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Com alguma frequência tenho postado imagens no “Face”,
onde se faz necessário encontrar alguma figura oculta, confesso que para mim
também é um desafio encontrar algumas e em certas ocasiões necessito buscar alguma
dica, algum detalhe que indique o objeto escondido. Para alguns pode parecer
uma simples brincadeira, entretanto, a prática destas atividades faz com que
desenvolvemos nossas memórias e percepções, tanto que passamos a ser mais perceptivos
quanto aos pequenos detalhes à nossa volta.
Mas, afinal de contas, qual a região do cérebro que
ativamos ao fazer atividades de encontrar figuras ocultas? Com certeza, o lobo
occipital, pois este é uma espécie de centro que analisa as informações
captadas pelos olhos e as interpreta mediante um minucioso processo de
comparação, seleção e integração. Mas e o lobo frontal? Quanta informação se processa em poucos segundos...
Quando visualizamos alguma imagem o cérebro faz um
registro sensorial, após uma análise perceptual e em seguida uma codificação e
análise semântica. O cérebro então fez uma seleção precoce e em seguida uma
seleção tardia (percebendo demais detalhes daquilo que está ao seu alcance)
então por fim vem a memória, o raciocínio e a emoção, os quais podem até
modificar o nosso comportamento, pois quando focamos nosso olhar para as
imagens em busca de outras, a primeira reação é a sensação de desordem, de
busca, então necessitamos, em alguns casos, em frações de segundos, reorganizar
novas informações e desenvolver estratégias cognitivas para ampliar nossos
esquemas representacionais.
Tanto que num simples comentário postado numa destas
imagens resumiu todo o contexto “O que é a mente de cada ser?”, ou seja, cada
um vai procurando identificar algo com o que já possui familiaridade, suas
memórias, suas experiências...
A interpretação do que vemos no mundo exterior é uma
tarefa muito complexa. Já se descobriram mais de 30 áreas diferentes no cérebro
usadas para o processamento da visão. Umas parecem corresponder ao movimento,
outras à cor, outras à profundidade (distância) e mesmo à direção de um
contorno. E o nosso sistema visual e o nosso cérebro tornam as coisas mais
simples do que aquilo que elas são na realidade. E é essa simplificação, que
nos permite uma apreensão mais rápida (ainda que imperfeita) da «realidade
exterior», que dá origem às ilusões de óptica.
