Gostou da citação, então leia o artigo da Revista Profissão Mestre de setembro de 2011...Muita aprendizagem...
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domingo, 8 de dezembro de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
O homem está evoluindo para conciliar a emoção e a razão.
Em entrevista a VEJA, o neurocientista português António
Damásio fala sobre como as emoções e sentimentos são essenciais ao influenciar
a tomada de decisões e moldar a razão humana.
O português António Damásio, 69 anos, é um dos maiores nomes
da neurociência na atualidade. Radicado nos Estados Unidos desde a década de
70, e professor da University of Southern Califórnia, em Los Angeles, onde
dirige o Instituto do Cérebro e da Criatividade, ele conduziu pesquisas que
ajudaram a desvendar a base neurológica das emoções, demonstrando que elas têm
um papel central no armazenamento de informações e no processo de tomada de
decisões. Seus livros O Erro de Descartes (1994), O mistério da Consciência
(1999), Em Busca de Espinosa (2003) e E o Cérebro Criou o Homem (2009), todos
publicados no Brasil pela Cia. das Letras, tratam principalmente do papel das
emoções e sentimentos na razão humana e quais são os processos que produzem o
fenômeno da consciência. Em visita ao Brasil para participar da série de
palestras Fronteiras do Pensamento, Damásio falou a VEJA.
Na introdução de seu último livro, O Cérebro criou o Homem,
o senhor diz que acabou se desapontando com algumas de suas abordagens ao longo
do tempo e decidiu começar seu trabalho de novo. Quais foram as descobertas que
o levaram a repensar sua pesquisa? Ao longo desses anos todos, o estudo sobre a
estrutura do cérebro avançou muito e ajudou a entender melhor certas operações,
como a memória e a consciência. Além disso, por meio das minhas pesquisas pude
perceber a importância das emoções e dos sentimentos na construção do nosso
raciocínio. Para ter o que chamamos de consciência básica é preciso ter
sentimentos. Isto é, é preciso que o cérebro seja capaz de representar aquilo
que se passa no corpo e fora dele de uma forma muito detalhada. É daí que nasce
a rocha sobre a qual a mente forma sua base e se edifica.
O que é a mente? Ela é uma sucessão de representações
criadas através de sistemas visuais, auditivos, táteis e, muito frequentemente,
das informações fornecidas pelo próprio corpo sobre o que está acontecendo com
ele — quais músculos estão se contraindo, em que ritmo o coração está batendo e
assim por diante. Em resumo: a mente é um filme sobre o que se passa no corpo e
no mundo a sua volta.
Qual a diferença entre emoção e sentimento? A emoção é um
conjunto de todas as respostas motoras que o cérebro faz aparecer no corpo em
resposta a algum evento. É um programa de movimentos como a aceleração ou
desaceleração do batimento do coração, tensão ou relaxamento dos músculos e
assim por diante. Existe um programa para o medo, um para a raiva, outro para a
compaixão etc. Já o sentimento é a forma como a mente vai interpretar todo esse
conjunto de movimentos. Ele é a experiência mental daquilo tudo. Alguns
sentimentos não têm a ver com a emoção, mas sempre têm a ver os movimentos do
corpo. Por exemplo, quando você sente fome, isso é uma interpretação da mente
de que o nível de glicose no sangue está baixando e você precisa se alimentar.
O senhor diz que as emoções desempenham um papel muito
importante no desenvolvimento do raciocínio e na tomada de decisões. Que papel
é esse? Há certas decisões que são evidentemente feitas pela própria emoção.
Quando há uma situação de medo, ele aconselha um entre dois tipos de decisão:
correr para longe do perigo ou permanecer quieto para não ser notado. Há também
decisões muito mais complexas, como, por exemplo, aceitar ou não um convite
para jantar. Nesse caso, a emoção tem um papel de primeiro conselheiro, um
primeiro indicador do que se deve fazer.
Você pode querer ir, mas ao mesmo tempo há qualquer coisa no
comportamento da pessoa que o faz desconfiar de que ela pode não ser sincera. E
o que é isto? É uma reação emotiva, a emoção participando da sua decisão.
