aos mais rápidos atividades que reforcem ainda mais esse conteúdo, mantendo-os atentos e concentrados para que os alunos com processos mais lentos não sejam prejudicados com conversas e agitação do outro grupo de crianças.

A flexibilidade em sala de aula permite uma aprendizagem mais dinâmica e melhor percebida por toda a classe. O professor que administra bem os conflitos em sala de aula possui “jogo de cintura” e apresenta o conteúdo com prazer, mantendo seus alunos “plugados”, com interesse em aprender mais, movidos pela novidade: o prazer faz uma internalização de conceitos de maneira lúdica e eficaz.

Desta forma, somos sabedores deste mecanismo neural que impulsiona a aprendizagem, das estratégias facilitadoras que estimulam as sinapses e consolidam o conhecimento, da magia onde cada estrutura cerebral interliga-se para que todos os canais sejam ativados. Como numa orquestra afinadíssima, onde a melodia sai perfeita, de posse desses conhecimentos e descobertas, será como reger uma orquestra onde o maestro saberá o quão precisamente estão afinados seus instrumentos e como poderá tirar deles melodias harmoniosas e perfeitas!

A Neurociência veio para ser grande aliada do professor na atualidade, em identificar o individuo como ser único, pensante, atuante, que aprende de uma maneira pessoal, única e especial. Desvendar os segredos que envolvem o cérebro no momento do Aprender, facilita nosso professor.

Surge um novo professor (neuroeducador), a buscar conhecimento sobre como se processam a linguagem, memória, esquecimento, humor, sono, medo, como interagimos com esse conhecimento e conscientemente envolvido na aprendizagem formal acadêmica. Em posse desses novos conhecimentos é imprescindível desenvolver uma pedagogia moderna, ativa, contemporânea, que capacite novos professores, para formar novos alunos às exigências do aprendizado em nosso mundo globalizado, veloz, complexo e cada vez mais exigente.

Conceitos como neurônios, sinapses, sistemas atencionais, (que viabilizam o gerenciamento da aprendizagem), mecanismos mnemônicos (consolidação das memórias), neurônios espelho (que possibilitam na espécie humana progressos na comunicação e compreensão no aprendizado), plasticidade cerebral (ou seja, o domínio de como o cérebro continua a desenvolver-se e a sofrer mudanças) serão discutidos por neurocientístas, neuropedagogos e família. A sala de aula será palco da ciência e neurociência, onde o educador domina os processos do cérebro para Aprender, e assim possibilita criar novas estratégias para Ensinar.

Através desta neurociência, os transtornos comportamentais e de aprendizagem passam a ser vistos e compreendidos com clareza pelos educadores, que aliados a esta novidade educacional encontram subsídios para a elaboração de estratégias mais adequadas a cada caso. Um professor qualificado e capacitado, com método de ensino adequado e uma família facilitadora dessa aprendizagem são fatores para que todo o conhecimento que a neurociência nos viabiliza seja efetivo, interagindo com as características do cérebro de nosso aluno e do professor. Esta nova aliada habilita o educador a ampliar suas atividades educacionais, abrindo uma nova rota no campo do aprendizado e da transmissão do saber, cria novas faces do Aprender, consolida o papel do educador, como um mediador e o aluno como participante ativo do pensar e aprender.


Bibliografia

ASSMANN, H. Reencantar a educação: rumo à sociedade aprendente. Petrópolis: Vozes, 2001.

CAPOVILLA, F. C. (2002). Neuropsicologia e Aprendizagem: Uma abordagem multidisciplinar. São Paulo, SP: SBNp, Scortecci.

CAPOVILLA, A. G. S., & CAPOVILLA, F.C. (2000). Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa abordagem fônica. São Paulo, SP: Memnon-Fapesp.

CAPOVILLA, F. C. (2002). Neuropsicologia e Aprendizagem: Uma abordagem multidisciplinar. São Paulo, SP: SBNp, Scortecci.

CAPOVILLA, F. C., & CAPOVILLA, A. G. S. (2001). Compreendendo a natureza dos problemas de aquisição de leitura e escrita: Mapeando o envolvimento de distúrbios cognitivos de discriminação fonológica, velocidade de processamento e memória fonológica. Cadernos de Psicopedagogia, 1(1), 14-37.

CAPOVILLA, F. C., & CAPOVILLA, A. G. S. (no prelo). Avaliação de cognição e linguagem da criança.

