Em pesquisa feita aos usuários do Facebook, pode-se
constatar que a idade padrão de lembranças de nossa infância iniciam-se por
volta dos 3 - 4 anos de idade. O que confirma a pesquisa relatada na postagem Pessoas
esquecem da infância ainda crianças.
Entretanto aqui se fez menção somente a um tipo de memória,
mas conforme a psicanalista paulista Joanna Wilheim, autora de O que é
Psicologia Pré-Natal, em entrevista a Vasconcelos,
o feto tem memória:
O feto tem memória?
Sim, isso é um fato cientificamente comprovado por vários experimentos. Um
deles consiste em que a mãe leia certa história para o feto nas últimas semanas
da gravidez. Após o nascimento, fones de ouvido são colocados no bebê e são
lidas duas histórias para ele: a que escutou quando estava no útero e outra
desconhecida. Por meio de um aparelho de sucção, o recém-nascido pode “regular”
qual das historinhas quer ouvir. Invariavelmente, ele “chama” a história conhecida.
Se ele tem memória, por que não nos recordamos de nossa vida uterina?
As inscrições das experiências e vivências pré-natais ficam registradas no
inconsciente. O inconsciente não é acessível à nossa percepção. As experiências
registradas podem se manifestar indiretamente. Elas podem aflorar quando algum
fato da realidade atual “esbarrar” numa “cápsula” que contém uma memória de
acontecimento registrado na vida pré-natal. O que aflora são, sobretudo, as
sensações e emoções relacionadas com tal fato.
O bebê é capaz de aprender ainda no ventre da
mãe?
Sem dúvida. A médica e psicanalista italiana Alessandra Piontelli, autora do
livro De Feto a Criança (Imago Editora), relata o caso de uma menininha
observada através de ultra-som desde o início da gravidez. A menina era um feto
muito ativo. Movimentava-se bastante, brincava com a placenta e o cordão
umbilical. Uma de suas brincadeiras era manipular com os dedinhos a placenta
num movimento de querer descolá-la. Esta manipulação acabou provocando um forte
sangramento. A mãe correu o risco de perder a bebê e foi colocada em repouso
absoluto até o fim da gravidez. A menina passou a ficar absolutamente imóvel,
enfiada em um canto do útero, até o fim da gravidez. Ela havia aprendido que a
sua movimentação havia posto em risco a sua vida.
Entretanto, também cabe ressaltar que algumas memórias
que temos, são através de fatos contados por nossos familiares que de tanto
comentarem o ocorrido, acabamos criando essa imagem dentro de nós.
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| Imagem: http://eugeniopacelliteles.blogspot.com.br/2011/01/exame-de-ultrassonografia-obstetrica-3d.html |
Fonte:
Vasconcelos, Yuri. A vida dentro do útero. Disponível em http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI7241-10448-4,00-A+VIDA+DENTRO+DO+UTERO.html