Então é a emoção que nos fornece o que chamamos popularmente
de instinto ou sexto sentido? Instinto é uma palavra que deve ser reservada
para certas coisas muito fundamentais, como o instinto sexual ou de
alimentação. Eu diria que a emoção fornece incentivos. As emoções, quer as
positivas quer as negativas, podem ter uma enorme influência naquilo que nós
pensamos. Mesmo as pessoas que se dizem muito racionais não podem separar as
duas coisas. Por exemplo: imaginemos que um chefe esteja entrevistando uma
pessoa para uma vaga. O currículo da pessoa é ótimo e as referências também,
mas algo diz que ela não vai dar certo na empresa. Esse 'algo me diz' é a
emoção falando. Algo no comportamento dessa pessoa evoca uma emoção negativa
que leva o chefe a ficar com um pé atrás.
O que pode causar essa desconfiança? O ser humano avalia uma
outra pessoa principalmente pela voz e pela expressão facial dela. Assim, a
forma como a pessoa olha para você pode parecer insolente; ou um jeito de mexer
a boca faz parecer que ela não é sincera.
Se toda a nossa percepção do mundo é afetada pela emoção,
como podemos confiar nos nossos julgamentos? As emoções foram extremamente bem
sucedidas, ao longo da evolução, em nos manter vivos. O medo fez com que nos
expuséssemos menos ao perigo e tivéssemos mais chance de sobreviver. A alegria
nos deu incentivo para fazer o que precisamos para prosperar: exercitar a
mente, inventar soluções para problemas, comer, nos reproduzir. Emoções como a
compaixão, a culpa e a vergonha são importantes porque orientam nosso
comportamento moral. Se você fizer qualquer coisa que não está correta em
relação a outra pessoa, vai se sentir envergonhado e terá um sentimento de
culpa. Isso é muito importante porque vai ajudar a manter a sua conduta de
acordo com a convivência em sociedade. Uma coisa que falta aos psicopatas é
exatamente esse sentimento de culpa, de vergonha. Os sentimentos são, portanto,
fundamentais para organizar a sociedade e foram fundamentais para a formação
dos sistemas moral e judicial. Mas as emoções por si só têm limites. Para
vivermos em sociedade no século XXI, precisamos muitas vezes ser capazes de
criticar as nossas próprias emoções e dizer não a elas. E a única maneira de ultrapassar
as emoções é o conhecimento: saber analisar as situações com grande pormenor,
ser capaz de raciocinar sobre elas e decidir quando uma emoção não é vantajosa.
Há um nível básico em que as emoções ajudam, e se você não tem esse nível você
é um psicopata. Mas há um nível mais elevado em que as emoções têm de ser não
as conselheiras, mas as aconselhadas.
As emoções são condicionadas pela vivência em sociedade? As
emoções são em grande parte inatas, mas nos primeiros anos de vida são
condicionadas e sintonizadas com a sociedade. Alguns mamíferos têm emoções mais
elevadas, como a compaixão, especialmente na relação entre mães e filhos. As
mães de cães e lobos tratam seus filhotes com um carinho que é emocional e é
totalmente inato, ninguém as ensinou. Há elefantes que quando perdem um
companheiro ficam não só tristes como deixam de brincar e são capazes até de
fazer uma espécie de luto. Claro que nada disso foi ensinado, é tudo inato. O
que acontece com os seres humanos é que esses programas inatos têm sido,
através de milhares de anos, refinados e melhorados por aspectos
sócio-culturais. Hoje em dia, evidentemente, nossa estrutura moral não é inata.
Ela tem sido condicionada pela história da nossa sociedade com elementos que
têm a ver com a religião, a justiça e a economia, estruturas que são resultado
da vida humana em sociedades complexas.
Se as emoções podem moldar o raciocínio, o oposto pode
acontecer? Isto é, o raciocínio pode alterar nossas emoções? Claro, e é aí que
está a grande beleza e a grande complicação dos seres humanos. É aí que você
vai encontrar todos os grandes dramas da história, aquilo que Sófocles ou
Shakespeare captaram em suas peças. Os grandes dramas de reis e rainhas,
príncipes e plebeus, é o constante conflito entre aquilo que são os conselhos
da emoção e do instinto, por um lado, e a influência que vem do raciocínio, do
conhecimento e da reflexão. Essa é a grande base da tragédia grega ou
shakespeariana. Nós, na medida em que as sociedades evoluem, estamos caminhando
para uma maior harmonia entre o lado emocional e instintivo e o lado racional e
de reflexão. Essa harmonia ainda não se estabeleceu e não vai acontecer nem na
minha geração nem na sua. É um trabalho por se concluir. Mas um dia, a
convivência em sociedade, que exige que se ponha razão e emoção na balança o
tempo inteiro, vai conseguir equilibrar os dois lados.