FONSECA, Vítor (2004). Dificuldades de Aprendizagem, Abordagem Neuropsicológica e Psicopedagógica ao Insucesso Escolar. Editora Âncora. Lisboa

FONSECA, V. da. Aprender a Aprender: a educabilidade cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 1998.

FRASSON, M.A. – Programa de Prevenção e Identificação Precoce dos Distúrbios da Audição. In SCHOCHAT, E. – In: In: SCHOCHAT, E. (org.) - In: Processamento Auditivo - Série Atualidades em Fonoaudiologia, Vol II. São Paulo, LOVISE, 1996. p. 65-105.

KANDEL,E.R. Princípio da Neurociência. Ed.Manoele.2002.

LENT, Roberto.Cem bilhões de neurônios. São Paulo: Ed Atheneu-2006

LURIA, A. R. (1974). EL CEREBRO EN ACCÍON. (P.127-140). Barcelona: Fontanella. Marcilio, L. F. (no prelo) Relações entre Processamento Auditivo, Consciência Fonológica, Vocabulário, Leitura e Escrita.

MIETTO ,Vera e BIANCHI, Lana. http://www.projetogatodebotas.org.br/-artigo: “Dislexia: Como Suspeitar e Identificar Precocemente o Transtorno na Escola”,2010 acesso em 03-01-2010

PANTANO, Telma e Zorzi, Jaime Luiz. Neurociência Aplicada á aprendizagem. São José dos Campos: Pulso,2009.

PEREIRA, L. D., NAVAS, A. L. G. P., & SANTOS, M. T. M. (2002). Processamento auditivo: uma abordagem de associação entre a audição e a linguagem. Em M. T. M. Santos, & A. L. G. P. Navas (Ed.), Distúrbios de Leitura e Escrita: teoria e prática. São Paulo, SP: Ed. Manole.

PEREIRA, L.D. - Processamento Auditivo Central: Abordagem Passo a Passo. In: PEREIRA,L.D., SCHOCHAT, E. - In: Processamento Auditivo Central - manual de avaliação, São Paulo, LOVISE, 1997. p. 49-59.

ROTTA, Newra Tellecha…[et al.] Transtornos da Aprendizagem: Abordagem Neurobiológica e Multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed,2006

ZORZI,J.L. – Aprendizagem e Distúrbios da Linguagem escrita – questões clínicas e educacionais. Porto Alegre, Artmed, 2003

Revista Cérebro & Mente – O livro do cérebro – no 1 e 2 – São Paulo-SP: Dueto, 2009
 http://pt.photaki.com/picture-ativa-as-celulas-nervosas-sinapses-sinapse-sinapses-as-sinapses_150205.htm


Vera Lucia de Siqueira Mietto, Fonoaudióloga, Psicopedagoga, Neuropedagoga, atuação em fonoaudiologia e neurociências em crianças e adolescentes com Distúrbios da Aprendizagem- CFfa 3026-1979-UESA - Rio de Janeiro- RJ e Tutora EAD do www.chafic.com.br e docente da UNICEAD na pós graduação de Monte Claros-MG.


Lana Cristina de Paula Bianchi, Fonoaudióloga, Pedagoga, Psicopedagoga, Atuação em Neurociências em Crianças e Adultos na FAMERP- FUNFARME- São Jose Rio Preto- SP- Especialista em linguagem no Projeto Gato de Botas- Distúrbios de Aprendizagem; www.projetogatodebotas.org.br; CRFª: 2907- 1982- PUCC- Campinas-SP- Profª na Disciplina de Psicologia-UNILAGO- São Jose Rio Preto-SP- Linguagem e Cognição- 2010- Orientadora em monografias no curso de pós-graduação de Psicopedagogia- Famerp- 2010- Campo de pesquisa: Linguagem infantil e adulto-

Rua Orsini Dias Aguiar nº410-Jardim Alvorada- São José do Rio Preto SP - 
Tel:             17-32357001     

Rua Dr Waldir Cabral nº 22 apto 1503- Vital Brasil –Niterói RJ 
Tel:             21-27196529     

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Neuróbica: a aeróbica dos neurônios

