Ana Lúcia Hennemann
A escola é um espaço destinado à aprendizagem, além é
claro de abarcar com diversas outras demandas que a “sociedade multitarefa” vem
lhe atribuindo. Dentro deste novo contexto educativo, os professores percebem a
necessidade de um profissional que venha dar suporte, tanto as questões
pedagógicas, psicológicas e neurológicas, ou seja, mostrar de que forma posso
promover uma aprendizagem mais eficiente para os alunos.
A função do neuropsicopedagogo institucional é justamente
esta, a de propor novos olhares educativos, pautados na neurofisiologia do
indivíduo que aliadas às práticas pedagógicas vão procurar a facilitação da aprendizagem,
além de identificação e redução dos problemas educacionais nos diversos níveis
de escolaridade.
O neuropsicopedagogo utiliza-se dos processos de
metacognição, o pensar sobre o pensar, fazendo com que o indivíduo entenda o porquê de responder "de tal
maneira, tal pergunta", de que forma poderia ter feito melhor, sendo assim, os
processos metacognitivos vão além da cognição, uma vez que esta se baseia somente em
ensinar o aluno a dar respostas e se possíveis certas. Aliado aos demais profissionais do
contexto educativo ele procura transformar “queixas” em pensamentos, criando espaço
para a escuta e observação, para a
partir daí fazer devolutivas.
Através de estudos de como o cérebro aprende, de modo mais
eficiente, encontradas em disciplinas voltadas às neurociências, o
neuropsicopedagogo possui procedimentos e práticas eficazes para lidar com
situações de dificuldades de aprendizagem. Dificuldades estas, que podem estar
relacionadas à linguagem escrita, tanto na matemática quanto na comunicação, ou
talvez defasagem decorrente de déficit visual, motor ou transtornos emocionais,
bem como desenvolvimento intelectual diferenciado, tanto de alunos com
incapacidade como dos com altas habilidades.