E como ocorre esse condicionamento das emoções? É nos
primeiros anos de vida que podemos inculcar valores e formas de raciocínio
através da repetição de exemplos. Eles são o alicerce da construção da nossa
moral. Do ponto de vista do cérebro isso é muito curioso porque é quase uma
negociação entre suas partes. Há partes muito antigas em termos de evolução,
como o tronco cerebral, e muito mais recentes, como o córtex cerebral. No
córtex cerebral estão as grandes representações que constroem a mente: visão,
audição, tato. Todas essas representações se constroem ali, e da ligação entre
elas se dá o raciocínio. Mas o córtex cerebral precisa negociar com regiões do cérebro
que estão no tronco cerebral e são as responsáveis pelos impulsos e as reações
rápidas. É dessa negociação que surge o conceito de que algo é permitido ou
não. Você repete, repete, repete até que as duas partes entrem em consenso.
É possível recondicionar os sentimentos já na vida adulta? É
possível, porém é muito mais difícil e nem sempre é um trabalho bem sucedido.
Se você tem uma pessoa que começou a vida como um sociopata, é
extraordinariamente difícil tornar essa pessoa um ser normal em relação a
comportamento social. Isto porque seria necessário fazer todo o processo que se
faz numa criança, mas o paciente já tem autonomia para não aceitá-lo.
Como raciocinamos melhor? Felizes ou tristes? A felicidade
está ligada a certas moléculas químicas e a tristeza a outras. Quando estamos
felizes as imagens se sucedem com mais rapidez e se associam mais facilmente.
Na tristeza as imagens passam muito mais devagar e ficam como que impressas ali
por um tempo. O ponto ideal para a efetividade do raciocínio é a felicidade com
uma ponta de tristeza — porque na euforia, o pensamento se embaralha.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Você participaria de um estudo destes?
O ESTUDO DE ZIMBARDO
- Um estudo clássico de 1970 (ZIMBARDO) recrutou
universitários do sexo masculino para participarem de um experimento realizado
no porão do prédio de psicologia da Universidade de Stanford, reformado para
servir como uma prisão fictícia.
- Ele escolheu os voluntários mais estáveis
emocionalmente e depois aleatoriamente designou-os para papéis de prisioneiro e
guarda...
OS guardas receberam uniformes e cassetetes; os
prisioneiros foram trancados em celas e tiveram de usar roupas supostamente
humilhantes (batas sem cuecas).
Os participantes começaram a levar excessivamente a sério
os respectivos papéis.
- Depois de apenas um dia de “dramatização”, os guardas
começaram a tratar cruelmente os prisioneiros; alguns dos prisioneiros se rebelaram
e outros começaram a demonstrar grande perturbação.
O desempenho de papéis logo se transformou em
realidade...
- A situação deteriorou tanto que Zimbardo teve de
interromper o estudo depois de apenas 6 dias, pois até os jovens emocionalmente
estáveis, normais e instruídos foram vulneráveis ao poder dos papéis
situacionais.
Fonte: GRIGGS, Richard. Psicologia uma abordagem concisa.
POA: Artemd, 2009
E AÍ PERCEBERAM QUANTO NOSSAS EMOÇÕES E COMPORTAMENTOS SÃO INFLUENCIADOS PELO MEIO? OU VOCÊ ACHA QUE
NÃO?
- Uma situação que retrata esse estudo é quando um indivíduo é professor e vivencia o papel de estudante, seja num curso, seja numa faculdade. Ele simplesmente se veste do papel de aluno e muitas vezes expressa o aluno em que ele foi em épocas anteriores...
- Ou mesmo, quantas vezes, quando pais, desempenhamos a mesma forma de agir que nossos pais tinham conosco...pois na verdade exercemos PAPEIS, e estes tem impacto sobre nosso desempenho, uma vez que somos seres sociais e existem padrões de comportamento socialmente esperados e são essas definições que influenciam tanto o nosso comportamento quanto nossas atitudes.
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