     Por Amigos do Livro

  Neuróbica é a aeróbica dos neurônios. Consiste de ginástica para o cérebro. O desafio é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional.  Parte do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro.
          Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios "cerebrais" que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. Ler é benéfico à saúde mental, pois é uma atividade neuróbica.  A atividade da leitura faz reforçar as conexões entre os neurônios. Para a mente, ainda não inventaram melhor exercício do que ler atentamente e refletir sobre o texto.
          Diferente de jogos para a memória, quebra-cabeças e palavras cruzadas, a Neuróbica usa combinações dos cinco sentidos e baseia-se em atividades simples que podem ser realizadas a qualquer hora. Não é raro que as pessoas esqueçam datas de aniversários, compromissos importantes, local onde determinados objetos foram guardados e nomes de pessoas próximas e amigas.  Os esquecimentos costumam ser de acontecimentos recentes, ao passo que fatos passados a muito tempo, dificilmente saem da memória.
         A neurociência vem revelar que o cérebro, apesar de envelhecer, continua a possuir uma capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões. A Editora Sextante publicou no Brasil um livro de nome “Mantenha o seu Cérebro Vivo” de Lawrence Katz e Manning Rubin que apresenta a Neuróbica, um extraordinário programa de exercícios para melhorar a capacidade cerebral baseado nas últimas pesquisas da neurociência.
Exemplo de exercícios:
Use o relógio de pulso no braço direito;
Escove os dentes com a mão contrária da de costume;
Ande pela casa de trás para frente;
Vista-se de olhos fechados;
Estimule o paladar, coma coisas diferentes;
Veja fotos de cabeça para baixo;
Veja as horas num espelho;
Faça um novo caminho para ir ao trabalho;
Troque o mouse de lado;
Entre no carro pelo lado do passageiro.

domingo, 6 de maio de 2012

Dicas de como fazer as crianças gostarem de matemática


         Como já sabemos as crianças podem ser estimuladas desde cedo a desenvolver sua inteligência e outros pontos  importantes que formam a sua personalidade. Na fase de escola muitas mães sofrem com os filhos quando o assunto é matemática, pois a maioria das crianças sente dificuldades com os números. Porém, mamãe saiba que você pode ajudar o seu filho a ter certa intimidade com os números e até gostar de matemática, pois esse conhecimento é uma ferramenta que ajuda o ser humano a desenvolver sua autonomia e capacidade crítica. Veja algumas dicas de como conseguir essa proeza de fazer as crianças apreciarem o conhecimento matemático.
       Em cada idade você pode estimular a criança de uma maneira. Por exemplo, se o seu filho tem dois anos de idade e alguém perguntar a ele quantos aninhos tem, você precisa resistir a tentação de responder por ele e dar estímulos a ele para responder usando os dedinhos. Essa é uma ótima maneira de fazer com que a criança desde cedo já aprenda a importância dos números.     

           A partir dos quatro anos as crianças já podem ser estimuladas através de alguns jogos, como boliche. Você pode improvisar o jogo com garrafas plásticas cheias de areia. Para saber quem é o vencedor ajude a criança a contar as garrafas que caíram.
           Depois dos 10 anos de idade, como as crianças são maiores e já tem contato com situações práticas em sala de aula, proponha algumas atividades mais práticas também, como calcular o preço final da lista de compras que vocês fizeram no supermercado. Essas são todas medidas fáceis e práticas de incentivar as crianças a gostarem de matemática...
Também seguem 2 vídeos relacionados ao assunto:

sábado, 28 de abril de 2012

50 fatos da neurociência que todo professor deve conhecer



O cérebro é provavelmente o órgão mais fascinante do corpo humano. Ele controla tudo: da respiração até nossas emoções e inclusive nosso aprendizado. Se você é professor, conhecimentos básicos de neurociência são essenciais para seu trabalho, já que seu objetivo é proporcionar aprendizagem a seus alunos e, de preferência, da forma mais otimizada possível.
A seguir estão alguns conceitos, dicas e curiosidades que serão extremamente úteis na hora de planejar suas aulas, ou mesmo durante seus próprios estudos (e nesse aspecto esse texto será útil para qualquer pessoa). Você saberá, ao final, desde como o cérebro controla o aprendizado até fatos curiosos sobre a memória. Tudo muito interessante, inclusive para compartilhar com seus amigos e/ou alunos.

