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sábado, 18 de maio de 2013

As infinitas possibilidades do corpo humano


      Maravilhosa a reportagem apresentada  pelo Globo Repórter (dia 17/05/2013) mostrando as infinitas possibilidades do nosso corpo. São 640 músculos. Três bilhões de fibras nervosas. Trinta trilhões de células vermelhas.
            Um esqueleto leve como alumínio. Resistente como aço. E quatro vezes mais forte que o concreto. Somos um espetacular produto de engenharia. Por dentro. E por fora.
Um coração que bombeia sangue através de noventa e seis mil quilômetros de veias.
Você sabia que o cérebro consome 20% do nosso oxigênio?
Mas, como funciona a nossa memória? Vamos conhecer o homem que não consegue esquecer. Ele se lembra de tudo o que fez em cada dia vivido.
O homem que nunca sentiu dor: como ele está ajudando cientistas a descobrirem um remédio contra as dores crônicas?
A mulher que tem a visão, a audição e o olfato embaralhados. Para cada som, uma cor. E em cada olhar, um ruído. É o mundo multimídia de Carol.
As surpreendentes cirurgias em 3D: como os médicos conseguem operar pacientes como se estivessem dentro do corpo deles?
A droga que promete acabar com os mais perigosos vírus do ar que respiramos. O tratamento que usa o frio intenso para curar. E o engolidor de espadas que vai nos conduzir numa fantástica viagem por dentro do nosso sistema digestivo.

Divulgação – Rede Globo
Seguem os vídeos...
Parte 1-



Parte 2 


Parte 3

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O que é sinestesia?

      O cinema nos convence de que o diálogo vem da boca dos atores em vez dos alto-falantes espalhados pela sala. Na dança, os ritmos do corpo imitam ritmos sonoros cineticamente e visualmente, parecendo ser uma só coisa...
     Conforme o filósofo David Chalmers, dentro da neurociência o estudo do cérebro tem ajudado a superar alguns estigmas que nos foram apresentados por mais de séculos. No decorrer da história existem diversas situações em que pessoas não tinham explicações para fatos ocorridos com elas.
      Um exemplo típico disso seria o caso dos sinestetas. Já ouviu falar?
      Dê uma olhada na imagem... consegue encontrar algum triângulo nela?


    Agora olhe novamente, porém observe à direita a maneira que os sinestetas visualizariam esta imagem...
Os números "2" formam o triângulo

O que é sinestesia?

    Sinestesia é uma condição na qual um sentido (por exemplo, da audição) é simultaneamente percebido como se por um ou mais sentidos complementares, tais como visão. Outra forma de sinestesia junta objetos como letras, formas, números ou nomes de pessoas com uma percepção sensorial, tais como cor, cheiro ou sabor. A palavra sinestesia vem de duas palavras gregas, syn (junto) e aisthesis (percepção). Portanto, a sinestesia, literalmente, significa "percepções unidas."
     Por exemplo, se pensarmos na palavra banana, o mais comum é lembrarmos da imagem da banana, sinestetas podem além da imagem da banana, ver a palavra banana escrita na cor amarela, projetada à frente de seus olhos, podem sentir o gosto da banana, o cheiro da banana, tudo isso em frações de segundos.


    Também é comum perceberem o alfabeto e os números com cores diferenciadas, sendo que no caso da banana, a escrita também poderia aparecer para eles desta forma...

     A sinestesia pode envolver qualquer um dos sentidos. Há sinestetas que ouvem sons em resposta a cheiro, cheiro em resposta ao toque, ou que sentem algo em resposta a visão. Há algumas pessoas que possuem a sinestesia que envolve três ou até mais sentidos, mas isso é extremamente raro. Segundo Grossenbacker, a visão de um sinesteta normalmente são percebidas fora do corpo. “As cores e os movimentos se formam em uma espécie de tela virtual, localizada a cerca de meio metro de distância do olhos”
     Percepções sinestésicas são específicas em cada pessoa. Diferentes pessoas com sinestesia quase sempre discordam em suas percepções.
       Segundo o neurologista Richard Cytowic, longe de ser raro, a sinestesia é comum – um em cada 23 indivíduos tem algum tipo de sinestesia.. Mentes que funcionam de maneira diferente não são tão estranhas assim. Por exemplo, muitos artistas, poetas e romancistas têm a capacidade de vincular ideias aparentemente não relacionadas entre si, como se fosse uma metáfora.
     Para Herculano-Houzel existem alguns tópicos importantes em relação a sinestesia:
1) sinestesia não é doença (pois não diminui a qualidade de vida), e sim uma variação da maneira como o cérebro processa sinais dos sentidos; 2) a sinestesia é herdada geneticamente, e portanto muito mais comum em famílias que já têm um ou mais sinestetas; 3) não tem tratamento (e por que teria, ou por que deveria ter, se é apenas uma maneira de processar estímulos? O que percebemos como sons, afinal, não são uma propriedade do estímulo que chega às orelhas, e sim de como o cérebro processa esse estímulo); 4) não é simples associação, memória, nem "modo de dizer", como algumas pessoas acham um som "macio" ou um aroma "pungente": é a capacidade que algumas pessoas têm de processar um estímulo como se fosse - SEMPRE - dois ou mais ao mesmo tempo. 
     A quantidade de progressos em relação às pesquisa sobre sinestesia nos últimos anos tem aumentado. O futuro está repleto de possibilidades para mais descobertas.  A revelação de algumas pessoas famosas que ditas sinestésicas, tais como os cientistas Nikola Tesla e Richard Feynman e a aceitação desta condição por parte da ciência, abrem caminho para que mais pessoas venham a falar sobre isso e talvez algumas se descubram sinestésicas e venham contribuir para pesquisas relacionadas a este enfoque.


Fonte:
CURTIS, Cassidy. Letter_Color Synaesthesia. Disponível online em http://otherthings.com/uw/syn/
 Herculano-Houzel, Suzana. Sinestesia: ver sons e cheirar imagens não é doença. Disponível online em: http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2009/8/2/sinestesia-ver-sons-e-cheirar-imagens-no-e-doenca.html
Mente e Cérebro. Novas hipóteses para a origem da sinestesia. Disponível online em http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/novas_hipoteses_para_a_origem_da_sinestesia.html