Ontem participei de uma atividade no colégio no qual
trabalho, denominada “Pensação”. A mesma envolve os alunos desde a Educação
Infantil, até os alunos do Ensino Médio. Caracteriza-se por concentrar os
alunos em grupos, de acordo com os níveis, para resolverem algumas tarefas.
Cada grupo fica concentrado em uma sala, com um professor, sendo que o mesmo
fica no papel de observador, não podendo intervir na resolução das atividades. Estas tarefas são entregues dentro de um
envelope, “quase que lacrado”, tem um determinado tempo para serem resolvidas e
no prazo estipulado vem um responsável para recolher o envelope juntamente com
suas respostas. O interessante é que este projeto ocorre num determinado dia e
os alunos que optam por se inscrever ou não no “Pensação”, mas posso afirmar
que a grande maioria estava lá.

Como foi a primeira vez que participei, achei muito
interessante perceber os mecanismos com que as crianças se utilizam para juntas
chegar à resolução de determinados problemas. Como meu papel era somente de
observadora, me encontrei divagando em minha infância e recordei da figura da
esfinge, presente em vários livros e desenhos que li e assisti. Logo em seguida
recordei das mil e umas atividades que meu pai nos proporcionava quando
criança. Vivia inventando truques de “mágica”, mostrava cartas e dizia que
adivinharia qual estávamos pensando e adivinhava mesmo, hoje eu sei que tudo
não passava de uma questão de dedução lógica, pois ele nos mostrava algumas e
ia modificando a posição das mesmas, até que não restassem dúvidas de qual
havíamos escolhido.
Cada semana ele inventava uma coisa nova, uma das que levei
mais tempo para descobrir e jamais vou esquecer, embora não recomendo a ninguém
fazer, a menos que queira ficar todo “encarvoado”, era assim: Ele passava
cinzas no braço e apareciam palavras escritas no mesmo... Aos olhos de nós
crianças era um truque fenomenal, como ele conseguia fazer aquilo? Passávamos dias
espiando para ver que tipo de caneta ele usava que era invisível. Antes dele
anunciar que iria aparecer tal palavra em seu braço, lembro que solicitava que passássemos
a mão no mesmo para demonstrar que não
tinha nada, e foram dias e meses tentando descobrir o mistério...até que de
tanto insistirmos veio a resposta: ele pegava um pedaço de sabão em barra,
utilizava como lápis e escrevia o que queria no seu braço. Não ficavam marcas,
não se percebia nada e no momento da “mágica”, passava cinza,e, lógico,
aparecia uma palavra escrita em seu braço. Bons tempos, boas recordações...
Quando voltei para
casa depois de ver aquelas crianças se debruçando sobre as questões
propostas, percebi como esses momentos são significativos, quanto eles nos desenvolvem,
quantas conexões utilizamos para descobrir tal problema e ficam registradas em
nossas memórias. Então pensei, enigmas e cérebro...isso precisa aparecer em meu
blog, tem que haver um local onde as pessoas também possam se utilizar destas atividades
para propor desafios para seus alunos, seus amigos, seus familiares e nesse
sentido que irão sutilmente aparecer algumas postagens sobre esses assuntos,
inclusive lá no face também criei um álbum somente com desafios, que será
construído aos poucos e com a participação dos visitantes de lá.
Vamos ver no que vai dar...