Desenvolvimento cerebral e aprendizagem
Aqui vamos aprender fatos interessantes sobre como o cérebro se desenvolve, o que afeta esse desenvolvimento e qual é o impacto na aprendizagem.
1. Leitura em voz alta: Pais e professores que leem em voz alta e falam frequentemente com suas crianças estão contribuindo para o desenvolvimento cerebral delas.
2. Bilinguismo: Crianças que aprendem dois idiomas antes dos cinco anos têm estruturas cerebrais diferentes das que aprendem apenas uma língua. Evidentemente, o bilinguismo acontece com crianças que convivem com pessoas que falam duas línguas. Nada de cursinhos para bebês, ainda ;-)
3. Abuso infantil: Estudos revelam que o abuso infantil muda a forma como o cérebro se desenvolve e afeta negativamente o aprendizado.
4.  Novos neurônios: Durante a vida, constante atividade mental faz com que novos neurônios sejam estimulados no cérebro.
5. Lateralidade: Pessoas canhotas ou ambidestras possuem o corpo caloso cerca de 11% maior que aquelas que trabalham apenas com a mão direita.
6. Crescimento do cérebro: O cérebro humano cresce até a idade de 18 anos.
7.  Ambiente estimulante: Se uma criança é criada num ambiente estimulante, ela terá 25% a mais de capacidade de aprendizagem. O contrário também é verdadeiro, se o ambiente lhe passar poucos estímulos, será 25% menos capaz.
8. Criativos x MetódicosCientistas demonstraram que cérebros que pensam de forma criativa funcionam de forma diferente daqueles cujo pensamento é mais metódico.
9. Alimentação e inteligência: Um estudo com estudantes de Nova Iorque mostrou que aqueles cujas refeições não incluem sabores artificiais, corantes e conservantes tiveram o desempenho 14% melhor em testes de QI do que os que comem alimentos com esses aditivos.
10.Tédio: Humanos têm curiosidade inata, mas quando há falhas nos estímulos, o tédio toma conta.
11. Aprendendo coisas novasUm estudo mostrou que quando as pessoas estão aprendendo coisas novas, seus cérebros se modificam rapidamente. Por exemplo, pessoas aprendendo a fazer malabarismo mostraram mudanças cerebrais em 7 dias.
12. Música. Crianças que têm aulas de música mostram um considerável aumento em sua capacidade de aprendizagem.
13. Leitura facial: A área do cérebro chamada amígdala cerebelosa é responsável por nossa habilidade de identificar os sentimentos de alguém através de sua expressão facial.

Memória


Aqui você aprenderá as diferenças entre memória de curto e longo prazo, como o olfato afeta nossa memória, e mais.
1. Diferentes tipos de memória: A habilidade de aprender e lembrar de coisas novas chama-se memória declarativa e é processada numa parte do cérebro diferente daquela onde ficam armazenadas informações do tipo “como fazer tal coisa”.
2. Olfato e memória: O cheiro é um poderoso mecanismo de ativação da memória. Um estudo demonstrou que a memória, quando relacionada a um cheiro, pode ser resgatada mais facilmente.
3. Novas conexões: Cada vez que uma lembrança é recuperada ou um novo pensamento ocorre, uma nova conexão é criada no cérebro.
4. Crie associações: A memória é formada por associações. Por isso, para desenvolver a memória de alunos, trabalhe com métodos mnemônicos.
5. Sono: O cérebro usa o período de descanso para consolidar memórias.
6. Falta de sono: Dormir pouco diminui sua habilidade para constituir novas memórias.
7. Memória de curto prazoEstudos sugerem que a memória de curto prazo é o resultado de impulsos cerebrais químicos e elétricos — mudanças diferentes daquelas associadas à memória de longo prazo, que são mais de nível estrutural.

Curiosidades sobre o cérebro


De como o cérebro nos ajuda a piscar até as cirurgias cerebrais na antiguidade. Essa lista de curiosidades vai ajudar você na próxima vez que precisar falar sobre o cérebro.
1. Piscar: A cada vez que piscamos (cerca de 20 mil vezes por dia), nosso cérebro mantém as coisas iluminadas, de forma que o mundo não se apaga a cada piscada.
2. Gargalhar: Uma tarefa tão simples quanto gargalhar é, na verdade, um processo complexo que requer atividade em cinco diferentes áreas do cérebro.
3. Objetivo do bocejo: Você já deve ter reparado que quando uma pessoa boceja, as que estão próximas acabam fazendo o mesmo. Cientistas acreditam que o bocejo pode ter sido um antigo comportamento social que sinalizava algum evento no qual a resposta dos demais se dava através de um bocejo. Por isso, hoje em dia nós continuamos a “dar a resposta”, mesmo que não haja necessidade de uma.
4. Banco de Cérebros: A Universidade de Harvard mantém um  banco de cérebros no qual mais de 7.000 cérebros humanos estão armazenados para propósitos de pesquisa.
5. Disney e desordens do sono: Os criadores da Disney usaram desordens do sono como ronco, pesadelos e sonambulismo em vários dos personagens de seus desenhos.
6. Pensamentos: Acredita-se que humanos experenciam cerca de 70 mil pensamentos por dia.
7. Aristóteles: O filósofo grego pensava que as funções do cérebro eram realizadas pelo coração.
8. Espaço sideral: A falta de gravidade no espaço afeta o cérebro de várias formas. Cientistas estão estudando como e por quê, mas talvez você queira adiar sua próxima viagem à Lua.
9. Shakespeare: A palavra cérebro aparece 66 vezes nas peças o dramaturgo inglês.
10. Neurocirurgias: Arqueólogos encontraram evidências de que cirurgias cerebrais primitivas já eram realizadas por volta do ano 2000 a.C. através de uma abertura no crânio feita no paciente.
11. Amigos imaginários: Um um estudo psicológico na Austrália mostrou que crianças entre 3 e 9 anos que têm amigos imaginários tendem a ser primogênitos.
12. Oxytocina e autismo: Oxytocina é um hormônio responsável por promover a interação social e pode ajudar crianças com autismo a aumentar suas habilidades de socialização e de autoconfiança.

O Cérebro fisicamente


Afinal, do que nosso cérebro é feito? Aqui vamos desmistificar alguns fatos do senso comum e embasá-lo cientificamente sobre a constituição de nosso principal órgão.
1. Água: A constituição de nosso cérebro é de cerca de 75% de água.
2. Mito dos 10%: Se você já ouviu falar que seres humanos usam apenas 10% das capacidades de seu cérebro, saiba que esse é  apenas um mito. Cientistas já são capazes de atribuir função para qualquer parte do cérebro.
3. Peso: O cérebro humano pesa cerca de  1kg e 300 gramas.
4. Não há dor: Não existem receptores de dor no cérebro, portanto é impossível ter dor de cérebro.
5. Telencéfalo: Também chamado de cerebrum, constitui a maior parte do cérebro, pesando cerca de 85% do total.
6. Branco e cinza: O cérebro humano é formado por 60% matéria branca e 40% matéria cinza (daí a expressão “massa cinzenta”).
7.  Neurônios: Cerca de 100 bilhões de neurônios formam o cérebro humano.
8.  Sinapses: Para cada um dos neurônios, há de 1.000 a 10.000 sinapses.
9.  Córtex cerebral: Quanto mais é usado, mais largo fica o córtex cerebral.
10. Bocejo: Acredita-se que bocejar é uma forma de enviar mais oxigênio para o cérebro, servindo, portanto, para resfriá-lo e estimulá-lo.

Cérebros fabulosos

Alguns exemplos de pessoas fabulosas e seus cérebros.
1. Daniel Tammet é um autista com Síndrome de Savant com extraordinária capacidade de realizar cálculos, conhece sete idiomas, e está desenvolvendo uma linguagem própria.
2. Albert Einstein: O cérebro de  Einstein era similar em tamanho aos cérebros de pessoas comuns, exceto na região responsável por cálculos matemáticos e percepção espacial, que era 35% maior que a média.
3. Keith Jarrett é uma estrela do jazz que, aos 3 anos de idade, foi identificado como possuidor de ouvido absoluto. Os cientistas associaram essa capacidade à região do lobo frontal direito do cérebro.
4. Taxistas de Londres: Famosos por conhecerem todas as ruas de memória, esses taxistas possuem um hipocampo maior que o normal, especialmente aqueles que estão no trabalho a mais tempo. Isso sugere que quanto mais memorizamos informações, maior fica nosso hipocampo.
5. Vladimir Ilyich Lenin: Após sua morte, o cérebro de Lenin foi estudado e descobriu-se que era anormalmente largo, contendo numerosos neurônios em uma região em particular. Alguns acreditam que essa estrutura cerebral possa explicar sua famosa inteligência.
6. O cérebro mais antigo: Na Universidade de York, no norte da Inglaterra, um cérebro que acredita-se ter cerca de  2000 anos foi desenterrado.
7. Ben Pridmore, o campeão mundial de memorização, memorizou 96 eventos históricos em 5 minutos e a ordem de um baralho de cartas embaralhado em 26,28 segundos.
8. Henry Molaison: Por décadas conhecido apenas como “HM,” Molaison foi submetido a uma cirurgia em 1953 e nunca mais pode formar novas memórias. Ele se tornou o paciente mais estudado pelos neurocientistas. Molaison morreu pouco mais de um ano atrás e doou seu cérebro para a ciência. Atualmente, ele está sendo alvo de muitos estudos.
Esse texto é uma tradução livre de 50 Brain Facts Every Educator Should Know, de Pamelia Brown.
Fonte consultada: http://www.lendo.org/